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JUSTIÇA

Neguinho da Beija-Flor perde processo sobre direitos autorais de 22 canções

Neguinho da Beija-Flor perde processo sobre direitos autorais de 22 canções

EXTRA

27/01/2016 - 17h00
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Em decisão final, Neguinho da Beija-Flor perdeu a batalha na Justiça contra a Top Tape Edições Musicais, empresa que administra 22 músicas de autoria do cantor. Ele lutava desde 2011 para ter 100% dos direitos das canções escritas por ele nas décadas de 70, quando era contratado da produtora. A Top Tape volta a ter 25% dos valores comercializados de canções como “O campeão (“Domingo eu vou ao Maracanã...)”.

Neguinho já havia perdido em primeira instância o processo, que tramitou na 28ª Vara Cível da Comarca da Capital, mas recorreu. A decisão não cabe mais recurso. Agora, o sambista terá que prestar contas à Top Tape e repassar parte dos valores das músicas negociados desde 2011, quando a Justiça ordenou o bloqueio de todo o dinheiro referente as negociações realizadas de lá para cá.

“Durante esse período, ele conseguiu uma liminar em 2011 que determinou que ele negociasse as músicas e que esses valores fossem bloqueados até o fim do processo. O Neguinho terá agora que prestar contas e repassar 25 ou 30% de cada negociação à Top Tape. Ele não conseguiu anular o processo. Não tem mais como ter recurso”, explicou o advogado da empresa, dr. Eduardo Pinheiro.

Neguinho da Beija-Flor contou que não achou a decisão justa e prometeu agir. “Eu era muito novo quando assinei esse contrato. E, na época, achava que estava assinando um mero contrato de administração para que eles gerenciassem a minha carreira. Não sabia que estava cedendo os direitos das músicas que eu escrevi para eles. Não é justo eles ficaram com cerca de 30% dos direitos das minhas canções. Esse valor está muito acima do normal, que é, no máximo, 15%. As músicas são minhas, e é claro que vou recorrer”, desabafou o cantor.

O advogado da empresa que detêm parte dos direitos disse que Neguinho tentou rescindir o contrato com a Top Tape e sem pagar nada à empresa.

“A Top Tape investiu na carreira dele, pagou a ele por esses trabalhos. Ele ainda recebe regulamente de cada negociação, entre 75% a 80%. E ele queria rescindir esse contrato, sem restituir nada a Top Tape”, disse.

Em nota, o escritório de advocacia que defende Neguinho disse que vai se reunir com o cantor logo após o carnaval para tentar reverter essa decisão.

“A ação contra a Tope Tape teve por objeto a rescisão de contratos celebrados há aproximadamente trinta anos, considerando que referidos contratos se revestem de vícios. O artista achava que assinava na ocasião, um mero contrato de administração, quando, na verdade cedia os direitos, relativos à sua obra. O processo tramitou na 28ª Vara Cível da Comarca da capital, e o juiz entendeu que o direito está prescrito. O jurídico tem reunião agendada com o artista, logo nos primeiros dias após o carnaval, estamos avaliando a possibilidade de uma ação rescisória", disse a nota, assinada pela drª Simone Delmonte.

Cinema Correio B+

Oscar 2026: Sinners lidera e Wagner Moura entra na disputa

A lista de indicados expõe o domínio do cinema autoral, a força dos estúdios e a presença brasileira em uma temporada marcada por disputas simbólicas e estéticas.

24/01/2026 15h00

Oscar 2026: Sinners lidera e Wagner Moura entra na disputa

Oscar 2026: Sinners lidera e Wagner Moura entra na disputa Foto: Divulgação

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Saiu a lista do Oscar e, como quase todo ano, o primeiro impacto é a sensação de que muita gente ficou de fora. Depois, com alguma distância, fica claro que boa parte dessas ausências era, no fundo, previsível. O Oscar continua sendo esse jogo curioso entre surpresa e lógica retrospectiva.

Nesse cenário, Sinners nunca foi exatamente uma incógnita. O domínio do filme o coloca na liderança da temporada com nada menos do que 16 indicações, um número que não apenas impressiona, mas sugere consenso.

Ryan Coogler não conquistou apenas espaço técnico e artístico; ele transformou seu filme em eixo simbólico da corrida, ocupando categorias centrais como Melhor Filme, Direção e Roteiro Original. Se esses números vão se converter em vitórias, são outros quinhentos.

Logo atrás surge One Battle After Another, com 13 indicações, consolidando Paul Thomas Anderson como a figura autoral mais influente da temporada. O filme confirma a tendência de 2026: o Oscar voltou a se apaixonar por obras que combinam ambição estética e densidade temática. Mais do que isso, ele encarna a ideia de prestígio que a Academia parece querer reafirmar neste momento.

Se o Oscar sempre foi uma fotografia do poder em Hollywood, as indicações de 2026 funcionam como um raio X. Não apenas mostram quem venceu a corrida, mas revelam quais narrativas a indústria decidiu legitimar, quais autores foram consagrados e quais filmes passaram a representar o espírito de seu tempo.

Frankenstein, Marty Supreme e Sentimental Value completam o núcleo duro da temporada, todos com nove indicações. São filmes muito diferentes entre si, mas unidos por uma mesma lógica: o prestígio voltou a ser medido pela assinatura autoral. E, nesse cenário, a presença de The Secret Agent entre os indicados não chega como surpresa. O que é, paradoxalmente, ainda mais significativo.

A lista de Melhor Filme é talvez a mais reveladora da década recente. Ao lado dos títulos já mencionados, aparecem Bugonia, F1, Hamnet e Train Dreams. A combinação é sintomática: blockbusters autorais, dramas literários, cinema político, épicos íntimos e experimentação estética convivem no mesmo espaço. O Oscar 2026 não escolheu um único caminho. Escolheu coexistências.

Entre os diretores, fica claro o retorno do cinema de autor. A lista desloca o centro do Oscar para algo menos industrial e mais autoral. Em 2026, a Academia parece ter decidido que estilo também é política. Mesmo com o crescimento de Hamnet e Sentimental Value, a percepção dominante é que a obra de Paul Thomas Anderson ocupa o lugar mais sólido no imaginário da temporada.

A categoria que mais nos interessa este ano é a de Melhor Ator, talvez a mais simbólica da corrida. Timothée Chalamet surge como favorito, mas Wagner Moura aparece como uma possibilidade real de ruptura. Eu não descartaria observar com atenção o azarão Ethan Hawke.

Ainda assim, a presença de Moura nessa categoria não é apenas uma vitória individual. Ela representa uma mudança estrutural. O Oscar não está mais interessado apenas em performances consagradas, mas em narrativas geopolíticas, culturais e identitárias. Se Chalamet simboliza o herdeiro do star system e DiCaprio o poder clássico de Hollywood, Moura representa a expansão do centro de gravidade da indústria.

Entre as atrizes, o cenário é mais aberto. Jessie Buckley surge como favorita por Hamnet, enquanto Rose Byrne cresce impulsionada pelo reconhecimento em Berlim. Renate Reinsve avança de forma consistente, enquanto Emma Stone e Kate Hudson representam, cada uma à sua maneira, o retorno de estrelas ao centro da disputa. É uma lista que mistura prestígio autoral, reinvenção de carreiras e estratégias de posicionamento.

O avanço brasileiro como narrativa global é impossível de ignorar. O fato de O Agente Secreto disputar simultaneamente Melhor Filme e Melhor Filme Internacional não é apenas estatística. É simbologia pura. A indicação de Adolpho Veloso em Fotografia por Train Dreams amplia essa leitura. O Brasil não está apenas presente. Está ocupando territórios técnicos, artísticos e narrativos.

Nos bastidores, o jogo de poder é igualmente revelador. A Warner Bros. lidera com 30 indicações, seguida por Neon e Netflix. O recado é claro: o Oscar de 2026 é também uma disputa entre modelos de indústria. A Warner representa o poder tradicional, a Neon o cinema autoral curado e a Netflix o domínio do streaming. O Oscar virou o palco onde essas forças se enfrentam.

A introdução da categoria de Melhor Elenco e as novas regras de votação, que exigem comprovação de visualização dos filmes, revelam uma Academia em transformação. O Oscar tenta, finalmente, alinhar discurso e prática.

No fundo, as indicações de 2026 não são apenas uma lista de filmes. São o retrato de uma indústria que tenta se reinventar, negociar poder e redefinir o que significa prestígio no século 21. Talvez essa seja a verdadeira narrativa da temporada: não quem vai ganhar, mas quem passou a ser considerado digno de disputar.

CARNAVAL 2026

Confira a programação completa do Carnaval de Rua 2026 em Campo Grande

Este ano uma das festas mais aguardada do Brasil acontecerá entre os dias 07 e 21 de março

24/01/2026 10h45

Foliões poderão aproveitar as festividades do dia 07 ao dia 21 de fevereiro

Foliões poderão aproveitar as festividades do dia 07 ao dia 21 de fevereiro Gerson Oliveira

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Para a alegria dos foliões, o carnaval de rua 2026 deverá ser um dos maiores da história da cidade. A comemoração que já entrou para o calendário campo-grandense deverá atrair milhares de foliões entre os dias 07 a 21 de fevereiro.

No ano passado, mais de 70 mil foliões pularam Carnaval, entre sexta-feira (28) e terça-feira (4), na Esplanada Ferroviária e Praça do Papa, em Campo Grande.

Foram cinco dias seguidos de festa com muito glitter, brilho, purpurina e fantasias. Animação, alegria e entusiasmo não faltaram nos bloquinhos de rua.

Blocos Cordão Valú, Capivara Blasé, Ipa Lelê, Reggae, Farofolia, Só Love, Cia. Barra da Saia e Calcinha Molhada animaram as tardes e noites do campo-grandense, nesses últimos dias, no Centro da Capital.

Confira a programação completa do Carnaval 2026

7 de fevereiro

  • 9h - Bloco As Depravadas – Bar do Zé (Barão do Rio Branco, 1213)
  • 15h - Bloco Nada Sobre Nós Sem Nós – Arena do Horto Florestal (Av. Fábio Zahran, 316)
  • 16h - Bloco Calcinha Molhada – Praça Aquidauana (Rua Aquidauana, 28)

8 de fevereiro

  • 14h - Farofa com Dendê – Monumento Maria Fumaça, na Esplanada Ferroviária
  • 16h - Bloco de Laricas - Orla Ferroviária, Avenida Noroeste

12 de fevereiro

  • 18h - Bloco Evoé Baco - Rua Antônio Maria Coelho, com 14 de julho, às 18h.

13 de fevereiro

  • 15h - Bloco do Reggae – Monumento Maria Fumaça
  • 16h - Bloco Farofolia – Esplanada Ferroviária (Rua Dr. Temístocles, 103)
  • 16h - Bloco Só Love – Esplanada Ferroviária (Rua General Melo, 91)

14 de fevereiro

  • 15h - Bloco do Reggae – Monumento Maria Fumaça
  • 15h - Cordão Valu – Esplanada Ferroviária
  • 16h - Bloco Ipa Lê Lê – Avenida Mato Grosso, 68
  • 9h às 14h - Bloco Acorda o Galo - Morada dos Bais

15 de fevereiro

  • 14h - Bloco Capivara Blasé – Esplanada Ferroviária

16 de fevereiro

  • 14h - Bloco Capivara Blasé – Esplanada Ferroviária, às 14h
  • 15h - Cia Barra de Saia - Orla Morena (voltado para mulheres, mães e crianças)
  • 16h - Bloco Ipa Lê Lê – Avenida Mato Grosso, 68, às 16h
  • 16h - Bloco Subaquera – Rua Abdala Roderbourg, 692, Vila Margarida, às 16

17 de fevereiro

  • 15h - Cordão Valu – Esplanada Ferroviária

21 de fevereiro

  • 14h - Bloco Eita! – Monumento Maria Fumaça
  • 17h - Bloco dos Forrozeiros MS – Esplanada Ferroviária (Rua Dr. Temístocles)

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