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show histórico

Show do Guns N' Roses em Campo Grande já vendeu 30 mil ingressos

Apresentação marcada para 9 de abril no Autódromo Orlando Moura pode reunir até 40 mil pessoas e promete se tornar um dos maiores eventos musicais já realizados na capital sul-mato-grossense

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Com expectativa crescente, a capital sul-mato-grossense se prepara para receber o aguardado show do Guns N’ Roses, marcado para o dia 9 de abril, no Autódromo Internacional Orlando Moura. A apresentação já ultrapassou a marca de 30 mil ingressos vendidos e se aproxima rapidamente da capacidade máxima do espaço, estimada em cerca de 40 mil pessoas.

O ritmo acelerado das vendas confirma o impacto do evento e evidencia a expectativa do público por grandes espetáculos internacionais na cidade. Desde o anúncio oficial da apresentação, o interesse dos fãs foi imediato. No primeiro dia de vendas, mais de 20 mil ingressos foram comercializados em apenas uma hora, um número considerado histórico para eventos desse porte na capital.

Agora, com a marca de 30 mil entradas vendidas já superada, o evento caminha para lotação máxima e deve se consolidar como um dos maiores shows já realizados em Campo Grande, colocando a cidade na rota das grandes turnês internacionais.

PÚBLICO EXTERNO

Segundo a organização do evento, excursões estão sendo organizadas a partir de diferentes estados brasileiros. Além disso, fãs de países vizinhos da América do Sul também já confirmaram presença para assistir à lendária banda de rock na capital sul-mato-grossense.

A expectativa é que o show provoque um aumento significativo no fluxo de visitantes na cidade durante os dias que antecedem a apresentação. Setores como hotelaria, gastronomia, transporte e entretenimento devem sentir os efeitos positivos da movimentação turística impulsionada pelo evento.

Especialistas do setor de eventos destacam que apresentações internacionais desse porte costumam gerar impacto econômico relevante nas cidades que as recebem, estimulando desde o comércio até o turismo regional.

TURNÊ

O espetáculo em Campo Grande faz parte da nova turnê mundial da banda, intitulada Because “What You Want and What You Get Are Two Completely Different Things". Liderado por Axl Rose, Slash e Duff McKagan, o grupo promete trazer um repertório que atravessa décadas e reúne alguns dos maiores clássicos da história do rock.

Entre as músicas que costumam integrar as apresentações da banda estão sucessos como Sweet Child O’ Mine, Welcome to the Jungle, Paradise City e November Rain – canções que marcaram gerações e ajudaram a consolidar o grupo como um dos maiores nomes do rock mundial.

Fundada em Los Angeles no final da década de 1980, a banda conquistou fama internacional com uma sonoridade que mistura hard rock, blues e influências do punk, além de performances conhecidas pela energia e intensidade.

ABERTURA

Antes da atração principal subir ao palco, o público também poderá acompanhar o show da banda brasileira Raimundos, responsável pela abertura da noite.

Formado em Brasília na década de 1990, o grupo é conhecido por misturar rock pesado com elementos do forró e letras irreverentes. Entre os sucessos mais conhecidos da banda estão músicas como “Mulher de Fases”, “A Mais Pedida” e “Eu Quero Ver o Oco”.

A presença do Raimundos promete aquecer o público e preparar o clima para o espetáculo internacional que deve marcar a história cultural da cidade.

INGRESSOS DISPONÍVEIS

Mesmo com a forte procura registrada desde o início das vendas, ainda é possível garantir presença no evento. Os ingressos seguem disponíveis de forma online, por meio da bilheteria digital oficial.

Também há venda presencial no Shopping Bosque dos Ipês, onde funciona um ponto físico de comercialização de entradas. O atendimento ocorre de terça a domingo, das 14h às 20h, enquanto durarem os estoques destinados a esse formato de venda.

A organização alerta, no entanto, que a quantidade restante é limitada e que o público interessado deve se antecipar. Mantido o ritmo de vendas das últimas semanas, a expectativa é de que a lotação máxima seja atingida antes da data do espetáculo.

SERVIÇO

Show Guns N’ Roses
Data: 9 de abril 
Local: Autódromo Internacional Orlando Moura
Ingressos: online pela Bilheteria Digital, ou presencialmente no Shopping Bosque dos Ipês (terça a domingo, das 14h às 20h)

DIÁLOGO

O ninho tucano está praticamente às moscas, diante da revoada que aconteceu...Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta segunda-feira (16)

16/03/2026 00h01

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Mário Henrique Simonsen economista brasileiro

"Os pobres ficam ainda mais pobres quando têm de sustentar os burocratas nomeados supostamente para enriquecê-los".

FELPUDA

O ninho tucano está praticamente às moscas, diante da revoada que aconteceu, e com o restante dos "moicanos" se preparando para ver quem será o último a sair para apagar a luz. Outrora sigla poderosa, o PSDB acabou seguindo o mesmo caminho de outros partidos que reinaram por um bom tempo, mas que atualmente vivem escanteados, esquálidos e no "balão de oxigênio" político. Os mais teimosos, que continuam acreditando que poderão "sacudir a poeira e dar a volta por cima", estão pensando em uma fusão com outra sigla. É, pode até ser...

Diálogo

VIOLÊNCIA

A Polícia Federal fez "esparramo" no município de Colinas do Tocantins (TO) contra servidores públicos por violência política de gênero em âmbito eleitoral. O grupo de "barnabés" controlava redes sociais utilizadas para atacar uma vereadora com informações inverídicas.

MAIS

Os trabalhos policiais foram iniciados a partir de um discurso de agente público na abertura do ano legislativo, ocasião em que o dito-cujo teria ameaçado a vereadora, constrangendo-a no desempenho do seu mandato eletivo. A partir daí, o caldo entornou.

DiálogoMauricio Hota e Mari Coppolla - Arquivo Pessoal
DiálogoDra. Mariela Silveira e Rochele Silveira com a jornalista Fabiana Scaranzi

FOGO CRUZADO

Oficializando-se o cenário que aí está para a disputa ao governo de MS, alguns integrantes do time de Eduardo Riedel (PP) à reeleição dizem que ele ficará, durante a campanha eleitoral, "no meio de chumbo grosso". De um lado, segundo eles, estará Fábio Trad (PT) e trupe, "com ataques pesadíssimos", e, do outro, o deputado estadual João Henrique Catan, da direita conservadora, que dará continuidade ao uso da "metralhadora giratória" que atualmente carrega. E sai de baixo...

CANETADO

Com aliança política rompida desde as eleições de 2024, a prefeita Adriane Lopes vetou projeto do ex-prefeito e hoje vereador Marcos Trad. A proposta estabelecia a permanência de documentos relativos a contratos, convênios e outros instrumentos firmados pela prefeitura no Portal da Transparência, mesmo após o encerramento de sua vigência, por no mínimo cinco anos. Mas...

TOM

O PSB e o Partido Verde (PV) são as opções de pré-candidatos que não desejam ou não têm espaço no PT para a disputa eleitoral deste ano. As duas siglas são alinhadas à doutrina esquerdista e estarão caminhando juntas no pleito deste ano. Nos bastidores, adversários de políticos que estão buscando essas alternativas dizem que eles tentam fugir da classificação de "vermelhos radicais" para uma "coloração menos forte". Sei não...

ANIVERSARIANTES

  • Nelly Maksoud Rahe
  • Dr. Edgard Augusto Anderson Nasser
  • Maria Ignez Grassano Streicher de Souza
  • Wellington Achucarro Bueno
  • Nice Maria Souza Fontoura
  • Antônio Carlos Medeiros Veiga
  • Elizabete Pereira
  • Helena Satiko Ussui
  • Jefferson Ritter
  • Francisney Salomão Cunha
  • Luciana Munhoz Pereira Leite
  • José Vidal Flores
  • Ramão Tadeu da Costa
  • Sérgio Kimio Oikawa
  • Elva Barros Fontoura
  • Sônia Maria de Faria Pereira
  • Aymar Benedicto Sartori
  • Rosemary Maluf Fecner Victorio
  • João Carlos Teles dos Santos
  • José Wanderley Soares
  • Ticiana Birches Severino Soares
  • Roberto Bigolin
  • Dr. Norton Riffel Camatte
  • Ana Cristina do Nascimento Braga
  • Dr. Augusto Mariani Sobrinho
  • Maria Lucia Costa Metello
  • Eva Candida da Silva Neri
  • Dalva dos Santos Morais
  • Hordonês José Alves
  • Anna Paula de Morais Paiva
  • Olavo Mariano Mendes
  • Luis Ideneis de Godoy
  • Jussara Abrão
  • Lorenzo Tôrres Cintas
  • João Rodrigues Pereira
  • Domingos Sávio da Costa
  • Doglas Wendll Sorgatto
  • Dr. João Pedro de Souza Zardo
  • Maria Aparecida Rezende Barbosa
  • Carla Brito Ribeiro
  • Ailton de Oliveira
  • João Fernando Muller Soares
  • Elisabete Lubacheski de Aguiar
  • Silvia Regina Fattor
  • Maria Lúcia Borges Assumpção Gattass
  • Mauro André Katayama
  • Paulo Roberto Godoy
  • Dr. Everton Cristian Dias Perdomo
  • Ilma Gomes Dias
  • Arlete Hansen dos Santos
  • Walmir Gonçalves
  • Milton Félix Batista
  • Renata Furtado
  • Dirce de Souza Muniz
  • Leila Miriam Fajuri
  • Fábio Barbosa de Oliveira
  • Luciesse Rodrigues Freitas
  • Aida Richards de Castro
  • Wilson de Araujo
  • Alice da Silva Dias
  • José Marques de Souza
  • Myrian Guimarães Echague
  • Janayna Laura Santana Moreira
  • Rosângela Fúlvia Santos
  • Sonia Nacer de Souza
  • João Roberto Pereira Ximenes
  • Dr. Márcio Vasques Thibau de Almeida
  • Laurentino Santos Azambuja
  • Fernando Augusto Abdo Villalba
  • Elenira Flores Schimidt
  • José Abraham Castilho
  • Elza Francisca de Souza Maciel
  • Rubens Garcia Bueno
  • Edilio Cesar Centurion
  • Marlene Ferreira Lange
  • Alexandre Lopes Ribeiro
  • Leila Mamede Duarte
  • Eliane Cristina Ferreira
  • Tatiana Matos Freitas
  • José Mauro Rodrigues Bacha
  • Rosania Almeida dos Reis
  • Gilberto da Silva Gomes
  • Mauro Edson Macht
  • Reinan Bispo Sobral
  • Mila Gouveia Hans Carvalho
  • Ivete Saes Zana
  • Jurema Cabral Ortiz
  • Leonardo Lima dos Santos
  • Dália Kayoko Nishimura
  • Carolina Freitas Cardoso
  • Renato Rocha da Costa
  • Glaucir Loureiro Ribeiro
  • Pethula Emmanuelle de Castilho
  • Sabrina Cabrera
  • Gustavo Calabria Rondon
  • Talita Pereira Marcondes
  • Adib Carneiro Barbosa
  • Marco Antonio Paulo Maggio
  • Patricia Maria Vasques Garcete
  • Rafael Gonçalves da Silva Martins Chagas
  • Annamelia Ferreira de Castro
  • Clara Lúcia da Cunha Amaral Mello
  • Iara Silvia dos Reis Dutra Oliveira
  • Francisco Carlos Aranda
  • Luiz Egberg Penteado Anderson
  • Cristina Chahuan Tobji de Aquino
  • Wilian de Araújo Hernandez

*colaborou Tatyane Gameiro* 

Capa da semana Correio B+

Entrevista exclusiva com a atriz Sara Sarres que retorna ao Brasil com o musical 'Diana'

"Voltar ao Brasil para um projeto dessa dimensão é muito especial, porque reencontro não apenas o público, mas também uma parte importante da minha própria trajetória."

15/03/2026 16h30

Entrevista exclusiva com a atriz Sara Sarres que retorna ao Brasil com o musical 'Diana'

Entrevista exclusiva com a atriz Sara Sarres que retorna ao Brasil com o musical 'Diana' Foto: Franklin Maimone

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Depois de um período vivendo fora do Brasil, a atriz e cantora Sara Sarres retorna aos palcos nacionais para protagonizar o musical Diana – A Princesa do Povo, em cartaz no Teatro Multiplan, no Rio de Janeiro, e com temporada confirmada no Teatro Liberdade, em São Paulo, a partir de 14 de maio.

O reencontro com o teatro acontece em um momento de transformação pessoal e artística, marcado pelas experiências recentes de vida no exterior e pela maternidade. 

“O palco sempre foi um lugar de pertencimento para mim”, diz Sara. Depois de alguns anos vivendo fora do Brasil, voltar aos palcos tem um significado especial. “É quase como revisitar um lugar que sempre foi seu, mas com uma nova perspectiva.”

Nesse intervalo, Sara viveu experiências que impactaram sua forma de olhar para a profissão. A vida fora do país e a maternidade trouxeram novas camadas de maturidade e reflexão. “Retorno como uma artista transformada pelas experiências que vivi nesse período — pela vida no exterior, pela maternidade, por novos olhares sobre a profissão.”

No espetáculo, ela interpreta Diana, uma das figuras mais conhecidas da história recente e cuja imagem permanece fortemente presente na memória coletiva. O desafio, explica, está justamente em encontrar espaço para a construção da personagem dentro de uma figura tão amplamente conhecida.

“O maior desafio é respeitar essa memória coletiva sem ficar prisioneira dela. O meu trabalho não é imitar a Diana, mas revelar a mulher por trás do ícone.”

Interpretar personagens históricos ou amplamente conhecidos traz uma responsabilidade adicional, já que essas figuras já habitam o imaginário das pessoas. “Essas figuras já habitam o imaginário das pessoas”, observa.

Por isso, sua abordagem busca equilibrar respeito à história com a liberdade criativa do teatro. “Procuro buscar a essência da personagem e respeitar a história que ela representa, sem perder a liberdade criativa que o teatro também exige.”

Durante o processo de preparação para o musical, alguns episódios da vida da princesa tiveram impacto particular em sua leitura da personagem. Entre eles, o gesto de cumprimentar pacientes com HIV sem luvas, em uma época marcada por forte estigma, e a visita ao campo minado em Angola. “Esses episódios mostram uma mulher que vai além da figura midiática — uma mulher que transforma empatia em ação.”

Dividindo a vida entre dois países, Sara afirma que conciliar a vida fora do Brasil com um projeto de grande porte no país exige organização e adaptação. “Viver entre dois países exige organização prática e também uma certa elasticidade emocional.”

Ao mesmo tempo, voltar ao Brasil para protagonizar um espetáculo dessa dimensão tem um significado particular. “Voltar ao Brasil para um projeto dessa dimensão é muito especial, porque reencontro não apenas o público, mas também uma parte importante da minha própria trajetória.”

No palco, Sara espera que o público consiga enxergar Diana para além da imagem cristalizada ao longo dos anos. “Eu gostaria que o público enxergasse a mulher por trás do mito”, diz. Para ela, a trajetória da princesa reúne diversas camadas.

“Diana foi muitas coisas ao mesmo tempo: jovem, vulnerável, determinada, empática, estrategicamente inteligente.” A história da personagem, em sua visão, fala sobre identidade — e sobre encontrar a própria voz mesmo dentro de estruturas muito rígidas.

Sara Sarres é a Capa exclusiva do Correio B+, e em entrevista ao Caderno ela fala sobre sua nova estreia, retorno ao Brasil e maternidade.

Entrevista exclusiva com a atriz Sara Sarres que retorna ao Brasil com o musical A atriz Sara Sarres é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Franklin Maimone - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

CE - Depois de um período vivendo no exterior, o que significou, pessoal e profissionalmente, aceitar retornar temporariamente ao Brasil para protagonizar esse musical?
SS -
 Foi uma decisão muito significativa. Viver fora do país amplia o olhar sobre o mundo e sobre a própria carreira, mas voltar para protagonizar um projeto dessa dimensão no Brasil tem um valor emocional muito forte para mim.

O teatro musical brasileiro faz parte da minha história artística. Então, retornar para viver uma personagem como Diana, em um espetáculo dessa escala, é quase como revisitar as minhas próprias raízes. Ao mesmo tempo, volto como uma artista transformada pelas experiências internacionais e pela maternidade.

CE - Quando recebeu o convite para viver Diana, qual foi sua reação imediata? Houve entusiasmo, receio, responsabilidade?
SS -
 Foi uma mistura das três coisas. Primeiro veio o entusiasmo, porque é uma personagem fascinante do ponto de vista dramático. Logo depois veio a consciência da responsabilidade. Diana não é apenas uma figura histórica, ela permanece muito presente no imaginário coletivo.

Então houve também um certo respeito diante da dimensão simbólica do papel. Mas, para um ator, personagens complexos são exatamente aqueles que nos desafiam e nos fazem crescer.

CE - Diana é uma figura amplamente documentada, mas também muito projetada pelo imaginário coletivo. Como você equilibra fidelidade histórica e interpretação artística?
SS -
 Para mim, o ponto de equilíbrio está na humanidade. A pesquisa histórica é essencial: entrevistas, registros de arquivo, relatos de pessoas próximas. Isso cria uma base sólida. Mas, no palco, não estamos recriando um documentário. Estamos contando uma história viva.

Então procuro respeitar os fatos e os traços essenciais da personalidade dela, mas sempre buscando a verdade emocional da cena. O público não precisa ver uma imitação da Diana — ele precisa reconhecer a mulher por trás do mito.

CE - Sua preparação passou mais por pesquisa biográfica, técnica vocal ou mergulho emocional? Como foi organizar essas camadas?
SS -
 Foi um processo que precisou integrar essas três dimensões. A pesquisa biográfica trouxe contexto histórico e psicológico. A técnica vocal foi importante porque a Diana tinha uma forma de falar muito particular, quase íntima.

E o mergulho emocional foi essencial para compreender a trajetória dela — da jovem tímida que entra na monarquia à mulher que encontra sua própria voz. Essas camadas vão se organizando aos poucos. Não é um processo linear, é um diálogo constante entre estudo e experiência em cena.

CE - Existe um momento específico da vida de Diana que mais te mobiliza como atriz?
SS -
 Os momentos relacionados à maternidade me tocam profundamente. Diana tinha uma relação muito afetiva com os filhos e buscou criar uma proximidade que não era comum dentro da estrutura da família real. Como mãe, eu me conecto muito com essa dimensão dela.

Também me mobilizam os momentos em que ela decide usar sua visibilidade para causas humanitárias. Ali vemos uma transformação muito poderosa da personagem.

CE - Morando fora, você passou a observar o Brasil à distância. Esse olhar deslocado modifica sua relação com o público brasileiro ao voltar aos palcos?
SS -
 De certa forma, sim. Quando você vive fora, passa a perceber com mais clareza certas singularidades da cultura brasileira — a intensidade, a afetividade, a forma como o público se relaciona emocionalmente com o teatro. Voltar ao palco no Brasil sempre me lembra dessa troca muito viva entre artista e plateia. É uma relação calorosa, muito direta.

Entrevista exclusiva com a atriz Sara Sarres que retorna ao Brasil com o musical A atriz Sara Sarres é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Franklin Maimone - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

CE - Como a vivência internacional impactou sua disciplina, sua rotina de trabalho e sua visão de mercado?
SS - 
A experiência internacional amplia muito a perspectiva sobre os processos de trabalho. Você passa a conviver com diferentes formas de produção, diferentes ritmos e estruturas. Isso fortalece a disciplina e também traz uma consciência maior sobre o lugar do artista dentro de um mercado global. Ao mesmo tempo, reforça algo em que sempre acreditei: o trabalho artístico precisa de rigor, mas também de sensibilidade.

CE - A maternidade transformou sua forma de estar em cena? Interpretar uma mãe como Diana ganha outra dimensão depois do nascimento do Gael?
SS -
 Sem dúvida. A maternidade muda completamente a percepção emocional de muitas situações. Quando interpreto as cenas entre Diana e os filhos, existe uma camada de experiência que não vem apenas da imaginação. O amor materno tem uma força muito específica, muito visceral. Depois do nascimento do Gael, essas cenas passaram a ter um significado ainda mais profundo para mim.

CE - Conciliar um projeto dessa magnitude com casamento, filho pequeno e deslocamentos entre países exige que tipo de organização emocional?
SS -
 Exige muito diálogo e muita parceria familiar. Projetos artísticos dessa dimensão demandam entrega intensa, mas também aprendemos a construir uma rotina que preserve os vínculos mais importantes. Ter uma rede de apoio e um parceiro que compreende a natureza da vida artística faz toda a diferença.

CE - Diana lidou intensamente com exposição pública e pressão institucional. Como você, enquanto artista experiente, lida com a expectativa em torno de um papel tão simbólico?
SS -
 A expectativa existe, naturalmente. Mas procuro transformá-la em responsabilidade artística, não em pressão. Quando você se concentra na verdade da cena e no trabalho coletivo, o peso simbólico do personagem deixa de ser um obstáculo e passa a ser um estímulo.

CE - Ao longo da sua trajetória, você transitou por espetáculos de grande porte e universos muito distintos. O que este projeto te exige de novo?
SS -
 Cada personagem importante exige um novo tipo de escuta. No caso da Diana, o desafio está na delicadeza. É uma personagem que exige nuances muito finas — entre fragilidade e força, entre silêncio e exposição.

CE - Quando essa temporada terminar e você retornar à sua vida fora do Brasil, que transformação você imagina levar consigo?
SS -
 Acredito que cada personagem importante deixa uma marca. Diana é uma figura que nos lembra da força da empatia e da coragem de usar a própria voz. Imagino que levarei comigo uma consciência ainda maior sobre o impacto que pequenos gestos podem ter no mundo.


 

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