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ENTREVISTA

Em "Verão 90", Isabelle Drummond destaca personalidade de sua mocinha irreverente

Em "Verão 90", Isabelle Drummond destaca personalidade de sua mocinha irreverente

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Aos 25 anos, Isabelle Drummond já tem muita história para contar. Também, pudera. Desde os sete, ela bate ponto nos estúdios da Globo. Depois de pequenas participações em “Laços de Família” e “Linha Direta”, a atriz se tornou conhecida ao interpretar a Emília de “Sítio do Picapau Amarelo”, entre 2001 e 2006. De lá para cá, cresceu sob os olhos do público, que a acompanhou na pele de mocinhas de produções como “Cheias de Charme” e “Novo Mundo”. Mas, apesar de estar acostumada com o protagonismo ou papéis de destaque, a Manuzita, de “Verão 90”, trouxe elementos novos à sua trajetória. Afinal, trata-se de uma personagem para lá de irreverente. “Manuzita, realmente, é fora do padrão de todas as mocinhas que eu já fiz. Ela é muito autêntica e tem a comédia por trás. Construir esse lugar foi um desafio para mim”, analisa.

Além de interpretar uma protagonista inusitada, “Verão 90” deu a Isabelle a chance de reviver a Emília. Em janeiro deste ano, a atriz se vestiu como a boneca de pano que a revelou para gravar cenas da novela das 19 horas. O momento foi tão nostálgico quanto divertido. “Foi uma surpresa para mim. Essa novela é feita de homenagens: à televisão, à história da arte e ao teatro. A Manuzita passeou por alguns lugares: MTV, pelo teatro, ela tentou fazer cinema, ela tentou tudo”, descreve.

P – A reta final de “Verão 90” está chegando. Que análise você faz desse trabalho?

R – Acho que a Manuzita me exercitou em algumas áreas bacanas. Os personagens ensinam muito à gente. Até mesmo um personagem que é um vilão, conhecendo as emoções, você aprende alguma coisa. A Manuzita me ensinou muito essa coisa de lidar com todas situações com certo humor.

P – Mas esta não é a primeira vez que você faz humor na tevê...

R – Eu fiz comédia com o Jorge Fernando em “Caras & Bocas”, mas a minha personagem em si não era a mais cômica. Naquela época, eu economizava muito, tinha medo. E dessa vez, eu não tive medo em arriscar. E acho que todo mundo teve esse compromisso com esse risco que a gente correu. Mas o Jorge é muito responsável e nos dá segurança. Ainda que algumas coisas ele soubesse que precisava equilibrar, não passava para que a gente não ficasse inseguro. Ele deixa tudo fluir bem e deu muito certo.

P – Você chega a se identificar com algo da personalidade de Manuzita?

R – Eu tenho alguma coisa dela, mas a minha personalidade é muito diferente. Eu não sou tão expansiva, não chego no lugar já falando alto. A Manuzita é essa pessoa que chama atenção, abraça, grita e ri. Eu sou mais calma, mas, assim como ela, eu tropeço e quebro tudo. Então, fui aproveitando algumas coisas minhas.

P – Nas últimas semanas, Manuzita, que voltou a fazer sucesso, ganhou um programa na Globo. De alguma forma, essa fase da personagem se relaciona com a sua vida?

R – É muito interessante essa fase. E, sim, me lembra muitas coisas que vivemos aqui nos bastidores. A coisa do contrato, ela tem um crachá, vai lá e arruma um crachá para a mãe dela. São coisas muito da Globo, quem é funcionário entende. E era um sonho da Manuzita voltar para a Globo, onde ela apresentou um programa infantil. Também tem a relação com o João (Rafael Vitti). É o ápice da realização deles dois. Além de estarem bem na vida, eles vivem esse momento profissional juntos.

P – Aliás, você e Rafael Vitti construíram um casal carismático. Como foi esse trabalho em conjunto?

R – No início, fizemos aula de dança. A gente dançava de uma forma engraçada e começamos a encontrar algumas coisas divertidas para os personagens. Até que decidimos usar os nossos erros nos personagens, como, por exemplo, bater a cabeça na hora de dar o beijo. Os mocinhos são atrapalhados, eles não são aqueles mocinhos perfeitos. Isso foi legal e fomos combinando tudo.

P – O encontro com Claudia Raia, que vive Lidiane, mãe de Manuzita, também tem rendido cenas engraçadas em “Verão 90”. Como tem sido a experiência de dividir o “set” com ela?

R – Perfeito. Realmente, foi um encontro muito especial na minha carreira, em termos de parceria, de cenas e para a vida mesmo. Nos tornamos grandes amigas. Construímos juntas o tom dessas personagens e foi muito bom para ambas. Fomos encontrando uma na outra as loucuras delas e justificando também uma na outra. Assim, foram surgindo as personagens. Foi muito legal porque existe uma herança ali.

P – Como assim?

R – Cada uma ter uma identidade. Ela é uma pantera e a Manuzita é uma atrapalhada. Ela não é tão charmosa, é toda meio errada. E eu tirei todas os traços dessa segurança feminina. Acho que a Manu é muito maluca, quem achar charmoso é um acidente (risos).

P – Fora das gravações, você faz o tipo “low profile”. O que instiga você em sua profissão, que exige tanta exposição?

R – A minha vida é bem simples. Eu acredito na arte, acho que esse é o meu olhar. Eu acredito em várias coisas: no social, que as coisas podem ser modificadas, na união de pessoas, de esferas. A gente chama de grupos que já estão ajudando individualmente, mas quando se unem dá para fazer coisas. Enfim, eu acredito em várias coisas. Mas, na minha carreira, eu acredito muito na arte. Recentemente, eu falei isso com amigas minhas de profissão, que são mais velhas do que eu. Acredito mesmo nessa doação para o ofício, para os personagens. Esse é o lugar que eu acredito, as outras coisas são consequências disso.

Vida real
Isabelle Drummond faz o tipo discreta. Mas, quando a causa é justa, ela sabe como ninguém aproveitar sua imagem e fama de artista para mobilizar. À frente da ONG 197 Casa, a atriz ajuda comunidades carentes. Certa vez, inclusive, reuniu amigos para reformar a casa de uma família que havia pegado fogo, no Rio de Janeiro. “O fato termos a nossa vida exposta, ter essa representação para as pessoas, é uma coisa boa, mas também traz uma responsabilidade. Mas sempre dá para a gente usar e trazer uma transformação”, acredita.

Foi pensando em como poderia aproveitar melhor sua própria visibilidade que Isabelle deu início à ONG. O projeto começou também discreto, sem nenhuma divulgação na imprensa. A ideia era, além de preservar os beneficiados, angariar apenas ajudas que valessem a pena. “É bacana divulgar quando isso pode ajudar quem está ajudando e quem vai ser ajudado. Por isso que a gente pensa sempre no que vai divulgar e em como isso vai ser feito”, explica.

Mãe e filha
Assim como Manuzita e Lidiane em “Verão 90”, Isabelle Drummond também possui uma relação de cumplicidade com a mãe, Damir. “A minha mãe representa uma inspiração de postura, caráter e índole. A minha mãe é o meu pai”, afirma a atriz, que perdeu o pai assassinado a tiros, em 2007. Foi a mãe que sempre a levou nos testes de televisão e mantinha os pés da filha no chão.

Mas, diferentemente de Lidiane, Damir nunca foi impulsiva e nem incentivava Isabelle a competir com outras atrizes nos bastidores. “Existiam muitos elogios ao redor, então a minha mãe sempre deu uma dosada nisso, até para que eu não me perdesse nesse caminho”, lembra.

Instantâneas

# Protetora dos animais, Isabelle Drummond já foi vista alimentando cachorros de rua nos arredores do Projac.

# Entre 2014 e 2016, Isabelle namorou o cantor Tiago Iorc.

# A atriz é vegana.

# Para viver Manuzita, Isabelle precisou adotar um tom de louro platinado nos cabelos. “Adoro me emprestar para personagens e transformações”, conta.

Felpuda

Prefeito de Água Clara no período de 2005 a 2012, Edvaldo Alves de Queiroz...Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta quinta-feira (12)

12/03/2026 00h03

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Coco Chanel - estilista francesa

"A natureza lhe dá o rosto que você tem aos 20. A vida talha o rosto que você tem aos 30. Mas depende de você merecer o rosto dos 50”.

 

FELPUDA

Prefeito de Água Clara no período de 2005 a 2012, Edvaldo Alves de Queiroz, contratou serviços de hospedagem sem licitação e em estabelecimentos ligados à sua família. O dindim “aterrissava” em sua conta bancária particular. Resumo da ópera: depois da tramitação do processo originado em ação movida pelo Ministério Público, o Tribunal de Justiça manteve as sanções aplicadas na sentença de primeiro grau, entre elas, a suspensão dos direitos políticos por oito anos, a proibição de contratar com o poder público e a aplicação de multas. O apelido do ex-prefeito? Tupete. Pois é...

Precavido

Quem deve abrigar-se no partido presidido pela sua irmã Rose Modesto é o deputado estadual Rinaldo Modesto, atualmente no Podemos. Está prevista sua filiação ao União Brasil para apoiar Riedel.

Mais

Dizem que ele não quer correr riscos em sua tentativa de reeleição, tendo em vista que em 2022, quando conquistou o atual mandato, veio no estilo “aos 45 do segundo tempo”.

DiálogoEm fevereiro, foi aberto em Paris o primeiro Le Café Lacoste permanente, na avenue franklin delano roosevelt, a poucos passos da loja principal da marca e dos Champs-Élysées. O espaço, com 65 lugares, utiliza as cores registradas da marca, como branco off-white, verde e outros tons inspirados no tênis, criando um ambiente para tomar um café rapidamente ou sentar para almoçar. Nas paredes, há raquetes de tênis exibidas como decoração, além de troféus do esporte. o menu apresenta criações como os bolos icônicos Polo e a bebida assinatura L’eau de Croco, combinando água de coco, matcha e gengibre. Ainda há uma loja com porcelana francesa exclusiva.

 

DiálogoMarisa Serrano, Raquel Naveira e Theresa Hilcar

 

DiálogoEsmeralda Nasser

Saga

Como se estivessem em momento da saga “Velozes e Furiosos”, vereadores de Campo Grande derrubaram vetos da prefeita Adriane Lopes a 52 emendas, de suas autorias, sendo 39 que estavam previstas na Lei Orçamentária Anual e outras 13 referentes ao Plano Plurianual. Os recursos se destinam à infraestrutura, saúde, educação, habitação, ações sociais, causa animal, esporte e cultura. Com isso, a previsão de investimentos passa a constar no Orçamento para execução no exercício de 2026.

No grupo

O MDB decidiu abrir espaço para aumentar o número de jovens no partido e recebeu dezenas de filiações, cujos integrantes terão participação ativa na sigla que se posiciona como de centro e de direita. Nessas eleições, o partido não terá candidatura própria ao governo do Estado. Ele estará no grupo da reeleição do governador Riedel na chapa para deputados estaduais e federais.

Absolvidos

O prefeito Leandro Fedossi (PSDB) e o vice-prefeito Arion de Souza (PL), de Nova Andradina, já podem respirar mais aliviados. A eleição de ambos havia sido contestada por suposto abuso de uso dos meios de comunicação contra a adversária Dione Hashioka (União Brasil). Mas depois do julgamento pelo Tribunal Regional Eleitoral de MS, que entendeu não ter havido irregularidades, o caso foi parar no Tribunal Superior Eleitoral. Decisão do ministro André Mendonça absolveu a ambos das acusações.

Aniversariantes

Dra. Neidy Maria Reichembach Hans,
Elvio Gusson,
Fátima Alves Souza Silva,
James Antonio Gomes,
Bianca Arantes Kreisel Raffi,
Evelyn Caroline Souza Silva,
Altair Pedrosa Pereira,
Juliano Rodrigues Valentim,
Manuel da Silva Figueiredo,
Rosane Maria Bueno Parzianello,
Mara Lúcia de Barros,
Izabel Garay de Oliveira,
Edison Rodrigues Miranda,
Humberto de Oliveira Barros,
Farley Souza Leite,
Alan Kasuo Inoue Cardoso da Cruz,
Maria Helena Cherbakian,
Indiana Antunes Marques de Araujo,
Adriana dos Santos Mercados,
Ivan Rocha,
Rosana Callejon Locci Furtado,
Renato Hotta Perez,
Dr. Coaraci Nogueira de Castilho,
Deise Ana de Carli,
Dr. Francisco Oduvaldo Santos,
Ivan Pereira de Oliveira,
Lúcio Maciel,
Antonio Viana Chagas,
Fernanda Veiber de Abreu,
Daniela Bandeira da Costa,
Maria Hortência de Melo,
Jussara Feltrin Moraes,
Maria Antônia Castelo Arruda,
Rosemari Costa da Rocha,
Enio de Souza,
Rose Marie Oliveira Castro,
Cleuza Maria Lourenço,
Ceila Rondon Saigali,
Newton Corrêa Silva,
Manoel Edno de Assis,
José Luiz de Souza Gameiro,
Waldemir Ferreira Leite,
Rosana Ramirez Meza,
Clecy Costa Ávila,
Reinaldo Gimenes Ayala,
Ivan Paes Bossay,
Dr. José de Assis Costa,
Adolpho Franco,
Maria Alves Chaves,
Francisco Conde Rodrigues,
Elena Rezende Ribeiro,
Natalício Gonçalves de Freitas,
Hélio Martins Codorniz,
José Roberto da Costa,
Maria Sonely Medeiros,
Ires do Carmo Vigilato,
Rosana Vargas Abreu,
Maria Irene Coppola,
Armando Ferreira Nunes,
Rosa Maria de Araujo,
Laura Barros de Araujo,
José Pericles de Oliveira,
Paulo César Lopes,
Jorge Dilmar Raicyk,
Virgilio José Bertelli,
Alcinir Martins Rezende,
Carlos Roberto Sá de Barros,
Lara Paula Robelo Bleyer Wolff,
Gabriel Nahas Curado,
Priscila Ferreira Guilhen,
Jamir Nunes Scoca,
Fábio Machado Braga,
Jorciney Pedroso de Lima,
Jormi Cipriano Rabello,
Benedito Antonio Carneiro,
Elaine Teresinha Bordão,
Luiz Roberto Nunes Vasconcellos,
Ricardo Portela de Alencar,
Dionísio Henrique de Lara Nantes,
Enalva Gomes Gusman,
Nabil Mohieddine,
Elizeu Moreira Pinto Junior,
Gregório Rodrigues Anacleto,
Maria da Penha Sonely de Medeiros,
José Kanashiro,
Waldir de Arruda Souza,
Ana Paula Azevedo de Andrade Medeiros,
Juan Paulo Medeiros dos Santos,
Paulo Samuel Cotrim Moreira,
Raphael Sérgio Rios Chaia Jacob,
Tiago Ribeiro,
Giancarlo João Fernandes,
Maurício Moreira Souza,
Aline Correia de Lima,
Nádia de Carvalho,
Ana Lúcia Ferreira,
Paulo Menezes,
David Lopes da Costa,
João Carlos Souza de Lima,
Simona da Silva,
Eurídice Ovelar Marinho,
Ester Braga Vieira,
Marcos Monteiro de Abreu,
Antonio João Gonçalves Costa,
Maria Bernadete Lima Soares,
Fernando Araujo da Costa,
Célia Ribeiro Perez,
Carlinda Mendes Assis,
João Henrique Ferreira. 

COLABOROU TATYANE GAMEIRO

Artesanato

Evento celebra Dia do Artesão com feira, homenagens e rodada de negócios

Evento celebra o Dia do Artesão com feira, oficinas, homenagens, rodada de negócios e apresentações culturais que destacam a diversidade e a importância econômica do artesanato sul-mato-grossense

11/03/2026 09h30

18ª Semana do Artesão acontece de 18 a 25 de março

18ª Semana do Artesão acontece de 18 a 25 de março Ana Kreutzer

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Entre fios trançados à mão, argila moldada com paciência e sementes transformadas em arte, o artesanato revela histórias, tradições e modos de vida que atravessam gerações. Em Mato Grosso do Sul, essa produção carrega referências indígenas, influências fronteiriças e o olhar de quem traduz o território em objetos cheios de significado.

Para valorizar esse patrimônio cultural e econômico, a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul realiza, entre os dias 18 e 25, em Campo Grande, a 18ª Semana do Artesão, programação que celebra o Dia do Artesão, comemorado em 19 de março.

Promovido pelo governo do Estado, o evento reúne feira, oficinas, rodadas de negócios, encontros profissionais e homenagens a nomes importantes do setor.

Desde 2007, a iniciativa se consolidou como uma das principais políticas públicas voltadas à valorização do fazer artesanal no Estado, fortalecendo o setor por meio de capacitação, intercâmbio cultural e geração de renda.

A proposta da Semana do Artesão é ampliar o reconhecimento do artesanato como patrimônio cultural e atividade econômica sustentável.

Produzidas, em grande parte, com matérias-primas locais, as peças artesanais retratam costumes, tradições e referências culturais de Mato Grosso do Sul, dialogando com o Pantanal, com os povos indígenas e com as influências vindas das fronteiras com Paraguai e Bolívia, além das diversas correntes migratórias que ajudaram a formar a identidade regional.

Ao longo da programação, o público terá contato direto com essa diversidade cultural por meio de exposições, apresentações artísticas e experiências práticas que aproximam a população do processo de criação artesanal.

Mãos que Criam

Um dos pontos altos da programação é a tradicional Feira de Artesanato Mãos que Criam, realizada entre os dias 18 e 22, no Armazém Cultural da Feira Central, na Esplanada Ferroviária.

O espaço reúne artesãos de 45 municípios do interior de Mato Grosso do Sul, ampliando em cerca de 50% a participação de profissionais do interior em relação a edições anteriores.

Além disso, a feira vai contar com representantes das oito etnias indígenas do Estado, que apresentarão ao público peças que expressam a diversidade cultural e os saberes tradicionais de seus povos.

A abertura oficial acontece no dia 18, às 18h, com uma cerimônia aberta ao público que vai homenagear três artesãos que ajudaram a construir a história do artesanato sul-mato-grossense: Marilde Cecília Ferreira, de Rio Verde; Luiz Gonzaga de Oliveira, o Mestre Luizinho, de Campo Grande; e Elizabeth Antunes Marques, conhecida como Beth Marques.

Após as homenagens, haverá apresentação cultural do Duo Borba Nonnato, dando início à programação artística da feira, que seguirá ao longo dos cinco dias de evento com shows e apresentações de artistas regionais, como Jerry Espíndola, Gui Valença, Karla Coronel, Lianny Melo, Circo do Mato e Flor de Pequi.

Durante o evento, o público poderá adquirir peças de artesanato com referências culturais do Estado e também experimentar produtos da gastronomia regional.

De acordo com a diretora de Artesanato, Moda e Design da Fundação de Cultura, Katienka Klain, a ampliação da participação de municípios do interior fortalece o alcance da feira e amplia a visibilidade da produção artesanal do Estado.

Segundo ela, o evento reúne cerca de 25 associações de artesanato, além de representantes de municípios organizados em rotas culturais, como Pantanal, Caminho dos Ipês, Serra da Bodoquena, Grande Dourados, Cerrado Pantanal, Costa Leste, Caminhos da Natureza e Vale das Águas.

A expectativa é de que a feira também abra novas oportunidades de mercado para os artesãos, permitindo que suas peças alcancem novos públicos em outras regiões do País.

OPORTUNIDADES

Outro destaque da programação é a rodada de negócios, que acontece no dia 19, na sede do Sebrae-MS. A iniciativa reunirá artesãos com lojistas de diferentes regiões do Brasil, criando oportunidades de comercialização e expansão do mercado para o artesanato sul-mato-grossense.

A rodada busca aproximar produtores e compradores, incentivando a circulação das peças em novos mercados e fortalecendo o setor dentro da economia criativa.

Também no dia 19 será lançado o projeto da segunda filial da Casa do Artesão, que será instalada no Shopping Campo Grande.

A iniciativa faz parte do plano de expansão da marca e pretende ampliar a presença institucional do artesanato em novos espaços de comercialização, aproximando ainda mais o público da produção artesanal local.

No dia 20, a programação inclui o Encontro dos Artesãos de Mato Grosso do Sul, que reunirá profissionais do setor e representantes da Federação dos Artesãos para discutir o planejamento estratégico das ações voltadas ao segmento para os anos de 2026 e 2027.

Durante o encontro também será realizada uma visita mediada ao Centro de Referência do Artesanato, espaço dedicado à preservação e à difusão das técnicas e tradições artesanais do Estado.

OFICINAS

Um dos diferenciais da Semana do Artesão é a possibilidade de vivenciar o processo criativo do artesanato. Ao longo da programação, o Armazém Cultural receberá diversas oficinas abertas ao público, conduzidas por mestres e artesãos que compartilharão técnicas tradicionais e contemporâneas. Todas as oficinas têm inscrições gratuitas pelo Sympla.

Entre as atividades previstas estão oficinas de trançado em fibras naturais, montagem de biojoias, modelagem em cerâmica, bordado, estamparia, confecção de brinquedos artesanais e produção de cabaças decorativas.

Também será realizado um workshop sobre mídias e suas funcionalidades, voltado a orientar artesãos sobre ferramentas de comunicação e divulgação do trabalho.

Além das atividades abertas ao público, parte da programação inclui oficinas em escolas públicas, levando aos estudantes o contato direto com patrimônios culturais imateriais do Estado, como a cerâmica terena e a viola de cocho, reconhecidos como importantes expressões da cultura sul-mato-grossense.

A proposta é incentivar o interesse das novas gerações pelo artesanato e contribuir para a preservação desses saberes tradicionais.

Café na Praça

No dia 21, das 8h às 12h, a Morada dos Baís será palco do tradicional Café na Praça, encontro que reúne artesãos da Associação da Praça dos Imigrantes e o público em geral em um momento de confraternização e celebração da atividade artesanal.

O evento integra a programação cultural da semana e busca aproximar ainda mais a população dos artistas e artesãos que mantêm vivas as tradições culturais do Estado.

Homenagem

A agenda institucional da Semana do Artesão será encerrada no dia 24, com a sessão solene Conceição dos Bugres, realizada na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. A cerimônia homenageia anualmente profissionais que se destacam na produção artesanal do Estado.

A homenagem leva o nome da artista Conceição dos Bugres, considerada uma das maiores referências do artesanato sul-mato-grossense, conhecida por suas esculturas em madeira que retratam figuras humanas estilizadas.

Entre os homenageados desta edição está Luiz Gonzaga de Oliveira, conhecido como Mestre Luizinho, considerado o único mestre torneiro em atividade em Campo Grande.

18ª Semana do Artesão acontece de 18 a 25 de marçoLuiz Gonzaga de Oliveira - Foto: Divulgação

Natural de Ipiaú, na Bahia, começou a trabalhar com cerâmica ainda na infância, aos 8 anos. Décadas depois, mudou-se para Mato Grosso do Sul e acabou fixando residência na Capital após uma viagem interrompida por um surto de cólera em países vizinhos.

Hoje, aos 80 anos, o artesão continua contribuindo para a produção cerâmica do Estado, auxiliando diversos ateliês na execução de peças no torno. Seu trabalho é essencial para a produção em larga escala da cerâmica artesanal, pois é responsável por modelar as bases das peças que depois recebem acabamento, pintura e esmaltação.

Outra homenageada é a artesã Elizabeth Antunes Marques, que iniciou sua relação com o artesanato ainda na infância, modelando pequenas panelas de barro nas margens de um rio. Autodidata, ela desenvolveu uma produção diversificada que inclui cerâmica, entalhe em madeira e tecelagem.

18ª Semana do Artesão acontece de 18 a 25 de marçoElizabeth Antunes Marques - Foto: Divulgação

Entre suas criações estão representações do Pantanal, bustos indígenas e imagens religiosas reinterpretadas com elementos regionais, como a Nossa Senhora Aparecida com flores de ipê. Ao longo da carreira, a artesã participou de feiras, oficinas e projetos de capacitação que ampliaram a visibilidade de seu trabalho.

Completa a lista de homenageados Marilde Cecília Ferreira, artesã que atua há mais de duas décadas na produção de peças utilitárias e decorativas em cerâmica. Moradora de Rio Verde, ela iniciou no artesanato após participar de um curso de modelagem em argila promovido pelo Sebrae.

18ª Semana do Artesão acontece de 18 a 25 de marçoMarilde Cecília Ferreira - Foto: Divulgação

Desde então, construiu uma trajetória marcada pela capacitação de novos artesãos e pela valorização do artesanato como fonte de renda. Suas peças são utilizadas inclusive em restaurantes da região, graças ao acabamento refinado que permite o uso em utensílios para alimentos.

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