Correio B

Correio B+

Especial Carnaval: É folia, é Carnaval: 4 dicas para cuidar das fantasias após a celebração

Com cuidados simples é possível aumentar a vida útil das peças para que os pequenos possam se divertir por mais tempo

Continue lendo...

O Carnaval é um dos momentos mais aguardados do ano, marcado por alegria, cores vibrantes e muita criatividade. Nos bloquinhos, festas e desfiles, as fantasias ganham destaque e permitem que adultos e crianças entrem no clima da folia com estilo e imaginação.

Para que essas peças mantenham o brilho, a durabilidade e possam ser reutilizadas em outros momentos festivos, a especialista têxtil da 5àsec, maior rede de lavanderias do Brasil, Marinês Cassiano, compartilha dicas valiosas de conservação.

Busque cuidados especiais conforme o tecido de cada peça

As fantasias infantis são criativas e muitas vezes contam com fibras leves, pedrarias, aplicações, bordados e lantejoulas. Por isso, não é indicado colocá-las diretamente na máquina de lavar, pois isso pode comprometer o tecido e os detalhes. Já as opções feitas com materiais escolares, como EVA e papel crepom, não são laváveis e a reutilização depende apenas da forma de uso.

Caso suje, procure limpar o quanto antes

Nas comemorações, é comum que as fantasias entrem em contato com alimentos, bebidas, espumas, maquiagens infantis e até tintas. Para evitar manchas permanentes, a recomendação é remover o excesso com um guardanapo ou pano branco seco e limpo. Produtos caseiros devem ser evitados, pois podem danificar as fibras e dificultar a higienização posterior.

Armazene as fantasias de forma separada das demais roupas

Como as fantasias não fazem parte do uso cotidiano, é essencial guardá-las separadamente em gavetas ou sacos de TNT. Isso ajuda a preservar a forma e evita amassados ou danos. Modelos com penas devem ser armazenados em caixas abertas, garantindo que os detalhes se mantenham intactos.

Guarde as peças sempre limpas

Após o uso, é fundamental higienizar corretamente antes de guardar. Resíduos como suor e restos de maquiagem, alimentos, tintas ou canetinhas podem causar manchas persistentes ou até amarelamento do tecido. Para prevenir mofos, recomenda-se retirar as fantasias do armário a cada três meses e deixá-las arejar na sombra.

Se alguma peça apresentar sinais de mofo ou amarelado, Marinês reforça que o ideal é lavá-la com cuidado, sempre seguindo as orientações da etiqueta. Para manchas antigas, a recomendação é recorrer a uma lavanderia especializada, como a 5àsec, que oferece serviços de remoção, revitalização de cores e tratamentos que prolongam a durabilidade dos tecidos.

Astrologia Correio B+

A energia do Tarô da semana entre 16 e 22 de fevereiro. Renascimento com leveza.

Com a energia do Julgamento no comando, a semana chega em clima de Carnaval: hora de deixar pra trás o que pesa, escutar a sua verdade e renascer mais leve pra um novo começo.

15/02/2026 12h00

A energia do Tarô da semana entre 16 e 22 de fevereiro. Renascimento com leveza.

A energia do Tarô da semana entre 16 e 22 de fevereiro. Renascimento com leveza. Foto: Divulgação

Continue Lendo...

Esta semana de Carnaval não é apenas festa. Ela é portal. Ela é rito. Ela é encruzilhada entre o que fomos e o que estamos prontos para nos tornar.

O céu se faz ouvir: um Eclipse Solar em Aquário limpando padrões coletivos, o Sol entrando em Peixes para dissolver fronteiras emocionais e a vibração do Ano Novo Chinês — sob a energia do Cavalo de Fogo — trazendo impulso de progresso, decisões ousadas e novos começos cheios de movimento e coragem.

No centro de tudo, como um tambor que ressoa acima de qualquer bateria de avenida, vibra a carta do Julgamento — não o da culpa, mas o da consciência.

O Carnaval sempre foi sobre máscara. Mas paradoxalmente, é quando mais revelamos quem somos. Vestimos fantasias para experimentar versões nossas que ficaram reprimidas o ano inteiro. Exageramos, dançamos, choramos, rimos, liberamos o que estava comprimido. A cidade vira palco, o corpo vira linguagem, a emoção vira ritmo.

E não é exatamente isso que um eclipse faz? Ele apaga a luz conhecida para que algo oculto venha à tona.

Aquário fala de coletivo. De grupo. De identidade social. E o Carnaval é o coletivo em estado bruto: multidão, pertencimento, tribo, catarse.

Mas Peixes entra em cena trazendo água. Sensibilidade. Memórias. Sonhos antigos. Aquilo que tentamos racionalizar o ano inteiro começa a vazar pelos poros. E então o Julgamento sopra a trombeta.

Imagine o som da bateria. O surdo marcando o chão. O tamborim acelerando o coração. Agora imagine, no meio desse som, um chamado mais sutil — mas impossível de ignorar.

O Julgamento nos faz despertar. É aquela sensação estranha em meio à festa: “Eu não quero mais voltar para a mesma vida depois disso.”

É o momento em que você percebe que não está cansado apenas fisicamente — está cansado de padrões. De repetições. De versões antigas de si. Então, você vai continuar vivendo no automático ou vai se levantar?

Carnaval também é excesso — e todo excesso revela o que tentamos anestesiar, o que desejamos sentir e aquilo que evitamos encarar ao longo do ano; por isso, quando nos damos conta dos pensamentos que viram verdadeiros túmulos mentais — como “não sou capaz”, “é tarde demais” ou “melhor nem tentar” —, a energia do Julgamento surge como o convite para sair desses lugares internos e voltar à vida com consciência.

De fato, o verdadeiro significado dessa carta é o despertar espiritual. É acordar do “sono” em que vivíamos repetindo padrões automáticos, carregando bagagens emocionais, adiando mudanças necessárias.

Quando a autoconsciência cresce, você começa a perceber quais crenças já não combinam com quem você é, quais hábitos drenam a sua energia e quais sonhos continuam vivos, apesar do medo.

O Julgamento é um convite à reinvenção consciente. Não é sobre virar outra pessoa — é sobre se tornar quem você sempre foi, sem máscaras.

O Carnaval marca o fim de um ciclo e o início de outro. Depois da quarta-feira, algo sempre muda. Mesmo que seja sutil.

Talvez seja retomar um projeto que você abandonou, ter aquela conversa que vem adiando, mudar um hábito que te mantém pequeno ou admitir um desejo que você anda sufocando.

Existe algo muito simbólico na Quarta-feira de Cinzas: depois do brilho vem o silêncio, depois do excesso vem o eco — e é justamente nesse silêncio que o chamado fica mais claro, convidando você a se perguntar o que, dessa festa, foi fuga, o que foi expressão autêntica, o que quer levar para o resto do ano e o que precisa ficar ali, na avenida, como forma de purificação.

Aquário pede libertação de padrões coletivos que já não fazem sentido. Peixes pede compaixão consigo mesmo. O Julgamento pede decisão.

O Julgamento simboliza pessoas se levantando de seus túmulos sob o som de uma trombeta dourada. Não é um cenário de condenação — é um cenário de ressurreição.

A quarta feira de cinzas marca justamente o início da quaresma, um período de recolhimento, revisão e preparação interior. Tradicionalmente associada à oração, ao jejum e à caridade, ela nos convida a pausar e olhar para a própria vida com mais consciência.

Assim como a Quaresma, o Julgamento fala de deixar para trás velhos padrões para abrir espaço ao novo. É um tempo de escuta, de realinhamento e de escolhas mais conscientes. No fundo, a mensagem é simples e poderosa: o chamado sempre vem. A transformação começa quando você decide escutar.

Essa semana traz um despertar ao mesmo tempo coletivo e íntimo, lembrando que talvez você não precise mudar tudo, talvez precise apenas se reconectar com quem é, porque o Universo não aponta o dedo — ele abre a porta, lembrando que você ainda tem sonhos, potência e escolha; e, entre máscara e verdade, existe um chamado que sussurra para você se levantar, porque ainda há vida a viver.

O Carnaval não é apenas um feriado prolongado, ele funciona como uma virada simbólica para muita gente. Os primeiros meses do ano ainda carregam um ritmo solto, com férias, viagens, equipes desfalcadas e compromissos que vivem mudando, o que naturalmente dispersa a atenção e empurra decisões para depois.

É como se, até ali, o país ainda estivesse aquecendo; passada a folia, a rotina ganha forma, o ano engrena e a sensação de foco finalmente se instala. Neste sentido, o ano só começa mesmo agora.

Este é o seu renascimento cósmico: o momento em que o chamado se torna nítido e você percebe que está pronto para agir, elevando sua vibração, deixando para trás antigas versões de si e assumindo, com presença, a verdade de quem está se tornando — afinal, como lembra Friedrich Nietzsche, “torna-te quem tu és”.

Que esta seja uma semana de revelações profundas, revisões sábias e passos alinhados. Que você atenda ao chamado com maturidade e coragem, lembrando que sempre é possível recomeçar. A trombeta já soou. A pergunta é: você vai se levantar?

Um ótimo Carnaval e muita luz,

Ana Cristina Paixão

Moda Correio B+

Especial Carnaval: Entre fantasia e personagem: até onde vai a imagem que criamos?

Uma análise sobre o Carnaval e suas expectativas

14/02/2026 18h30

Especial Carnaval: Entre fantasia e personagem: até onde vai a imagem que criamos?

Especial Carnaval: Entre fantasia e personagem: até onde vai a imagem que criamos? Foto: Divulgação

Continue Lendo...

O Carnaval é o único momento do ano em que a performance é declarada. Vestimos plumas, metalizados, personagens míticos ou divas pop e ninguém questiona: trata-se de fantasia. É jogo assumido. É teatro coletivo. É licença simbólica para experimentar outras versões de nós mesmos.

Mas e quando o Carnaval acaba?

A pergunta que ecoa, especialmente em tempos de redes sociais, é desconfortável: a fantasia ficou restrita ao bloco ou migrou para o feed?

O sociólogo canadense Erving Goffman, defendia que a vida social é uma encenação constante. Administramos impressões, ajustamos discursos, modulamos comportamentos dependendo do público. O que mudou não foi a teoria, foi a escala. Hoje, o palco é permanente. E global.

No Carnaval, a performance é explícita. No Instagram, ela se apresenta como espontânea. Mas raramente é. Há curadoria de imagem, escolha de ângulos, edição de narrativa. Construímos personagens digitais com a mesma dedicação que escolhemos uma fantasia elaborada.

E aqui surge um ponto crucial para quem pensa moda, imagem e cultura: a diferença entre expressão e disfarce.

A fantasia carnavalesca é expansão. Ela exagera traços, potencializa desejos, brinca com símbolos. A imagem nas redes, quando saudável, deveria fazer o mesmo: amplificar aquilo que já somos. O problema começa quando a construção deixa de revelar e passa a ocultar.

Marca pessoal não é sinônimo de personagem. É coerência. É alinhamento entre estética, discurso e valores. Uma imagem forte nasce da clareza de identidade, não da tentativa de atender às expectativas do algoritmo.

No Carnaval, sabemos que o brilho é temporário. Retiramos a maquiagem, desmontamos o figurino, voltamos ao cotidiano. Nas redes, porém, muitos transformam o brilho em obrigação permanente. Sustentar uma persona idealizada exige energia constante. E cansa.

Existe também um aspecto cultural relevante: vivemos na era da hipervisibilidade. Ser visto tornou-se quase sinônimo de existir. A pressão por performance constante transforma a vida em vitrine. O que era celebração vira comparação. O que era expressão vira estratégia.

Ser verdadeiro, nesse contexto, não significa exposição irrestrita nem abandono de estética. Significa coerência. Significa não criar uma narrativa que desminta sua própria vivência. Significa compreender que imagem é construção, mas identidade é raiz.

Talvez o Carnaval nos ensine justamente isso: a fantasia funciona porque tem começo, meio e fim. Ela é potente porque sabemos que é ritual. O risco está em não saber mais onde termina o personagem e começa a pessoa.

Entre costuras e cultura, a pergunta que permanece é simples e profunda: estamos usando a imagem para nos expressar ou para nos proteger?

Num mundo saturado de performances, a autenticidade deixou de ser ingenuidade. Tornou-se escolha estética. E, acima de tudo, escolha ética.

Especial Carnaval: Entre fantasia e personagem: até onde vai a imagem que criamos?Gabriela Rosa - Consultora de imagem e estilo

 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).