Correio B

Será?

Fãs acusam personal de ter dado anabolizantes para Gusttavo Lima

Polêmica começou depois do cantor fazer uma publicação acima do peso

Danielle Valentim

22/06/2015 - 13h49
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Gusttavo Lima “chocou” alguns fãs ao publicar um vídeo no Instagram recentemente, no qual aparece visivelmente acima do peso. No último sábado (20), Breno Figueiredo, personal trainer do cantor, negou que o sertanejo tenha tomado anabolizantes.

“Muita gente chegou a dizer que ele estava tomando anabolizantes, mas não. Isso é reflexo da alimentação regrada que ele tem hoje. O rosto dele realmente ficou mais inchado e ainda está um pouco, mas mais uma vez afirmo que não tem nada de anabolizante nisso”, disse.

De acordo com o Movimento Country, Breno ainda afirmou que Gusttavo  sempre gostou de praticar atividades físicas, mas não se alimentava bem. “Ele foi criado em fazenda, gosta de comidas gordurosas, pesadas, mas seu estômago não suportava e ele estava pior a cada dia. Fazíamos o trabalho na academia, mas pro corpo responder 100% era preciso uma alimentação melhor. Só que tudo o que ele comia, voltava. Ele passava muito mal mesmo”, completou.

Literatura Indígena

Daniel Munduruku defende memória, identidade e resistência indígena na FLIB

Escritor refletiu sobre a história dos povos indígenas, o papel da literatura na preservação da memória e a importância da valorização da cultura ancestral durante encontro com o público e crianças da Aldeinha, em Bonito

09/07/2026 12h40

Mariana Piell

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A 10ª edição da Feira Literária de Bonito (FLIB) teve como um de seus momentos mais marcantes nesta quarta-feira (8) a presença do escritor paraense Daniel Munduruku, um dos maiores nomes da literatura indígena contemporânea. 

Em uma conversa realizada no Palco Literário da feira, Munduruku conduziu o público por uma reflexão profunda sobre o tempo, a memória, a identidade e o papel da literatura como ferramenta de transformação social. 

IDENTIDADE BRASILEIRA

Em sua fala, o escritor provocou a plateia com um dado histórico contundente: os povos indígenas só passaram a ser considerados cidadãos brasileiros plenos com a Constituição de 1988. "Até então, nós éramos simplesmente vistos como brasileiros em passagem, porque estávamos numa situação em que tínhamos que abandonar a nossa tradição, a nossa cultura, nossa ancestralidade e assumir a identidade de ser brasileiro. Era incompatível ser índio e ser brasileiro", afirmou.

Munduruku ressaltou que esse reconhecimento tardio explica muito sobre a invisibilidade histórica das populações indígenas. "Há apenas 38 anos é que nós podemos assinar nosso nome como brasileiros. Até 1988, não se podia colocar nome tradicional na identidade, na certidão de nascimento. As associações indígenas não podiam ter CNPJ. As pessoas não podiam ter CPF", lembrou.

Para ele, a presença indígena em eventos literários como a Flib é um sinal inequívoco da "revolução silenciosa" que está em curso no país. "Fazer um evento literário sem a presença da literatura indígena é impossível hoje. Essa presença já é real, ela existe", celebrou, lembrando que o Brasil tem atualmente um ministro dos Povos Indígenas, o sul-mato-grossense Eloy Terena, algo "absolutamente surreal e quase impossível de pensar que podia acontecer há dez anos", destacou.

O autor também ressaltou a importância de se compreender a história das políticas indigenistas no Brasil. Ele mencionou o assimilacionismo, que vigorou nos séculos XVII, XVIII e XIX, transformando aldeias em vilas e municípios para negar a existência indígena. Depois veio o integracionismo, com o Serviço de Proteção aos Índios (SPI) e depois a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), que acelerou o processo de integração à sociedade nacional, especialmente durante a ditadura militar. "Era uma política de estado para transformar o índio em comerciante, em empreendedor, para que deixasse de ser índio", explicou.

Foi somente a partir dos anos 1970, com o surgimento do movimento indígena impulsionado pelas comunidades eclesiais de base e pelo Conselho Indigenista Missionário (CIMI), que as lideranças indígenas começaram a se organizar politicamente. Esse movimento culminou na Constituição de 1988, que reconheceu os indígenas como sujeitos de direitos e como "brasileiros diferenciados". 

"A Constituição Cidadã garantiu que essas populações têm os mesmos direitos de todos os cidadãos, mas, para além disso, um direito diferenciado, por conta da sua cultura, da sua medicina, da sua espiritualidade, da sua cosmovisão de mundo", afirmou.

LITERATURA COMO RESISTÊNCIA

"Este ano, 2026, completa-se 30 anos que eu lancei meu primeiro livro. Portanto, é uma caminhada de 30 anos que eu venho fazendo, tendo a literatura como instrumento, como uma ferramenta de aproximação desses mundos", declarou Munduruku, que iniciou sua carreira em 1996 com Histórias de índio.

Desde então, o autor publicou cerca de 70 livros – muitos voltados ao público infantojuvenil – e conquistou prêmios de prestígio nacional e internacional, entre eles o Prêmio Jabuti por três vezes (2003, 2017 e 2025), o Prêmio da Academia Brasileira de Letras e o Prêmio UNESCO pela promoção da tolerância e da não-violência. Em 2025, foi eleito para a Academia Paulista de Letras, onde ocupa a cadeira número 21.

O autor explicou que sua escrita nasce de um compromisso pessoal com a memória. "Para mim, escrever tem sido um exercício de memória, uma maneira de me colocar novamente no coração do meu povo", disse.

Ele ressaltou que a literatura indígena contemporânea é fruto de um esforço coletivo e de um movimento que já dura mais de vinte anos, com encontros de escritores e artistas indígenas que revelaram talentos em todo o país. 

"Se a gente tem a lei 11.645, que torna obrigatório o ensino da história e cultura indígena nas escolas, é por conta também da existência dessa literatura consistente dentro da sociedade brasileira", afirmou.

Munduruku também fez questão de destacar a importância dos ilustradores indígenas, mencionando o trabalho de Miguela Moura, que ilustrou uma das obras de sua nova trilogia, o livro ‘Curupira existe, sim!’. 

"A arte indígena não está apenas no texto, mas também nas imagens. Quando uma criança indígena ilustra um livro, ela está dizendo: 'Nós estamos aqui, nós temos nossa própria estética, nossa própria maneira de ver o mundo'", pontuou.

O TEMPO INDÍGENA

Um dos momentos mais aplaudidos da fala de Daniel Munduruku foi sua reflexão sobre a diferença entre o tempo ocidental e o tempo indígena, uma discussão que ecoou o tema da Flib sobre as relações entre literatura, natureza e outras cartografias. 

"O tempo ocidental anda para frente. É o tempo do relógio, o tempo da produção, o tempo em que tempo é dinheiro. Nós passamos o tempo inteiro olhando para o futuro, que nós não temos, e acreditamos que um dia seremos felizes", destacou.

Em contraste, explicou, os povos indígenas vivem o tempo em duas dimensões: o passado, que é memória, e o presente, que é plenitude. "Os povos indígenas não perguntam para as crianças 'o que você vai ser quando crescer?' Porque a criança já é tudo que precisa ser. Ela precisa ser criança, plenamente criança. A infância só é vivida uma única vez", afirmou.

O escritor lembrou o ensinamento de seu avô Apolinário, pajé da etnia Munduruku: "Se hoje, se o agora não fosse bom, não se chamava presente". Essa filosofia, segundo ele, orienta a vida indígena como um constante exercício de gratidão – celebrado com cantos, danças e pinturas corporais. "É por isso que vocês veem os indígenas cantando e dançando, e muitas vezes os chamam de preguiçosos. Mas eles estão celebrando a existência", pontuou.

Ele aprofundou a reflexão ao explicar que, na cosmovisão indígena, a natureza é a grande mestra. "A natureza é sistêmica, interdependente. Uma árvore não vive sozinha. Ela depende de todos os outros seres para crescer e se desenvolver, e na hora certa devolve tudo o que recebeu. Os indígenas chamam a terra de mãe não porque é poético, mas porque acreditam que ela é de fato mãe. Chamam os outros seres de parentes porque sabem que são parentes", contou. Essa visão, segundo ele, ensina a coletividade, a solidariedade e a gratidão, valores que a sociedade ocidental vem perdendo.

ENCONTRO

Antes da palestra noturna, o escritor participou de um encontro especial com crianças indígenas da Aldeinha, uma aldeia urbana localizada no município de Anastácio, que abriga cerca de 129 famílias do povo Terena. 

O encontro aconteceu na Praça da Liberdade, das 15h às 16h, e foi coordenado pelo professor Reinaldo Rohtt, coordenador da ABRAAI (Academia Brasileira dos Autores Aldravianistas Infantojuvenil) e docente da Escola Estadual Indígena Guilhermina da Silva.

Reinaldo, que é Terena e também atua como professor na Aldeinha, explicou o significado da participação das crianças na FLIB. "Nós trabalhamos com as crianças a poesia, inspiradas em Daniel, especialmente na obra O Caraíba, para criar poesias relacionadas às questões indígenas, da sua raiz, da sua identidade, da sua cultura e da sua tradição", afirmou

A Aldeinha, como explicou Reinaldo, é uma comunidade que muitas vezes sofre com o preconceito por estar inserida no ambiente urbano. "As pessoas não acham que ali tem um indígena, porque está inserido no meio urbano. Acham que deixaram de ser índio. Há até uma fala comum: 'Ah, deixaram de ser índios, porque moram em casas de alvenaria, utilizam a tecnologia'." Contra essa percepção, a escola trabalha com duas disciplinas específicas – Língua Materna e Questões Indígenas – para fortalecer a identidade e a cultura Terena, especialmente a revitalização da língua materna, que está em processo de desaparecimento. "Os mais velhos vão indo, e os mais novos não têm essa preocupação em aprender. A escola faz esse papel", afirmou.
 

Cuidado & beleza

Saiba por que aumentou a procura pelo procedimento de lifting facial

Popularização de procedimentos entre pessoas mais jovens e impacto das canetas emagrecedoras reforçam a importância de avaliações individualizadas para preservar a naturalidade e a segurança dos resultados

09/07/2026 08h30

Com evolução do lifting facial, objetivo passou a ser recuperar estruturas perdidas pelo envelhecimento

Com evolução do lifting facial, objetivo passou a ser recuperar estruturas perdidas pelo envelhecimento Divulgação

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O rejuvenescimento facial nunca esteve tão em evidência. Basta alguns minutos navegando pelas redes sociais para encontrar celebridades, influenciadores e criadores de conteúdo exibindo transformações que prometem devolver anos de juventude ao rosto.

O chamado “antes e depois” virou um dos formatos mais populares da internet e tem despertado o interesse de um público cada vez mais jovem pelos procedimentos cirúrgicos.

O lifting facial, antes associado principalmente a pacientes acima dos 50 anos, passou a integrar a lista de desejos de pessoas na faixa dos 30 anos aos 40 anos.

Impulsionado por novas técnicas, como o deep plane, procedimento que prioriza resultados naturais, sem o aspecto “esticado”, o lifting facial apresentou um crescimento de 78% nos últimos quatro anos.

Segundo o cirurgião plástico David Di Sessa, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), a cirurgia facial evoluiu significativamente nas últimas décadas e deixou de ser um procedimento focado apenas em esticar a pele.

“O lifting facial evoluiu porque a cirurgia moderna deixou de tratar apenas a pele. Hoje, avaliamos camadas profundas, ligamentos, compartimentos de gordura, musculatura, pescoço e dinâmica da expressão. Quando a técnica respeita essa leitura anatômica, o resultado fica mais natural e proporcional”, explica.

Essa mudança representa uma nova filosofia na cirurgia plástica facial. Em vez de buscar um padrão de beleza ou reproduzir o resultado obtido por outra pessoa, o objetivo passou a ser recuperar estruturas perdidas pelo envelhecimento, preservando a identidade do paciente.

Antes mesmo de qualquer procedimento ser indicado, o especialista realiza uma análise detalhada da anatomia facial.

São avaliados fatores como o grau de flacidez, a distribuição da gordura, a espessura da pele, o posicionamento das sobrancelhas, a presença de sulcos, o contorno da mandíbula, o pescoço e até o histórico de procedimentos estéticos já realizados.

Essa avaliação permite identificar quais estruturas realmente precisam ser tratadas e evita exageros que podem resultar em uma aparência artificial.

DIFERENTES TÉCNICAS

Nos últimos meses, o deep plane lifting passou a dominar as conversas nas redes sociais. O procedimento ganhou fama após ser adotado por cirurgiões de celebridades e viralizar em vídeos que prometem resultados mais naturais e duradouros.

A técnica atua em planos mais profundos da face, descolando estruturas de sustentação e reposicionando os tecidos com menor tensão sobre a pele. O resultado costuma apresentar menos aspecto de “pele esticada”, característica que marcou cirurgias realizadas décadas atrás.

Apesar da popularidade, David Di Sessa destaca que o método não deve ser encarado como a solução ideal para todos os pacientes.

“O deep plane é uma técnica poderosa quando existe indicação correta, mas não pode ser vendido como sinônimo de melhor lifting para todos. Em cirurgia facial, profundidade não substitui diagnóstico. Um paciente pode se beneficiar dessa abordagem, enquanto outro terá resultado mais seguro e natural com SMAS [lifting do sistema músculo-aponeurótico superficial], minilifting ou associação de técnicas”, afirma.

O especialista explica que cada rosto envelhece de maneira diferente. Enquanto algumas pessoas apresentam perda de gordura, outras sofrem principalmente com flacidez muscular, frouxidão dos ligamentos ou alterações ósseas relacionadas ao envelhecimento.

“A face envelhece em várias camadas ao mesmo tempo. Existe perda de gordura, frouxidão ligamentar, queda dos tecidos, alterações ósseas e mudança na pele. Por isso, uma cirurgia bem indicada exige repertório técnico e visão global. O cirurgião precisa dominar diferentes caminhos para escolher o mais adequado, e não adaptar o paciente à técnica que está em evidência”, reforça.

Entre as principais abordagens utilizadas atualmente está o lifting cervicofacial, considerado um dos procedimentos mais completos para tratar a flacidez do terço médio e inferior da face, além do pescoço. A cirurgia reposiciona tecidos profundos, melhora o contorno da mandíbula e reduz o excesso de pele na região cervical.

Outra opção bastante utilizada é o lifting endoscópico. Diferentemente das técnicas tradicionais, ele utiliza pequenas incisões escondidas no couro cabeludo e uma câmera de vídeo que amplia a visualização das estruturas internas.

“Com ela conseguimos tratar o terço superior e o terço médio da face com incisões posicionadas no couro cabeludo, sem cortes ao redor da orelha. Essa cirurgia por vídeo permite uma visão ampliada das estruturas profundas e ajuda a reposicionar os tecidos com precisão, preservando a naturalidade e reduzindo sinais externos da cirurgia”, explica Di Sessa.

Também bastante consolidado na cirurgia plástica está o lifting pelo SMAS, estrutura conhecida como sistema músculo-aponeurótico superficial.

A técnica trabalha as camadas profundas responsáveis pela sustentação facial, proporcionando resultados mais naturais e duradouros, especialmente em pacientes com flacidez moderada ou intensa.

Já para quem apresenta sinais iniciais de envelhecimento, o chamado minilifting pode ser suficiente. O procedimento possui área menor de descolamento e concentra o tratamento em regiões específicas, como mandíbula e parte inferior da face.

Apesar de menos invasivo, também exige planejamento criterioso para evitar resultados discretos demais ou com pouca durabilidade.

Há ainda o lifting temporal, voltado principalmente para pacientes que apresentam queda da porção lateral das sobrancelhas e aspecto de olhar cansado.

Em muitos casos, ele pode ser associado a outros procedimentos, como blefaroplastia, enxertia de gordura, lipoaspiração cervical e tratamentos voltados para melhorar a qualidade da pele.

EFEITO DAS CANETAS

Outro fenômeno que vem impactando diretamente a cirurgia plástica é o aumento do uso dos medicamentos conhecidos popularmente como canetas emagrecedoras.

Embora esses remédios não provoquem flacidez diretamente, a perda acelerada de peso reduz rapidamente os compartimentos de gordura responsáveis pela sustentação da pele. Como consequência, surgem sobras de tecido principalmente no rosto, abdômen, braços e coxas.

Na face, esse efeito ficou conhecido internacionalmente como Ozempic Face. A redução abrupta da gordura facial deixa o rosto com aspecto mais murcho, evidencia rugas, acentua sulcos e provoca perda da definição da mandíbula.

Além da perda de volume, médicos também observam redução da elasticidade da pele e diminuição do viço, especialmente quando o emagrecimento ocorre em curto espaço de tempo.

A intensidade dessas alterações depende da idade, da quantidade de peso perdido, da qualidade da pele e da predisposição genética de cada pessoa.

Nos casos leves ou moderados, tratamentos não cirúrgicos costumam apresentar bons resultados. Entre as alternativas mais utilizadas estão os bioestimuladores de colágeno, tecnologias de ultrassom microfocado, lasers e outros procedimentos que estimulam a produção natural de colágeno, melhorando a firmeza da pele.

Já quando há grande excesso de tecido, especialmente após perdas expressivas de peso, a cirurgia plástica reparadora passa a ser considerada a alternativa mais eficaz para recuperar o contorno corporal e facial.

Os especialistas ressaltam que o tratamento ideal deve acompanhar todo o processo de emagrecimento, integrando alimentação equilibrada, atividade física, acompanhamento médico e cuidados com a pele para minimizar os impactos da perda rápida de gordura.

O consenso entre cirurgiões plásticos é que a cirurgia facial moderna busca respeitar a individualidade de cada paciente. A tecnologia trouxe maior precisão ao planejamento cirúrgico, permitindo incisões menores, melhor controle das cicatrizes e abordagens menos invasivas.

“O objetivo atual não é transformar a fisionomia, mas recuperar sustentação, suavizar sinais do tempo e preservar naturalidade”, conclui David Di Sessa.

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