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Livro de cartas trocadas por Rodrigo M. F. de Andrade e Mário de Andrade será lançado

Editora Todavia anuncia para abril o lançamento de "Correspondência Anotada Rodrigo M. F. de Andrade e Mário de Andrade", material inédito no qual os dois modernistas cruzam afeto e militância intelectual

Mário de Andrade (à esquerda) e Rodrigo M. F. de Andrade, respectivamente, autor de "Macunaíma" e primeiro presidente do Iphan; juntos, eles redefiniram a cultura brasileira em múltiplas frentes, tanto na expressão artística quanto na gestão de patrimônio

Mário de Andrade (à esquerda) e Rodrigo M. F. de Andrade, respectivamente, autor de "Macunaíma" e primeiro presidente do Iphan; juntos, eles redefiniram a cultura brasileira em múltiplas frentes, tanto na expressão artística quanto na gestão de patrimônio - REPRODUÇÃO

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Enquanto finaliza os detalhes para pôr no mercado, a partir de 24 de abril, o livro “Salvar o Fogo”, novo romance do best-seller Itamar Vieira Junior, a editora Todavia anunciou também, entre seus lançamentos para o próximo mês, um volume reunindo a troca de cartas entre dois amigos que, tanto individualmente quanto em parceria, e também em frentes múltiplas, mudaram a história da cultura brasileira, a qual só era conhecida antes da aparição de ambos em cena.

Trata-se de “Correspondência Anotada – Rodrigo M. F. de Andrade e Mário de Andrade” (528 páginas), em versão impressa (R$ 104,90) e e-book (R$ 69,90), com organização de Maria Andrade e notas de Clara de Andrade Alvim e Lélia Coelho Frota, que estará à venda a partir de 11 de abril.

As cerca de trezentas cartas trocadas entre os dois escritores narram uma viagem epistolar histórica. Reunidas pela primeira vez, elas testemunham um compromisso apaixonado com o Brasil e a preservação de seu patrimônio cultural. Para além das repartições públicas, uma amizade fiel anima a força de trabalho da dupla.

A edição é enriquecida, ainda, pela apresentação de Clara de Andrade Alvim e pelos ensaios fotográficos que documentam esse legado.

UM MARCO

“A correspondência, carregada de afeto e de profundas reflexões sobre o Brasil, entre dois dos nomes mais importantes do nosso modernismo” é o que estampa a Todavia no material de divulgação da obra. Poucas vezes um reclame teve tanta razão de ser.

Da excepcional obra deixada por Mário de Andrade (1893-1945), sua troca de cartas com Rodrigo Melo Franco de Andrade (1898-1969) é considerada peça fundamental no engenho de construção do patrimônio artístico e cultural brasileiro e no próprio processo de formação da identidade nacional.

Enquanto diretor do Departamento de Cultura de São Paulo à época, Mário de Andrade foi autor do anteprojeto do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (hoje instituto, mais conhecido como Iphan), órgão do qual ele se tornaria o mais ilustre funcionário (inicialmente, no cargo de superintendente da regional de São Paulo, depois, como seu pesquisador), sendo um constante colaborador e interlocutor de Rodrigo M. F. de Andrade, o primeiro e mais longevo presidente do Iphan, diretor da chamada “fase heroica” da entidade.

A correspondência revela o papel de editor, de escritor e de articulador desempenhado pelo belo-horizontino Rodrigo, na parceria construída com Mário de Andrade ao longo de quase duas décadas.

Escrita em 1928, a primeira carta traz Rodrigo, no papel de editor-chefe de O Jornal, encomendando a Mário de Andrade um artigo sobre o escultor Aleijadinho.

A carta passa pela edição do livro “Homenagem a Manuel Bandeira”, por trocas de comentários sobre os livros um do outro e prolonga-se até o ponto-final que Mário de Andrade poria em sua última obra, que investiga a trajetória do pintor das igrejas de Itu (SP), o multiartista padre Jesuíno do Monte Carmelo.

Vencido o prazo de sigilo de 50 anos com que Mário de Andrade havia preservado parte de seu arquivo, o lançamento traz à luz cartas inéditas de Rodrigo, somando-se ao passo inicial dado por Lélia Coelho Frota, em 1981, quando publicou, pela Fundação Nacional Pró-Memória, do Iphan, o livro “Mário de Andrade, Cartas de Trabalho: Correspondência com Rodrigo Melo Franco de Andrade (1936-1945)”.

Complexificando o contexto profissional e inclinando-se sobre o importante círculo de amizades que configura o movimento modernista, as notas de Clara de Andrade Alvim, produzidas para esse conjunto maior de cartas, oferecem uma leitura plural do dia a dia de trabalho dos autores, mas sem se afastar da vida literária que movia os dois.

OS AUTORES

Mário Raul de Morais Andrade nasceu em São Paulo (SP), em 1893. Poeta, escritor, crítico literário e musicólogo, foi um dos pioneiros da poesia moderna brasileira.

Esteve à frente do Departamento de Cultura de São Paulo entre 1935 e 1938, no cargo de diretor. Autor de “Macunaíma”, entre outros clássicos, morreu em 1945.

Já Rodrigo Melo Franco de Andrade nasceu em Belo Horizonte (MG), em 1898. Além de advogado, jornalista e escritor, também foi o primeiro e mais longevo presidente do Iphan. Morreu em 1969, na cidade do Rio de Janeiro.

Trechos

Nota da organizadora

Este livro tem como ponto de partida o esforço de Lélia Coelho Frota, que publicou, em 1985, “Cartas de Trabalho”, a recolha das correspondências remetidas por Mário de Andrade a Rodrigo M. F. de Andrade, entre 1936 e 1945, período em que trabalharam juntos no Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Sphan), desde a fundação do órgão até o ano de falecimento de Mário.

Na presente edição, além de reunir às cartas de Mário o lado da correspondência de autoria de Rodrigo M. F. de Andrade, incorporamos cartas inéditas e anteriores ao período do Sphan, arquivadas por Mário de Andrade desde 1928.

À anotação da missiva, feita por Clara de Andrade Alvim especialmente para esta edição, adicionamos notas advindas da edição de Lélia Coelho Frota, compostas para as cartas de Mário de Andrade, identificando-as pelas iniciais LCF.

Estas, quando reposicionadas em cartas de Rodrigo, tiveram o deslocamento indicado, fazendo-se, assim, a referência ao livro precedente.

A iconografia que compõe a obra foi organizada em dois ambientes, um de registro documental que acompanha as cartas e outro artístico, composto por ensaios fotográficos que refletem a grandeza do patrimônio nacional e da ação dos autores.

De igual peso é o apêndice, organizado com documentos de importância central para os debates entretidos nas cartas.

Quanto aos critérios adotados na transcrição das cartas, padronizamos os cabeçalhos e atualizamos a ortografia pela norma vigente, respeitando-se, porém, determinadas idiossincrasias linguísticas dos autores.

Conservamos a pontuação original, sempre que a clareza da expressão não foi prejudicada, assim como estrangeirismos, brasileirismos e a oscilação de alguns padrões de grafia.

Mantivemos, ainda, as abreviações típicas da escrita epistolar, que também comporta lacunas sintáticas e formas que escapam às normas gramaticais.

Rio de Janeiro, 11 de outubro de 1928

Mário,

vão aí as fotografias das obras do Aleijadinho para escolher as que devem ilustrar seu artigo. Incluí uma da igreja das Mercês de Cima, cujo pórtico me parece ter sido ornado por ele também. V. dirá se foi mesmo ou não.

Até agora ainda não tracei um plano preciso do número especial do Jornal dedicado ao estado de Minas.

Tenho ideia de que há um artigo interessante a fazer sobre os mineiros em São Paulo, desde os que vão se meter em política, como o Bernardino de Campos, ou plantar café, como os Junqueira, até os trabalhadores de enxada que batem à procura dos salários altos. Quem poderia escrever isso aí?

Faço questão da colaboração do Couto de Barros e do Alcântara. Estou assuntando o que hei de pedir a eles. E o Oswaldo, que andou com V. por tudo quanto é cidade considerável de Minas?

O Manuel jantou hoje aqui e devia fabricar comigo um esquema do número do jornal. Mas ficamos conversando à toa e ele foi-se embora sem nadar ficar assentado.

Já estou com saudade de São Paulo. Chegando aí depois de onze anos, tive a impressão de quem sai da província e dá pela primeira vez na capital, no grande centro. O bairrismo de Inah exultou com isso, ao que me disse Manuel.

Em todo caso, não escrevo essas coisas em jornal como queria o Chateaubriand, porque podem pensar que eu também mineiro do centro, estou preparando terreno para aderir à candidatura do Júlio Prestes.

Na verdade, os outros começam assim mesmo, dizendo que São Paulo é isso e aquilo e acabam pedindo dinheiro ao Rolim Teles. Seguro morreu de velho.

Diga, por favor, ao Yan de Almeida Prado que pode mandar o trabalho logo que esteja pronto, porque não quero perder tempo de iniciar a composição do número. 

Um abraço do Rodrigo
Rua Bulhões de Carvalho, 132
Copacabana

Rio de Janeiro, 7 de novembro de 1928

Mário,

os originais para o número do Jornal dedicado a Minas podem chegar às minhas mãos até segunda quinzena de dezembro, porque a publicação só se fará depois do Natal. Assim, se V. achar que a pressa é que torna ruim seu trabalho, escreva a coisa sossegado: não precisa correr.

Mas o que me parece é que V. chama de ruim toda crítica que não apresenta um ou muitos pontos de vista inteiramente novos.

Se seu pessimismo a respeito do trabalho sobre o Aleijadinho decorrer desse conceito rigorista, só disso – deixe de escrúpulos e mande logo o artigo.

Se, entretanto, V. estiver achando que a coisa sai “matada” pela pressa, durma na pontaria por mais um mês ou um mês e meio.

Lembranças aos amigos daí. A V. um abraço afetuoso do Rodrigo
Rua Buenos Aires, 85 (3º andar)

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Negócios

Chef de cozinha e esposa transformam história familiar em steakhouse em Ponta Porã

Prime Steak House nasce da união da experiência gastronômica do chef Luiz Fernando Rodrigues com a formação em hotelaria de Maira Ribeiro, com proposta que valoriza carnes, fogo, hospitalidade e sabores de Mato Grosso do Sul

10/08/2026 08h15

Maira Ribeiro e Luiz Fernando colocam a boa gastronomia e a hospitalidade como eixos centrais da Prime Steak House

Maira Ribeiro e Luiz Fernando colocam a boa gastronomia e a hospitalidade como eixos centrais da Prime Steak House Roberlânia Gonçalves

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Para chegar à mesa, uma boa carne precisa de muito mais do que fogo e tempero. Antes de virar um corte servido ao cliente, existe uma cadeia de escolhas, técnicas, histórias e experiências que ajuda a definir o sabor.

É justamente a partir dessa ideia que o casal Maira Ribeiro e Luiz Fernando Rodrigues construiu a proposta da Prime Steak House, restaurante inaugurado no sábado, em Ponta Porã, que aposta na parrilla, em cortes selecionados e em uma experiência que pretende ir além da comida.

A abertura da casa, porém, não nasceu de um plano traçado durante anos, pelo contrário, a história da Prime começou de maneira quase inesperada, a partir de uma oportunidade que surgiu justamente quando os dois imaginavam que o próximo passo seria outro.

Maira e Luiz se conheceram em Piracicaba, no interior de São Paulo, por meio de amigos em comum. Os dois estudaram no Senac Águas de São Pedro, instituição que tinha apenas dois cursos na época: Hotelaria e Gastronomia. Maira cursou Hotelaria entre 2015 e 2016, enquanto Luiz fez Gastronomia entre 2012 e 2013.

Embora tenham passado pela mesma instituição em períodos diferentes, a formação acabou se tornando um dos primeiros pontos de ligação entre os dois.

A gastronomia, no entanto, já fazia parte da história de Luiz antes mesmo da formação profissional. O chef é a sexta geração de uma família ligada ao setor e cresceu em meio à rotina de restaurantes.

Maira Ribeiro e Luiz Fernando colocam a boa gastronomia e a hospitalidade como eixos centrais da Prime Steak HouseFoto: Roberlânia Gonçalves

Depois da faculdade, ele trabalhou no grupo de resorts Club Med, experiência que permitiu contato com diferentes cozinhas, técnicas e culturas gastronômicas.

Foi justamente a partir dessa trajetória que surgiu a mudança que levaria o casal para Ponta Porã. Depois de quatro anos morando em Piracicaba, Luiz recebeu a proposta para retornar à cidade natal e ajudar a mãe e a avó, que mantêm um restaurante familiar há 33 anos. Maira decidiu acompanhá-lo na aventura.

“De certa forma, a gastronomia e a hospitalidade sempre fizeram parte da nossa história”, conta Maira.

Os quatro anos seguintes foram vividos em Ponta Porã, até que surgiu a possibilidade de abrir um negócio próprio. Ainda assim, o projeto não estava desenhado.

Até o dia 20 de julho, o casal acreditava que o caminho seria continuar ligado ao restaurante da família, o Verde Vida. Naquela data, porém, receberam uma proposta de conhecidos da cidade que haviam fechado um estabelecimento e pensaram nos dois como possíveis responsáveis pelo novo negócio.

A conversa evoluiu rapidamente. Eles analisaram a proposta, avaliaram as possibilidades e decidiram assumir o desafio.

“Não foi nada planejado, realmente caiu na nossa mão e nós decidimos abraçar isso tudo”, resume Maira.

A decisão significou transformar, em poucas semanas, uma oportunidade em um restaurante.

Entre assumir o espaço e colocar a Prime Steak House em funcionamento, vieram obras, definição de identidade visual, contratação e treinamento da equipe, escolha de fornecedores, aquisição de equipamentos, criação do cardápio e uma série de testes.

Para o casal, a Prime representa justamente a decisão de parar de esperar pelo momento ideal e assumir a oportunidade que apareceu.

“Poderíamos continuar esperando pelo cenário perfeito ou assumir o desafio. Escolhemos assumir o desafio”, diz Maira.

O processo exigiu uma rotina intensa. Ao mesmo tempo, permitiu que os dois colocassem em prática experiências acumuladas em diferentes momentos da vida profissional.

Para Maira, a hotelaria passou a ser uma espécie de guia para pensar o atendimento. “Na hotelaria, aprendemos que atendimento não é apenas servir bem, mas perceber detalhes, antecipar necessidades e fazer com que cada pessoa se sinta realmente bem recebida”, explica.

É essa visão que ela pretende levar para a Prime. A ideia é construir um atendimento profissional, mas sem transformar a experiência em algo excessivamente formal.

O conceito de luxo, para ela, também passa longe da ostentação. Está relacionado ao cuidado com o cliente, ao ambiente preparado, à atenção aos detalhes e à sensação de acolhimento.

“Luxo não significa necessariamente formalidade ou algo inacessível. Para mim, luxo está muito ligado ao cuidado”, afirma.

FOGO COMO PROTAGONISTA

Na cozinha, Luiz traz a experiência acumulada em resorts e diferentes cozinhas para uma proposta centrada na carne e no fogo. A parrilla é um dos elementos principais do restaurante, mas o objetivo não é simplesmente reproduzir o modelo tradicional de uma steakhouse.

A Prime trabalha com cortes clássicos, como picanha angus, ancho, chorizo, T-bone e prime rib. A casa também aposta em preparos que procuram aproximar a alta gastronomia dos ingredientes e dos sabores conhecidos pelo público da região.

Maira Ribeiro e Luiz Fernando colocam a boa gastronomia e a hospitalidade como eixos centrais da Prime Steak HouseRestaurante une a carne na brasa às referências da fronteira - Foto: Roberlânia Gonçalves

Um dos exemplos é o steak pantaneiro, que combina cupim, mandioca cremosa e farofa de banana. Outro destaque é a costela preparada durante 12 horas, em um processo de cocção prolongada que busca preservar a suculência e desenvolver sabor.

A intenção, segundo Luiz, é respeitar a matéria-prima e utilizar a técnica para valorizá-la, sem transformar a comida em algo excessivamente complicado.

“Quero que o cliente perceba o cuidado em cada detalhe e saia daqui lembrando não só do prato, mas da experiência como um todo”, explica o chef.

A formação e a experiência profissional também aparecem na elaboração do cardápio. Luiz explica que as referências internacionais adquiridas durante a carreira serviram como base para desenvolver pratos próprios, mas não como receitas a serem simplesmente reproduzidas.

A cozinha da Prime deve trabalhar com cocções precisas, grelhados e preparos na brasa, molhos e fundos elaborados, além de técnicas variadas para entradas e acompanhamentos.

O cardápio, entretanto, foi pensado para não ser excessivamente extenso. O casal preferiu uma seleção mais enxuta, com pratos que tenham uma razão para estar ali e possam ser executados com qualidade.

“Não quero simplesmente reproduzir receitas que aprendi ao longo da carreira. Quero usar esse conhecimento como base para criar uma identidade própria para a Prime”, afirma Luiz.

FRONTEIRA NO PRATO

A localização de Ponta Porã, cidade sul-mato-grossense que faz fronteira com o Paraguai, é um dos elementos que ajudam a explicar algumas das escolhas do cardápio.

A fronteira reúne diferentes culturas, hábitos e influências gastronômicas. Para o casal, seria incoerente ignorar esse contexto ao criar um novo restaurante na cidade.

A Prime, portanto, não se apresenta como uma casa de culinária regional, mas incorpora referências locais de maneira pontual. A sopa paraguaia, por exemplo, aparece no cardápio como acompanhamento, com uma interpretação própria preparada na parrilla.

O steak pantaneiro segue a mesma lógica. O cupim, a mandioca cremosa e a farofa de banana são ingredientes e sabores que dialogam diretamente com o imaginário gastronômico de Mato Grosso do Sul, mas aparecem dentro de uma proposta contemporânea de steakhouse.

A intenção é de que a identidade regional não seja uma decoração, mas parte natural da experiência.

“Não queríamos simplesmente reproduzir um modelo de steakhouse que poderia estar em qualquer cidade”, explica o casal. “Estamos em Mato Grosso do Sul e em uma região de fronteira com o Paraguai, então achamos importante que isso aparecesse de alguma maneira na experiência”, destacam.

ALÉM DA CARNE

Embora o produto central seja a carne, a proposta é não limitar a casa aos apaixonados por cortes bovinos. O cardápio também conta com opções de frango e peixe, além de alternativas vegetarianas, entradas e acompanhamentos.

A estratégia é permitir que grupos com diferentes preferências consigam compartilhar a experiência.

A boutique de carnes é outro braço do projeto. Além de consumir os cortes preparados pela equipe da Prime, o cliente poderá escolher carnes selecionadas para levar para casa.

Mas, para Maira, a principal preocupação continua sendo a hospitalidade.

“Hospitalidade, para mim, é fazer alguém se sentir bem-vindo. É receber como gostaríamos de ser recebidos”, define.

Ela acredita que um cliente pode até esquecer detalhes de um prato, mas dificilmente esquece como foi tratado em determinado lugar. Por isso, o atendimento ocupa posição tão importante quanto a cozinha na concepção da Prime.

“Queremos que a pessoa se lembre da carne, dos acompanhamentos e dos drinks, mas queremos principalmente que ela se lembre de como se sentiu aqui”, afirma.

diálogo

A corrida eleitoral finalmente entrou na pista. Tem candidato acelerando... Leia na coluna de hoje

Leia a Coluna Diálogo desta segunda-feira, 10 de agosto de 2026

10/08/2026 00h01

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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George Shaw - escritor irlandês

A democracia muitas vezes significa o poder nas mãos de uma maioria incompetente"

Felpuda

A corrida eleitoral finalmente entrou na pista. Tem candidato acelerando em carrão de luxo, cercado de estrutura e apoiadores, enquanto outros aparecem empurrando o velho carrinho de rolimã, apostando mais  na criatividade do que no motor. A bandeirada já foi dada  e ninguém quer perder pista logo na primeira curva. Mas, em eleição, potência nem sempre garante vitória. O que decide a prova é a resistência, a estratégia e, claro, o voto do eleitor. Afinal, muita gente larga na pole e acaba vendo o adversário cruzar a linha de chegada primeiro. Portanto... 

Diálogo

Briga de cerca

Quando o assunto é terra, o plenário da Assembleia de MS às vezes parece mais uma divisa de fazenda. José Teixeira e Zeca do PT voltaram a medir forças e hectares em mais um duelo verbal. Sobrou até proposta para dividir propriedades com indígenas.

Mais

Mais um desafio que ficou só no discurso. Entre 400 hectares de um lado e 200 hectares do outro, a plateia assistiu à troca de farpas. No fim, teve mais barulho de porteira do que mudança de cerca. Como disse um parlamentar, irônico que só: "Churumelas, churumelas..."

DiálogoMaria Helena Pimentel e tatiana santos Pereira Jucá - arquivo pessoal
DiálogoDra. Lívia Miranda - arquivo pessoa

Esquindô lê-lê!

Nos bastidores, começa a ganhar força o chamado "bloco dos comissionados", formado por servidores que poderão ser convocados para atuarem na campanha eleitoral. A expectativa é de que muitos deixem os gabinetes nas horas de folga para ajudar candidatos nas ruas. A questão delicada é separar trabalho público de atividade político-eleitoral, porque a fronteira não pode ser ignorada. Servidor comissionado tem função administrativa, não obrigação de virar cabo eleitoral. A conferir.

Buraqueira

Com média de 675 buracos tapados por dia em julho, a prefeitura comemora um salto que chegou a impressionantes 1.200 remendos em apenas 24 horas. Fazendo as contas, isso significa cerca  
de 50 buracos recuperados por hora, ou praticamente um tapa-buraco a cada 1 minuto e 12 segundos, sem pausa para o cafezinho. O reforço das equipes elevou a produção. Agora, promessa é ampliar as frentes de trabalho.

Fiscal

A partir deste domingo, a Justiça Eleitoral colocará em campo, o aplicativo Pardal Móvel para receber denúncias de propaganda irregular. A ferramenta permitirá que qualquer eleitor encaminhe fotos, vídeos, áudios e outras provas diretamente aos TREs, com identidade protegida por sigilo. A intenção é acelerar a fiscalização durante a campanha. Em ano eleitoral, além de pedir voto, candidatos terão de tomar cuidado com quem está do outro lado da tela. Afinal, o celular também virou fiscal das urnas.

Aniversariantes

  • Mayra nemir neves, 
  • Maren Jessica Costa Jeha,
  • Antônio Picchioni Pereira,
  • Regina nunes saad,
  • Eline toniasso, 
  • Nazira furquim, 
  • Adriano Magalhães,
  • Algemiro Claro alvares,
  • Dair Jair savaris,
  • Dalci Moreira Lorentz,
  • Edileusa Lino de oliveira,
  • Wilson Yukishigue nakase,
  • José antonio gaitan guzman,
  • Nei Lourenço de freitas Costa,
  • Analice de toledo Barros Buainain,
  • Ademir Ximenes Machado,
  • Diego Luiz sorgatto,
  • Lourenço Pereira de souza,
  • José ferreira filho,
  • Rafaela terencio, 
  • Fábio Luiz Bertoni,
  • Roseli da Cruz Loubet, 
  • Tereza Cristina Pinto teixeira,
  • Mariza olegário Caminha,  
  • Fauze Bomussa,
  • Angelo Baldassini neto,
  • Humberto oliveira Bueno,
  • Ludmila Lopes Belline Monteiro,
  • Josiane arce Vieira,
  • Maria rizete ferreira Costa Bezerra, 
  • Jaciro alkiris,
  • Mariana Medeiros Mendes,
  • Aluízio Borges,
  • Alessandro de almeida silva,
  • Lourenço filisbino Paula,
  • Maria aparecida da silva rodrigues,
  • Afonso Leite figueiredo,
  • Adelurde nogueira,
  • Osvaldo Pegaz,
  • Lourenço antunes Maciel,
  • Cristiane de souza,
  • João Batista rodrigues,
  • Amanda almeida farias,
  • Fábio Henrique da silva,
  • Jacy da Costa nantes,
  • Sérgio Luiz Collebri,
  • Heloisa Helena Wanderley Maciel, 
  • Wilian Zavala Bastos,
  • Gesiane de Cássia damasceno Pereira,
  • Luana Pinelli almeida,
  • José Maria franco tôrres,
  • Dmitri erik Palermo,
  • Ana Cristina neves,
  • Orialis sanches de albuquerque,
  • Teresa Cardoso da silva,
  • Jaciara Jacob,
  • Affonso sette Lima,
  • Maria Helena almeida,
  • Lourdes Maria fernandes,
  • Mário sérgio Lopes,
  • Fernanda teixeira,
  • Lúcia Helena nunes,
  • Maria Cláudia oliveira,
  • José Henrique Mendes,
  • Carolina farias,
  • Maria Henriqueta Lima,
  • Cleonice flôres,
  • Alex de oliveira Camargo,
  • Dr.Marcelo dos santos souza, 
  • Laurita anache,  
  • Katleen de oliveira Camargo,
  • Dair Barbosa,
  • Vilmar José de Lima acosta,
  • Roberto Carlos de Jesus,
  • Florentina duarte Correa,
  • Eurico souza Lopes,
  • Pedro Paulo antunes,
  • Hidina Vitor nascimento silva,
  • Marcos antônio davi dos santos,
  • Suzi da Cunha Honório,
  • Paulo roberto da Costa nogueira filho,
  • Katia rubia tinoco,
  • Willian Castelo Branco,
  • Germano Zampieri neto,
  • Fermino otta,
  • Simara rosa de freitas,
  • José Mendes narchesi,
  • Hilda Carvalho,
  • Edson alves tenório,
  • Paulo antônio da silva,
  • Márcia Moreira dourado Pancini,
  • Valéria Pereira Martins de araújo Katayama, 
  • Andreia silva dos santos,
  • Eduardo Casali Moretto,
  • Elizabete eurico de sena,
  • José raimundo Pereira,
  • Waldir José amado,
  • Ana Maria fernandes,
  • Mário edson Monteiro damião,
  • André floriano de Queiroz,
  • Manoel Cação,
  • Andréia rodrigues dos santos,
  • Carlos nogarotto,
  • Ana Cristina Matsunaka dos santos, 
  • Fernando Martins Cavalcanti,
  • Humberto Kawahata Barreto,
  • Paulo roberto achucarro,
  • Nestor Catelan,
  • Aparecida tereza da silva Cândia

**Colaborou Tatyane Gameiro**

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