Correio B

TRADIÇÃO TÊXTIL

E-book fala sobre a influência paraguaia na tecelagem pantaneira

Um dos principais elementos que aproximam o Paraguai a Mato Grosso do Sul, indumentária transfronteiriça, que remonta ao século 19, ganha e-book cuja publicação é fundamental para seu reconhecimento no Iphan

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Já está disponível para ser baixado o e-book “Entre Fios e Tecelagem: A produção, o uso e as apropriações da faixa paraguaia no Pantanal de Mato Grosso do Sul”, de autoria de Claudia de Medeiros, Daiane Lima dos Santos e Wanessa Pereira Rodrigues.

A obra é o resultado final do projeto Faixa Paraguaia – Tecendo a Nossa História e pode ser acessada gratuitamente pelo site faixaparaguaia.com.br.

A influência da indumentária nos países latinos, as histórias e as trocas culturais envolvendo esse item transfronteiriço, a produção com os diferentes tipos de teares, o passo a passo para a confecção do produto e um pouco do perfil das artesãs do Pantanal que se debruçam sobre essa arte secular são alguns dos vários aspectos abordados pela publicação de 145 páginas.

A obra foi elaborada com o objetivo de preservar o conhecimento secular e difundir a importância da faixa paraguaia na formação da identidade e dos costumes contidos na região pantaneira.

“O e-book não é a finalização de um projeto, mas o começo de uma nova etapa do nosso trabalho de difusão”, anuncia a coordenadora do Ponto de Cultura Sapicuá Pantaneiro e idealizadora do projeto, Claudia de Medeiros.

RECONHECIMENTO E RENDA

“Agora, o próximo passo é buscar o reconhecimento da faixa paraguaia como patrimônio cultural, o que traz uma nova fase”, afirma Claudia, que tem trabalhado arduamente em sua pesquisa para sistematizar a história da faixa paraguaia, cujo conhecimento histórico e de produção por pouco não foram perdidos pelo descaso – aliás, de quem mesmo? – no desenrolar do tempo.

“Inicialmente, quando eu comecei a trabalhar com projetos no [Ponto de Cultura] Sapicuá Pantaneiro, em 2003, eu fiz uma pesquisa em que viajei pelo Pantanal, da Nhecolândia ao Nabileque, e pelas diversas falas das comunidades, a gente identificou que alguns produtos que representam a cultura pantaneira estavam se perdendo”, ressalta a pesquisadora.

Claudia identificou nesse cenário a ameaça do desaparecimento da faixa paraguaia ou pantaneira, como também é denominado regionalmente o artefato.

“Porque quase ninguém mais sabia tecer e estava caindo em desuso por conta de não ter a faixa em oferta. Foi a partir daí que montamos o projeto [Ponto de Cultura] Sapicuá Pantaneiro, voltado para valorizar e difundir esse conhecimento da confecção da faixa paraguaia com as comunidades pantaneiras”, conta.

Todo um trabalho árduo que, relata Claudia com alegria, acabou estimulando outros frutos gerados a partir desses 20 anos de dedicação à pesquisa e à capacitação de artesãs e artesãos pantaneiros em torno da indumentária. Tanto esforço parece ter valido a pena.

Além do e-book, o projeto permitiu, por exemplo, a geração de renda para as comunidades.

NOVELA

“A faixa se tornou o carro-chefe do projeto a partir da adesão das comunidades pantaneiras, em que a gente sempre foi capacitando pessoas, as quais deram continuidade e foram ensinando outras. Com a chegada da novela ‘Pantanal’, veio um marketing muito forte em cima da cultura pantaneira e houve esse destaque da faixa pantaneira, porque hoje ela é usada não só na cintura, mas como elemento que compõe outros produtos”, contextualiza a coordenadora.

Algo que a produtora cultural e muitas artesãs puderam, inclusive, ver de perto. É que Claudia e algumas mulheres pantaneiras, detentoras do conhecimento de produção da faixa pantaneira, assumiram o papel de confeccionar os itens que compuseram o figurino do elenco de atores de “Pantanal”.

Esse trabalho só foi possível pois, “lá atrás”, segundo conta, o Ponto de Cultura Sapicuá Pantaneiro surgiu para se debruçar em uma pesquisa de valorização dos saberes tradicionais de produção do acessório.

Agora, o e-book está disponível para o público em geral e em especial para artistas, artesãs e artesãos que queriam aprender mais sobre a história e o modo de confeccionar esse item de vestimenta tão importante para a cultura, a identidade e a memória do povo pantaneiro.

OFICINAS

“Entre Fios e Tecelagem: A produção, o uso e as apropriações da faixa paraguaia no Pantanal de Mato Grosso do Sul” é um projeto incentivado pelo Fundo de Investimentos Culturais (FIC-MS), com recursos do governo do Estado, e contribuirá para o reconhecimento da faixa paraguaia como patrimônio imaterial do Pantanal feito via Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Além do e-book, o projeto também gerou outros produtos, como o fomento da pesquisa cultural voltada à história da faixa paraguaia e as novas oficinas de capacitação de artesãs e artesãos na região do Pantanal, com destaque para a colaboração da arquiteta Luciana Teixeira. Seu trabalho e contribuição também estão registrados no livro digital.

GUERRA DO PARAGUAI

A faixa paraguaia, também chamada de faixa pantaneira, é um legado herdado da cultura fronteiriça após a Guerra do Paraguai ou a Guerra da Tríplice Aliança, como defendem os revisionistas, que ocorreu na segunda metade do século 19.

Além da sua singular beleza, o acessório na vestimenta do homem pantaneiro tem suas funcionalidades próprias.

Enrolada na cintura, ela tem o objetivo de dar sustentação à coluna do peão nas longas cavalgadas, uma vez que seu trabalho implica extensas jornadas no campo, Pantanal adentro.

Ainda, de protegê-lo contra insetos ao vedar o cós da calça contra a picada ou a entrada de bichos, considerando que o bioma pantaneiro é um ambiente de natureza, digamos, pouco “domesticada”.

Musical

Estreia de 'Vital O Musical dos Paralamas' faz público celebrar a amizade

Premiado espetáculo emociona o público com humor, nostalgia e mais de 30 sucessos de Os Paralamas do Sucesso; montagem segue em cartaz nesta sexta-feira (7), no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo

07/08/2026 09h15

Arthur Berges (esquerda), Rodrigo Salva (centro) e Franco Kuster (direita)

Arthur Berges (esquerda), Rodrigo Salva (centro) e Franco Kuster (direita) Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Estreado na última noite no Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo, o espetáculo "Vital – O Musical dos Paralamas" é um daqueles dignos de agradar até mesmo quem não é fã de musicais.

Ao longo de duas horas de apresentação, os intérpretes são capazes de levar o público do riso ao choro – e do choro ao riso – de uma cena para outra. Os momentos de maior tensão da história são contrapostos pela exuberância da emoção do público, que é levado a cantar e dançar pelo auditório.

Afinal, como defende Rodrigo Salva, intérprete de Herbert Vianna, o teatro é do público, feito pelo público e para o público.

A estreia em Campo Grande confirmou o sucesso da montagem vencedora do Prêmio APTR de Melhor Musical Brasileiro. Depois de temporadas consagradas no Rio de Janeiro e em São Paulo e de uma turnê por diversas cidades do País, "Vital" chegou à Capital sul-mato-grossense para mostrar que a história de Os Paralamas do Sucesso vai muito além dos palcos e dos discos: trata-se, acima de tudo, da amizade entre Herbert Vianna, Bi Ribeiro e João Barone, construída ainda na adolescência e preservada ao longo de mais de quatro décadas.

MAIS QUE UMA BIOGRAFIA

Dirigido por Pedro Brício, com texto de Patrícia Andrade e direção musical de Daniel Rocha, o espetáculo foge da estrutura tradicional das biografias musicais.

Em vez de seguir uma ordem cronológica, a narrativa acompanha as lembranças dos personagens, alternando passado e presente. A memória conduz a história, aproximando momentos de sucesso, conflitos, descobertas e superação.

Entre os episódios retratados estão os primeiros ensaios da banda, a ascensão durante os anos 1980, a consolidação como um dos principais grupos do rock brasileiro e o grave acidente de ultraleve sofrido por Herbert Vianna em 2001, um dos momentos mais emocionantes da montagem.

Também ganha destaque a figura de José Fortes, empresário da banda desde o início da carreira e frequentemente apontado pelos próprios músicos como o "quarto Paralama".

HOMENAGEM APROVADA

Um dos grandes diferenciais de "Vital" é que a produção contou com a participação dos integrantes da banda durante o processo de criação.

Segundo Franco Kuster, que interpreta João Barone, os músicos acompanharam os ensaios e contribuíram para dar legitimidade à homenagem.

"É uma responsabilidade enorme falar de pessoas que estão vivas e continuam fazendo shows. Eles estiveram muito presentes durante o processo, assistiram ao espetáculo várias vezes e isso enriqueceu muito o nosso trabalho", afirmou.

O ator relembra que José Fortes acompanhou uma das primeiras leituras do musical antes da estreia oficial.
"Nós estávamos muito apreensivos porque aquele era um momento importante. Quando ele assistiu, ficou muito emocionado. Aquilo deu uma segurança enorme para todo mundo", contou.

Para o elenco, a proximidade com os artistas retratados tornou possível construir personagens mais humanos do que caricatos.

"A gente pôde olhar nos olhos deles e agradecer pela obra que construíram. Fazer uma homenagem em vida é muito importante", acrescentou.

RENOVAÇÃO

A temporada de 2026 marca também a chegada de Arthur Berges ao papel de Bi Ribeiro.

O ator foi escolhido após uma seleção nacional realizada de forma virtual. Ele gravou cenas, interpretou uma música dos Paralamas e precisou aprender o repertório de baixo exigido pela produção.

"Eu já conhecia o musical e sempre tive vontade de participar. Quando surgiu essa oportunidade, gravei os testes sem criar muita expectativa, porque imaginava que escolheriam alguém do Rio de Janeiro. Quando fui aprovado, fiquei muito feliz", contou o estreante.

Apesar de entrar em um espetáculo que já estava consolidado havia dois anos, Berges conta que foi recebido de forma acolhedora pelos colegas.

"Eles me abraçaram desde o primeiro dia. Essa troca acaba trazendo um frescor para a peça", afirma.

CAMPO GRANDE NO ROTEIRO

Para boa parte do elenco, esta também foi a primeira oportunidade de conhecer Campo Grande.

Antes da estreia, os atores passaram pelo Mercado Municipal, experimentaram produtos regionais e aproveitaram para conhecer um pouco da cultura sul-mato-grossense.

"Como artista, poder conhecer outras cidades e outras culturas é uma das melhores partes da turnê", destacou Rodrigo Salva.

Arthur Berges também elogiou a receptividade da Capital.

"Estou adorando a cidade. Ainda tivemos pouco tempo para conhecer tudo, mas já fomos ao Mercadão, compramos erva para tereré e queremos conhecer a Feira Central."

MÚSICA AO VIVO

Ao longo de aproximadamente duas horas, o espetáculo apresenta mais de 30 canções que marcaram diferentes fases da carreira dos Paralamas.

Clássicos como "Vital e Sua Moto", "Meu Erro", "Óculos", "Alagados", "Lanterna dos Afogados", "Busca Vida", "Romance Ideal" e "Tendo a Lua" aparecem integrados à narrativa.

Os atores também executam instrumentos ao vivo durante diversas cenas, reforçando a sensação de que o público assiste, ao mesmo tempo, a uma peça teatral e a um grande show de rock.

Essa combinação ajuda a explicar a reação da plateia na estreia. Em diversos momentos, o público acompanhou as músicas em coro, aplaudiu ainda durante as cenas e transformou o teatro em uma extensão dos shows que fizeram dos Paralamas uma das bandas mais importantes da música brasileira.

SERVIÇO

Vital – O Musical dos Paralamas
Data: Hoje
Horário: 20h
Local: Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo – Parque dos Poderes
Duração: 1h50
Classificação indicativa: 12 anos
Ingressos: disponíveis pelo Sympla

AGENDA CULTURAL

Fim de semana reúne literatura, muito teatro e mais

De grandes espetáculos a programação gratuita, agenda reúne opções para todas as idades, com destaque para "A Última Sessão de Freud", "Vital O Musical dos Paralamas", "Três Vírgula Quatro Graus na Escala Richter" e a Parada Nerd

07/08/2026 08h10

Peça imagina um encontro entre Sigmund Freud e C. S. Lewis para discutir fé, ciência, razão e os dilemas da existência

Peça imagina um encontro entre Sigmund Freud e C. S. Lewis para discutir fé, ciência, razão e os dilemas da existência João Caldas

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A agenda cultural de Campo Grande promete um fim de semana movimentado, com opções para todos os gostos e idades. A programação reúne lançamentos literários, espetáculos teatrais premiados, teatro musical, eventos de cultura geek, atrações infantis, festas e atividades gratuitas espalhadas por diferentes regiões da Capital.

Entre os destaques estão o lançamento do novo livro do escritor Henrique Pimenta, a passagem do musical “Vital – O Musical dos Paralamas”, a temporada de “A Última Sessão de Freud”, o retorno do Teatro no Bosque e a programação do evento Parada Nerd Pocket.

Confira a seguir as principais atividades do fim de semana.

LITERATURA

A programação do fim de semana começa hoje, às 18h, na Hámor Livraria, com o lançamento de “Atirei Uma Pedrinha na Lagoa Mansidão”, novo livro de contos do escritor Henrique Pimenta, publicado pela editora Mondrongo.

A obra encerra a chamada “trilogia do horror urbano”, em que o autor utiliza humor e ironia para retratar personagens inspirados no cotidiano de Mato Grosso do Sul. O lançamento será mediado pelos escritores Isloany Machado e Flavio Rocha.

Radicado em Campo Grande desde 1995, Henrique Pimenta chega ao sexto livro publicado. Entre seus trabalhos mais conhecidos está “Ele Adora a Desgraça Azul”, vencedor dos prêmios Guavira de Literatura e Leia.

TEATRO

Entre hoje e domingo, o Teatro Glauce Rocha recebe “A Última Sessão de Freud”, espetáculo estrelado por Odilon Wagner e Marcello Airoldi.

Inspirada no texto de Mark St. Germain, a peça imagina um encontro entre Sigmund Freud e C. S. Lewis para discutir fé, ciência, razão e os dilemas da existência. Após a estreia de hoje haverá um debate gratuito com os atores e especialistas em psicologia e psicanálise. Os ingressos estão disponíveis pelo Sympla.

Também seguem hoje as apresentações de “Três Vírgula Quatro Graus na Escala Richter”, montagem da Cia. Ofit que retorna aos palcos do Sesc Teatro Prosa discutindo relações familiares, silêncios e afetos.

O espetáculo integra as comemorações pelos 20 anos da companhia. A entrada é gratuita mediante a retirada de ingressos pelo Sympla.

O Sesc Teatro Prosa também recebe, amanhã, às 16h, o espetáculo “Gran Finalle”, da Cia. Pisando Alto.

A montagem mistura humor, palhaçaria e técnicas circenses para contar a história de um casal de idosos que revive memórias do universo do circo.

A entrada é gratuita mediante a retirada de ingressos pelo Sympla.

TEATRO MUSICAL

Peça imagina um encontro entre Sigmund Freud e C. S. Lewis para discutir fé, ciência, razão e os dilemas da existênciaMUSICAL “Paralamas do Sucesso” - Montagem acompanha a trajetória de Herbert Vianna, Bi Ribeiro e João Barone com apresentação de mais de 30 sucessos da banda
Foto: Divulgação

O premiado “Vital - O Musical dos Paralamas” desembarcou em Campo Grande para apresentações no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo.

A montagem acompanha a trajetória de Herbert Vianna, Bi Ribeiro e João Barone com apresentação de mais de 30 sucessos da banda, como “Meu Erro”, “Lanterna dos Afogados”, “Alagados” e “Óculos”.

A estreia em solo sul-mato-grossense ocorreu na noite de ontem, mas ainda há uma sessão hoje às 20h. Os ingressos estão disponíveis pelo Sympla.

MÚSICA

Quem prefere música eletrônica pode aproveitar a nova edição da LOVE, festa que acontece amanhã, das 16h à meia-noite, no Parque Laucídio Coelho.

A programação reúne os DJs Diogo Bacchi, Cegonha, Nathalia Albuquerque e Tommy Menegazo em uma proposta que combina house music, pôr do sol e experiências ao ar livre.

Os ingressos estão disponíveis pelo Sympla.

CULTURA GEEK

Peça imagina um encontro entre Sigmund Freud e C. S. Lewis para discutir fé, ciência, razão e os dilemas da existênciaGEEK Parada Nerd - Evento reúne campeonatos de games, concurso de cosplay, oficinas, palestras, artistas independentes e atrações
Foto: Leiliane Assis

A Feira Central recebe até domingo o evento Parada Nerd Pocket, com entrada gratuita.

O evento reúne campeonatos de games, concurso de cosplay, oficinas, palestras, artistas independentes e atrações voltadas ao universo geek.

Entre os destaques estão os dubladores Bruno Sangregório e Luana Stteger, que participam de bate-papo e sessão de autógrafos amanhã.

Também fazem parte da programação campeonatos de Tekken 8, Street Fighter 6, Fatal Fury: City of the Wolves e, pela primeira vez, um torneio oficial de Beyblade X.

PROGRAMAÇÃO INFANTIL

O Shopping Bosque dos Ipês retoma neste domingo o projeto Teatro no Bosque, oferecendo apresentações teatrais e oficinas artísticas gratuitas.

A estreia será com o espetáculo “Canta e Conta: Histórias Divertidas de Animais”, seguido de oficina de desenho ministrada por Rafael Mareco.

As atividades são gratuitas, mas exigem inscrição antecipada pelo Sympla.

SHOPPING

O Shopping Campo Grande preparou uma programação especial para o fim de semana, reunindo atrações para todas as idades.

Entre elas estão os últimos dias da experiência temática de Ladybug e Cat Noir, os parques Yupp Play e Yupp Experience, o Festival Japão-Coreia e a programação do Cinemark, oferecendo opções para famílias que desejam celebrar o Dia dos Pais juntas.

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