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Capa da semana Correio B+

Entrevista exclusiva com a atriz Sara Sarres que retorna ao Brasil com o musical 'Diana'

"Voltar ao Brasil para um projeto dessa dimensão é muito especial, porque reencontro não apenas o público, mas também uma parte importante da minha própria trajetória."

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Depois de um período vivendo fora do Brasil, a atriz e cantora Sara Sarres retorna aos palcos nacionais para protagonizar o musical Diana – A Princesa do Povo, em cartaz no Teatro Multiplan, no Rio de Janeiro, e com temporada confirmada no Teatro Liberdade, em São Paulo, a partir de 14 de maio.

O reencontro com o teatro acontece em um momento de transformação pessoal e artística, marcado pelas experiências recentes de vida no exterior e pela maternidade. 

“O palco sempre foi um lugar de pertencimento para mim”, diz Sara. Depois de alguns anos vivendo fora do Brasil, voltar aos palcos tem um significado especial. “É quase como revisitar um lugar que sempre foi seu, mas com uma nova perspectiva.”

Nesse intervalo, Sara viveu experiências que impactaram sua forma de olhar para a profissão. A vida fora do país e a maternidade trouxeram novas camadas de maturidade e reflexão. “Retorno como uma artista transformada pelas experiências que vivi nesse período — pela vida no exterior, pela maternidade, por novos olhares sobre a profissão.”

No espetáculo, ela interpreta Diana, uma das figuras mais conhecidas da história recente e cuja imagem permanece fortemente presente na memória coletiva. O desafio, explica, está justamente em encontrar espaço para a construção da personagem dentro de uma figura tão amplamente conhecida.

“O maior desafio é respeitar essa memória coletiva sem ficar prisioneira dela. O meu trabalho não é imitar a Diana, mas revelar a mulher por trás do ícone.”

Interpretar personagens históricos ou amplamente conhecidos traz uma responsabilidade adicional, já que essas figuras já habitam o imaginário das pessoas. “Essas figuras já habitam o imaginário das pessoas”, observa.

Por isso, sua abordagem busca equilibrar respeito à história com a liberdade criativa do teatro. “Procuro buscar a essência da personagem e respeitar a história que ela representa, sem perder a liberdade criativa que o teatro também exige.”

Durante o processo de preparação para o musical, alguns episódios da vida da princesa tiveram impacto particular em sua leitura da personagem. Entre eles, o gesto de cumprimentar pacientes com HIV sem luvas, em uma época marcada por forte estigma, e a visita ao campo minado em Angola. “Esses episódios mostram uma mulher que vai além da figura midiática — uma mulher que transforma empatia em ação.”

Dividindo a vida entre dois países, Sara afirma que conciliar a vida fora do Brasil com um projeto de grande porte no país exige organização e adaptação. “Viver entre dois países exige organização prática e também uma certa elasticidade emocional.”

Ao mesmo tempo, voltar ao Brasil para protagonizar um espetáculo dessa dimensão tem um significado particular. “Voltar ao Brasil para um projeto dessa dimensão é muito especial, porque reencontro não apenas o público, mas também uma parte importante da minha própria trajetória.”

No palco, Sara espera que o público consiga enxergar Diana para além da imagem cristalizada ao longo dos anos. “Eu gostaria que o público enxergasse a mulher por trás do mito”, diz. Para ela, a trajetória da princesa reúne diversas camadas.

“Diana foi muitas coisas ao mesmo tempo: jovem, vulnerável, determinada, empática, estrategicamente inteligente.” A história da personagem, em sua visão, fala sobre identidade — e sobre encontrar a própria voz mesmo dentro de estruturas muito rígidas.

Sara Sarres é a Capa exclusiva do Correio B+, e em entrevista ao Caderno ela fala sobre sua nova estreia, retorno ao Brasil e maternidade.

A atriz Sara Sarres é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Franklin Maimone - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

CE - Depois de um período vivendo no exterior, o que significou, pessoal e profissionalmente, aceitar retornar temporariamente ao Brasil para protagonizar esse musical?
SS -
 Foi uma decisão muito significativa. Viver fora do país amplia o olhar sobre o mundo e sobre a própria carreira, mas voltar para protagonizar um projeto dessa dimensão no Brasil tem um valor emocional muito forte para mim.

O teatro musical brasileiro faz parte da minha história artística. Então, retornar para viver uma personagem como Diana, em um espetáculo dessa escala, é quase como revisitar as minhas próprias raízes. Ao mesmo tempo, volto como uma artista transformada pelas experiências internacionais e pela maternidade.

CE - Quando recebeu o convite para viver Diana, qual foi sua reação imediata? Houve entusiasmo, receio, responsabilidade?
SS -
 Foi uma mistura das três coisas. Primeiro veio o entusiasmo, porque é uma personagem fascinante do ponto de vista dramático. Logo depois veio a consciência da responsabilidade. Diana não é apenas uma figura histórica, ela permanece muito presente no imaginário coletivo.

Então houve também um certo respeito diante da dimensão simbólica do papel. Mas, para um ator, personagens complexos são exatamente aqueles que nos desafiam e nos fazem crescer.

CE - Diana é uma figura amplamente documentada, mas também muito projetada pelo imaginário coletivo. Como você equilibra fidelidade histórica e interpretação artística?
SS -
 Para mim, o ponto de equilíbrio está na humanidade. A pesquisa histórica é essencial: entrevistas, registros de arquivo, relatos de pessoas próximas. Isso cria uma base sólida. Mas, no palco, não estamos recriando um documentário. Estamos contando uma história viva.

Então procuro respeitar os fatos e os traços essenciais da personalidade dela, mas sempre buscando a verdade emocional da cena. O público não precisa ver uma imitação da Diana — ele precisa reconhecer a mulher por trás do mito.

CE - Sua preparação passou mais por pesquisa biográfica, técnica vocal ou mergulho emocional? Como foi organizar essas camadas?
SS -
 Foi um processo que precisou integrar essas três dimensões. A pesquisa biográfica trouxe contexto histórico e psicológico. A técnica vocal foi importante porque a Diana tinha uma forma de falar muito particular, quase íntima.

E o mergulho emocional foi essencial para compreender a trajetória dela — da jovem tímida que entra na monarquia à mulher que encontra sua própria voz. Essas camadas vão se organizando aos poucos. Não é um processo linear, é um diálogo constante entre estudo e experiência em cena.

CE - Existe um momento específico da vida de Diana que mais te mobiliza como atriz?
SS -
 Os momentos relacionados à maternidade me tocam profundamente. Diana tinha uma relação muito afetiva com os filhos e buscou criar uma proximidade que não era comum dentro da estrutura da família real. Como mãe, eu me conecto muito com essa dimensão dela.

Também me mobilizam os momentos em que ela decide usar sua visibilidade para causas humanitárias. Ali vemos uma transformação muito poderosa da personagem.

CE - Morando fora, você passou a observar o Brasil à distância. Esse olhar deslocado modifica sua relação com o público brasileiro ao voltar aos palcos?
SS -
 De certa forma, sim. Quando você vive fora, passa a perceber com mais clareza certas singularidades da cultura brasileira — a intensidade, a afetividade, a forma como o público se relaciona emocionalmente com o teatro. Voltar ao palco no Brasil sempre me lembra dessa troca muito viva entre artista e plateia. É uma relação calorosa, muito direta.

A atriz Sara Sarres é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Franklin Maimone - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

CE - Como a vivência internacional impactou sua disciplina, sua rotina de trabalho e sua visão de mercado?
SS - 
A experiência internacional amplia muito a perspectiva sobre os processos de trabalho. Você passa a conviver com diferentes formas de produção, diferentes ritmos e estruturas. Isso fortalece a disciplina e também traz uma consciência maior sobre o lugar do artista dentro de um mercado global. Ao mesmo tempo, reforça algo em que sempre acreditei: o trabalho artístico precisa de rigor, mas também de sensibilidade.

CE - A maternidade transformou sua forma de estar em cena? Interpretar uma mãe como Diana ganha outra dimensão depois do nascimento do Gael?
SS -
 Sem dúvida. A maternidade muda completamente a percepção emocional de muitas situações. Quando interpreto as cenas entre Diana e os filhos, existe uma camada de experiência que não vem apenas da imaginação. O amor materno tem uma força muito específica, muito visceral. Depois do nascimento do Gael, essas cenas passaram a ter um significado ainda mais profundo para mim.

CE - Conciliar um projeto dessa magnitude com casamento, filho pequeno e deslocamentos entre países exige que tipo de organização emocional?
SS -
 Exige muito diálogo e muita parceria familiar. Projetos artísticos dessa dimensão demandam entrega intensa, mas também aprendemos a construir uma rotina que preserve os vínculos mais importantes. Ter uma rede de apoio e um parceiro que compreende a natureza da vida artística faz toda a diferença.

CE - Diana lidou intensamente com exposição pública e pressão institucional. Como você, enquanto artista experiente, lida com a expectativa em torno de um papel tão simbólico?
SS -
 A expectativa existe, naturalmente. Mas procuro transformá-la em responsabilidade artística, não em pressão. Quando você se concentra na verdade da cena e no trabalho coletivo, o peso simbólico do personagem deixa de ser um obstáculo e passa a ser um estímulo.

CE - Ao longo da sua trajetória, você transitou por espetáculos de grande porte e universos muito distintos. O que este projeto te exige de novo?
SS -
 Cada personagem importante exige um novo tipo de escuta. No caso da Diana, o desafio está na delicadeza. É uma personagem que exige nuances muito finas — entre fragilidade e força, entre silêncio e exposição.

CE - Quando essa temporada terminar e você retornar à sua vida fora do Brasil, que transformação você imagina levar consigo?
SS -
 Acredito que cada personagem importante deixa uma marca. Diana é uma figura que nos lembra da força da empatia e da coragem de usar a própria voz. Imagino que levarei comigo uma consciência ainda maior sobre o impacto que pequenos gestos podem ter no mundo.


 

Saúde Correio B+

Nutricionista e cientista social fala sobre ciência e escuta à mulher a partir dos 35 anos

"Passei a vida ouvindo mulheres dizerem que estavam bem quando não estavam e construí uma empresa para mudar isso".

28/09/2026 15h05

Nutricionista e cientista social fala sobre ciência e escuta à mulher a partir dos 35 anos

Nutricionista e cientista social fala sobre ciência e escuta à mulher a partir dos 35 anos Foto - Pinterest

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Vanessa Costa é nutricionista, cientista social e empresária. CEO-fundadora da NutrAlive, marca de suplemento alimentar para mulheres a partir dos 35 anos, ela criou a empresa para levar ao mercado e à comunicação a leitura que já fazia no consultório: a de que saúde da mulher não cabe só no exame.

“Eu nunca consegui olhar para a saúde da mulher só pelo prato ou pelo exame. Sempre olhei também para o contexto social: o que a sociedade espera dela, o que ela fala e o que ninguém pergunta”, explica.

“Eu via o mesmo padrão se repetir: mulheres competentes, informadas, que faziam tudo certo e mesmo assim não reconheciam as respostas do próprio corpo. O que faltava não era esforço delas, era explicação e escuta. Foi aí que eu entendi que a resposta que eu dava individualmente, no consultório, podia ser estruturada em formação de profissionais, conteúdo e comunidade”, Vanessa.

O suplemento alimentar da NutrAlive é uma dose diária de 6,5 g com 7 ativos: creatina (3000mg), vitamina D (20 μg), cálcio (500mg), beta-glucana (0,8 g), triptofano (200mg), ácido ortossilícico (0,5 mg) e extrato de cranberry (39 mg). A fórmula tem sabor natural de cranberry, sem conservantes, sem adoçantes artificiais e sem corantes. O produto é vendido na loja virtual própria da NutrAlive e na Amazon, com opção de assinatura mensal.

Natural do Rio de Janeiro (RJ), Vanessa Costa, 45, mora atualmente em São Paulo (SP). É casada e mãe de pet. Além da NutrAlive, é fundadora da MenoTech, criada em parceria com o professor e coordenador científico Kelvin Taporosky. A empresa capacita profissionais de saúde para o cuidado da mulher na menopausa, conecta esses profissionais às mulheres que buscam atendimento qualificado e apoia outras companhias a incluírem a saúde da mulher nessa fase em suas agendas de bem-estar. Vanessa também fundou uma comunidade que reúne mulheres que atravessam a transição, e é colunista da Gazeta de S. Paulo e do FitFeed, onde escreve sobre menopausa.

“A menopausa me escolheu antes de eu escolher o tema: ela apareceu na minha própria história como o assunto que ninguém tinha nomeado. Ali eu percebi que o problema não era falta de ciência — a ciência existe, é robusta e está publicada. O problema era falta de tradução e de escuta. Menopausa não é um evento clínico isolado: é um marco de longevidade que condiciona as décadas seguintes de saúde óssea, cardiovascular, metabólica e cognitiva da mulher”, completa.

Nutricionista e cientista social fala sobre ciência e escuta à mulher a partir dos 35 anosVanessa Costa - Divulgação

 

CLÁSSICO

Ópera italiana "Cavalleria Rusticana" será apresentada no Teatro Glauce Rocha

Espetáculo do Coro Lírico Cant'Arte e da Companhia de Ópera do Pantanal será apresentado amanhã e nesta quarta-feira, com entrada solidária de 1 quilo de alimento não perecível

28/09/2026 10h15

A obra de Pietro Mascagni retrata uma cena do intermezzo da ópera

A obra de Pietro Mascagni retrata uma cena do intermezzo da ópera "Cavalleria Rusticana", com dois personagens em trajes tradicionais italianos dançando em uma rua de arquitetura clássica Wikimedia

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A música clássica e o teatro se encontram em Campo Grande amanhã e nesta quarta-feira, com a apresentação de “Cavalleria Rusticana”, ópera de Pietro Mascagni, no Teatro Glauce Rocha.

O espetáculo, realizado pelo Coro Lírico Cant’Arte e pela Companhia de Ópera do Pantanal, começa às 19h30min nos dois dias. A entrada é solidária, mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível.

Estreada em 1890, em Roma, “Cavalleria Rusticana” é uma ópera em ato único e uma das obras mais conhecidas do chamado verismo italiano, corrente que ganhou força no fim do século 19, ao buscar representar personagens populares, conflitos sociais e situações marcadas por paixões intensas e consequências trágicas.

Com libreto de Giovanni Targioni-Tozzetti e Guido Menasci, a obra foi baseada na novela e na peça homônimas do escritor italiano Giovanni Verga.

A história se passa em um povoado da Sicília, no sul da Itália, durante o Domingo de Páscoa, e acompanha um triângulo amoroso que envolve desejo, ciúme, traição e vingança.

A trama começa com o retorno do soldado Turiddu ao povoado. Antes de partir para a guerra, ele mantinha um relacionamento com Lola, mas, durante sua ausência, ela se casou com Alfio, um carreteiro. De volta à cidade e diante do casamento da antiga paixão, Turiddu se envolve com Santuzza, uma jovem camponesa.

O relacionamento, porém, não se desenvolve de maneira tranquila. Santuzza percebe que Lola continua a se aproximar de Turiddu e passa a desconfiar de uma nova traição. A situação se agrava quando ela revela suas suspeitas a Alfio, que reage com fúria e decide confrontar o rival.

Paixão e ciúme

A ópera se desenvolve ao longo de um único ato, acompanhando os acontecimentos de um Domingo de Páscoa. Enquanto a população se reúne para a celebração religiosa, Santuzza procura Mamma Lucia, mãe de Turiddu, para falar sobre o sofrimento provocado pelo relacionamento.

A jovem conta que Turiddu amava Lola antes de ir para o exército e que, após retornar, passou a se relacionar com ela. Santuzza acredita, porém, que Lola voltou a seduzi-lo.

Quando Turiddu aparece, Santuzza tenta o convencer a não a abandonar. O diálogo entre os dois não resolve o conflito e a situação culmina na revelação feita por Santuzza a Alfio. A partir daí, o confronto entre os dois homens se torna inevitável.

Após a missa, os moradores se reúnem na taverna de Mamma Lucia. Turiddu oferece vinho aos presentes, mas Alfio se recusa a beber, fazendo uma referência à suposta traição de sua esposa. O confronto termina com o desafio para um duelo.

Antes de enfrentar Alfio, Turiddu pede a Mamma Lucia que cuide de Santuzza. O duelo acontece fora de cena e, pouco depois, uma mulher chega trazendo a notícia de que Turiddu foi morto.

Verismo

A estreia de “Cavalleria Rusticana” ocorreu em 17 de maio de 1890, no Teatro Costanzi, em Roma. A obra se tornou um marco do verismo, vertente da ópera italiana associada à representação de histórias mais próximas da realidade cotidiana e de personagens de origem popular.

Em vez de protagonistas ligados à nobreza ou a acontecimentos históricos grandiosos, a obra de Mascagni apresenta camponeses e trabalhadores envolvidos em conflitos pessoais. A narrativa também se caracteriza pela intensidade das emoções e pela presença de um desfecho trágico.

A ópera tem cinco personagens principais: Santuzza, soprano dramático ou mezzo-soprano, camponesa; Turiddu, tenor, aldeão recém-chegado do exército; Mamma Lucia, contralto ou mezzo-soprano dramático, mãe de Turiddu; Alfio, barítono, carreteiro; e Lola, mezzo-soprano, esposa de Alfio.

Em Campo Grande, a montagem será apresentada pelo Coro Lírico Cant’Arte e pela Companhia de Ópera do Pantanal, levando ao palco uma das obras fundamentais do repertório operístico italiano.

A apresentação conta com patrocínio do Correio do Estado, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Sesc-MS, APR Engenharia Elétrica e Consultoria, Concha Móveis, In Dó e Festa Fácil.

O apoio é da Academia Feminina de Letras e Artes de Mato Grosso do Sul (Aflams), da Casa de Ensaio, da Igreja Messiânica Mundial do Brasil e da Premier Viagens.

>> Serviço

“Cavalleria Rusticana”

Data: amanhã e nesta quarta-feira.
Horário: às 19h30min.
Local: Teatro Glauce Rocha, Campo Grande.
Entrada: 1 kg de alimento não perecível.

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