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SAÚDE MENTAL

Número de consultas em psicologia e psiquiatria crescem 18,5% em um ano

Brasileiros buscam cada vez mais ajuda para problemas emocionais, foram quase 1,8 milhão de atendimentos a mais em 2025, um aumento que reforça mudança consistente no comportamento da população

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Cuidar da saúde mental deixou de ser exceção e passou a fazer parte da rotina de um número crescente de brasileiros. Dados inéditos da Doctoralia, plataforma que conecta pacientes a profissionais de saúde, mostram que a busca por atendimentos em psicologia e psiquiatria cresceu 18,5% entre 2024 e 2025, evidenciando uma mudança consistente na forma como a população encara o cuidado emocional.

O levantamento ganha ainda mais relevância em janeiro, mês marcado pela campanha Janeiro Branco, dedicada à conscientização sobre saúde mental.

Na comparação entre os dois anos, o volume total de consultas psiquiátricas – presenciais e on-line – passou de 1.880.228, em 2024, para 2.184.111, em 2025.

Já os atendimentos psicológicos cresceram de 7.598.686 para 9.051.387 no mesmo período. Somados, os dados apontam 1.756.584 consultas a mais em saúde mental em relação ao ano anterior.

“Esses números refletem uma mudança importante de comportamento. Cada vez mais pessoas entendem que cuidar da saúde mental não é apenas tratar crises, mas acompanhar emoções, pensamentos e hábitos ao longo do tempo”, explica a psiquiatra Maura Kale, que integra o grupo de profissionais da plataforma Doctoralia.

O movimento observado no Brasil acompanha uma tendência global. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 1 bilhão de pessoas no mundo convivem com transtornos mentais, como ansiedade e depressão – os dois de maior ocorrência.

Essas condições figuram entre as principais causas de incapacidade a longo prazo, com impacto direto na qualidade de vida, nos sistemas de saúde e na economia.

TELEMEDICINA

Os dados do levantamento também mostram a consolidação da telemedicina como um importante canal de acesso ao cuidado em saúde mental. Em 2025, 564.210 consultas psiquiátricas foram realizadas de forma on-line, o que representa 25,8% de todos os atendimentos na especialidade.

Na comparação com 2024, as teleconsultas cresceram 11,7%, ampliando o acesso especialmente para pacientes com dificuldades de deslocamento ou que vivem fora dos grandes centros urbanos.

“Para os especialistas, o aumento da procura reflete uma mudança cultural: a saúde mental passou a ser encarada como parte essencial do cuidado integral com a saúde, e não apenas como resposta a crises pontuais”, afirma a advogada Flávia Soccol, diretora do setor de cuidado ao paciente (patient care) da plataforma.

QUANDO PROCURAR AJUDA?

Segundo a psiquiatra Maura Kale, nem todo sofrimento emocional indica um transtorno, mas alguns sinais merecem atenção.

“Observar o impacto desses sintomas na rotina é o principal critério. Quando o sofrimento começa a interferir no dia a dia, é importante buscar apoio profissional”, explica a médica.

Confira um breve passo a passo que pode ajudar na identificação de possíveis transtornos.

  • OBSERVE A DURAÇÃO

Emoções intensas que duram mais de duas semanas sem melhora podem indicar que algo não vai bem. Tristeza, ansiedade ou irritabilidade persistentes não devem ser ignoradas.

  • AVALIE O IMPACTO

Avalie o impacto, no dia a dia, de comportamentos fora do padrão. Procure ajuda se os sintomas começam a interferir na rotina de sono, trabalho ou estudos e nas relações pessoais, concentração e tomada de decisões. “Quando o sofrimento começa a atrapalhar a rotina, é sinal de alerta”, reforça a psiquiatra.

  • SINAIS FÍSICOS

Não deixe de dar atenção aos sinais físicos. A saúde mental também se manifesta no corpo. Fique atento a sinais como cansaço constante, dores sem causa aparente, alterações de apetite, crises de ansiedade ou falta de ar.

  • COMPORTAMENTO

Identifique mudanças de comportamento. Mudanças importantes podem indicar necessidade de apoio. Isolamento social, perda de interesse por atividades antes prazerosas, alterações bruscas de humor e o uso excessivo de álcool ou outras substâncias estão entre as alterações significativas que indicam a necessidade de ajuda.

  • QUEM PROCURAR

Saber qual profissional procurar pode ajudar na economia de dinheiro e na redução de tempo de um possível tratamento. O psicólogo é indicado para autoconhecimento, manejo do estresse e da ansiedade, apoio emocional, prevenção e acompanhamento contínuo.

Já o psiquiatra deve ser procurado quando os sintomas forem intensos ou persistentes, em casos de crises, insônia severa ou sofrimento incapacitante, quando houver necessidade de avaliação médica e, se indicado, medicação. Em muitos casos, o cuidado integrado entre psicólogo e psiquiatra é o mais eficaz.

  • NÃO ESPERE O LIMITE

Não espere “chegar ao limite” para pedir socorro. “Buscar ajuda não é sinal de fraqueza, mas de cuidado consigo mesmo. Quanto mais cedo o acompanhamento começa, maiores são as chances de recuperação e qualidade de vida”, aconselha Maura Kale.

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Wagner Moura: depois do Globo de Ouro, prêmios e entrevistas, 5 projetos já em produção

O ator chega a 2026 com cinco projetos já confirmados, dois deles em pós-produção 

12/01/2026 17h54

Wagner Moura: depois do Globo de Ouro, prêmios e entrevistas, 5 projetos já em produção

Wagner Moura: depois do Globo de Ouro, prêmios e entrevistas, 5 projetos já em produção Foto: Divulgação

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Até março, a vida pública de Wagner Moura é um desfile quase coreografado: prêmios, tapetes vermelhos, entrevistas em cadeia, campanhas de estúdios e aquela liturgia da temporada de premiações que transforma o artista em narrativa.

Mas, por trás da imagem de consagração, o que se impõe é algo menos glamouroso e mais revelador: muito trabalho. Não um hiato celebrado, não uma pausa de “estrela internacional”, mas uma fase de produção intensa, planejada, quase industrial na sua disciplina.

O momento é raro porque não é apenas simbólico. Wagner chega a 2026 com cinco projetos já confirmados, dois deles em pós-produção — ou seja, prontos para entrar no mundo — e outros três em estágios iniciais, que desenham o próximo arco de sua carreira.

O reconhecimento não o colocou em modo de espera; ao contrário, funciona como alavanca para uma fase de expansão autoral e política.

O título mais avançado é 11817, em pós-produção, com estreia prevista para 2026. Dirigido por Louis Leterrier, trata-se de um projeto de grande escala, de ficção científica com contornos de horror, pensado para o circuito global.

No elenco, Wagner divide a cena com Greta Lee. É o Wagner de vitrine internacional, inserido no cinema de estúdio, dialogando com gêneros populares e com uma lógica industrial clara. Não é um filme “menor” dentro de sua trajetória; é a prova de que ele ocupa hoje um espaço raro: o de ator autoral que também é nome de mercado.

Também em pós-produção está The Last Day, no qual interpreta um personagem chamado Peter. O projeto mantém perfil mais reservado, mas aponta para um registro contido e dramático, com potencial de circuito de festivais antes do lançamento comercial. (Até o momento, os detalhes de elenco além de Wagner não foram amplamente divulgados.)

É o outro polo da sua fase atual: menos espetáculo, mais densidade emocional. A coexistência desses dois filmes — um de escala global, outro de perfil mais intimista — já diz muito sobre a maneira como Wagner organiza sua carreira: não por categorias de prestígio, mas por equilíbrio de linguagem e impacto.

Na outra ponta da linha do tempo está Last Night at the Lobster, em pré-produção, e talvez o projeto mais significativo em termos de identidade artística. Aqui, Wagner não apenas atua: ele dirige e produz, assumindo controle criativo total.

A adaptação do romance de Stewart O’Nan, produzida pela Killer Films (Christine Vachon), é um drama sobre trabalho, esgotamento e dignidade, um último turno antes do fechamento de um restaurante. O elenco inclui suas duas co-estrelas em séreis da Apple TV Plus, Elizabeth Moss e Brian Tyree Henry, o que reforça o caráter de projeto autoral em construção.

Não há espetáculo, não há pirotecnia: há humanidade sob pressão. É um gesto claro de maturidade: usar o capital simbólico conquistado para viabilizar um cinema de observação, político na forma e no tema, sem slogans.

Também em pré-produção está Angicos, projeto brasileiro cujo título carrega peso histórico. A referência ao episódio que marcou a morte de Lampião sugere um filme de memória, poder e violência de Estado: um território que Wagner conhece e, mais do que isso, escolhe habitar.

Até agora, o elenco completo não foi divulgado publicamente, mas a presença de Moura sinaliza um projeto de ambição artística e densidade política. Depois de O Agente Secreto, o retorno a uma narrativa ligada à história brasileira não soa como acaso, mas como coerência: não se trata de “voltar às origens”, e sim de reafirmar um eixo.

Por fim, Say Her Name, também em pré-produção, amplia esse mesmo compromisso para um contexto internacional. O título, carregado de significado dentro dos movimentos por justiça racial nos Estados Unidos, aponta para um projeto de forte densidade social.

Aqui ele trabalha com Alicia Vikander, Victoria Pedretti, Sinclair Daniel, Ezra Barnes e Conrad Ricamora. O enquadramento do projeto o insere com precisão na linha de trabalhos que interrogam violência, trauma coletivo e responsabilidade institucional, temas que atravessam a filmografia recente de Wagner com consistência rara.

O que une esses cinco projetos não é o gênero, a escala ou o mercado, mas uma escolha de fundo: não se afastar do trabalho enquanto o mundo o aplaude.

Até março, ele estará nos holofotes, fazendo história como o primeiro ator brasileiro a vencer em Cannes e o Golden Globes, e, ao mesmo tempo, em sets, salas de montagem, reuniões de pré-produção. Prêmios e campanhas constroem a narrativa pública; os filmes constroem a trajetória real.

Wagner Moura atravessa um daqueles momentos em que a carreira poderia se tornar confortável. Ele escolhe o oposto. Entre o espetáculo da consagração e a disciplina da criação, fica claro qual dos dois realmente o define.

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Saiba quantos milhões ganhou Wagner Moura com o prêmio do Globo de Ouro

A estatueta dourada, por si só, é o símbolo máximo do reconhecimento da crítica. Contudo, dizer que Wagner Moura saiu "de mãos abanando" financeiramente seria um equívoco grosseiro

12/01/2026 15h15

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A noite de 11 de janeiro de 2026 entrou para a história do cinema brasileiro. Em uma cerimônia glamorosa em Los Angeles, Wagner Moura consolidou sua trajetória internacional ao conquistar o Globo de Ouro de Melhor Ator em Filme de Drama.

Sua atuação visceral em "O Agente Secreto", dirigido por Kleber Mendonça Filho, desbancou nomes de peso de Hollywood e colocou o Brasil, mais uma vez, no topo do prestígio mundial.

No entanto, logo após a celebração, uma dúvida tomou conta das redes sociais e dos bastidores da indústria: afinal, quanto o ator baiano embolsou em dinheiro com essa vitória? A resposta, embora envolva cifras milionárias, é mais complexa do que um simples cheque de premiação.

O Mito do prêmio em dinheiro

Diferente de competições esportivas ou reality shows, o Globo de Ouro não paga uma quantia em dinheiro aos seus vencedores. A estatueta dourada, por si só, é o símbolo máximo do reconhecimento da crítica. Contudo, dizer que Wagner Moura saiu "de mãos abanando" financeiramente seria um equívoco grosseiro.

O valor real da vitória se manifesta de duas formas principais: a luxuosa Ultimate Gift Bag e o chamado "Golden Globe Bump" (o salto de valorização no mercado).

A sacola de presentes de US$ 1 Milhão

Se não há um depósito bancário direto, há um mimo que beira o inacreditável. Todos os vencedores e indicados das principais categorias recebem a Ultimate Gift Bag. Em 2026, o valor estimado desse "kit de boas-vindas" atingiu a marca histórica de US$ 1 milhão (aproximadamente R$ 5,4 milhões na cotação atual).

 

Embora esses itens não sejam "dinheiro vivo", eles representam um patrimônio em bens e serviços que poucos mortais teriam acesso, elevando o status do premiado a um novo patamar de consumo e networking.

O "Efeito Wagner Moura": Valorização de Mercado

Para um jornalista que acompanha a indústria há décadas, o verdadeiro "prêmio milionário" de Wagner Moura está no que acontece a partir de agora. A vitória no Globo de Ouro funciona como um selo de garantia para investidores e grandes estúdios.

  • 1. Cachets Elevados: Estima-se que o valor de mercado de um ator vencedor do Globo de Ouro suba entre 20% e 50% para os próximos projetos.
  • 2. Poder de Negociação: Moura agora possui o que chamamos de "greenlight power" sua presença em um projeto facilita a captação de recursos e a distribuição global.
  • 3. Contratos de Publicidade: Marcas de luxo globais buscam rostos que transmitam credibilidade e sucesso. O rosto de Wagner Moura agora vale milhões em campanhas de fragrâncias, relógios e tecnologia.

Um Marco para o Cinema Nacional

A vitória de Wagner Moura, somada ao prêmio de Melhor Filme em Língua Não Inglesa para "O Agente Secreto", marca uma era de ouro para o audiovisual brasileiro. No ano passado, Fernanda Torres já havia aberto o caminho com sua vitória por "Ainda Estou Aqui".

Wagner Moura não ganhou apenas uma sacola de luxo ou uma estatueta; ele conquistou a chave para os cofres mais exclusivos de Hollywood, garantindo que o sotaque brasileiro continue sendo ouvido e muito bem pago nas maiores produções do planeta.

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