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Enrique Diaz - Um dos maiores atores do país fala sobre Pantanal e da peça que está dirigindo no RJ

"Eu tenho uma questão antiga com essa coisa de atuar e dirigir, e também com outros tipos de trânsito, de personagens, gêneros. Eu gosto muito do deslocamento"

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Enrique Diaz nasceu no Peru, mas como ele mesmo diz, ele só nasceu devido à profissão do pai. O ator é brasileiríssimo. "Então, eu nasci no Peru, mas eu não sou peruano, sou natural do Peru, só, sou brasileiro, brasileiríssimo", afirma.

Enrique tem cinco irmãos, entre eles está o também ator Chico Diaz. Muitos não os acham tão parecidos, já outros chegam a elogiar Enrique pelos trabalhos feitos por Chico. O ator já está acostumado a essas situações que se repetem sempre, e ele se diverte, e diz que acha que tudo acontece da mesma forma com seu irmão.

Ator e diretor premiado, consagrado e com trabalhos marcantes no teatro, no cinema e na TV.
Enrique também fez parte de elenco da primeira e da segunda versão da novela Pantanal, um marco na televisão brasileira em 1990 e em 2022.

Entre atuar e dirigir existem momentos e personagens que marcaram a e marcam os caminhos e a carreira do ator. Diaz é casado com a também atriz Mariana Lima há 25 anos com quem tem  duas filhas, Elena e Antônia.

Logo após o remake de Pantanal, Diaz abraçou com muito amor o personagem Timbó na novela Mar do Sertão, novo sucesso da TV Globo, e também está dirigindo as consagradas atrizes Renata Sorrah, Andrea Beltrão, Ana Baird e Marieta Severo na peça "O espectador" no Teatro Poeira Rio de Janeiro.

Capa exclusiva do Correio B+ desta semana, Enrique Diaz conta ao Caderno sobre seus atuais e antigos trabalhos, sua carreira atual, família e também sobre o sucesso de Pantanal do qual fez parte.
Pra nós, é uma satisfação enorme poder compartilhar com os leitores do Correio essa Capa e entrevista!

CE - Enrique, você nasceu no Peru, chegou a viver lá?
ED -
 Eu nasci no Peru sim; eu vim do Peru muito, muito novo, com menos de dois anos de idade. Meus irmãos, que são muitos, são cinco, nasceram em vários países diferentes, porque meu pai trabalhava na Organização dos Estados Americanos e não era diplomata, ele era um técnico, mas tinha que se mudar a cada três anos. Então, eu nasci no Peru, mas eu não sou peruano, sou natural do Peru, só, sou brasileiro, brasileiríssimo, e só voltei ao Peru uma vez, quando eu estava filmando na tríplice fronteira Brasil, Peru e Colômbia, e peguei um barquinho, fui até o Peru, fui almoçar numa cidade bem pequenininha e voltei; mas tenho muita vontade de visitar os lugares mais conhecidos do Peru, ficar um pouco lá. Adoraria.

Enrique Diaz - Foto Leo Aversa

CE - Você tem muitos irmãos, entre eles o Chico Diaz.
É normal confundirem vocês por serem tão parecidos?
ED - 
Acontece ainda de me confundirem com o Chico. E a vida toda foi um pouco assim, ou da pessoa falar: você estava ótimo naquele trabalho... Aí eu falo: esse trabalho eu não fiz, foi o Chico, meu irmão.

Tem gente que acha a gente nem um pouco parecido. Tem gente que acha que é muito. Tem gente que confunde por causa da voz. E eu acho engraçado. Faz parte da minha vida e talvez da dele. Hoje mesmo, o motorista que veio me buscar aqui para ir gravar deixou um recado: oi, Chico ...

Aí eu falei: Não sou o Chico, sou o Enrique... E tem gente que não acredita. Uma vez, num bar, o cara estava meio bêbado e falou: ah, Chico! Eu falei pra ele: não sou o Chico. E ele me respondeu: Ah, Chico até parece. Quase tive que mostrar a identidade. Só que estava sem identidade, o que foi um problema.

CE - A sua estreia na TV foi em Pantanal em 1990 na extinta TV Manchete, que na época você fez o filho do Gil e da Maria.
ED - 
Eu nem considero a minha estreia na televisão como sendo “Pantanal”. Eu tenho uma memória de eu ter feito coisa antes. De um caso especial da Globo, com o Flávio Guarnieri como ator, e que era dirigida pelo Piere, que foi um diretor conhecido. Eu acho que foi antes isso; mas, enfim, fiz sim “Pantanal” naquela época, foi muito rapidinho. Não fui para o Pantanal naquela época e gravei só uns dois dias. Foi muito rapidinho.

Diaz foi Gil na primeira fase de Pantanal ao lado da colega Juliana Paes - TV Globo

CE - No remake de Pantanal você fez o papel do Gil que foi seu pai. Como aconteceu o convite para o remake, você ficou surpreso?
Fiquei muito feliz de estar no Pantanal agora, acho que tem uma série de significados muito bonitos, tanto como essas duas produções tendo sido dois marcos da televisão brasileira de maneiras diferentes, mas fortes, trabalhos muito bons, como por uma questão da idade, do tempo passando, de me ver em momentos diferentes, em contextos diferentes, mas com essa moldura aí do próprio trabalho e me ver bem mais jovem; não tinha filhos na época, era um personagem bastante indignado, de uma forma jovial contra as injustiças sociais e tal.

E esse outro personagem que é o pai, que é o Gil, que eu fiz agora nessa versão atual, que tem aquela rebeldia dentro dele, aquela indignação dentro dele, mas é muito mais conformado com as perdas e com as derrotas, com os filhos que ele perdeu...

Então, tem uma beleza mesmo do tempo e do padecimento ali, de uma situação de desequilíbrio social radical que se mantém. E, ao mesmo tempo, esse lugar que é o Pantanal, que tem uma imagem de não ser só um bioma importantíssimo e um assunto importantíssimo, mas também imagem para além do tempo, fora do tempo, que poderia ser uma pré-história aqui, no sentido daquele lugar que não está indevassado, mas que lembra a gente de uma relação com a natureza muito diferente.

Então, é muito bonito e triste ao mesmo tempo saber que a gente ainda está ignorando os apelos da urgência da emergência climática, né? Por sorte, agora com o governo Lula, a gente está pelo menos começando a falar sobre isso e colocando o Brasil provavelmente numa dianteira, numa liderança da discussão do meio ambiente.

Enrique Diaz é Capa do Correio B+ desta semana - Foto Leo Aversa - Diagramação/Capa Denis Felipe

CE - E como foi pra você fazer parte mais uma vez de um projeto de tanto sucesso como Pantanal?
ED - 
E tem essa questão de um projeto desse tamanho, que poderia talvez ser arriscado, porque é uma coisa provavelmente muito cara e com uma logística muito difícil, ter dado tão certo, né?

Eu fiquei muito feliz da gente, eu junto com a Juliana, especialmente, e com o Túlio, que fez o nosso filho, aquele meu papel da outra versão, de a gente fazer parte da inauguração dessa saga, né, que tem essa questão da migração, dos personagens tendo que ir pro Pantanal perdendo tudo e aquilo dar início a uma saga que foi tão bonita, tão bem-sucedida na televisão.

A gente fica feliz. E com uma equipe e um elenco muito legais, muito bacanas, cujo convívio foi sensacional simplesmente naquela situação tão específica que é ficar no Pantanal, nas fazendas, pegando carros que demoravam horas pra chegar na locação ou indo de avião monomotor. Foi uma aventura bem grande, mas muito bonita. Fiquei feliz de a novela ser um sucesso.

CE - Logo após você já se envolveu em Mar do Sertão com o Timbó, fale um pouco dele pra gente?
ED - Sim, foi uma coisa muito boa. Tanto antes, em “Amor de Mãe”, o personagem que eu fazia que era muito legal e divertido, leve, e passar para o “Pantanal”, que era uma história densa, dramática, o personagem sem humor e com muita tristeza...

E aí passar para o Timbó, pra “Mar do Sertão”, que é uma novela com uma cara muito diferente, com um tipo de humor diferente, um tipo de estilo de gênero muito diferente, muito mais leve, muito mais engraçado mesmo. O Timbó parte de uma tradição de personagens pitorescos que vieram ali no Suassuna, passaram pelos cordéis, pelos cantadores.

Vieram lá da Idade Média. Tem umas figuras bem conhecidas como o Cancão de fogo, o Malasartes, o Lazarillo de Tormes. Ele é um tipo de emblema de uma cultura muito brasileira, né? Quer dizer, existe lá na Idade Média espanhola e tudo, mas ele se tornou muito familiar no Brasil, assim como o Arlequim. E no Brasil ele é muito conhecido, o cara que é muito malandro, uma espécie de sobrevivente, mesmo, com uma ética meio dúbia, mas também muito carismático, muito amoroso.

E no caso do Timbó, especificamente, essa amorosidade, essa afetividade, aparecem muito em função da família, da relação com a família, dessa manutenção amorosa, afetiva, do núcleo familiar e de claramente querer o bem das pessoas, embora a malandrice toda dele que não tem fim. Então, é um cara muito inteligente, que mesmo sendo analfabeto, consegue enrolar as pessoas na sua esperteza. Então, ele é muito divertido, muito bem-humorado e ao mesmo tempo erra muito.

Tem uns laivos de machismo que a Tereza, mulher dele, tem que dar uma reprimida. E ele é um presente para um ator, porque ele é a melhor pessoa do mundo para conviver e é uma energia muito boa. A novela é muito adorável e a gente tem uma relação muito boa com a equipe e elenco. Então, está um momento muito feliz assim com esse trabalho.

Como Timbó em Mar do Sertão - TV Globo

CE - No Rj você está dirigindo Marieta Severo, Renata Sorrah e Andrea Beltrão em "O espectador".
ED - 
A gente está em cartaz no Teatro Poeira com “O Espectador”, uma dramaturgia minha e do Márcio Abreu, a partir do “O Espectador Condenado à Morte”, do Matei Visniec, um autor romeno.

Esse foi o convite do próprio teatro, da Marieta e da Andreaa, que estavam reabrindo o Teatro Poeira, que é delas, e é um dos espaços mais importantes do Rio de Janeiro, depois de todo período de pandemia, né? Um teatro de duas atrizes, criado, fundado e mantido por duas atrizes com quem eu tenho uma relação de muito amor e há muito tempo já.

A gente trabalhou juntos em 89 e depois em alguns outros momentos, na televisão e também no teatro, no caso da Marieta. Então, é um convite realmente amoroso, que me deixou superfeliz. Eu, na verdade que fui chamado. Chamei o Marcio para dirigir junto e é uma peça muito legal, superdivertida, super celebrativa do teatro e da presença. 

Depois desse tempo de muitas coisas online, foi muito, muito importante fazer essa peça e estar em cartaz. Foi um processo muito criativo, dessas atrizes sensacionais, brilhantes e com experiência enorme, e se colocando em cena quase como, não vou dizer iniciante, porque não tem como imaginar isso, mas com uma abertura de criatividade, abertura de processo criativo e de colaboração muito forte, muito bonito.

A peça carrega isso tudo no acontecimento ali da cena. E são atrizes com muita personalidade, cada uma muito diferente da outra, as quatro. E aí, portanto, você vê ali uma espécie de naipe de instrumentos muito afinados com solos, trios....

É o coletivo. É uma peça muito legal, muito divertida, e elas brilham muito. É muito prazeroso. Eu vou lá também sempre que posso, vou lá assistir. Está em cartaz pelo menos até final de fevereiro.

CE - Enrique, atuar ou dirigir? Ou são momentos diferentes?
ED - 
Eu tenho uma questão antiga com essa coisa de atuar e dirigir, e também com outros tipos de trânsito, televisão, cinema, tipos de personagens, gêneros. Eu gosto muito do deslocamento. Gosto muito de relativizar valores, experiências e ter desafios de naturezas diferentes.

Então, me agrada essa alternância. Muitas vezes eu fiz as duas coisas ao mesmo tempo e tenho claramente atuado mais do que dirigido. Tenho gostado de atuar. Tenho gostado de abandonar um pouco o tipo de controle e de gerência que a direção requer e focado mais no tipo de escuta e de performance que a atuação pede, que está no fluxo, no estar escutando os outros, estar escutando a direção, estar jogando.

Claro que a direção também é um jogo e também é feita de escuta. Mas eu em determinado momento dei uma cansada um pouco até do aspecto ligado a algum poder ali que a direção parece que chama, né? E aí tive a oportunidade muito boa de atuar, então fui gostando de não me sentir o centro do controle ali, né? Mas às vezes eu tenho saudade de dirigir.

Aconteceu na peça, por exemplo, uma circunstância muito boa, que era esse momento celebrativo, apesar de a gente ter ensaiado na época Bolsonaro ainda, mas tinha uma força da celebração ali do teatro e o fato de ter dirigido junto com o Marcinho, então a gente ia batendo bola, jogando, era muito legal.

Mas tenho vontade de dirigir cinema ou televisão. Pode até ser em colaboração, talvez. Eu gosto muito da natureza da colaboração, sabe? E gosto de ter um olhar de direção, mesmo na atuação.

Gosto do que a experiência me deu também, de poder olhar para a cena não só pensando no lugar que eu vou estar, mas na cena como um todo, como dramaturgia, como pensamento, como curva, como processo. Isso me ajuda muito na atuação. Inclusive na televisão, quando é muito rápido, entender logo do que se trata a cena, quais são os focos principais. Eu gosto muito das duas coisas.

                                    Com o irmão e também ator Chico Diaz - Divulgação

CE - Sei que é uma pergunta clichê, mas você tem personagens e projetos mais marcantes?
ED -
Eu acho a variação dos personagens e projetos e parcerias e dramaturgias superimportantes e me agrada muito esse caminho sinuoso, abrindo espaços de experiências diferentes e tal. Mas eu tenho uma boa memória desse período mais recente em que eu atuei mais, sabe?

E tive personagens e projetos que foram muito bons, assim, de qualidade mesmo, talvez imaginando desde o “Felizes para Sempre”, aquela série do Euclydes Marinho, dirigida pelo Fernando Meirelles, que foi em 2014. E nesses últimos oito anos eu tive um caminho muito feliz em termos de personagens que têm muito espaço pra trabalho.

Claro que qualquer personagem pequeno, grande, ou de um jeito X ou Y tem um espaço ali, mas tem o espaço que o personagem, a curva que o personagem faz, o tipo de particularidade e de desenvolvimento que o personagem tem dentro da dramaturgia, eles dão uma oportunidade, né? Então teve esse personagem do Claudinho, do “Felizes pra Sempre”, um personagem sensacional e canalha, teve “Justiça”, que era o Douglas, que era um personagem que era um policial, figura, frágil e ao mesmo tempo truculento. Faz uma curva também dramática, muito boa com a Adriana Esteves e com a Leandra Leal.

Teve “Onde Nascem os Fortes” também, que era mais violento, mais cínico e ao mesmo tempo engraçado. E aí “Amor de Mãe”, que é o Durval, que é uma figura bem leve, inocente, aérea. Todo esse bloco aí, “Pantanal”, o Gil e depois o Timbó, esse bloco inteiro desses trabalhos, dessa década aí eu acho, eu acho muito ricos nas suas singularidades e nas suas diferenças. 

Eu acho que eu pulei algum dentro da ordem. Ah, teve “O Mecanismo” também, que é uma série complexa e difícil, mas que é um personagem também sensacional, inteiramente cínico, inteiramente irônico, que era o Ibrahim. E, então, são materiais de dramaturgia, de texto, de projeto, de roteiro que claramente desenham ótimos personagens. E vários desses projetos, os projetos também eram muito bons. Tenho sido bem feliz fazendo esses trabalhos todos.

CE - Qual é o momento do Enrique Diaz hoje? E como é o Enrique em família? Pai, marido, filho?
ED -
Olha, hoje eu estou, sei lá, ficando velho, ficando maduro, ao mesmo tempo me preocupando menos com algumas coisas que me preocupavam antes e ao mesmo tempo sendo mais capaz de deixar a vida me levar. De ter menos medo das perdas e, portanto, agradecendo mais.

Sabendo saborear mais o que tem, o que está acontecendo agora, e querendo aprender mais a me relacionar com as pessoas e deixar certas besteiras para trás. Sabe, besteiras que eu digo, dificuldades ou complicações que a gente inventa, que a gente não precisa, que a gente inventa; estou num processo de maturação mesmo.

Estou muito ligado nas minhas filhas, na minha mulher e celebrando muito a volta da democracia, porque a gente também passou por um negócio muito terrível. Claro que não acabou, que está aí no calcanhar da gente, no esôfago da gente, porque faz parte do nosso corpo coletivo, mas a gente está se livrando e está num caminho muito mais bonito, muito mais saudável, muito mais florescente.

E estou bem feliz com isso. Eu estou cada vez mais ligado na minha família nuclear, à minha mulher, às minhas filhas. Eu estou com uma relação muito forte com a minha família nuclear e com os meus irmãos também, de uma outra maneira, é claro, né? Mas estou bem atento, estou dando muita importância para esses vínculos de afeto assim.

                                            Enrique com a esposa Mariana e as filhas Elena e Antônia - Divulgação

CE - Quando se desliga do trabalho (se é possível.rs), o que gosta de fazer? Novos Projetos?
ED - Recentemente, nos últimos anos, o trabalho tem sido muito presente. A relação até de coisas que eu leio e que eu vejo estão muito ligadas ao trabalho que eu estou fazendo ou a possíveis projetos. Assim, os interesses de lazer acabam apontando muitas vezes para desejo de criação, né? E para mim isso sempre foi bastante saudável.

Não, não tenho tirado muitas férias. Tô precisando, querendo. Mas, em geral eu fico ligado em ter os momentos de vazio, de ficar sem fazer nada, de caminhar, de fazer atividade física e de ver histórias, seja na literatura, seja no cinema, que eu gosto mais. E, também, de encontrar pessoas. Tem uma coisa de geração, da minha idade, e tudo o que a gente passou agora de pandemia, de isolamento total, que é de tentar resgatar os encontros.

Não da maneira ansiosa como era, talvez antigamente, que a gente era mais jovem, parecia que tudo tinha que estar ligado a essa instância social coletiva, mas com mais qualidade. Tem sido bom encontrar os amigos. E tem sido bom também conhecer pessoas novas assim. Tenho gostado disso. Fora isso, não tenho tido nenhuma atividade permanente, de coisas que eu faça, assim... Daqui a pouco vou voltar a fazer coisas mais organizadas.

Mas uma prainha, uma cachoeirinha, uma caminhada, adoro... Projetos novos, eu tenho, mas tá tudo meio flutuante. Tem os projetos novos pra longe, no sentido da criação de possibilidades, tem projetos novos, de convites, mas eu não tenho nada ainda fechado. Estou preferindo deixar mais aberto. Por enquanto. Tô cansado um pouco, trabalhando demais.

AGENDA CULTURAL

Fim de semana TEM programação especial de páscoa e muito mais

Celebrações religiosas, atividades gratuitas e eventos culturais movimentam Campo Grande durante a Semana Santa, com opções entre fé e lazer para viver a Páscoa

03/04/2026 07h54

Páscoa Via-sacra / Tradicional encenação da penitência de Cristo acontece hoje, às 19h

Páscoa Via-sacra / Tradicional encenação da penitência de Cristo acontece hoje, às 19h Divulgação

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Para quem busca vivenciar o verdadeiro significado da Páscoa, a programação religiosa é um dos pontos altos do fim de semana. A agenda cristã começa ainda na madrugada desta Sexta-Feira Santa, com laudes às 5h30min, seguida de adoração ao Santíssimo Sacramento ao longo do dia.

Às 15h, acontece a tradicional celebração da Paixão do Senhor, um dos momentos mais simbólicos do calendário cristão, relembrando o sacrifício de Cristo. A programação segue com a veneração da imagem do Cristo morto, às 17h, e a Via-Sacra, às 19h, reunindo fiéis em um momento de profunda reflexão.

No Sábado Santo, a Vigília Pascal, celebrada às 19h, marca a passagem da morte para a vida, considerada uma das celebrações mais importantes do cristianismo. Já no Domingo de Páscoa, a ressurreição do Senhor é celebrada com missas ao longo de todo o dia, além de uma cantata de Páscoa, às 19h, encerrando a programação com música e espiritualidade.

SHOPPINGS

Enquanto a fé mobiliza os templos, os espaços comerciais investem em experiências lúdicas para o público infantil. O Shopping Campo Grande aposta em uma programação gratuita e diversificada.

O destaque é a Vila da Páscoa, instalada em frente à Sephora, que promete transformar o ambiente em um cenário de fantasia. A programação inclui oficinas criativas e pintura facial.

Entre as atividades mais esperadas está a tradicional caça aos chocolates, que convida as crianças a explorarem o espaço em busca de surpresas doces. As ações começam sempre a partir das 15h, com inscrições realizadas pelo aplicativo do shopping.

A agenda inclui ainda oficinas temáticas, como confecção de orelhinhas de coelho, pintura em ovos e criação de máscaras, além de apresentações teatrais e momentos de interação com personagens.

Durante o feriado de Sexta-feira Santa, o shopping funcionará das 10h às 22h, com lazer e alimentação operando normalmente.

Outra opção para as famílias é o Shopping Bosque dos Ipês, que também preparou uma programação especial de Páscoa.

Desde o fim de março, o público pode visitar um cenário temático instagramável montado no Acesso C, ideal para fotos e para entrar no clima da data.

O ponto alto acontece amanhã, com a caça aos ovos guiada. A atividade começa com uma oficina de máscaras e gesso, às 14h, e segue com o circuito interativo, das 16h às 17h, conduzido pelo Coelho da Páscoa.

A proposta é incentivar a interação entre pais e filhos, criando uma experiência dinâmica que mistura brincadeira, exploração e convivência. Todas as atividades são gratuitas, com participação mediante inscrição e acompanhamento dos responsáveis.

O shopping também terá funcionamento diferenciado durante o feriado, com horários especiais na Sexta-feira Santa e no Domingo de Páscoa.

O Norte Sul Plaza entra no clima da Páscoa com horário especial na Sexta-feira Santa. A praça de alimentação e as opções de lazer funcionam das 11h às 21h, enquanto algumas lojas abrem de forma facultativa.

Entre os destaques estão operações como Americanas, Cacau Show e Kopenhagen, além do cinema, que funciona das 13h às 22h, garantindo opções de entretenimento para quem deseja aproveitar o feriado no shopping.

TEATRO

A programação cultural tem atrações para quem busca arte e entretenimento. Amanhã, às 16h, o Sesc Teatro Prosa recebe o espetáculo circense “Rodantes”, do Circo Le Chapeau.

Com classificação livre, a apresentação conta a história de um encontro mágico entre uma forasteira e um ermitão, prometendo encantar públicos de todas as idades. Os ingressos são gratuitos e podem ser retirados pelo Sympla.

FEIRA

No Domingo de Páscoa, a Feira Borogodó – Edição Especial de Páscoa surge como uma alternativa ao ar livre para celebrar a data.

Realizada na Praça Coophafé, das 9h às 15h, a feira reúne música ao vivo, gastronomia, artesanato autoral e economia criativa. O evento também promove uma feira de adoção responsável de pets, incentivando o cuidado e o compromisso com os animais.

Com apresentações musicais que transitam entre rock, blues, rockabilly e outros estilos, a feira aposta em uma atmosfera descontraída e familiar, ideal para quem deseja aproveitar o domingo de forma leve.

CINEMA

Confira os filmes que estão em cartaz neste fim de semana nos cinemas dos shoppings da Capital.

“Super Mario Galaxy: O Filme”

Direção: Aaron Horvath, Michael Jelenic. Elenco: Chris Pratt, Anya Taylor-Joy, Charlie Day. Não recomendado para menores de 6 anos.

O bigodudo encanador italiano e seus aliados embarcam numa aventura galáctica repleta de ação e momentos emocionantes depois de salvar o Reino dos Cogumelos.

“A Última Ceia”

Direção: Mauro Borrelli. Elenco: Robert Knepper, James Ward, James Oliver Wheatley. Não recomendado para menores de 14 anos.
Fiel ao livro bíblico, o longa narra a relação entre os discípulos que participaram desse momento, mostrando os seus conflitos internos e suas dúvidas perante a Palavra.

“Eles Vão Te Matar”

Direção: Kirill Sokolov. Elenco: Zazie Beetz, Myha’la Herrold, Tom Felton. Não recomendado para menores de 18 anos.

“Eles Vão Te Matar” acompanha uma mulher que trabalha como empregada doméstica em Nova York, mas que terá que correr contra o tempo para sobreviver a um culto demoníaco.

“Velhos Bandidos”

Direção: Cláudio Torres. Elenco: Fernanda Montenegro, Ary Fontoura, Bruna Marquezine. Não recomendado para menores de 14 anos.

O casal de aposentados Marta e Rodolfo planeja um ousado assalto a banco, mas não contava com a insistência do investigador Oswaldo.

“Cara de Um, Focinho de Outro”

Direção: Daniel Chong. Elenco: Piper Curda, Bobby Moynihan, Melissa Villaseñor. Não recomendado para menores de 6 anos.

Nova animação da Pixar, dirigida e escrita por Daniel Chong, vai abordar a trama de uma amante dos animais que usa uma tecnologia própria. Essa nova invenção consiste em colocar a sua consciência em um castor robótico, com a intenção de descobrir os mistérios do mundo animal, além de sua imaginação e seus sentimentos. Jon Hamm é o responsável por dar a voz ao papel de um perfeito antianimal.

“Devoradores  de Estrelas”

Direção: Phil Lord, Christopher Miller. Elenco: Ryan Gosling, Sandra Hüller, Milana Vayntrub. Não recomendado para menores de 14 anos.

Um professor de ciências transformado em astronauta tenta salvar a Terra a bordo de uma espaçonave a 12 anos-luz da Terra. A jornada solitária para impedir a extinção da humanidade, porém, transforma-se numa viagem na companhia de uma amizade inesperada.

“Nuremberg”

Direção: James Vanderbilt. Elenco: Russell Crowe, Rami Malek, Richard E. Grant. Não recomendado para menores de 16 anos.

No pós-Segunda Guerra, as Forças Aliadas dão início a um tribunal em Nuremberg com o objetivo de punir o regime nazista por seus crimes de guerra. Um psiquiatra americano e o promotor chefe dos julgamentos enfrentam uma batalha difícil para obter respostas aos horrores do conflito.

“Uma Segunda Chance”

Direção: Vanessa Caswill.Elenco: Maika Monroe, Tyriq Withers, Rudy Pankow. Não recomendado para menores de 16 anos.

Após passar anos na cadeia, Kenna Rowan luta para enfrentar a difícil realidade da ressocialização. Do mesmo modo, conhece um novo lado da vida, ao tentar se reconectar com sua filha pequena e com o único homem que não a excluiu.

“Vingadora”

Direção: Adrian Grunberg. Elenco: Milla Jovovich, Matthew Modine, Isabel Myers. Não recomendado para menores de 16 anos.

Uma veterana e heroína de guerra deixa a carreira militar para trás para poder se dedicar à criação de sua filha Chloe.

 

“Barba Ensopada de Sangue”

Direção: Aly Muritiba. Elenco: Gabriel Leone, Thainá Duarte, Ivo Müller. Não recomendado para menores de 14 anos

Um homem decide acabar com a própria vida e pede para seu filho (Gabriel Leone) cuidar de sua cadela após sua morte. Nessa conversa dramática, o pai revela ao filho o misterioso desaparecimento de seu avô (Ricardo Blat) em uma pequena cidade de pescadores.

 

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Felpuda

Apenas alguns pequenos "bagres" acabaram caindo na rede da CPMI que apura...Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta sexta-feira (3)

03/04/2026 00h03

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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ALLAN KARDEC - ESCRITOR FRANCÊS

"Não são os da consanguinidade os verdadeiros laços de família e sim os da simpatia e da comunhão de ideias, os quais prendem os espíritos antes, durante e depois de suas encarnações".

 

FELPUDA

Apenas alguns pequenos "bagres" acabaram caindo na rede da CPMI que apura a roubalheira dos recursos dos aposentados. A maioria e os mais "ensaboados" conseguiram encontrar brechas para nem sequer ser ouvidos. A cada reunião da comissão, apareciam os navios de guerra para proteger os "tubarões e os polvos", que com seus longos tentáculos furtaram que só. E as vítimas da "pescaria dos impunes" serviram de isca, duas vezes: quando foram roubados e no ressarcimento, que foi feito com recursos deles no bolo dos impostos. E salve-se quem puder! ...

Diálogo

De olho

Até domingo a Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizará a Operação Semana Santa nas cinco regiões do País, intensificando a fiscalização e as ações de prevenção dos sinistros de trânsito, para que as pessoas possam se deslocar com segurança na ida e na volta do feriado.

Mais

Neste ano, o foco da operação é evitar ultrapassagens proibidas. Em 2025, a PRF registrou 1.770 ocorrências por conta deste tipo de conduta. O número é 9% maior que em 2023, quando ocorreram 1.620 casos. Houve aumento de 15% no número de mortes em comparação ao mesmo período.

DiálogoDra. Bruna Gameiro

 

Diálogo

Tabuleiro

A "encorpada" que o PSDB deu no apagar das luzes da janela partidária estaria sendo atribuída à mexida no tabuleiro pelo ex-governador Azambuja e o governador Riedel. O partido, que estava enfraquecido, acabou ficando com três dos seis deputados estaduais, um deles Pedro Caravina, que recebeu a filiação do colega Paulo Duarte. Com a entrada de Eduardo Rocha e da ex-secretária Viviane Luz, passa a ter chapas competitivas.

No ninho

O ex-secretário-chefe da Casa Civil Eduardo Rocha não é mais filiado ao MDB, partido em que estava há mais de 30 anos. Ele passou a integrar o ninho tucano para disputar uma das 24 cadeiras da Assembleia Legislativa de MS. A troca não muda seus planos de apoiar a reeleição do governador Riedel, que tem o PSDB em seu arco de aliança. Conversa é que Rocha teria ficado "incomodado" com a resistência do partido ao nome de Simone Tebet, sua esposa, para que tentasse, em MS, viabilizar candidatura ao Senado.

Goela abaixo

O deputado federal Geraldo Resende pulou miúdo para não f icar sem escada e pendurado no pincel. Na mexida das peças no tabuleiro das eleições, decidiu sair do PSDB para ter respaldo ao tentar a reeleição. Só que "faltou combinar" com os outros partidos, que teriam lhe fechado as portas. Correndo mais do que lobinho em incêndio de floresta, conseguiu, via decisão nacional, ser empurrado goela abaixo no União Progressistas. Teve gente que não gostou nadica de nada.

Aniversariantes

Sônia Chinzarian Miguel,
Paulo Domingos Chaves dos Santos,
Maria Elena Selli Rizkallah,
Flávio Luiz de Andrade,
Janaína Loureiro,
Martina Santos Gomes da Silva,
Olívio Zago,
Antonio Teles de Alencar,
Benedito Reinaldo da Silva Correa,
Luiz Mario Pereira Leite,
Maria Tavares,
Paulo Henrique Antello e Silva,
Giancarlo Luiz Vicente Guidoni,
Eduardo Zinezi Duque,
Elizete Aparecida Cáceres Barbosa,
Inara Rodrigues Gomes,
Paulo Miranda de Barros,
Vagner Weber Colman,
Joanna D´Arc de Paula,
Fernanda Franco Pedrossian,
Perla Lilian Delgado,
Reinaldo Rios Ossuna,
Laura Elena de Almeida Stephanini,
Flávio Arakaki,
Willian Fernandes Cardoso,
Zilmara Bandeira Vasques,
Shirley Cheres da Silva,
Alexandre Marques,
Sergia Cristiane Tokunaga de Figueiredo Zandomine,
Rosildo Barcellos Júnior,
Nelson Otávio Lopes dos Santos,
Barbara Martins Cardoso,
Aparecido de Souza Caminha,
Manoel Félix Câmara,
Elizabeth Muniz de Oliveira,
Marcos Fernandes Martins,
Rosane Alves de Oliveira,
Valdir Andreatta,
Nívia Nunes,
Rosana Aparecida Espíndola Jordão,
Américo Paula Nantes,
Dr. Luiz Carlos Santini,
Ricardo Mansour,
Maria Antonieta Tomazelli,
Elenice Murad Alvarenga,
Paulo Ataul Bopp,
Elizabeth Ferreira da Silva,
Lilian Jacques,
Reinalda Dias,
Edson Espíndola Cardoso,
Iracema Marques Martins de Arruda,
Péricles Corrêa Fagundes,
Marise Aparecida Anderson Borba Leite,
Maria Lopes Rodrigues,
Laís Aparecida Machado,
Rita Franco Santos,
Dr. Luiz Roberto Rodrigues,
Mariza Elizabeth Almeida Sales Abrão,
Karolina Leite dos Santos,
Ana Claudia Vieira,
Sandra Ferreira,
Luiz Cláudio Vieira,
Moacir de Oliveira Flôres,
Luis Toshiaki Shimizu,
Julieta Anache,
Alba Lúcia Freitas,
José Antônio Corrêa de Lima,
João Mário de Souza,
Clenir Carvalho Silva,
Lidiane de Jesus Chaves,
Adriana Pereira,
Margaret Rocha Campos,
Ilidia Gonçales Velasquez,
Diana Carolina Martins Rosa,
Júlio César Rios Midon,
Geny de Pedro,
Mariana Rocha Nimer Teixeira,
Daniel Pinheiro da Fonseca,
Fábio de Oliveira de Souza,
Lincoln Carvalho de Oliveira,
Alipio Ferreira da Silva,
Elizabeth Belloc,
Orivaldo Martins,
Mauricio Luis Tiguman,
Ana Paula Jorge Lima,
João Ney dos Santos Ricco,
Tiago da Cruz Croda,
Magda Lima Mendes,
Pedro Henrique Vilela da Silveira,
Claíza Lima do Amaral,
Luiza Paula Ortiz Gomes Cardoso,
Moira Lopes Rodrigues,
José Luis Faco Junior,
Heyllen Araujo dos Santos Mundim,
Lucy Mara Escobar,
Giuliana Lima Lopes de Medeiros,
Mituru Kaminagakura,
Janieire Carrelo de Carvalho,
Maria Elza e Silva Martins,
Gilberto Luiz Martinovski,
Jari Alves Correa,
Verônica Rodrigues Martins,
Márcia Scarabel de Paiva,
Denise Aparecida Tosta,
Jainor Ribeiro da Cunha,
Guiherme Affonso Escobar Vieira. 

COLABOROU TATYANE GAMEIRA

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