Correio B

Correio B+

Livia Dabarian celebra boa fase pessoal e profissional

"Estou muito feliz fazendo "We Will Rock You" na Espanha, mas amaria fazer mais TV, filmes e streaming". A atriz é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana e fala de sua primeira gravidez e carreira internacional

Continue lendo...

Morando na Espanha há dois anos, a atriz e cantora carioca Livia Dabarian, conhecida de diversos trabalhos nos palcos e na TV, pode dizer que se encontra vivendo uma das fases mais especiais e completas dos seus quase 35 anos, isso porque, além de estrelar uma superprodução madrileña, ela ainda se prepara para estrear naquele que, certamente, será o maior papel de sua vida: o de mãe.

A novidade chega na vida da artista de forma planejada, já que se trata de um desejo antigo compartilhado com o marido, o também cantor e ator Alirio Netto, com quem divide o palco e a vida há sete anos.

O que o casal não esperava era que a gravidez se desse agora, quando Livia encara a reta final da temporada espanhola de “We Will Rock You” e ele uma turnê europeia de três meses junto da banda Queen Extravaganza, único tributo oficial do Queen, produzido pelos originais Roger Taylor e Brian May, e onde assume os vocais.

“Desde que estamos juntos temos vontade de ser pais, mas a carreira sempre foi um impedimento. Eu sou muito agradecida por sempre estar trabalhando, mas isso limitava muito as possibilidades. Até que decidimos deixar acontecer quando tivesse que acontecer e confiamos que as coisas dariam certo - e não poderiam estar dando mais certo!”, celebra ela, que soube do resultado junto do amado, momentos antes de subirem juntos ao palco.

Livia em "We Will Rock You" na Espanha - Divulgação

Foi ainda na infância que Livia Dabarian teve os primeiros contatos com a Arte. Em seguida vieram as aulas de teatro e canto, apontando os sinais iniciais para o que escolheria como profissão. 

As primeiras portas que se abriram - profissionalmente - para a artista foram as do audiovisual, ainda aos 8 anos de idade, quando se tornou vocalista do grupo infantil "Oxigênios", considerado por ela um divisor de águas já no início da carreira, ao lhe dar a consciência de que o palco era realmente o seu lugar.

Foi nele também que teve a oportunidade de emocionar Xuxa, madrinha do grupo, ao cantar “Brilho no Escuro” durante uma apresentação no último programa Xuxa Park, em 1998, antes da apresentadora dar à luz a filha Sasha.

No Brasil, Livia brilhou com personagens marcantes como Rita Cadillac em “Chacrinha - O Musical” e Mary Matoso em “Vamp - O Musical”, onde também alternou a protagonista Natasha com Claudia Ohana, porém foi soltando a voz em sucessos de Freddie Mercury, na pele de Scaramouche, em “We Will Rock You”, que viu sua vida se transformar ao contracenar com aquele que viria a se apaixonar, se casar e hoje formar sua família.

Livia é Capa do Correio B+ desta semana - Foto Adasat Barroso - Diagramação Denis Felipe

Ainda ao som de Queen, a artista deu início a sua carreira atual internacional, revivendo a produção, anos depois, em palco espanhol, desta vez na pele de Killer Queen.

Conhecida também por sua veia cômica, que já lhe rendeu diversas participações em episódios do “Porta dos Fundos”, a atriz, que diz preferir fazer o público rir ao invés de chorar, revela ainda o desejo de retornar ao audiovisual e estrear no streaming.

“Eu amaria fazer mais TV e filmes e fazer algo em streaming, que ainda não fiz. Eu gosto muito do processo de ensaios dos filmes, porque, de alguma forma, é bem parecido com teatro e te dá bastante tempo para criar. Mas com certeza a TV te obrigada a ficar com o timing de tudo isso mais acelerado, o que  é um desafio muito legal também”, finaliza.

Capa do Correio B+ desta semana, Livia fala com exclusividade ao Caderno sobre sua carreira internacional, sua primeira gravidez e papel de mãe.


CE - Quando descobriu que queria ser artista?
LD - 
Acho que sabia isso antes até de saber meu nome completo! Risos! Desde muito pequena eu sempre fui muito desinibida e queria me envolver em apresentações e tudo que envolvesse qualquer tipo de show! Meu apelido crescendo era Aparecida, e isso nunca me incomodou porque eu sabia que era verdade, eu adorava aparecer! Risos! 


CE - Você começou cedo na carreira. Como foi o processo de entender que já tinha um trabalho, e ainda conciliar com a vida normal de uma criança?
LD -
 Foi bem desafiador ter 8 anos de idade e me ver rodeada majoritariamente por adultos. E era esperado de mim um comportamento e profissionalismo de adulta também. Minha mãe me ajudou muito a me manter focada na escola e estava sempre comigo e me perguntando se eu estava feliz de estar ali e se era isso mesmo que eu queria.

Livia em performance no palco - Divulgação


CE - Você contava com o apoio da família para seguir na carreira artística?
LD - 
Tive MUITA sorte que meus pais sempre me deram a maior força. Minha mãe então estava sempre por perto me orientando e me incentivando a estudar para poder chegar aos meus objetivos. Esse apoio foi fundamental pra me manter com os pés no chão num mercado onde ser famosa muito jovem pode te levar pra um lugar de deslumbre facilmente. 


CE - Você tem sua carreira bem marcada por memórias na música, na TV e no Teatro. Tem algum tipo de arte que prefira ou te realize mais?
LD - 
Cada veículo me realiza de uma forma diferente. Eu amo o processo criativo que o teatro, cinema e a música te permitem, mas adoro também que a TV te aproxima mais do público. 


CE - Seu grupo musical, Oxigênios, era amadrinhado pela Xuxa. Tem boas memórias com a apresentadora? Como era essa relação, desejada por tantas outras crianças na época?
LD -
 Muitas memórias deliciosas! Ela é uma mulher incrível e inspiradora e nos falamos ate hoje. Ela sempre foi um baita exemplo pra mim de dedicação e profissionalismo, alem de humildade. Cantar pra barriga dela no ultimo programa dela gravida foi um momento muito marcante e emocionante pra mim.
 

Livia Dabarian - Divulgação


CE - No teatro você já deu vida à personagens que estão no imaginário das pessoas, ou porque existem de verdade, como a Rita Cadillac, ou porque são conhecidas de novelas, como a Mary Matoso. É mais difícil assumir papéis assim?
LD - 
Com certeza é mais desafiador porque o publico quer ver características que ja tem na memoria. Mas nao vejo isso como dificuldade porque nao chega a ser um fator limitante, mas isso um guia incrível pra condição do personagem. Ambas as personagens me trouxeram frutos incríveis e eu fui muito feliz fazendo. 


CE - Também no teatro você conheceu seu marido, Alirio, como descreveria esse encontro?
LD -
 Sempre dizemos que foi um encontro de almas. Nós dois já éramos muito fãs do Queen e víamos o projeto do "We Will Rock You" como um dos mais especiais da vida. Quando começamos os ensaios éramos somente amigos, mas no ensaio do primeiro beijo dos nossos personagens, tudo mudou! Risos! Estamos juntos e cada vez mais apaixonados desde então! 


CE - Sendo ele também artista, é difícil conciliar a vida a dois com as carreiras individuais? Como fazem dar certo?
LD - 
O nosso grande segredo é a admiração que temos um pelo outro. Admiração e respeito. Saber que o nosso sucesso vem com sacrifícios e aceitar os sacrifícios junto com as glórias. E claro, as turnes aumentam a saudade. Ele agora esta viajando por quatro meses em turnê pela Inglaterra e Europa com a banda tributo oficial produzida pelos membros do Queen, Queen Extravaganza. Então quando ele volta é só saudade! Risos!! 


CE - E com a chegada do primeiro bebê, o que acha que vai mudar nessa rotina musical do casal? 
LD -
 Nós acreditamos muito que esse bebe irá crescer vendo o quão arduamente nós trabalhamos, isso vai ser um excelente exemplo, e pretendemos criar ele ou ela praticamente na coxia conosco! A música é parte de quem nós somos e não só o que fazemos, então não faz sentido parar de fazer o que amamos nesse momento tão bonito! Ele deve ser celebrado através da música! 

 

A atriz e cantora Livia Dabarian - Divulgação

CE - Na sua opinião, qual será o seu maior desafio como mãe?
LD -
 Acredito que os filhos ensinam MUITO aos pais e acredito que essas novas gerações vem muito mais gentis e compreensivas com as necessidades do próximo que a nossa. Acho que o amor desafio vai ser não só ensinar e compartilhar o que sei, mas também estar disponível para aprender, evoluir e mudar! 


CE - Há dois anos vocês moram na Espanha. Pensa em ter o bebê no país? Caso sim, acredita que a vida aí será melhor para essa nova fase de vocês?
LD -
 Sim, vamos ter o bebê na Espanha, simplesmente porque já estamos fazendo todo o pré natal aqui e também porque estou em cartaz. Acho que vai ser muito legal ter um bebê criado com a influência de tantas culturas! Já vai nascer pertencendo ao mundo. 


CE - Atualmente você está em cartaz com "We Will Rock You". Como ficam seus planos para 2023?
LD -
 Essa temporada de "We Will Rock You" vai até o final de maio! Até lá estarei com oito meses de gravidez, mas pretendo estar firme e forte cantando! Recebi o aval dos diretores para mudar algo de figurino e movimentação caso seja necessário nessa reta final, mas tô segura de que vai dar tudo certo!

 

Moda Correio B+

Entre Costuras & CuLtura: Por que algumas mulheres parecem elegantes até de camiseta?

Existe uma tendência de associarmos sofisticação à formalidade. Como se fosse necessário um blazer, um salto ou uma peça especial para que uma mulher pareça bem-vestida.

20/09/2026 16h00

Entre Costuras & CuLtura: Por que algumas mulheres parecem elegantes até de camiseta?

Entre Costuras & CuLtura: Por que algumas mulheres parecem elegantes até de camiseta? Foto: Divulgação

Continue Lendo...

Você provavelmente já encontrou uma mulher vestindo apenas camiseta branca, jeans e uma sandália simples e pensou: como ela consegue parecer tão elegante com tão pouco? Enquanto isso, outra pessoa pode estar usando peças caras, bolsa de grife e uma produção muito mais elaborada não consegue transmitir a mesma impressão.

A diferença está em algo que repito com frequência no meu trabalho: elegância não está necessariamente na roupa, mas na maneira como fazemos a roupa funcionar a nosso favor.

Existe uma tendência de associarmos sofisticação à formalidade. Como se fosse necessário um blazer, um salto ou uma peça especial para que uma mulher pareça bem-vestida. Mas, muitas vezes, são justamente as produções mais simples que revelam melhor o cuidado com a imagem.

Quando há menos elementos para chamar atenção, percebemos mais facilmente o caimento, a qualidade do tecido, os acabamentos, os acessórios e, principalmente, quem está usando aquela roupa.

Uma camiseta, por exemplo, parece a peça mais básica do mundo, mas existem enormes diferenças entre elas. A posição da manga, a abertura da gola, o comprimento, a gramatura do tecido e a maneira como ela acompanha o corpo interferem completamente no resultado.

E não existe uma modelagem universalmente perfeita: existe aquela que funciona melhor para o seu corpo, seu estilo e a mensagem que você deseja transmitir.

Aos detalhes da roupa soma-se algo que não compramos em nenhuma loja: postura. A maneira de caminhar, sentar, falar e ocupar um espaço participa da nossa imagem tanto quanto aquilo que vestimos.

Não adianta procurar a peça perfeita se ela está amassada, mal conservada ou se quem a veste parece desconfortável dentro dela. Elegância também tem relação com cuidado e naturalidade.

As mulheres que já entenderam isso,  não precisam acrescentar informação o tempo inteiro para construir uma imagem mais elegante e de presença. Existe coerência entre roupa, corpo, personalidade e ocasião. A roupa não tenta transformá-las em outra pessoa; apenas acompanha quem elas são.

Entre Costuras & CuLtura: Por que algumas mulheres parecem elegantes até de camiseta?Sabrina Sato - Divulgação

5 detalhes que deixam até a camiseta mais elegante

1. Observe o caimento antes da etiqueta

Veja onde a manga termina, como a gola se posiciona e se o tecido acompanha o corpo sem apertar ou criar volume onde você não deseja. Uma pequena alteração de modelagem pode mudar completamente uma peça básica.

2. Preste atenção ao estado da roupa

Bolinha, gola deformada, tecido transparente demais, manchas e peças excessivamente amassadas comprometem rapidamente uma produção. Básicos precisam estar especialmente bem conservados.

3. Use acessórios com intenção

Um bom brinco, um relógio, um colar, um cinto ou uma bolsa podem dar acabamento ao look. Não é preciso usar tudo ao mesmo tempo: muitas vezes, um único elemento bem escolhido é suficiente.

4. Cuide da postura e da presença

Ombros, maneira de caminhar, tom de voz e até a forma como você se senta interferem na leitura da sua imagem. Nenhuma roupa trabalha sozinha.

5. Busque coerência, não perfeição

A mulher elegante não é necessariamente aquela que está impecável o tempo inteiro. É aquela cuja imagem parece fazer sentido: para sua personalidade, para seu corpo, para sua rotina e para o ambiente em que está.

No fim, a pergunta mais importante é: quanto da elegância que admiramos realmente vem da roupa? A roupa pode ser a moldura, mas é a maneira como nos apresentamos ao mundo que completa a imagem.

Capa da semana Correio B+

Entrevista exclusiva com o ator Gustavo Falcão destaque em 'Ben Hur' da Record TV

"Ele é uma personagem que tem fascínio pelo poder, e um gosto particular pelos jogos políticos"

20/09/2026 15h12

Entrevista exclusiva com o ator Gustavo Falcão destaque em 'Ben Hur' da Record TV

Entrevista exclusiva com o ator Gustavo Falcão destaque em 'Ben Hur' da Record TV Foto: Divulgação

Continue Lendo...

Gustavo Falcão é um dos destaques do filme ‘Elize: Sombras de Uma Mulher’, que estreou no dia 22 de julho na Netflix. Dando vida a Heitor, melhor amigo de Marcos Matsunaga, ele mergulhou na complexidade emocional de seu personagem, um homem que caminha entre as sombras e a luz. Ele revela: “Heitor é um personagem que representa uma área cinzenta.

O maior desafio foi retratar seu lado animalesco e instintivo, mantendo sua humanidade. Ele é perigoso e sedutor, sempre observando ao seu redor, pronto para capturar novas oportunidades. É esse estranhamento que eu busquei transmitir ao público”.

Além do filme, Gustavo também está presente na nova adaptação de 'Ben Hur', que estreia em outubro na Univer, e em seguida na RecordTV. Nela interpreta Élio, o governador romano da Judeia. "Élio é extremamente hedonista e adora o poder. Ele é um político habilidoso, que sabe que a roda da política gira rapidamente, e esse conhecimento o torna ainda mais astuto e perigoso", comenta.

Ele descreve seu personagem como alguém que tem prazer em explorar os meandros do poder e que, por isso, se destaca em meio ao ambiente de tensões entre romanos e judeus. "A liberdade criativa que tive nesta produção foi uma experiência deliciosa, permitindo-me dar vida a um personagem sarcástico e multifacetado."

Natural de Recife, Falcão destaca a importância de sua terra natal em sua trajetória. "Cresci em um ambiente cultural rico, onde artistas como Ariano Suassuna e Francisco Brennand foram grandes influências. A cena artística pernambucana me moldou e me deu as bases para a carreira que tenho hoje", afirma. Ele começou sua trajetória profissional em 1995, com a peça "Os Biombos", de Jean Genet, dirigida por Antonio Cadengue. "Esse foi meu primeiro contato com o palco e uma experiência transformadora", relembra.

Com 31 anos de carreira, ele continua conectado com sua comunidade e está atualmente desenvolvendo um projeto especial lá. "Estou trabalhando na adaptação para o cinema da vida do pintor pernambucano Cícero Dias, em parceria com meu irmão e a REC Produtores", compartilha. "Queremos filmar grande parte da história no Recife, trazendo à tona não só a figura de Cícero, mas também a riqueza cultural da nossa cidade", enfatiza.

Em novelas o ator de 50 anos deixou sua marca como Faísca em "As Filhas da Mãe", onde encarnou um surdo mudo com uma sensibilidade própria, além de interpretar Jonas em "Cobras & Lagartos", um jovem dividido entre a religiosidade e a malandragem de sua família. "Ambos os papéis exigiram um equilíbrio delicado entre drama e humor, e me permitiram explorar áreas muito diferentes da atuação", destacou.

Gustavo também é um diretor ativo, tendo liderado montagens como "Partiu 90!" e a remontagem de "A Máquina". "Dirigir essas peças foi um processo enriquecedor que ampliou minha visão sobre a atuação e a colaboração entre os elencos", enfatiza ele. Além disso, dirigiu e roteirizo o curta metragem ‘30 Moedas’ ao lado de Marcos Arzua Barbosa, a produção narra um embate no meio do mar entre dois personagens de classes sociais distintas e orientações ideológicas deformadas pela corrupção política, religiosa e social sistêmica dos tempos atuais.

"Criar um ambiente onde a arte possa florescer e impactar a vida das pessoas é uma missão que me motiva profundamente", completa.

Gustavo é a Capa do Correio B+ desta semana, e em entrevista exclusiva ao Caderno, ele fala sobre papéis, carreira e estreias.

Entrevista exclusiva com o ator Gustavo Falcão destaque em O ator Gustavo Falcão é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Gabí Souza - Diagramação: Denis Felipe
Por: Flávia Viana

CE - Você tem 31 anos de carreira, como você vê sua trajetória até agora?
GF - 
Vejo minha trajetória profissional repleta de realizações, mas também olho em frente. Ao mesmo tempo, penso no passado e também no futuro. Percebo que construí uma carreira sólida e realizei trabalhos diversos e muito especiais em tantas frente, mais de uma centena de projetos em cinema, teatro, tv, audiolivros, arte e educação, atuando, produzindo, dirigindo, dando aulas e oficinas - mas também miro o que ainda desejo fazer.

Depois de tanto tempo de estrada - e o percurso de um artista é inevitavelmente dinâmico, repleto altos e baixos, de recomeços e redescobertas - tenho muita consciência do que já fiz e vivi, mas também do que ainda quero viver e fazer.

CE - Além de atuar em diferentes frentes do audiovisual, você tem um trabalho junto ao Lunático. Pode falar mais dele?
GF -
 O Lunático é um espaço cultural que fundei no Rio em 2007 com minha companheira e parceira Juliana Féres, dedicado ao ensino e difusão das mais diversas manifestações culturais, em vários formatos - cursos, oficinas, exposições, palestras, mostras, espetáculos…

Hoje estamos em 17 instituições de ensino do Rio de Janeiro com aulas de circo, tecido acrobático, cinema, teatro, stop Motion. É gratificante compartilhar continuamente vivências artísticas com quase trezentas crianças e adolescentes e promover a transformação que a arte provoca na vida delas.

CE - Fala mais sobre o seu personagem em 'Ben hur'?
GF -
 Élio é o governador romano da região que compreende a Judéia, cuja capital é Antioquia, uma das maiores cidades do Império Romano no oriente naquele tempo (séc. I). Devido às agitações provocadas pela resistência dos judeus, que não aceitam se submeter às regras de Roma - especialmente as religiosas - Élio se transfere para Jerusalém a fim de acompanhar mais de perto a questão.

Ele é uma personagem que tem fascínio pelo poder, e um gosto particular pelos jogos políticos. A relação com Pôncio Pilatos, funcionário do império responsável pela região da Judeia, por exemplo, se sustenta em uma tensão constante de colaboração e rivalidade.

Élio é estratégico, astuto e gosta de ser sarcástico. Gosta de submeter seus antagonistas, gosta de levar vantagem e se dar bem em tudo que faz. Gosta também de aproveitar ao máximo os prazeres, inclusive os carnais, que advém de sua posição. 

CE - Você também estará em 'Lá na minha terra', próxima trama das 18h. O que pode falar do seu personagem (sem dar spoilers).
GF -
 Ainda não posso revelar muito, mas aqui vai uma breve apresentação: Josias é um dos vilões da trama de Mário Teixeira, dirigida por Allan Fiterman. Comparsa de Celestina (Lilia Cabral), inicia na novela trabalhando no Jóquei paulistano, onde conhece Ismalia (Camila Morgado). Nascido em São Paulo, sempre teve de se virar pra sobreviver, nem sempre de forma lícita ou legal. 

CE - Você também teve um personagem no filme sobre Elize Matsunaga que estreou na Netflix em julho. Como foi a recepção do público a sua participação?
GF -
 Foi surpreendente a resposta de público ao meu personagem e ao filme. Sabia do potencial pelos apelos da história, o projeto tinha uma equipe e elenco incríveis e a havia uma boa expectativa. O filme ficou incrível, mas ainda assim fiquei surpreso.

O sucesso foi gigantesco. O longa ficou 3 semanas no primeiro lugar como filme mais assistido no mundo inteiro em língua não inglesa dentro da Netflix. A repercussão em torno de meu trabalho foi muito positiva, e fiquei feliz com isso, já que busquei construir um personagem complexo - denso, torpe e com um humor perverso. 

Entrevista exclusiva com o ator Gustavo Falcão destaque em O ator Gustavo Falcão é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Record TV - Diagramação: Denis Felipe
Por: Flávia Viana

CE - O teatro tem um papel bem importante na sua carreira. O que você destaca nesses anos?
GF -
 O teatro é fundamental pra mim. Preciso voltar a ele sempre. É o começo de tudo, e é também recomeço, me nutre de uma forma muito particular. Não dá pra ficar muito tempo longe. Ano passado tive a felicidade de fazer dois espetáculos, e completamente distintos: ‘O Pequeno Circo de Mediocridades’, uma crítica ácida à mesquinhez humana, e o ‘De Perto Ninguém é Normal’, uma comédia divertidíssima inspirado no clássico cinematográfico Arsênico e Alfazema.

CE - Além disso, você também tem uma ligação muito forte com sua terra natal e vai produzir projetos lá. O que pode adiantar deles?
GF -
 Estou o tempo inteiro pensando em maneiras de realizar projetos no Recife e em Pernambuco. No momento estou desenvolvendo um projeto sobre episódios da vida extraordinária do pintor pernambucano Cícero Dias, em parceria com uma produtora pernambucana. Espero que possamos produzir o filme nos próximos anos.

CE - Como você vê esse ano de 2026 na sua carreira?
GF - 
Este tem sido um ano de muito movimento. Filmei a série ‘Ben Hur’, estou começando a novela ‘Lá na minha Terra’, lancei o audiolivro ‘Odisseia’ pela Cia das Letras, participei de uma mesa da FLIP como convidado pela primeira vez, dirigi diversas práticas de montagem, além da coordenação do projeto com o Lunático, meu espaço cultural, que segue em expansão.

CE - Você menciona a importância do longa 'Arido Movie' na sua carreira e como ele te levou para diferentes públicos. Pode falar mais dessa experiência?
GF - 
O ‘Arido Movie’ foi minha primeira experiência em longa-metragem, que rodamos em 2003. Então foi algo especial em minha vida e um marco em minha carreira. Até ali só tinha feito em cinema alguns curtas e tinha experiência em TV, com a novela As Filhas da Mãe, da Globo, de 2001. O Arido foi marcante, era um roteiro sensacional, primorosamente bem dirigido por Lírio Ferreira, com um super elenco.  

CE - Com tantos novos trabalhos chegando no final de 2026, o que você espera de 2027?
GF -
 Espero que 2027 seja um ano de ainda mais trabalho e que a gente siga com o crescimento do setor cultural, tanto em termos das políticas públicas quanto da conexão do público brasileiro com a arte que fazemos no Brasil. É para e pelas pessoas que nos assistem que fazemos o que fazemos e a arte é uma forma de um povo construir sua identidade, se conhecer e entender melhor, como indivíduo e em sua coletividade.

 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).