Correio B

MEMÓRIA

O jardineiro fiel

Mais que um hobby, orquídeas foram uma paixão do ex-senador e pioneiro da comunicação Antônio João, que fazia o cultivo com as próprias mãos e sonhou com jardins da preciosa flor na Avenida Afonso Pena

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Quem passa pela altura do número 400 da Avenida Annes Salim Saad, no Núcleo Industrial de Campo Grande, talvez nem imagine que há por ali, instalada em um terreno de cinco mil metros quadrados, uma estufa que ocupa quase metade da área e que possui mais de 15 mil orquídeas de diferentes espécies.
O orquidário criado no local, no ano de 2012, foi uma iniciativa do jornalista e ex-senador Antônio João (1947-2023), também ex-diretor do Correio do Estado, entre outras patentes que assumiu ao longo da vida profissional em Campo Grande no segmento da comunicação. 

Elas, as orquídeas, foram uma paixão inseparável da rotina concorrida de Antônio João, que, mesmo quando estava espairecendo com outras atividades, acabava interrompendo o que fazia para mirá-las e estudá-las.
Um interesse afetuoso que comove tanto os velhos amigos com quem o jornalista compartilhava o amor pelas orquídeas quanto admiradores da flor que conheceram depois essa história de paixão de Antônio João pelo mundo vegetal. 

“Realmente é marcante ver a paixão do Antônio João. Eu estive lá há pouco mais de uma semana e na próxima vou levar um professor [especialista] da UEMS [Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul]”, empolga-se o agrônomo Carlos D’Amore.

“Não me prepararam para o verdadeiro choque de entrar no orquidário. Planejei fazer uma perícia objetiva, e os primeiros olhares foram para a estrutura da estufa, sem dúvidas excepcional e nada comparável com todas as outras já vistas. Mas a visão da imponência do acervo irrompeu e foi difícil de assimilar e mensurar”, relata D’Amore, da Secretaria Executiva de Agricultura Familiar, de Povos Originários e Comunidades Tradicionais, que integra a estrutura da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) do governo do Estado.

 

“ELAS ME ENTENDEM”

“O que me faz lembrar do Antônio João pelas orquídeas é a paixão que ele sempre teve pela natureza. Me lembro que a gente ia pescar no Rio Piquiri. Ele tinha um pesqueiro lá e a gente, às vezes, estava navegando para achar o melhor lugar para parar para pescar, ele via uma orquídea na beira do rio, em alguma árvore, ele parava, desviava, ia lá, olhava, tirava foto, analisava. E isso fez com que ele começasse a aprofundar o conhecimento nas orquídeas”, conta o senador Nelsinho Trad, que por décadas foi amigo do ex-diretor do Correio.

“Ele desenvolveu o orquidário e me deu uma ideia que foi muito bem aceita na época, onde a gente fez uma campanha junto às floriculturas para que elas pudessem nos dar mudas que não fossem mais comerciáveis para que a gente pudesse plantá-las nas árvores centenárias da Avenida Afonso Pena”, relembra o parlamentar.

“Isso foi feito, ele acompanhou de perto e foi muito bem aceito pela sociedade. A gente também fez uma campanha assim: ‘Vai ser o Dia dos Namorados, você vai ganhar uma orquídea de presente, quando ela não estiver mais lhe sendo útil, doa para nós que nós vamos replantá-la’. E isso aí pegou na cidade. A gente cultivou também esse hábito dentro da cidade”, prossegue o senador.

“O Antônio João falava assim: ‘Eu prefiro ficar na companhia das orquídeas, porque elas me entendem e elas não me fazem mal’. Ele tinha as orquídeas como verdadeiras amigas dele. Ele sabia o nome de cada uma e, quando elas floriam, tinha gente que batia lá: ‘Ó, achei essa orquídea aqui não sei aonde. O que é que você acha dessa?’; ‘Puxa, essa é rara, essa não sei o quê, tem que podar esse lado, tem que fazer aquilo’”, conta Nelsinho Trad.

“Aí ele desenvolveu o orquidário, que acabou sendo uma referência para os orquidófilos de Campo Grande e de Mato Grosso do Sul. A gente trouxe para cá, na época em que eu era prefeito (2005-2013), uma exposição nacional de orquídeas. Foi muito legal. E eu digo para você: a alma do Antônio João se parece muito com uma orquídea. Doce, forte, suave, presente e imprescindível. Muitas saudades do meu amigo Antônio João”, emociona-se o político do Partido Social Democrático (PSD).

O orquidário tem um acervo estimado em mais de 15 mil exemplares, “entre Cattleya, Catasetum, 
Oncidium, Cymbidium, Brassia, Pleurothallus, Encyclia e até Vanilloideae”

ACERVO

“Tenho paixão por orquídeas, mas me impus a nunca progredir para entendido, especialista ou profissional para não perder o fascínio por essas plantas, rainhas da beleza nos períodos mais difíceis do clima nos nossos cerrados ou matas, mas presentes no mundo inteiro, menos em desertos e geleiras”, diz Carlos D’Amore. 

O agrônomo de origem italiana foi indicado por colegas da Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural de MS (Agraer) para colaborar com a equipe que atualmente cuida do orquidário legado por Antônio João.

“Comecei a olhar as plantas, lendo algumas das plaquinhas de identificação e ficando mais entusiasmado ainda e surpreso entre quantidade, qualidade, riqueza, com a antevisão e o ardor do Antônio João, que acabei me afastando de Dona Nara [que o acompanhava] pelas mesas das plantas, sem perceber”, conta D’Amore sobre a primeira visita ao espaço.

“Se a ideia inicial era vender rapidamente as plantas mais comuns e ordinárias, já aconselhei a envolver estudiosos e especialistas, porque há várias espécies, variedades e híbridos importantes, até do ponto de vista governamental, porque a Cattleya é a flor símbolo do nosso estado desde 2019 e não se deveria correr o risco de prejudicar a coleção. No acervo acredito ter mais de 15 mil exemplares, entre Cattleya, Catasetum, Oncidium, Cymbidium, Brassia, Pleurothallus, Encyclia e até Vanilloideae”, enumera o agrônomo.

“Há, com certeza, exemplares raros e importantes geneticamente e valiosos até do ponto de vista monetário. Me contaram que o sr. Antônio João, com pensamento visionário, inovador e criativo, distribuiu mais de 1.000 mudas nas árvores da Avenida Afonso Pena, em algumas subindo pessoalmente em escadas”, relata. 

“Mas infelizmente a população roubou todas assim que começaram a florescer. Se perdeu, para a ignorância de alguns, mas também pelo descaso das autoridades, um cartão-postal que seria um marco mundial para Campo Grande”, queixa-se D’Amore.
 

Preservação da fauna

Projeto monitora bugios e macacos-prego no corredor do Rio Sucuriú

Nove grupos de primatas já foram identificados na região; entre eles, a família formada por Baru, Pequi e o filhote Bacuri, acompanhada ao longo das campanhas de campo

09/09/2026 08h30

Mãe e filhote bugio-preto

Mãe e filhote bugio-preto Foto: Divulgação

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No alto das árvores que formam o corredor do Rio Sucuriú, em Inocência, no leste de Mato Grosso do Sul, famílias de bugios e macacos-prego vêm sendo acompanhadas de perto por pesquisadores do projeto Sucuriú, da Arauco.

O trabalho busca entender como esses animais vivem, se deslocam e utilizam a paisagem, reunindo informações que podem contribuir para a conservação das espécies e para a manutenção da conectividade entre áreas de vegetação.

Ao todo, nove grupos de primatas já foram identificados na área monitorada pelo projeto Sucuriú. O acompanhamento é direcionado principalmente ao bugio-preto (Alouatta caraya) e ao macaco-prego-do-papo-amarelo (Sapajus cay), espécies classificadas como Vulneráveis (VU) no Brasil, categoria que indica alto risco de extinção na natureza.

“Esse é um trabalho construído ao longo do tempo. Não se trata apenas de saber se determinada espécie está presente, mas de reunir informações sobre os grupos, seus deslocamentos e as áreas que utilizam. A combinação das metodologias permite ampliar esse conhecimento e criar uma base cada vez mais consistente para as ações de conservação”, afirma Gonzalo Flores, Especialista de Biodiversidade da Arauco.

Entre os grupos que passaram a ser reconhecidos pelas equipes está uma família de bugios formada por Baru (pai), Pequi (mãe) e Bacuri (filho).

O filhote nasceu durante o período de monitoramento e recebeu o nome após uma votação que reuniu mais de 270 participantes, entre trabalhadores da obra e integrantes da comunidade externa.

Desde então, a família continua sendo reencontrada durante as campanhas. Nos registros mais recentes, Bacuri apareceu interagindo com os pais, enquanto outros filhotes do grupo foram observados em momentos de brincadeira.

As imagens ajudam os pesquisadores a acompanhar o desenvolvimento dos animais e compreender melhor a dinâmica das famílias ao longo do tempo.

“A possibilidade de reencontrar os mesmos grupos ao longo das campanhas é muito importante porque permite acompanhar essas famílias no tempo. No caso de Baru, Pequi e Bacuri, seguimos registrando o grupo e reunindo informações que ajudam a compreender sua composição, o uso da paisagem e seus deslocamentos pelo corredor do Rio Sucuriú”, explica Carolina Garcia, bióloga e responsável técnica da Sauá Consultoria Ambiental.

HABITANTES DA MATA

A vida dos bugios e macacos-prego está diretamente ligada à continuidade da vegetação. Como vivem e se deslocam predominantemente pelas árvores, essas espécies dependem da conexão entre as copas para alcançar alimento, abrigo e outras áreas utilizadas pelos grupos.

Mãe e filhote bugio-pretoPai bugio-preto - Foto: Divulgação

Por isso, saber onde os animais estão e como circulam pelo território é uma informação importante para compreender a conectividade dos ambientes ao longo do corredor do Rio Sucuriú.

Além de sua importância como parte da fauna local, os primatas exercem funções fundamentais nos ecossistemas. Ao consumirem frutos e se deslocarem entre diferentes áreas, transportam e dispersam sementes, contribuindo para a regeneração da vegetação e para a diversidade das florestas.

A dependência que possuem de ambientes florestais também faz com que sejam considerados bioindicadores, já que a presença e a dinâmica desses animais podem ajudar a revelar as condições de conservação e conectividade das áreas onde vivem.

TECNOLOGIA ALIADA

Para acompanhar os animais, as equipes combinam diferentes métodos. O trabalho inclui observação direta em campo, armadilhas fotográficas – as chamadas câmeras-trap – e drones equipados com sensores termais.

Cada ferramenta oferece uma possibilidade diferente de observação. Enquanto o acompanhamento em solo permite registrar mais detalhes sobre o comportamento e a composição dos grupos, os drones ajudam a localizar animais em regiões onde a vegetação fechada dificulta a visualização.

Os números mostram a diferença no alcance das metodologias. Em aproximadamente 25 horas de busca ativa em campo, dois grupos foram identificados. Já em cerca de 24 horas de voo, os drones localizaram sete dos nove grupos conhecidos na área monitorada: seis de bugios e um de macacos-prego.

A tecnologia, no entanto, não substitui o trabalho realizado diretamente na mata. A combinação dos métodos permite ampliar a capacidade de localizar e reencontrar os animais durante as campanhas.

Nas próximas etapas, também está previsto o uso de GPS – telemetria em macacos-prego, recurso que poderá fornecer novas informações sobre os deslocamentos da espécie.

O trabalho técnico é desenvolvido pela Sauá Consultoria Ambiental, parceira do projeto Sucuriú e integrante do Grupo de Assessoramento Técnico (GAT) do Plano de Ação Nacional para a Conservação de Espécies Ameaçadas de Extinção da Ictiofauna, Herpetofauna e Primatas do Cerrado, Pantanal e Amazônia (PAN CERPAM), coordenado pelo ICMBio.

FAUNA DIVERSA

Embora os primatas sejam um dos principais focos do acompanhamento, o monitoramento também vem revelando a diversidade de outros animais presentes na região.

As câmeras instaladas no território já registraram espécies como tatu-canastra, anta, lobo-guará, tamanduá-bandeira e jaguatirica. Um grupo de queixadas com mais de 10 indivíduos também foi identificado.

A construção dessa base de informações permite acompanhar a fauna antes, durante e depois das intervenções previstas na região. Parte dos dados será utilizada para avaliar medidas de mitigação relacionadas às obras de captação de água e do emissário de efluentes tratados.

As intervenções exigirão alterações em trechos de vegetação próximos ao rio e podem criar descontinuidades no dossel – a camada formada pelas copas das árvores –, afetando especialmente espécies arborícolas.

Para reduzir esse impacto, estão previstas duas passagens superiores de fauna, estruturas suspensas com aproximadamente 180 metros de vão livre. A expectativa é de que elas ajudem a restabelecer a conexão entre os trechos de vegetação.

O monitoramento atual permitirá entender como os primatas utilizam a paisagem antes da implantação das estruturas, prevista para o primeiro semestre de 2027. Depois, as campanhas continuarão para verificar se os animais passam a utilizar as travessias e se elas cumprem a função de reconectar os ambientes.

Ao todo, estão previstas 20 campanhas de monitoramento ao longo de cinco anos, com quatro etapas realizadas anualmente.

RECONHECIMENTO

O uso de drones termais para localizar primatas em áreas de vegetação fechada também rendeu reconhecimento ao trabalho realizado no corredor do Rio Sucuriú. A iniciativa conquistou o Prêmio Destaques do Setor ABTCP 2026, na categoria Recursos Naturais e Bioeconomia.

Entre os pontos destacados estão o caráter não invasivo do monitoramento, o desenvolvimento de parâmetros específicos para detectar primatas e a combinação de diferentes metodologias para acompanhar os grupos e avaliar a conectividade da paisagem.

A entrega do prêmio está marcada para o dia 6 de outubro.

Diálogo

Os debates entre os candidatos ao Governo de MS estão ganhando mais... Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta quarta-feira (09)

09/09/2026 00h02

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Oscar Wilde - escritor irlandês

"Egoísmo não é viver à nossa maneira, mas desejar que os outros vivam como nós queremos”.

FELPUDA

Os debates entre os candidatos ao Governo de MS estão ganhando mais espaço para ataques do que para propostas capazes de convencer o eleitor. E, como não poderia deixar de ser, Eduardo Riedel, que lidera as pesquisas, virou o principal alvo dos adversários. Enquanto as críticas se multiplicam, os compromissos apresentados continuam tão vagos que parecem feitos de fumaça. Prometem mudanças, mas quase ninguém consegue descobrir como, quando ou com quais recursos. São propostas tão abstratas que se assemelham ao vento: todos dizem que existe, mas ninguém consegue ver.

Diálogo

Ecos

Senadores e deputados federais ouvidos pelo Correio do Estado se manifestaram sobre episódio envolvendo o ministro do STF Alexandre de Moraes e o empresário Daniel Vorcaro, relacionado à troca de mensagens atribuída aos dois. O caso ganhou diferentes interpretações.

Mais

O imbróglio tem um ministro da mais alta Corte do país e um dos personagens centrais das investigações sobre atuação do Banco Master. Como era de esperar, o assunto rapidamente ultrapassou os limites jurídicos e ganhou forte repercussão política.

DiálogoHenrique Figueiredo Dobashi, que hoje chega na casa dos 50 - Foto: Arquivo Pessoal

 

DiálogoDra. Letícia Piccinin - Foto: Arquivo Pessoal

Ilusão

Tem candidato por aí prometendo ao eleitor que, chegando a Brasília, fará e acontecerá em plenário. Só que por lá, votações seguem, em grande parte, orientações partidárias e acordos construídos pelas bancadas. A autonomia individual existe, mas tem limites bem conhecidos. Assim, prometer independência pode ser apenas uma forma de conquistar votos. O eleitor deve desconfiar de quem vende liberdade parlamentar, que nem sempre existe.

Projeto

Começou a tramitar na Assembleia Legislativa proposta que pretende tornar obrigatórias avaliações periódicas dos programas de políticas públicas de MS. A medida prevê acompanhamento dentro dos ciclos do PPA, da LDO e da LOA, com análise de custos, benefícios, eficiência e impactos sociais, econômicos e ambientais. A ideia, no papel, parece bastante interessante. O problema é que em  ano eleitoral, tal iniciativa acaba despertando desconfiança.

Impactos

O TCE-MS realizou visita institucional a Inocência para acompanhar os impactos do forte crescimento econômico do município sobre a arrecadação e os investimentos públicos. A agenda, coordenada pelo conselheiro Marcio Monteiro, incluiu reuniões com o prefeito Antonio Ângelo Garcia dos Santos e visitas a unidades da rede municipal de ensino. O município vive transformação provocada pela instalação de grande empreendimento de celulose, que elevou a arrecadação e também trouxe novas demandas.

ANIVERSARIANTES

Henrique Figueiredo Dobashi,
Alberto Pires Gonçalves,
Cláudia Mendes Saliba, 
Jackeline Akeme Yamanaka Hishie Nobu, 
Maria Helena Brancher,
Dr. Javan Ottoni Coimbra, 
Clemente Tolazzi,
Luiz Fernando Maricati,
Jaqueline Gabriel Finkler, 
Sérgio Rodrigues dos Santos,
José Lemos Monteiro,
Sérgio Oruê,
Sione Puleo Peralta,
Vanessa Santana Ferreira,
Ari Verbiske Amizo,
Raquel Massae Hosokawa,
José Ricardo Scaff,
Marcos Gunji Yamamoto,
Nair Kiyomi Sakai Arakaki,
Pamella Lauanny Rocha, 
Thiago Machado Grilo, 
Leila Fagundes Borges Teruel, 
Celina Gasparini Nachif, 
Dr. Eduardo Luiz Hindo, 
Dra. Carmen Sandra Mequi, 
Bruna Cerri, 
Donizete José Pereira,
Rumilda Pereira da Rosa Siqueira,
Oscar Luiz Pereira Brandão, 
Caroline de Abreu Figueiró, 
Fátima Barbosa Camillo, 
Emílio Cheade Ibrahim Elosta,
Fernanda Silva Martins,
Patricia de Souza Pereira Catanante,
Luiz Carlos Moreira,
Dra. Renata Aparecida Crema Botasso Tobias,
Sérgia Cardoso,
Kléber Corrêa de Souza,
Miguel Furtado de Lima,
Paulo Cezar Navega,
Leire Rodrigues de Oliveira Sayd Pinto,
Juraci Rodrigues de Carvalho,
Maria Aparecida Santana,
Dr. Luiz Alberto Lopes Verardo,
Mougli de Toledo Ribas, 
Aparecido da Cruz,
Rosa do Nascimento,
Yasukuni Kaida,
Arlete Ferreira Thomaz,
Leila Daher Moreira,
Helena Melo Sartori,
Magda de Fátima Diniz Mello,
Carla Helena Hofmann,
Jari Soares Cordeiro,
Rose Helene dos Santos,
Antônio Teófilo da Cunha,
Lenir Nascimento,
Wilma Dithmar de Souza,
Olinda Ferreira de Souza,
Ildevan Rodrigues de Souza,
Dilma Ferreira de Souza,
Fábio Ferreira de Andrade,
Helen Claudia Amorim,
Marcínio de Brito,
Tereza Cristina Brandão Nassif,
Idelfredo José de Oliveira,
Dr. Ricardo Yutaka Ota, 
Dr. Aclides Lunardi, 
José Damásio de Souza,
Mirlaine Rodrigues,
Adão Rodrigues Moreira,
Marlene Pereira de Souza,
Lidiane Dussel,
Fúlvia Teixeira,
Lorena Leite de Almeida,
Maria Salete Bueno Rios,
Terezinha Rufino,
Corina Pereira Lopes,
Teresa Cristina Moreira,
Karina Oliveira da Silva,
Rodrigo Teixeira Amaral,
Sandra Lúcia Gomes, 
Fernando Saddi Castro,
Márcia Gomes de Oliveira Tezani,
Alexandre Duarte da Silva,
Marcelo Almeida da Silva,
Nancy Gomes de Carvalho,
Caroline Simabuco Abdalla,
Amauri Aparecido da Silva,
Mione Lucas Hoscher Romanholi,
Juliana Tadano Miguita,
Viviane de Oliveira,
Letícia do Amaral Hetzel,
Liete Layza Jochins Uemura,
Elza Ornellas,
Jeanete Fernandes Moreira,        
Aparecido Scanferla,
Mário Macedo Mancini,             
Bernardo Rodrigues de Oliveira Castro,
Luiz Fernando Maia,
Sérgio Tonetto,
Maria Lúcia de Jesus Damásio,     
Derzi Matias Rodrigues,
Sandra Maria Chacha Poyer,        
Raphael de Almeida Cação,
Guilherme Azambuja Falcão Novaes,
Pedro Abdon Corrales Lopez.

Colaborou com Tatyane Gameiro

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