Correio B

ENTREVISTA AO CORREIO DO ESTADO

Nany People conta sobre o espetáculo que celebra os seus 60 anos

Entre humor, memória e resistência, artista apresenta "Ser Mulher não é para Qualquer um" e revisita trajetória marcada por coragem, liberdade e reinvenção constante

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Em um momento de celebração tripla – 60 anos de vida, 50 anos de carreira e 30 anos de televisão – Nany People reafirma que seu lugar de maior felicidade é, e sempre será, o palco. É lá, sob os holofotes e em contato direto com o público, que a atriz, humorista e cantora mineira escolheu para comemorar essas marcas tão significativas.

E Campo Grande recebe, em primeira mão, o seu mais novo e íntimo trabalho: o show “Ser Mulher não é para Qualquer um – o Espetáculo”, que acontece no dia 11 de abril, às 20h, no Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo.

Mas por trás do show que promete divertir e emocionar, há uma história de vida que poderia render dezenas de biografias. Nany People, cujo nome artístico já é, por si só, uma declaração de identidade, é um dos maiores símbolos de resistência, talento e humor na cultura brasileira.

Em uma entrevista descontraída, ela não apenas falou sobre o novo show, mas mergulhou em sua trajetória, suas convicções, os desafios de ser mulher trans em um País conservador e a sua filosofia de vida, em que o humor se apresenta não apenas como profissão, mas como ferramenta de sobrevivência e salvação.

O ESPETÁCULO

“Ser Mulher não é para Qualquer um – o Espetáculo” é mais do que um show de comédia; é, nas palavras da Nany, “um mergulho divertido, emocionante e verdadeiro nas histórias que me transformaram na mulher que sou hoje”.

Baseado na sua biografia recém-lançada, “Ser Mulher não é para qualquer um – a Saga Continua” (Umanos Editora), o espetáculo tem texto de Flávio Queiroz e direção artística/conceitual de Marcos Guimarães.

Em tom de festa, Nany promete revisitar episódios, causos e inspirações de sua vida e carreira, com ênfase especial nos últimos 10 anos. “Esse espetáculo é um presente que eu me dou e compartilho com o público!

Uma viagem pelos últimos 10 anos – das novelas às maratonas de shows, das viagens aos meus amores de quatro patas – e, claro, a alegria de ter meu nome reconhecido por inteiro. Tudo isso com muito humor, porque, afinal, ser mulher não é pra qualquer um!”, brinca a artista.

A estrutura do show, como revelou na entrevista, é inovadora e interativa. “Tem um recurso num telão em que eu vou falando como se o público estivesse dentro da minha cabeça. É divertido e interativo também”, explica.

A sinopse oficial já adianta que a peça percorre os momentos mais marcantes de sua trajetória, celebrando seis décadas de uma vida marcada por coragem e versatilidade.

ENCONTRO COM CAMPO GRANDE

A vinda de Nany a Campo Grande, no entanto, não se deu apenas por causa do espetáculo. A cidade foi o cenário de uma coincidência afetiva: enquanto se preparava para apresentar seu novo show, ela também estava na região gravando um filme.

“Curiosamente, eu já tinha agendado fazer a peça aqui antes da produção do filme. O convite do filme veio em janeiro”, conta.

A produção cinematográfica, descrita por ela como “genuinamente local”, tem um clima familiar que a encantou. “É um ritmo maravilhoso, um clima muito familiar. São pessoas que vêm de outros trabalhos, todos muito conectados, muito queridos, muito gentis”.

No longa, ela interpreta Stella, uma personagem que promete roubar a cena. A trama, uma comédia, gira em torno de Téo, um arquiteto gay que sofre um acidente e perde a memória, esquecendo sua própria orientação sexual.

“Aí a amiga dele, talarica danada, resolve dar vazão ao seu grau de sensualidade que tinha por ele… É muito divertido”, adianta Nany, que brinca com o nome do filme: “Não Me Lembro”.

A conexão com Campo Grande, porém, é antiga e cheia de histórias. Em um dos momentos mais emocionantes e bem-humorados da entrevista, Nany relembra uma passagem nos anos 90, quando veio se apresentar em um bar LGBT da cidade.

O que ela não esperava era reencontrar, décadas depois, uma figura carinhosa de seu passado. “Eu estava no Sesc Sabor & Arte, apaixonada pela culinária, e uma senhora chegou e disse: ‘Você é muito linda, você trocou de roupa na minha casa há 30 anos’. A senhora que eu troquei de roupa na casa estava no Sesc!”, ri Nany, destacando como as pessoas são o que tornam um lugar inesquecível.

RIR É UM ATO POLÍTICO

Um dos pontos altos da entrevista é a reflexão profunda que Nany faz sobre o humor. Para ela, o riso nunca foi apenas uma escolha profissional, mas uma questão de sobrevivência.

“O humor na minha vida veio como ferramenta de salvação. Eu acho que toda vez que a vida me disse ‘não’ – e já me deu muitos ‘nãos’, mais ‘não’ do que ‘sim’ – eu sempre apelei para o humor”, revela.

Essa perspectiva moldou sua visão sobre a arte de fazer rir. Nany acredita que o humor é um ato político, uma ferramenta poderosa que pode ser usada tanto para o bem quanto para o mal.

“Quando você ri de você mesma, você não tem telhado de vidro. O governo tem medo de quem ri e de quem faz rir. Porque quem faz rir não tem a menor preocupação em saber se o que vai dizer é certo ou errado”, analisa, fazendo uma analogia com a figura histórica do bobo da corte, que tinha a liberdade de dizer verdades ao rei sob o manto da comicidade.

No entanto, Nany também é categórica ao afirmar que o humor precisa evoluir com a sociedade. “Mudam os tempos e mudam os conceitos de você fazer humor. A gente fala muito do politicamente correto. Então, a gente tem que estar policiado e atento a isso. Você não pode fazer piada de coisa orgânica e escatológica num jantar, é sem noção”, exemplifica.

Para ela, a diferença está na consciência. “Você pode fazer, mas não deve. Tem que ter consciência. O humor muda. Não muda a moda? Não mudam as leis? Tudo muda”, afirma.

Ela critica a polarização e o reacionarismo que marcam os debates atuais, defendendo um humor que, mesmo na ruptura, tenha responsabilidade.

“Quando você diz com humor, você impõe uma leveza que desarma a pessoa. Mas nem tudo vale a pena em função do humor. E quando você torna pública sua opinião, ela deixa de ser sua e você passa a incentivar outras pessoas”, pondera, mostrando a complexidade e dualidade de sua ferramenta de trabalho.

CAMINHO TRILHADO

Nany People, nascida em Machado, Minas Gerais, e criada em Poços de Caldas, carrega na alma a força e a teimosia do interior. Sua história é marcada por um movimento constante: sair de onde o acesso à cultura era escasso para conquistar seu espaço nos grandes centros.

“Eu tive a felicidade de ter uma família que mudou para Poços de Caldas, que é mais progressista, porque é divisa com o estado de São Paulo. E lá o teatro foi minha grande inspiração”, conta Nany.

Aos 20 anos, mudou-se para São Paulo para estudar Artes Cênicas, cursou interpretação na Unicamp e estudou no Teatro Escola Macunaíma. Foram anos de trabalho duro no teatro antes de chegar à televisão.

Sua estreia na teledramaturgia da Rede Globo aconteceu tardiamente, aos 53 anos, em “O Sétimo Guardião” (2018), mas ela chegou com uma vantagem que poucos têm: o nome e o respeito já consolidados. “Cheguei com o nome feito, isso deu a chance até de escolher quanto eu queria ganhar”, relembra.

Sua carreira na TV é vasta e diversa: programas de Goulart de Andrade, Hebe, Xuxa, “A Praça é Nossa”, “Popstar”, “The Masked Singer” (2025), e novelas como “Quanto mais Vida Melhor” e “Fuzuê”.

Paralelamente, nunca abandonou o teatro, com espetáculos como “TsuNany”, “Nany é Pop!”, “Como Salvar um Casamento” e “Sob Medida – Nany Canta Fafá”. Atualmente, ela é jurada do “Caldeirola” no “Caldeirão com Mion” e integra o elenco do humorístico “Vai que Cola”.

Essa multiplicidade de atuações, segundo ela, é a chave para sua longevidade. “Eu não fiquei presa a um segmento só. Quando a noite tinha caído eu falei: chega, já deu. E toda vez que a vida teatral me disse ‘não’, eu montei um texto. Se eu levo o ‘não’, eu crio o meu ‘sim’”, pontua.

LIBERDADE DE SER

Nany People é uma das mulheres trans pioneiras da televisão brasileira e sua trajetória é, inevitavelmente, um marco na luta por direitos e representatividade. No entanto, sua visão sobre os rumos do ativismo e da comunidade LGBT é surpreendentemente crítica e autêntica.

Ela começa contando um episódio de sua infância que define sua personalidade. Aos quatro anos, em uma quermesse, quis um cartucho de doce cor-de-rosa, mas seu pai a proibiu, dizendo que “tinha que ser azul”.

“Eu não ganhei, mas eu mostrei a língua. Subi no palanque e cantei uma música”, relembra Nany, contando que ao final de seu pequeno show pôde escolher um prêmio da quermesse, e o escolhido foi o bendito doce cor-de-rosa.

“Eu fui na contramão e ousei peitar a autoridade do meu pai. Quando ele não quis me dar esse cartucho, eu fui lá e peguei com as minhas mãos. Aí eu aprendi isso, que eu tinha que fazer do meu jeito e nada mais foi limite para mim”, conta.

Essa independência moldou sua visão sobre conquistas, família e liberdade. Embora celebre as conquistas do movimento LGBT, ela não se sente obrigada a seguir uma cartilha.

“Tem muita coisa que o movimento LGBT conquistou? Tem. Mas tem muita coisa que o movimento LGBT tá fazendo papel carbono do movimento heteronormativo. Família, por exemplo”, pontua.

Para Nany, a ideia de que formar uma família é uma garantia de felicidade ou segurança é uma ilusão. “Filho é um ato de sorte. Já tá provado por a mais b. Quando minha mãe teve um câncer, passaram três senhoras pelo quarto: uma teve 13 filhos, outra 11, outra 9 filhos. Quem ficou com elas? Nenhum! Aonde que filho é garantia de vida?”, indaga.

Ela, que criou quatro sobrinhos, diz ter se livrado dessa “armadilha”. “Eu sei que sou muito fiel ao meu trabalho. Acho que às vezes o movimento gay, que teve a chance exatamente de sair dessa armadilha, está entrando nela de novo”.

Ela também é categórica sobre a questão do casamento e da sua identidade: sua liberdade está acima de tudo.

“Eu lutei por 18 anos na Justiça para ter o meu nome e meu gênero reconhecido. E nunca caí nessa armadilha de casar. Pelo contrário, tenho meu tipo de querência. Ele na casa dele, eu na minha. Banheiros separados, casamentos prolongados; quartos separados, casamento mais que adiantado; casas separadas, casamento eternizado!”, sentencia com humor.

FORÇA E ALICERCE

Nany atribui muito de sua força e resiliência à sua mãe, uma figura central em sua formação. “Minha mãe sempre foi a pessoa que fez de tudo para que eu tivesse a consciência do espaço que eu estava ocupando. Ela me amou, me encorajou, me acolheu e me blindou. Ela brigou com a cidade inteira para poder fazer valer o meu direito de ser quem eu era”, lembra com carinho.

Essa base familiar sólida permitiu que Nany desenvolvesse sua espiritualidade de forma única, sem abrir mão de suas raízes. “Sou católica. Todos os dias, às 6h da tarde, eu rezo a Ave Maria. Minha casa é cheia de santo. Isso é uma formatação mineira que eu tenho”, afirma, referindo-se à sua famosa casa rosa, cheia de elementos religiosos.

SABER O QUE QUER

Aos 60 anos, Nany People demonstra uma lucidez e uma paz que só a maturidade pode trazer. Para ela, a chave para uma vida longa e produtiva está na capacidade de fechar ciclos e não tentar convencer ninguém de nada.

“Com o tempo, você aprende uma coisa: a não tentar convencer. Você quer? Ótimo. Você acredita que o verde é verde e o outro acha que é azul? Então tenta tirar a grama daí”, filosofa.

Ela fala sobre a necessidade de coragem – coragem para fechar contas, para ser feliz e para cortar laços quando necessário.

“Eu tenho coragem para ser feliz. Eu rezo missa de corpo presente. Eu pontuo o t, o i, e corto t na cara do sujeito. Isso é que faz ser quem eu sou”, declara com a firmeza de quem já viveu o suficiente para saber o que quer e, principalmente, o que não quer.

Ela encerra sua reflexão com uma frase que resume sua jornada: “Eu sei quem eu sou, para onde eu vou e quem me cumprimentou nesse bem tempo. É importante guardar nomes, é importante saber”, aconselha.

AGITO QUE NÃO PARA

O espetáculo “Ser Mulher não é para Qualquer um” promete ser um resumo de tudo isso. Será uma noite em que o público poderá testemunhar não apenas a artista consagrada, mas a mulher por trás dela.

Com projeções, música e muito humor, Nany People promete uma experiência catártica. “Eu canto, com músicas maravilhosas. O canto é minha grande paixão. O canto me faz dizer coisas que eu não consigo dizer pessoalmente”, confidencia.

A agenda de Nany está a todo vapor. Além do show em Campo Grande, ela se prepara para uma turnê nos Estados Unidos (Filadélfia, Nova York, Boston, Miami, Atlanta e Orlando) e para novos projetos teatrais no Brasil, como “Elas são de Matar” e “Segunda Chance”, mostrando que, longe de desacelerar, ela está apenas começando um novo ciclo.

“É uma coisa atrás da outra e vamos que vamos que não pode parar, minha filha”, ri Nany.

>> Serviço

Show: “Ser Mulher não é para Qualquer um – o Espetáculo”, com Nany People.

Data: 11 de abril. 
Horário: às 20h.
Local: Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo.
Ingressos: a partir de R$ 45, pelo Sympla.

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Campeonato

Evento reúne cavalgada, provas de laço, esportes de aventura, shows e competidores de 14 estados

Evento reúne cavalgada, provas de laço, esportes de aventura, shows e competidores de 14 estados em Campo Grande, reforçando a tradição pantaneira e movimentando a economia sul-mato-grossense

27/05/2026 09h00

A tradicional cavalgada da abertura do Brasileirão de Laço Comprido simboliza a chegada das comitivas que fundaram a capital sul-mato-grossense

A tradicional cavalgada da abertura do Brasileirão de Laço Comprido simboliza a chegada das comitivas que fundaram a capital sul-mato-grossense Foto: Divulgação

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A cultura sertaneja, o esporte rural e as tradições do interior sul-mato-grossense vão tomar conta das ruas de Campo Grande no domingo. A tradicional Cavalgada do Clube do Laço Comprido (CLC) marca oficialmente a abertura do Brasileirão do Laço Comprido 2026, evento que reúne os maiores laçadores do País e transforma a Capital em um dos principais centros nacionais da modalidade.

A concentração da cavalgada será às 8h, na Avenida Afonso Pena, em frente à Praça do Rádio. A expectativa da organização é de reunir cerca de 200 cavaleiros e amazonas, além de carros de boi, comitivas e os tradicionais touros de Camapuã, símbolos da cultura pantaneira e da história do Estado.

O percurso seguirá pela Avenida Afonso Pena até a Avenida Ernesto Geisel, passando pela Avenida Euler de Azevedo chegando à Avenida Tamandaré, com encerramento no Bar Boiadeiros, ao lado do Crematório, onde os participantes serão recebidos com almoço de comitiva, incluindo arroz carreteiro, feijão-tropeiro e outras comidas típicas.

A cavalgada busca resgatar elementos históricos da fundação de Campo Grande. Durante coletiva de imprensa realizada na semana anterior, o diretor de provas do CLC, Abel da Silva Rocha Júnior, destacou o simbolismo do evento para a cidade.

Segundo ele, a chegada das comitivas relembra a trajetória dos pioneiros que fundaram a Capital sul-mato-grossense. “É uma forma de resgatar esse Campo Grande antigo, convidando todos para participar dessa cavalgada. A simbologia da chegada dos bois montados e dos cavalos é muito importante para a nossa cultura”, afirmou.

Em março, o Brasileirão de Laço Comprido entrou oficialmente para o calendário de eventos de Mato Grosso do Sul por meio da Lei Estadual nº 6.555/2026, que determina a realização das competições anualmente no mês de junho. 

O evento integra a programação do Brasileirão do Laço Comprido, que acontece entre os dias 30 de maio e 7 de junho, no Parque do Peão do CLC, em Campo Grande. Neste ano, a competição chega em formato ampliado e aposta em uma mistura entre tradição e modernidade, incorporando provas esportivas, atrações culturais e disputas inéditas.

MOVIMENTAÇÃO ECONÔMICA

Considerado um dos maiores eventos do segmento no País, o Brasileirão do Laço Comprido deve reunir entre 2 mil e 2,5 mil laçadores vindos de diferentes regiões do Brasil. Delegações de estados como Rio Grande do Sul, Paraná, Goiás, Mato Grosso, Rondônia, Bahia, Acre, Tocantins e Santa Catarina já confirmaram presença.

De acordo com Abel da Silva Rocha Júnior, o crescimento da modalidade nos últimos anos impulsionou o tamanho do evento. “Quando começou, o Brasileirão reunia de 300 a 500 laçadores. Hoje, recebemos mais de dois mil atletas. O laço comprido cresceu muito e movimenta a economia em diversos municípios”, explicou.

Além das disputas esportivas, o evento movimenta setores ligados ao agronegócio e ao universo equestre, como veterinária, alimentação animal, transporte, indumentária, genética equina e comércio especializado.

“A movimentação econômica é muito grande. Você vê caminhões preparados para provas, cavalos de alto valor genético, comércio de ração, trailers, caminhonetes, além dos profissionais que vivem diretamente desse esporte”, destacou o diretor.

PREMIAÇÕES

Entre os destaques da edição deste ano estão as premiações de alto valor. Neste ano, o Brasileirão terá distribuição de carros zero quilômetro, motos e até uma caminhonete Dodge Ram, considerada uma das maiores premiações já oferecidas na modalidade em Mato Grosso do Sul.

A programação começa no sábado com as provas do Nacional do Cavalo Pantaneiro. O primeiro colocado da categoria profissional receberá um carro zero quilômetro avaliado em R$ 60 mil.

Na segunda-feira acontece o Duelo Profissional do Laço Comprido, com premiação de R$ 100 mil. Já na terça-feira será realizado o 4º Duelo Haras Barcelona, que terá como prêmio principal uma Dodge Ram zero quilômetro e uma Saveiro.

As disputas seguem nos dias 3 e 4 de junho com o Duelo Amador Elite, que distribuirá R$ 70 mil em premiações. O evento ainda contará com provas para veteranos, vaqueanos e categorias femininas.

Entre os dias 5 e 7 de junho acontece o 2º Encontro Estadual de Laço Comprido do CLC, encerrando a programação esportiva.

AMAZONAS

Uma das atrações mais aguardadas do Brasileirão é a prova Rainha do Laço, marcada para o dia 4 de junho.

A competição exclusiva para mulheres já contabiliza mais de 100 amazonas inscritas e deve reunir participantes de diferentes idades.

Responsável pelos duelos femininos, Suellen Rocha destacou que o crescimento da participação feminina no esporte levou à criação de uma categoria específica para as mulheres.

“O laço feminino surgiu da necessidade de criar um espaço exclusivo para as amazonas. Hoje temos mulheres profissionais, treinadoras e mães participando do esporte. É um momento muito importante para elas”, afirmou.

A competição terá categorias para meninas pequenas, incluindo a Bonequinha, destinada a crianças de até 7 anos, além da categoria 40+, voltada às mulheres que seguem competindo após os 40 anos.

Suellen também destacou que o universo feminino no laço vai além da pista. Moda, beleza e estética fazem parte da preparação das amazonas para o evento.

“As mulheres compram roupas novas, chapéus, acessórios, preparam os cavalos, fazem cabelo, maquiagem. É um movimento que também aquece a economia e mostra que a mulher pode estar no esporte sem perder a delicadeza”, disse.

Segundo ela, o laço também representa a convivência familiar e qualidade de vida. “É um esporte que envolve saúde mental, atividade física, convivência e tradição. Muitas vezes, estar ali na pista já é uma vitória para essas mulheres”, afirmou.

CAVALO PANTANEIRO

Outra novidade da edição deste ano é a valorização do Cavalo Pantaneiro, raça genuinamente sul-mato-grossense que terá prova nacional dentro da programação do Brasileirão.

Responsável pela representação do núcleo da raça, João Antônio explicou que a competição ajuda a divulgar o potencial do animal para o Brasil.

“O cavalo pantaneiro é uma raça selecionada naturalmente pelo Pantanal. É um cavalo rústico, funcional e extremamente versátil. Essas provas mostram que ele é forte tanto para o trabalho quanto para o esporte”, afirmou.

A expectativa da organização é reunir entre 45 e 60 conjuntos na competição deste ano, número superior ao registrado na edição anterior.

NOVAS MODALIDADES

Pela primeira vez, o Brasileirão do Laço Comprido terá uma programação voltada aos esportes de aventura, reunidos sob o nome CLC Extremo.

Entre as novidades estão a Night Run, corrida noturna nas distâncias de 3 km, 6 km e 15 km, marcada para o dia 5 de junho, e o MTB Night, competição de mountain bike realizada à noite, no dia 6 de junho.

As modalidades incluem categorias turismo, e-bike, gravel, sport e pro, integrando o Circuito Sesc.

Também haverá Corrida de Orientação nos dias 6 e 7 de junho, além do Circuito Sesc MTB Kids, destinado a crianças de até 12 anos.

Responsável pelas modalidades de aventura, Afonso Brandão afirmou que a proposta é aproximar diferentes públicos do universo do laço comprido.

“A gente quer proporcionar essa integração entre os esportes. Quem vem pela corrida ou pela bike acaba conhecendo a cultura do laço, e quem vem pelo laço conhece outros esportes”, explicou.

A expectativa é de reunir mais de 600 crianças no MTB Kids. “Vamos ter crianças de várias cidades do Estado. É uma oportunidade para elas vivenciarem o esporte, a cultura e a convivência em família”, afirmou.

MÚSICA REGIONAL

A programação cultural do Brasileirão também contará com shows de artistas regionais e nomes ligados à música sertaneja. Entre as atrações confirmadas estão João Lucas e Walter Filho, Marlon Maciel, Banda

Canto da Terra, Patrícia e Adriana, além de artistas ligados ao universo do laço.

Segundo a organização, toda a programação terá entrada gratuita, incluindo shows, praça de alimentação e acesso às competições.

O evento também terá transmissão ao vivo pelo canal oficial TV CLC Pró Laço.

As inscrições para as modalidades do CLC Extremo podem ser feitas pelo site www.kmaisclube.com.br

Mais informações e a programação completa estão disponíveis no perfil oficial do CLC no Instagram: @clc_oficial.

Diálogo

A ex-primeira dama Michelle Bolsonaro está ajudando... Leia na coluna de hoje

Confira a coluna Diálogo desta quarta-feira (27)

27/05/2026 00h02

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Fernanda Young - escritora brasileira

"O problema é que quero muitas coisas simples, então pareço exigente”.

 

FELPUDA

A ex-primeira dama Michelle Bolsonaro está ajudando a “apagar incêndio com gasolina” sobre a disputa interna  no PL pelas vagas ao Senado. Ela que já havia divulgado uma carta do ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmando que seu candidato era o deputado federal Marcos Pollon, voltou à carga mais recentemente e publicou em suas redes sociais uma pesquisa onde o parlamentar aparece no topo.  Os liberais têm como pré candidatos, além do “preferido”, também o ex-governador Azambuja e o Capitão Contar. Como até a convenção tem muita água para rolar...

Diálogo

Puxa e estica

O clima eleitoral está em ebulição na Câmara de Campo Grande. A vereadora Luiza Ribeiro apresentou Moção de Repúdio contra Rafael Tavares por declarações feitas durante a IV Caminhada da Luta Antimanicomial. Em vídeo, ele taxou o movimento de “piada”.

Mais

E ainda classificou os participantes como “desocupados”. Tavares também defendeu a internação compulsória dos usuários de drogas em situação de rua. As falas foram consideradas preconceituosas e discriminatórias pela vereadora.

Diálogo Gleice Mara Amado e Leiner Vizeu - Foto: Arquivo Pessoal

 

DiálogoSuellen Abranjo - Foto: Arquivo Pessoal

Sonho meu

Nos bastidores, há quem afirme que dificilmente o deputado Paulo Corrêa voltará a presidir a Assembleia Legislativa de MS. Os quatro anos em que comandou a Casa foi marcado, segundo alguns parlamentares, por muito estresse. Fala-se que graças à interferência do então governador Reinaldo Azambuja, ele ocupou o cargo nas duas ocasiões. Para a próxima legislatura, se for reeleito, pretende ter a melhor cadeira da Mesa Diretora e já estaria a todo vapor. 

Impedido

O deputado estadual Gerson Claro não poderá disputar novamente a presidência da Assembleia em 2027. O impedimento segue entendimento do STF, já aplicado na Câmara dos Deputados e no Senado, que veta recondução consecutiva após quatro anos no comando do Legislativo. A regra abriu espaço para a disputa entre os demais parlamentares. Nos bastidores, o clima já é de pré-campanha, com vários deputados se movimentando.

Cadafalso

A vereadora Isa Marcondes, a mais votada nas eleições em Dourados, corre o risco de ser cassada no próximo dia 29, pela Câmara Municipal. Em sessão extraordinária, será votado o relatório elaborado pela comissão processante. Ela é acusada de quebra de decoro, porque teria utilizado recursos da cota parlamentar para abastecer veículos em suas viagens pelo interior de MS e até em São Paulo. A defesa nega veementemente as denúncias contra ela. Isa é pré-candidata a deputada federal. Assim sendo...

ANIVERSARIANTES 

Lenita Schmit de Oliveira Silva;
Claudia Moraes Leguisamon;
Jericó Vieira de Matos;
Bianca Bianchi;
Cláudia Maria Abreu;
João de Deus;
Graciela da Silva Minna;
Fabio de Oliveira Riuto;
Jorge Alves Rodrigues;
Icto Gomes;
Marcos Aurélio Gil Cuellar;
Jorge Ribeiro de Moraes;
Walter Romanini;
Marcos Antonio Martins de Souza;
Mario Montania Acunha;
José Arturo Iunes Bobadilla Garcia;
Mauro Maciel Mosqueira;
Giseli Adriani Veiber de Oliveira;
José Lécio Barros da Costa;
Ildefonso Lucas Gessi;
Marcos Serrou do Amaral;
Vanessa Fagundes da Silva;
Alexandre Barroso;
Pedro Tadeu Olarte;
Divino da Graça Freitas;
Pe. Roseney Pauli;
Emerson Nogueira;
Dr. Vaguinel de Oliveira;
Ranolfo Pereira da Silva;
Erlyza Herrera Santos;
Ranulfho Custodio Alves;
Dalmo Curcio;
Mary de Oliveira Teixeira Domingos;
Dr. Afonso Asato;
Nelson Olarte;
Aloisio Lemes de Brito;
Luciana Felix Bezerra;
Mirian Salazar Lopes;
José Luiz Viana Ferreira;
Luis Jorge Budib;
André Luiz de Almeida Silva;
Paulo de Tarso Albuquerque;
Maria Alves de Almeida;
Anderson Vilanova;
Rosa Maria de Campos;
Pedro Mauro Monteiro Vargas;
Lucilia Santiago Chaves;
Maria Cristina Santos da Silva;
Carolina Assis;
Telma Pereira de Souza;
Antônio Carlos dos Santos;
Maria Inácia Quirina;
Tereza Fernandes Veloso;
Juarez Santiago Cardozo de Queiróz;
Nadialara Maria Lemos Carvalho;
Dulce Maria Pinto Pereira;
Marcos Ferreira Moraes;
Elizabeth Ferreira;
Teresa Cristina Soares;
Solange Brito;
Vânia Maria Cruz;
Maria de Fátima Bento;
Franciele Alves;
João Souza de Oliveira;
Antônio Albuquerque dos Santos;
Ivan Grisoste Barbosa;
Everton Luis Flores;
José Roberto Cortes Buzzio;
Diogo de Souza Queiroz;
Christiano Heráclito Senra de Araújo Azevedo;
Alberto José Paim de Lima;
Luis Hernan Almaraz Guerrero;
Marcelo Anderson Miranda;
Odilon Leite Penteado;
Erika Kimura;
Antonio Del Grossi Junior;
Adriana Campos Navarro;
Henrique Jorge Fernandes;
Diego Ribas Pissurno;
Maria Muniz de Andrade;
Angelique Cortada;
Gleyson Ramos Zorron;
Thiago Marinho Custódio;
Boris Luiz Cardozo de Souza;
José Vasco Rossetti;
Kátia Regina Baez;
Antonio Caiçara Filho;
Ingrid Guilhen Garcia;
Lauro Miyasato Júnior;
Cristiane Zamberlan;
Paulo Roberto Tosi;
Francine Lima Perecin Berti;
Rosângela Aparecida Araujo;
Maria do Carmo Alves Rizzo;
Andre Hoffmann;
Suria Dada;
Marcelo Santini Brando;
Marina Aparecida Medeiros da Silva;
Ailton Pereira de Matos;
Walter Pereira do Valle Neto;
Sandra Magda Suarez Saucedo;
Vitor Arthur Pastre;
Ranulfo Antonio de Andrade;
Fernanda Paula Martins Lugo Rampazo;
Adalberto Godoy;
Lincoln Ben Hur;
Cristiano Trizolini;
Daniela Barbosa Lima;
Luzia Hermelinda Oliveira Rocha;
Luiz Faustino Inácio;
Diva Nogueira de Araújo;
Marcos Marques Fernandes;
Guilheme Pasqualin da Costa e Silva;
Márcio Lima dos Santos;
Pedro Ivo de Lima Andrade;
Hedemal Avelar de Arruda.

Colaborou com Tatyane Gameiro

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