Correio B

EM LIVRO POLÊMICO

Princesa Diana ligou para Camilla e disse que teria "mandado alguém matá-la"

Princesa Diana ligou para Camilla e disse que teria "mandado alguém matá-la"

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30/06/2017 - 23h00
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A princesa Diana teria ligado para Camilla tarde da noite e feito a seguinte ameaça: “mandei alguém para matar você”.

A princesa teria feito a ligação porque estava zangada com a relação entre Camilla e o príncipe Charles, de acordo com uma biografia sobre a Duquesa da Cornualha.

The Duchess: The Untold Story, escrito pela biógrafa real Penny Junor, foi publicada essa semana e exibida em uma série pelo Daily Mail.

No trecho divulgado hoje pelo jornal, Junor escreve que Camilla Parker Bowles recebeu “várias ligações ameaçadoras e raivosas da princesa no meio da noite”.

Ela escreveu: “Sem dizer quem estava falando, ela disse, tranquilamente: Mandei alguém para matá-la. A pessoa está lá fora, no jardim. Olhe pela janela. Consegue vê-la?”.

Junor também afirma que Diana deixou “mensagens perturbadoras em pagers e secretárias eletrônicas”.

Ela escreveu que a princesa deixou uma dessas mensagens para seu secretário particular, Patrick Jephson, dizendo: “Nós sabemos onde você está, e sua esposa também sabe. Sei que você está sendo desleal comigo”.

Junor escreveu sobre o que Camilla passou depois que seu relacionamento com Charles foirevelado ao mundo.

“O assédio se intensificou”, disse ela. “Camilla tornou-se alvo de piadas lascivas, desenhos cruéis e manchetes sensacionalistas. Ela recebia ligações perturbadoras a qualquer hora do dia e da noite, cartas abusivas, e se tornou praticamente uma prisioneira. Ela passava a maior parte do seu tempo sozinha, numa casa grande, num país sem segurança”.

“A vida se tornou terrível para ela e para seus familiares mais próximos”.

“É difícil imaginar como alguém se recuperaria de tamanha humilhação pública. A maioria das pessoas teria sido esmagada por isso, mas Camilla internalizou sua dor e mostrou bravura”.

“Ela tem um incrível instinto de autopreservação, além de uma tendência a se esconder e não pensar em coisas muito problemáticas”.

“Ela também tem uma capacidade infalível de sorrir, mesmo em situações terríveis. O mesmo acontecia com seus familiares. Eles cerraram fileiras, mantiveram-se unidos e encorajados”.

Charles admitiu a verdade sobre seu relacionamento com Camilla numa entrevista de TV com Jonathan Dimbleby em 1994, um ano após Diana dar sua própria entrevista para Martin Bashir.

Correio B

Rede de restaurantes volta com pratos clássicos após pedidos nas redes

Campanha é estrelada pela atriz e humorista Dani Calabresa

09/03/2026 13h30

Clássicos voltam ao cardápio no Back to Outback

Clássicos voltam ao cardápio no Back to Outback Divulgação

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Após pedidos frequentes de consumidores nas redes sociais, a rede de restaurantes Outback Steakhouse anunciou o retorno temporário de cinco pratos que já fizeram parte do cardápio da marca no Brasil. A ação, chamada Back to Outback, traz de volta itens considerados clássicos pelos clientes e ficará disponível nas unidades da rede até o dia 10 de maio.

A campanha de divulgação conta com a participação da humorista e apresentadora Dani Calabresa, que aparece em um vídeo reagindo a comentários publicados por consumidores nas redes sociais pedindo o retorno de pratos antigos. O material está sendo veiculado nos canais digitais da empresa.

Segundo a rede, a escolha dos itens foi feita a partir de pesquisas com clientes e da análise de comentários e mensagens recebidas em plataformas digitais e canais de atendimento. A iniciativa busca responder às demandas do público que manifestou interesse na volta de determinadas opções.

Entre os pratos que retornam ao cardápio estão três opções de entrada. Uma delas é a Aussie Beef Quesadillas, preparada com pétalas da tradicional Bloomin’ Onion, tiras de filé-mignon, queijos e tomate. Outra é a Chook’n Dillas, versão da quesadilla recheada com frango temperado, bacon, cogumelos e queijos. Também volta ao menu a Ribs Rocker Crown, uma versão da costela servida em formato de coroa, acompanhada de macarrão com queijo cremoso e coberta com costela desfiada.

Para quem prefere hambúrguer, o cardápio passa a incluir novamente o Catupiry Madness Burger, preparado com hambúrguer de 200 gramas, disco empanado de Catupiry, maionese verde da casa, molho defumado e picles de cebola roxa no pão brioche.

Já entre as sobremesas, retorna o S’mores Outback, composto por base de cookie com gotas de chocolate, brigadeiro, marshmallow gratinado e calda de chocolate, servido quente.

De acordo com a empresa, os itens estão disponíveis em todas as unidades da rede no país por tempo limitado. No entanto, a Ribs Rocker Crown será servida apenas nos restaurantes físicos e não estará disponível para pedidos por delivery.

 

BIOGRAFIA

Livro lançado em Campo Grande fala do legado de Laucídio Coelho

"Um Legado Forjado entre Rios: A História de Laucídio Coelho", escrito por Kenneth Corrêa, reúne memórias familiares, entrevistas inéditas e documentos históricos sobre o empresário que ajudou a moldar Mato Grosso do Sul

09/03/2026 08h30

Montagem / Mariana Piell

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Na sexta-feira, o salão do Hotel Slaviero Prime, em Campo Grande, foi palco de um encontro entre história, memória e identidade sul-mato-grossense.

No local, fundado por um dos mais influentes empresários da região, ocorreu o lançamento do livro “Um Legado Forjado entre Rios: A História de Laucídio Coelho”, escrito pelo bisneto do pecuarista, o autor Kenneth Corrêa.

A escolha do cenário para o lançamento não foi casual. O hotel integra o conjunto de empreendimentos criados por Laucídio Coelho, figura central na formação econômica e social do antigo Mato Grosso e, posteriormente, de Mato Grosso do Sul.

A data também carrega um simbolismo especial: coincidiu com o aniversário de Kenneth e ocorreu justamente no ano em que o patriarca da família completaria 140 anos.

A obra propõe um mergulho na trajetória de um homem que, ao longo do século 20, construiu um império agropecuário, participou da formação de instituições econômicas e deixou marcas profundas no desenvolvimento regional.

Bisneto resgata a história da própria família e de Mato Grosso do Sul em biografia sobre Laucídio Coelho - Foto: Mariana Piell

O livro busca revelar histórias familiares, memórias e testemunhos que ajudam a compreender não apenas a vida de Laucídio, mas também as transformações de uma região que se consolidava como potência agropecuária.

Para Kenneth, o processo de escrita foi também uma jornada pessoal de redescoberta das origens. “O que eu aprendi não foi só sobre a história dele, mas sobre a história da família, que eu considero a minha história, as origens, a ancestralidade, as tradições. Já valeu demais essa jornada”, afirmou.

MEMÓRIAS

Um dos diferenciais da obra é o conjunto de entrevistas realizadas pelo autor com pessoas que conviveram diretamente com Laucídio Coelho. Muitas delas já estão na casa dos 90 anos, e seus relatos ajudam a preservar lembranças que, de outra forma, poderiam se perder com o tempo.

Entre os entrevistados estão antigos funcionários, amigos e familiares do pecuarista. Kenneth citou, por exemplo, depoimentos de pessoas que trabalharam com Laucídio ainda jovens e acompanharam o crescimento de seus negócios.

“Esse livro é inédito em muitas histórias porque eu fiz entrevistas com pessoas incríveis que estão com a gente aqui hoje. O seu Rubem Figueiró, na casa dos 90 anos, a Lacy, que é a caçula do Laucídio, na casa dos 90 anos, e um dos primeiros funcionários dele, Daniel Ávalo, também com cerca de 90 anos”, explicou.

Segundo o autor, essas vozes trazem um retrato mais humano do empresário, revelando aspectos do cotidiano, da liderança e da personalidade do homem que se tornaria conhecido como um dos maiores pecuaristas do País.

“REI DO GADO”

Kenneth Corrêa - Foto: Mariana Piell

Nascido em 1886, Laucídio Coelho cresceu em meio à vida rural e desde cedo se envolveu com a criação de gado. Ao se casar, em 1911, com Lúcia Martins, já tinha um rebanho significativo e iniciou um processo de expansão de suas propriedades.

Com o passar das décadas, consolidou-se como um dos maiores proprietários de terras da região. Suas fazendas chegaram a somar cerca de 1 milhão de hectares no Centro-Oeste brasileiro, dimensão que o colocaria entre os maiores latifundiários do mundo em seu tempo.

Esse crescimento não se deveu apenas à expansão territorial. Laucídio era reconhecido por sua visão empresarial e pela adoção de técnicas consideradas modernas para a época, como o uso de equipamentos agrícolas, formação de pastagens e estratégias logísticas para a condução de boiadas entre diferentes propriedades.

Uma das práticas que se tornaram célebres foi o sistema de fazendas distribuídas ao longo das rotas da boiada. Ao longo do percurso, animais cansados eram substituídos por outros mais fortes, garantindo que o rebanho chegasse ao destino em boas condições.

A estratégia, considerada sofisticada para o período, é frequentemente citada como exemplo de organização logística no campo.

Graças ao tamanho de seu rebanho e à influência econômica que exercia, Laucídio ganhou o apelido que atravessou gerações: “Rei do Gado”.

Uma história curiosa relatada por Kenneth ilustra bem como a fama do pecuarista ultrapassava fronteiras regionais.

Segundo o autor, após a morte de Laucídio, o então presidente da República Emílio Garrastazu Médici teria comentado com um de seus filhos, o político Lúdio Coelho, sobre as lendas que cercavam o tamanho do rebanho da família.

“Dizem que o Médici perguntou para ele: ‘Mas é verdade essa história do seu pai ser o rei do gado? Quantas cabeças de gado ele tinha?’”, contou Kenneth.

Segundo o relato, Lúdio teria respondido que o número girava em torno de 700 mil cabeças de gado, ao que o presidente teria reagido com surpresa: “Isso só de machos, né?”

LEGADO

Além da pecuária, Laucídio Coelho também atuou na criação de instituições e empresas fundamentais para o desenvolvimento regional.

Ele foi um dos responsáveis pela criação do primeiro frigorífico do Estado, o Frima, iniciativa que permitiu que a região deixasse de exportar apenas gado vivo e passasse a comercializar carne processada para grandes centros consumidores.

O empresário também participou da fundação do Banco Financial de Mato Grosso e esteve envolvido na criação de cooperativas e outras iniciativas econômicas. Ao longo das décadas, suas atividades ajudaram a impulsionar setores como a agropecuária, o comércio e os serviços.

Dentro da própria família, seu legado também se estendeu à política. Dois de seus filhos tiveram destaque na vida pública: Italívio Coelho, que atuou como deputado estadual e empresário, e Lúdio Coelho, que foi prefeito de Campo Grande e senador da República.

Segundo Kenneth Corrêa, essa combinação de empreendedorismo, influência política e participação em projetos estruturantes teve papel importante na construção do Estado.

“Se existe hoje um estado chamado Mato Grosso do Sul, é porque ele foi construído em cima de várias fundações. E eu fui descobrindo na pesquisa, nas entrevistas e nos documentos que o Laucídio teve um papel crucial”, afirmou.

IDENTIDADE REGIONAL

Para Kenneth Corrêa, a biografia não conta apenas a história de um empresário bem-sucedido. O objetivo principal é ajudar novas gerações a compreender o processo de formação da região. “Para saber para onde a gente está indo, precisamos saber de onde viemos”, resumiu o autor.

A obra reúne documentos históricos, fotografias de arquivo e relatos inéditos, compondo um mosaico que conecta a trajetória da família Coelho à história econômica e social de Mato Grosso do Sul.

Ao lançar o livro no hotel construído pelo bisavô, Kenneth buscou criar um elo simbólico entre passado e presente. O edifício, que continua em funcionamento no centro de Campo Grande, tornou-se uma espécie de cenário vivo da narrativa apresentada na obra.

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