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King & Conqueror é o epílogo de Vikings: Valhalla que eu esperava

Mesmo com um roteiro irregular, a série acerta ao transformar a conquista normanda em um drama humano sobre poder, ambição e legado

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Desde que King & Conqueror foi anunciada, eu a enxergava como algo muito específico: uma espécie de epílogo de Vikings: Valhalla. Talvez por isso tenha me surpreendido ver tantas comparações com Game of Thrones ao longo dos últimos meses.

É fácil entender por quê. A série tem disputas sucessórias, alianças instáveis, promessas quebradas, guerras e dois homens convencidos de que possuem direito legítimo ao mesmo trono.

Além disso, conta com Nikolaj Coster-Waldau no elenco e agora pode até reivindicar uma ligação adicional com Westeros através de James Norton, que interpreta Ormund Hightower em House of the Dragon. Ainda assim, reduzir King & Conqueror a uma espécie de versão histórica de Game of Thrones parece ignorar aquilo que a torna mais interessante.

A produção da BBC está em destaque na plataforma do Universal Channel e se você, como eu, é fã de História, é uma dica a não ser ignorada.

A história acompanha os acontecimentos de 960 anos atrás, que levaram à Batalha de Hastings, em 1066, um dos eventos mais importantes da história inglesa. Após a morte de Eduardo, o Confessor, sem herdeiros diretos, a sucessão do reino mergulha em crise.

Harold Godwinson, líder da família mais poderosa da Inglaterra, assume a coroa. Do outro lado do Canal da Mancha, William, duque da Normandia, acredita que Eduardo lhe havia prometido o trono anos antes e interpreta a coroação de Harold como uma traição. A partir desse momento, a série acompanha a escalada de uma disputa que acabaria mudando para sempre a história britânica.

O que torna o conflito tão interessante é que King & Conqueror se recusa a oferecer respostas simples, mesmo que Harold seja apresentado como um usurpador ganancioso. Há contexto, há espaço para interpretações. William também não surge apenas como um invasor estrangeiro movido pela ambição. Pelo contrário.

A série constrói dois homens profundamente convencidos de que a coroa lhes pertence por direito. Ambos possuem justificativas plausíveis. Ambos acreditam estar protegendo algo maior do que seus próprios interesses. E ambos são capazes de cometer erros devastadores.

King & Conqueror é o epílogo de Vikings: Valhalla que eu esperava - Divulgação

O resultado é um drama que funciona muito mais como um estudo sobre legitimidade e poder do que como uma simples narrativa de conquista.

É justamente nesse ponto que o elenco faz toda a diferença. Como mencionado, a escolha de Nikolaj Coster-Waldau para interpretar William foi inspirada. O ator traz consigo a credibilidade de alguém que já habitou um dos universos políticos mais complexos da televisão moderna, mas encontra aqui um registro diferente. Seu William é ambicioso, determinado e estrategicamente brilhante, mas também inseguro.

Existe uma vulnerabilidade constante por trás da figura do futuro conquistador. A necessidade de provar seu valor, de justificar suas reivindicações e de convencer os outros — e talvez a si mesmo — de que merece aquilo que busca transforma William em um personagem muito mais complexo do que a figura histórica frequentemente lembrada apenas pelo resultado de Hastings.

Já James Norton encontra uma complexidade semelhante em Harold Godwinson. Há algo quase irônico em vê-lo interpretar esse personagem justamente quando passa a integrar o universo de Westeros. Norton possui exatamente o perfil físico dos heróis tradicionais: carismático, seguro, magnético e naturalmente confortável na posição de líder.

A série, porém, utiliza essas características para construir algo mais interessante. Seu Harold é inteligente e corajoso, mas também orgulhoso, impulsivo e incapaz de perceber certas consequências das próprias decisões. Em vez de transformar um dos lados em herói e o outro em vilão, King & Conqueror encontra humanidade nos dois.

Como acontece com praticamente toda produção baseada em acontecimentos reais, a série toma diversas liberdades históricas. Algumas mudanças certamente chamarão atenção dos espectadores mais familiarizados com o período. Determinados personagens recebem trajetórias diferentes das registradas pela História, relações pessoais são ampliadas e certos eventos são reorganizados para servir melhor à narrativa.

O exemplo mais evidente talvez seja a forma como a série trabalha acontecimentos envolvendo Emma da Normandia. Ainda assim, nenhuma dessas alterações me parece particularmente problemática. O objetivo da produção nunca foi funcionar como documentário. Seu compromisso principal está com o drama, e não com a reprodução literal dos fatos.

Curiosamente, os problemas da série não estão nas adaptações históricas. Estão no roteiro.

Em vários momentos, King & Conqueror parece assumir que o espectador já conhece aquelas figuras e entende a importância de cada relação política. Para quem domina a história inglesa, talvez isso não represente um obstáculo. Para grande parte do público internacional, porém, a narrativa pode se tornar mais confusa do que deveria.

King & Conqueror é o epílogo de Vikings: Valhalla que eu esperava - Divulgação

A série nem sempre explica satisfatoriamente quem são determinados personagens, qual a relevância de certas alianças ou por que algumas decisões possuem consequências tão profundas. Há ainda momentos em que acontecimentos importantes parecem apressados, avançando mais rapidamente do que o desenvolvimento dramático permitiria.

Esse é justamente o aspecto que impede a produção de alcançar um patamar ainda mais alto. Não falta orçamento. Não faltam atores. Não falta uma boa história. Falta, ocasionalmente, um roteiro mais paciente, disposto a conduzir o espectador por esse universo político sem presumir conhecimento prévio.

Ainda assim, saí da temporada gostando bastante do resultado. Talvez porque ela tenha entregado exatamente aquilo que eu esperava encontrar desde o início. Durante anos, Vikings e Vikings: Valhalla acompanharam a lenta transformação da Inglaterra através das disputas entre saxões, vikings e normandos.

A ascensão da família Godwin, a influência crescente da Normandia e o reinado de Eduardo, o Confessor, já apontavam para esse momento. King & Conqueror apenas assume o bastão e acompanha as consequências finais desse processo.

Por isso, enquanto muitos espectadores talvez procurem nela uma versão histórica de Game of Thrones, aqui encontram algo diferente, como a conclusão de uma história que a televisão vinha contando havia mais de uma década.

Uma história sobre a queda de um mundo e o nascimento de outro. Um drama que aconteceu há quase mil anos, mas continua fascinante justamente porque fala de temas que permanecem atuais: ambição, legitimidade, identidade, poder e a eterna convicção humana de que somos os protagonistas da nossa própria versão da História.

Talvez King & Conqueror não seja perfeita. Mas é uma boa série histórica, sustentada por excelentes atuações e por um acontecimento real tão extraordinário que continua inspirando narrativas quase um milênio depois.

E, para quem acompanhou a jornada iniciada por Ragnar Lothbrok e continuada por seus descendentes, ela funciona exatamente como eu imaginava desde o anúncio: o epílogo de Vikings: Valhalla que nunca tivemos.

arte

PontaCine Fashion une cinema independente, moda sustentável e debate cultural em Campo Grande

Evento gratuito reúne exibição de curtas-metragens, roda de conversa sobre figurino e direção de arte e encontro de brechós voltados à moda circular neste domingo

12/06/2026 14h00

Divulgação

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O Coletivo Ponta Filmes promove a edição especial do PontaCine – Fashion, evento gratuito que reúne exibição de curtas-metragens, debate sobre figurino e direção de arte, além de um encontro de brechós voltado à moda circular e à economia criativa.

A programação acontece das 17h às 21h, no Ateliê Ramona Rodrigues, no Centro da Capital, e propõe uma experiência cultural híbrida que conecta diferentes expressões artísticas. A iniciativa busca fortalecer tanto o audiovisual independente quanto práticas sustentáveis ligadas à moda.

O Espaço Fashion abre a programação e funcionará durante todo o evento, das 17h às 21h. Instalado no corredor principal do ateliê, o local será dedicado à moda sustentável e contará com a participação de seis brechós convidados, além de um brechó exclusivo organizado pela produção. O ambiente terá curadoria especial de peças, araras, mesas expositoras e provador estruturado para receber o público.

A partir das 18h30, o salão principal recebe as sessões de cinema do PontaCine. Nesta edição, o foco está na importância do figurino e da direção de arte na construção das narrativas audiovisuais.

Serão exibidos três curtas-metragens produzidos por realizadores sul-mato-grossenses. O primeiro é "Limiar", dirigido por Gabriela Teodoro, que terá a participação da figurinista Eduarda Caroline. Em seguida, será apresentado "Tempestade Ocre", dirigido por Deivison Pedrê, com a presença dos diretores de arte Paulo Taveira e May Rocha. Fechando a programação cinematográfica, o público poderá assistir a "Águas", dirigido por Raylson C, com participação da figurinista Mariana Moraes.

Além das exibições, o evento promove o Debate PontaCine, uma roda de conversa que pretende aprofundar a discussão sobre a relação entre moda, identidade visual e cinema. O encontro contará com a presença dos profissionais convidados das produções exibidas e será mediado por Marcelo Henrique, estudante de audiovisual e integrante do Coletivo Ponta Filmes.

Segundo os organizadores, a proposta é ampliar o olhar do público sobre os elementos visuais que ajudam a construir personagens, atmosferas e significados dentro das obras cinematográficas. Ao mesmo tempo, o evento cria uma ponte entre o universo do audiovisual e as práticas da moda sustentável, incentivando o consumo consciente e a valorização da produção independente.

O PontaCine é uma iniciativa do Coletivo Ponta Filmes, produtora e difusora cultural sediada em Campo Grande. O grupo atua na criação e exibição de produções audiovisuais autorais e tem como objetivo fortalecer o audiovisual sul-mato-grossense por meio de experiências que valorizem o processo criativo, o cinema independente e a inovação cultural.

Serviço

PontaCine – Edição Fashion
Data: 14 de junho
Horário: das 17h às 21h
Local: Ateliê Ramona Rodrigues – Rua 1431, Casa 3, Centro, Campo Grande
Entrada gratuita
 

copa do mundo

Outback aposta no futebol e lança parceria inédita com a CazéTV

Rede transforma restaurantes em pontos de encontro para torcedores, traz de volta o rodízio e cria experiências para quem acompanha os jogos em casa

12/06/2026 11h45

Rodízio Outback

Rodízio Outback Divulgação

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O futebol sempre ocupou um espaço especial na cultura brasileira, reunindo amigos, famílias e apaixonados pelo esporte em torno de uma mesma paixão. De olho nesse comportamento e no aumento do interesse dos consumidores por experiências que unem entretenimento e gastronomia, o Outback Steakhouse anunciou a maior campanha de futebol de sua história no Brasil.

Batizada de É Clima de Outback, a iniciativa transforma os restaurantes da rede em verdadeiros pontos de encontro para torcedores durante a temporada de jogos. A proposta vai além da transmissão das partidas e cria um ecossistema que conecta experiências presenciais, delivery, ações digitais e novos produtos inspirados no universo esportivo.

A campanha tem como principal novidade uma parceria inédita com a CazéTV, responsável por conectar as diferentes frentes da ação e ampliar o alcance da marca com o público que acompanha as competições esportivas.

Segundo o Outback, a ideia é proporcionar uma experiência completa para quem deseja assistir aos jogos acompanhado de pratos icônicos da rede, bebidas exclusivas e um ambiente preparado para celebrar cada lance.

Rodízio Outback de volta

Entre os destaques da campanha está o retorno do rodízio Outback, uma das experiências mais solicitadas pelos clientes da rede. Disponível a partir deste sábado até o dia 26 de julho, a ação oferece três horas de consumo à vontade de alguns dos produtos mais populares do cardápio.

Entre as opções estão as tradicionais ripas de ribs ao molho barbecue, bloom petals, nachos e acompanhamentos especiais preparados para a temporada.

A edição deste ano também traz novidades desenvolvidas especialmente para a campanha. Uma delas é o chicken bola na área, composto por bites de frango desfiado com blend de queijos. Outra é a fries campeã, uma versão ainda mais cremosa das famosas batatas da rede, cobertas com fonduta de queijos e bacon.

Os clientes ainda terão acesso a três molhos exclusivos para acompanhar os pratos. O rodízio será oferecido em duas modalidades: versão não alcoólica, R$ 119,90 por pessoa, com refrigerantes e iced tea à vontade; e versão alcoólica, R$ 139,90 por pessoa, incluindo chopp servido na tradicional caneca congelada em formato de refil.

Transmissão dos jogos

A parceria com a CazéTV também permitirá que as partidas sejam exibidas durante o horário de funcionamento das unidades participantes.

Para a marca, o futebol oferece uma oportunidade de fortalecer a conexão emocional com os clientes e ampliar sua presença em um dos momentos de maior mobilização do público brasileiro.

“Essa é a maior plataforma de marca que o Outback já desenvolveu para o futebol no Brasil. Mais do que uma campanha, criamos um ecossistema capaz de acompanhar o consumidor em diferentes momentos e canais, conectando entretenimento, gastronomia e conveniência. A parceria com a CazéTV foi fundamental para dar escala a essa estratégia e ampliar nossa relevância em um período de grande mobilização dos brasileiros”, afirma Claudia Vilhena, vice-presidente de Marketing, Vendas e Growth da Bold Hospitality Company, grupo detentor das marcas Outback Steakhouse, Abbraccio e Aussie Grill no Brasil.

Delivery

A campanha também foi pensada para atender os consumidores que preferem assistir aos jogos em casa.
Para esse público, o Outback criou o box celebração em casa, disponível tanto pelo aplicativo Meu Outback quanto pelo serviço de delivery do iFood.

O combo foi desenvolvido para servir até quatro pessoas e reúne alguns dos itens mais conhecidos do cardápio da rede.

Entre eles estão as famosas ribs nos molhos barbecue e billabong, quesadillas de queijo e cogumelos, kookaburra wings, miniburgers, nachos e molhos especiais.

Novos drinks

Para complementar a campanha, o Outback desenvolveu uma linha de bebidas inspirada no clima de celebração que costuma acompanhar grandes eventos esportivos. Entre os lançamentos está o mocktail pontapé inicial, opção sem álcool vendida por R$ 24,90. A bebida combina limão, tangerina e bubbles de maçã verde, apostando em sabores cítricos e refrescantes.

Já o trio goleada, comercializado por R$ 44,90, foi criado para compartilhamento e reúne três combinações diferentes. A primeira mistura tangerina, limão e bubbles de maçã verde; a segunda combina maracujá e mel; e a terceira aposta em gengibre com espuma de melão.

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