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Diálogo

Parlamentar foi ler requerimentos propondo a recuperação de algumas ruas... Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta sexta-feira (01)

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Mario Quintana - escritor brasileiro

"A preguiça é a mãe do progresso. Se o homem não tivesse preguiça de caminhar, não teria inventado a roda”.

FELPUDA

Parlamentar foi ler requerimentos propondo a recuperação de algumas ruas de Campo Grande. No meio da leitura das solicitações, olhou para os colegas e percebeu que estava “chovendo no molhado”, e aí entre uma pausa e outra, explicou que, na verdade, a Capital vive o drama de suas vias estarem tomadas pelos buracos e que seu pedido era voltado aos moradores das ruas citadas por ele porque, conforme frisou, eles podem ser “tragados pelas crateras”. “Buracos, buraquinhos, buracões e ruas totalmente tomadas por eles são as opções para o campo-grandense”, foi comentário irônico entreouvido por lá.

Poeirão

Quem anda percorrendo o trecho é o vice-governador José Carlos Barbosa (Republicanos), o Barbosinha, em agenda que integra governo, prefeitura e câmaras municipais. A estratégia é estabelecer sistema de trabalho onde há discussão ampla das ações desenvolvidas pelo governo de MS.

Mais

Tal iniciativa fortalece, tanto nas áreas política como administrativa, o programa de municipalismo do governador Eduardo Riedel e tem dado bons resultados. A proposta é percorrer de carro os 79 municípios, segundo Dorival Betini, chefe de gabinete do vice.

Denise Ramos Flores Bisogenin e José Luiz BisogeninDenise Ramos Flores Bisogenin e José Luiz Bisogenin - Foto: Studio Vollkopf 

 

Fernanda Coan Fernanda Coan - Foto: arquivo pessoal

Bonitos na fita

Pesquisas que estariam sendo realizadas para acompanhar a quantas anda o cenário político em Mato Grosso do Sul têm sido dadas ao conhecimento de gabinetes poderosos. Assim, segundo se ouve nos bastidores, alguns pré-candidatos estão sendo chamados para saber de como estão perante o eleitorado e para que continuem intensificando suas atuações para, caso tudo transcorra dentro dos conformes, possam subir no pódio no mês de outubro.

Prova dos nove

Segundo avaliação de políticos mais antenados, os deputados federais Dagoberto Nogueira (PP) e Geraldo Resende (União Brasil) terão que mostrar bom desempenho nas urnas. Isto porque foram responsáveis por ocasionar “debandadas” de alguns nomes que já haviam acertado a filiação nesses dois partidos. A expectativa é grande, tendo em vista que “peitaram” gente que tem forte base eleitoral, principalmente no interior de MS.

Termômetro

Os primeiros indicadores de 2026 confirmam a força da economia de MS. Levantamento do Termômetro do Varejo da Federação das Câmaras dos Dirigentes Lojistas-MS), com base no IBGE, mostra alta de 6,2% no varejo ampliado entre janeiro e fevereiro, bem acima da média nacional (1,0%). O comércio também avançou (0,5%), enquanto os serviços cresceram 4,3% e a indústria acumula alta de 8,1% em 12 meses. No campo, a projeção é de crescimento de 2,2% em 2026, na contramão da retração prevista para o país (-3,9%).

Aniversariantes

Christiana (Kity) Puga de Barcelos;
Dr. Roberto Teixeira dos Santos;
Alessandra Assis Daros;
João Bosco Silvino de Medeiros;
Maria Augusta Pereira de Souza;
Alceu Guerra;
Carlos Ney Garcia Olegario;
Maria Beatriz Barbieri de Alencar;
Elisangela Cristina Passianoto;
Marcio Cosme Matos Alves;
Enzo Lemos Junior;
Circe de Souza Martins;
José Garcia Rosa Pires;
Cyro Jesus do Nascimento;
Matheus Rossanelli da Silva;
Wander Ricardo Gomes de Almeida;
Nelson da Silva Feitosa;
Dr. Antonio Carlos Barcellos Abrate;
Mario Ilto Rodrigues Moreira;
Edmur Augusto da Costa;
Juleica Lima Ribeiro;
Jones Mario de Avila Minervini Junior;
Fátima Barbosa Cavalcante Rangel Vinholi;
Tatiana Avelar;
Luiz Renato Affonseca Jardim;
Felipa Ramos Vasques;
Mauricio Shiroma;
Maria Aparecida de Almeida;
Valdir Custódio da Silva;
Luís de Morais;
Léo Mendonça do Amaral;
Lourdes Junqueira de Paula;
Arizoly Serrou Camy;
Felipe Cunha;
João Luiz de Aquino Santos;
Adriana Gonçalves Guerreiro Dure;
Alessandro Dantas dos Santos;
Hercules Hillesheim;
Antonio Lorenzi Sobrinho;
Jovaldino Walta;
Dr.Jorge Gonda;
Felipe Medina;
Ricardo Cruvinel Cardoso;
Sebastião Batista Souza;
Dr. Alexandre Geanini Péres;
Anny Carolini Malagolini Ribeiro;
Lucy de Souza Jesus;
Nylbert Arruda Gonçalves Cantero;
Mário Antonio de Almeida;
Ita Escobar Ajala;
Durval Coelho Barbosa;
Afonso Ribeiro de Sena;
Maria da Silva Albuquerque;
Ítalo Lopes Fontoura;
Elenir de Souza Braz;
Zita Maluf;
Dirce de Souza Martins;
Claudete Pereira dos Reis;
Antônio Gomes;
Lourdes Fontoura;
Afonso Nunes Leite;
José Alberto Vasconcellos;
Dávio Mello;
Jociane Dutra Nogueira Farias;
Otoni Cesar Coelho de Sousa;
José da Costa Vieira;
Delci Teixeira;
Dr. Marco Antonio Leite;
Juvenal Farias;
Francisco Pires de Oliveira;
Patrícia Teixeira Pellini;
Ivete Moreira Paes;
Tatiana Padilha Barreto;
Edinete de Fátima de Oliveira;
Alexandre Mario dos Anjos;
Alcebíades Santiago Franco;
Elis Antonia Santos Neres;
Monica Aratani;
Roberto Lopes da Silva;
Carolina Miranda Barbosa;
Olívia Nunes Campos;
Flávia Alessandra Carvalho;
Osmar Feliciano Dias;
Adriana Nunes Lopes;
Simone dos Santos Godinho;
Maria Fatima de Moraes;
Naiara Pael Lopes Aquino;
Rosimeire Zandona de Souza;
Maria Ivonete de Almeida Santos;
Rozilene de Oliveira Jara;
Dra. Maria Claudia Mourão Santos Rossetti;
Carlos Roberto dos Santos Okamoto;
Rosimary Emiko Iamamoto;
Solange Dantas;
Murillo Nicacio de Maraes;
Carlos Roberto Gonçalves;
Manoel Batista Dias;
Rosane Susery Nishimura Yoshimoto;
João Antonio Martello;
Luciana Bisco Ferreira;
Angela Irene Felipe da Costa Damico;
Renato Brandolim;
Mario Ronaldo Camargo;
Marilu Menezes Pereira Dias Rezende;
Dr. Ronaldo Chadid;

Colaborou Tatyane Gameiro

Diálogo

Não deixa de ser curioso, para não dizer outra coisa...Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta quinta-feira (25)

25/06/2026 00h01

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Roberto Shinyashiki - escritor brasileiro

"A vida não é um quadro pronto, e sim uma obra de arte que se revela com uma nova pincelada a cada dia”.

FELPUDA

Não deixa de ser curioso, para não dizer outra coisa. Um motorista flagrado transportando “apenas” 613 quilos de cocaína conseguiu, em primeira instância, ser enquadrado na condição de beneficiário do chamado tráfico privilegiado. Mas o Ministério Público recorreu e entendeu que carregar mais de meia tonelada de droga para outro estado não combina exatamente com a figura da inocente “mula” do tráfico”. O benefício foi retirado e a pena recalculada. Afinal, há certas “encomendas” que simplesmente não cabem na bagagem da ingenuidade.

MAIS

A jovem Dally Ugla, da Aldeia Córrego do Meio, em Sidrolândia, entrou para a história ao conquistar o primeiro título do Beleza Originária 2026, realizado na Aldeia Brejão, na Terra Indígena Nioaque. A coroação destacou não apenas a beleza, mas também a representatividade, o conhecimento das tradições e o orgulho das raízes indígenas. O evento reuniu representantes de diversas aldeias da região em uma celebração da cultura, da identidade e do protagonismo dos povos originários. A programação incluiu apresentações culturais, manifestações tradicionais e uma feira gastronômica, fortalecendo a integração entre as comunidades.

O prefeito André Guimarães ressaltou que a iniciativa evidenciou a riqueza da cultura indígena e defendeu que o projeto continue crescendo para preservar as tradições e fortalecer a identidade dos povos originários. Idealizadora do evento, Claudilene Souza comemorou o sucesso da estreia, afirmando que o Beleza Originária nasceu do sonho de valorizar a história, a cultura e a beleza das origens indígenas. A primeira edição deixa como legado o incentivo ao orgulho das raízes e a valorização das novas gerações indígenas.

DESISTIU

Diziam que Freud explicava tudo. A política de Mato Grosso do Sul, porém, faria o pai da psicanálise pedir aposentadoria. Na direita, dois pré-candidatos ao Senado, de acordo com pesquisas, estariam “embolados”, mas justamente o que aparece correndo atrás da dupla dos “preferidos”, age como favorito absoluto. Já na esquerda, quem amarga posição distante nos levantamentos de preferência popular, segue tratando a eleição como mera formalidade. Convicção é uma coisa; matemática eleitoral é outra, ensina a política.

"DESILUDIDO"

E o roteiro fica ainda mais intrigante. Uma liderança que já brilhou, tipo top das galáxias, hoje parece esquecida tal qual pinguim de geladeira em gaveta de guarda-roupa velho. Para completar a “desilusão 
de Freud”, três figuras que durante anos caminharam lado a lado, agora disputarão cargos por partidos diferentes. Se continuarem dividindo o mesmo eleitorado, podem terminar unidos apenas na fila dos derrotados. A conferir.

BARRA PESADA

A Justiça mandou um comerciante de Campo Grande pagar R$ 5 mil por danos morais a um entregador por aplicativo, que foi agredido com uma barra de ferro durante discussão. O capacete evitou tragédia maior. A tese de legítima defesa não convenceu o juiz, que considerou a reação desproporcional e incompatível com qualquer solução civilizada de conflito. O acordo anterior valia apenas pelo capacete danificado. A barra de ferro saiu cara e ainda rendeu condenação.

Aniversariantes

  • Marinez Muller Cesco (Dedê Cesco), 
  • Tina Rodrigues Wunderlich, 
  • Lilian Ferro, 
  • Julie Abuhassan Gonçalves,
  • Rosineide Cunha Lemos de Deus, 
  • Ademir Panucci,
  • Cristiane Santana Farias,
  • Florisbela de Souza,
  • Irene Satsico Oshiro,
  • João Batista Campagnani Ferreira,
  • Dr. Luiz Carlos Takita,
  • Marcos Antonio Momesso,
  • Ayres José Cerioli,
  • Dr. Estanislau Santos Ciasca,
  • João Francisco,
  • Ornei de Almeida,
  • Telma Cristina Serrou Pimentel,
  • Nauile de Barros,
  • Juliane Maeda Guenka,
  • Juarez Lemes de Souza,
  • Renata Volpe,
  • Loy Pael Nogueira,
  • Carolina Medeiros Fabris,
  • Dr. Giovanni Pires Viana, 
  • Dr. Ruy Luiz Falcão Novaes,
  • Wolfram Enok Pessoa Sandes,
  • Juliana Marcondes Rezende,
  • Cleide de Moraes Deduch,
  • Luzia Morel Lino,
  • Ivone Ferreira Emídio e Silva,
  • Erlenice Maria Peron Palhano, 
  • Nelsi Mota Holzschuh,
  • Amanda Santos,
  • José Robson Samara Rodrigues de Almeida,
  • Dr. Renato Augusto Casemiro de Oliveira,
  • Jercé Euzébio de Souza,
  • Matheus Enzo Shiraishi,
  • Aparecido dos Santos,
  • Lauro Andrei Monteiro de Carvalho,
  • Adriano Borges Toscano Júnior, 
  • Nair Fonseca Higa,
  • Guilherme Duarte Jafar,
  • Leila Andréa Schneider,
  • Dr. Marcos Raymundo Marinho,
  • Dr. Gustavo Passarelli Silva, 
  • Zuleide Paniago, 
  • Sílvia Mariani,
  • Lúcia Maria Gonçalves de Resende,
  • Francisca Silva Neves,
  • Ivone Figliolino,
  • Ana Clara Higa,
  • Antonio Roberto Rogoski,
  • Cleonice Moraes Freitas,
  • Aparecida Maria Fortes,
  • Marcela Tanaka,
  • Jorge de Souza Mareco,
  • Márcia Carvalho Lima,
  • Dr. Amadeu Hugo Alessi,
  • Alexandra Guimarães,
  • Joana Joelma Duarte Amaral,
  • Ana Aparecida Ribeiro de Barros,
  • Célia Rosinei dos Santos Nunes de Souza,
  • Lilian Carolina da Silva,
  • Laura Patricia Daniel Palumbo Fernandes,
  • Leila Maria Maciel Figueira
  • Dra. Rosângela de Andrade Thomaz, 
  • Marília Porto Antunes,
  • Nádia Maria Barbosa Prado,
  • Willian Guttemberg Assis,
  • Sebastião Felix da Silva,
  • Layla Hellen Murad,
  • Paulo Roberto Martins,
  • Karine de Barros Preza,
  • Osmar Silva e Luz,
  • Vanessa Cardoso,
  • Wellington Lander Borges,
  • Celso Hideyuki Akamine,
  • Edvandro Cesar Dorisbor,
  • Bruna Viveiros Barros,
  • Gabriel Simplicio,
  • Carlos Augusto da Silva (Carlinhos do TRR),
  • Elidio Antonio Ferreira,
  • Carlos Alberto Benites dos Santos,
  • Juliano Bueno Dias,
  • Adalberto da Silva Ramos,
  • Ilka de Souza Fernandes,
  • Rosana Sanches Nakayama,
  • Geisa Vidal Duarte Oguchi,
  • Eliano Bottega Ebeling,
  • Iris Mara Oliveira Gomes Orros,
  • Ailene de Oliveira Figueiredo,
  • Fabiana Keylla Schneider,
  • Raquel Canzi Duialibi,
  • Juliana Yuri Sakihama, 
  • Jefferson Goes Medina,
  • Alexandre Cavalcanti Barbosa,     
  • Caetano Humberto Bruno,                
  • Juliano Henrique Cícero Dias,            
  • Silvino de Freitas Adrião,        
  • João Baptista Coelho Gomes,
  • Estevan Daniel Leite,                   
  • Ivete Roland Benitez,                   
  • Márcio Barbosa da Silva,
  • Elenice Aparecida Camargo,
  • Benedita Gomes de Lucena,    
  • Célia Regina Gomes Aleixo.

Colaborou Tatyane Gameiro

TEATRO

Sucesso nacional, espetáculo "A Última Sessão de Freud" chega a Campo Grande em agosto

Sucesso nacional com mais de 180 mil espectadores, "A Última Sessão de Freud", espetáculo que debate fé, ciência e sentido da vida, chega ao Teatro Glauce Rocha para apenas três apresentações em agosto

24/06/2026 08h30

Mesmo defendendo pontos de vista completamente diferentes, Freud e C. S. Lewis mantêm o diálogo respeitoso no centro do debate

Mesmo defendendo pontos de vista completamente diferentes, Freud e C. S. Lewis mantêm o diálogo respeitoso no centro do debate João Caldas

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Um encontro que nunca aconteceu na vida real, mas que continua despertando reflexões profundas sobre a existência humana.

Essa é a proposta de "A Última Sessão de Freud", um dos maiores sucessos do teatro brasileiro contemporâneo, que chega a Campo Grande nos dias 7, 8 e 9 de agosto para uma curta temporada no Teatro Glauce Rocha, na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

Estrelado pelos atores Odilon Wagner e Marcello Airoldi, sob direção de Elias Andreato, o espetáculo reúne em cena dois dos intelectuais mais influentes do século 20: o neurologista austríaco Sigmund Freud, considerado o pai da psicanálise, e o escritor britânico C. S. Lewis, conhecido mundialmente por obras como "As Crônicas de Nárnia".

Após conquistar mais de 180 mil espectadores, ultrapassar a marca de 400 apresentações e percorrer diversas cidades brasileiras em três turnês nacionais, a montagem desembarca na capital sul-mato-grossense trazendo um debate atual sobre fé, razão, amor, sofrimento, morte e a busca por significado em um mundo cada vez mais dividido.

ENCONTRO IMAGINÁRIO

A peça é baseada no texto do dramaturgo norte-americano Mark St. Germain e parte de uma pergunta instigante: o que aconteceria se Freud e Lewis tivessem se encontrado para uma conversa franca sobre Deus, ciência e a condição humana?

A narrativa se passa em 1939, às vésperas da Segunda Guerra Mundial. Freud, já idoso e vivendo seus últimos meses de vida após fugir da perseguição nazista na Áustria, encontra-se exilado na Inglaterra.

Nesse contexto histórico marcado pela incerteza e pelo avanço dos conflitos globais, ele recebe a visita de C. S. Lewis.

O escritor britânico, que durante a juventude se declarou ateu, tornou-se posteriormente um dos mais importantes pensadores cristãos do século passado.

Sua trajetória intelectual foi marcada justamente pela tentativa de conciliar fé e racionalidade, posição que o colocava em rota de colisão com muitas das ideias defendidas por Freud.

O que inicialmente parece ser apenas uma discussão sobre a existência de Deus logo se transforma em um intenso confronto filosófico. Os personagens abordam temas universais como espiritualidade, natureza humana, relações familiares, sexualidade, livre-arbítrio, sofrimento e morte.

DIÁLOGO NO CENTRO

Mesmo defendendo pontos de vista completamente diferentes, Freud e C. S. Lewis mantêm o diálogo respeitoso no centro do debateFoto: João Caldas

Ao longo dos 90 minutos de espetáculo, Freud e Lewis defendem convicções opostas sem recorrer à agressividade ou ao desrespeito. O embate intelectual é construído por meio de argumentos, escuta e reflexão, oferecendo uma rara demonstração de que divergências podem gerar aprendizado.

Essa característica tem sido apontada por críticos e espectadores como um dos fatores que explicam o sucesso da peça. Embora ambientada no início do século 20, a obra estabelece paralelos evidentes com desafios enfrentados pela sociedade contemporânea.

Questões relacionadas à tolerância, convivência democrática e respeito às diferenças surgem naturalmente ao longo da narrativa, sem que o texto perca sua leveza ou seu humor refinado.

A combinação entre profundidade filosófica e acessibilidade faz com que o espetáculo dialogue tanto com estudiosos dos temas abordados quanto com espectadores que buscam apenas uma boa experiência teatral.

FENÔMENO

Desde sua estreia, em 2022, a montagem vem acumulando números expressivos e consolidando-se como um dos espetáculos mais longevos e bem-sucedidos do teatro nacional recente.

São mais de quatro anos em cartaz, centenas de apresentações e temporadas esgotadas em diversas capitais brasileiras. O êxito de público também foi acompanhado pelo reconhecimento da crítica especializada.

Pela interpretação de Sigmund Freud, Odilon Wagner recebeu indicações aos prêmios Shell, APCA e Bibi Ferreira, considerados entre os mais importantes das artes cênicas brasileiras.

Com uma carreira de décadas na televisão, no cinema e no teatro, o ator encontrou no personagem um dos trabalhos mais desafiadores de sua trajetória.

Em entrevistas concedidas ao longo das temporadas, Wagner tem destacado a atualidade dos debates propostos pela peça e a necessidade de fortalecer uma cultura baseada na escuta e na construção da paz.

Ao seu lado, Marcello Airoldi dá vida a C. S. Lewis, construindo um contraponto equilibrado ao racionalismo crítico de Freud e demonstrando a complexidade intelectual do escritor britânico.

Sob direção de Elias Andreato, a montagem aposta em uma encenação elegante e sóbria, que coloca o texto e os atores no centro da experiência teatral.

Sem recorrer a grandes efeitos visuais, o espetáculo concentra sua força na qualidade dos diálogos e na intensidade das interpretações.

O cenário assinado por Fábio Namatame recria o consultório de Freud durante seu período de exílio na Inglaterra. Livros, objetos pessoais e elementos característicos do ambiente ajudam a transportar o público para o contexto histórico da narrativa.

A ambientação contribui para reforçar a sensação de intimidade, como se os espectadores fossem convidados a testemunhar uma conversa privada entre duas das mentes mais influentes do século passado.

PÚBLICO VARIADO

Embora tenha como protagonistas personagens históricos específicos, "A Última Sessão de Freud" vai muito além de uma simples reconstituição biográfica.

Ao abordar temas ligados à filosofia, psicologia, religião e comportamento humano, a peça desperta interesse de públicos variados.

Em diferentes cidades, a montagem tem atraído estudantes, pesquisadores e profissionais das áreas de Psicologia, Filosofia, História, Letras, Teologia, Sociologia e Ciências Humanas em geral.

Universidades e instituições culturais também têm utilizado o espetáculo como ponto de partida para debates acadêmicos sobre temas contemporâneos relacionados à convivência social, liberdade de pensamento e diversidade de crenças.

CURTA TEMPORADA

Em Campo Grande, serão apenas três apresentações, realizadas no Teatro Glauce Rocha. As sessões acontecem nos dias 7 e 8 de agosto, sexta-feira e sábado, às 20h, e no dia 9 de agosto, domingo, às 17h.

Com classificação indicativa de 14 anos e duração aproximada de 90 minutos, o espetáculo promete atrair tanto o público habitual do teatro quanto pessoas interessadas em temas relacionados à filosofia, psicologia, literatura e espiritualidade.

>> Serviço

"A Última Sessão de Freud"

Datas: dias 7, 8 e 9 de agosto.
Local: Teatro Glauce Rocha.

Horários:

Sexta-feira (7): às 20h.
Sábado (8): às 20h.
Domingo (9): às 17h.

Classificação indicativa: 14 anos.
Duração: 90 minutos.
Ingressos vendidos pelo Sympla.

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