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Tábuas de corte: conheça os principais tipos e como higienizá-los corretamente

Especialista orienta sobre cuidados essenciais com tábuas de madeira, plástico, vidro e bambu para garantir segurança alimentar na cozinha

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Presentes na rotina da cozinha, as tábuas de corte são utensílios estratégicos para o preparo dos alimentos, mas também podem se tornar focos de contaminação quando não higienizadas de forma adequada. Cada material exige cuidados específicos para evitar a proliferação de bactérias e o risco de contaminação cruzada.

O B+ falou com Jéssica Benazzi, nutricionista do Divino Fogão, reforça a importância de escolher corretamente o tipo de tábua e adotar práticas eficientes de limpeza e conservação, alinhadas às boas práticas de segurança alimentar, confira:

Tábuas de madeira
Tradicionais e muito utilizadas no preparo de carnes e legumes, as tábuas de madeira demandam atenção redobrada, já que sua superfície porosa pode absorver líquidos e resíduos. A recomendação é lavá-las imediatamente após o uso, com água corrente e detergente neutro, utilizando uma escova para alcançar os sulcos. Para higienização mais profunda, pode-se aplicar uma solução de água com vinagre ou bicarbonato de sódio. É fundamental deixá-las secar completamente em local ventilado, evitando o acúmulo de umidade.

Tábuas de plástico
Práticas e amplamente utilizadas no dia a dia, as tábuas de plástico são menos porosas, porém tendem a acumular microfissuras com o uso contínuo. Devem ser lavadas com água quente e detergente neutro após cada utilização e, sempre que possível, higienizadas com solução clorada própria para alimentos. A substituição periódica é indicada quando houver muitos riscos ou desgaste visível.

                                                 Tábuas de corte: conheça os principais tipos e como higienizá-los corretamente - Divulgação

Tábuas de vidro
Embora sejam fáceis de limpar e não absorvam resíduos, as tábuas de vidro exigem cuidado especial no manuseio. A higienização pode ser feita com água, detergente e esponja macia, seguida de enxágue abundante. Apesar da praticidade, esse tipo de tábua não é o mais indicado para uso frequente, pois pode danificar facas e comprometer a eficiência no preparo.

Tábuas de bambu
Consideradas uma alternativa sustentável, as tábuas de bambu apresentam menor porosidade em comparação à madeira tradicional. A limpeza deve ser feita logo após o uso, com água e detergente neutro, evitando longos períodos de imersão. A secagem completa também é essencial para preservar a durabilidade e evitar a proliferação de microrganismos.

Para mitigar riscos, a orientação é utilizar tábuas diferentes para alimentos crus e prontos para consumo, reduzindo a possibilidade de contaminação cruzada. A manutenção adequada desses utensílios contribui diretamente para a qualidade dos ingredientes e para uma operação mais segura na cozinha, seja no ambiente doméstico ou profissional.

“Tábuas mal higienizadas podem acumular bactérias como Salmonella e E. coli, especialmente após o corte de carnes cruas. Esses microrganismos sobrevivem em superfícies contaminadas e representam riscos significativos à saúde. A escolha correta do material, aliada a uma rotina de limpeza eficiente e à substituição no momento adequado, é uma medida simples, mas estratégica, para garantir segurança alimentar e preservar a integridade das preparações”, reforça a especialista.

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Saiba a diferença, pós e contras entre bacharelado e licenciatura para escolher a sua graduação

O diretor nacional da Prepara IA, descomplica conceitos e reforça a importância de alinhar a escolha acadêmica ao projeto de vida

21/02/2026 15h00

Saiba a diferença, pós e contras entre bacharelado e licenciatura para escolher a sua graduação

Saiba a diferença, pós e contras entre bacharelado e licenciatura para escolher a sua graduação Foto: Divulgação

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Decidir qual graduação fazer ainda é um dos maiores dilemas para jovens que estão ingressando no ensino superior. Para apoiar estudantes nesse momento decisivo, Leonardo Andreoli, diretor nacional da Prepara IA, explica, de maneira objetiva e acessível, as diferenças entre bacharelado e licenciatura, formatos de cursos que geram dúvidas para aqueles que buscam uma graduação para começar 2026 com o pé direito.  

“Muitos jovens escolhem a graduação sem ter clareza sobre as diferenças entre os formatos. Por isso, é importante considerar fatores como estilo de vida desejado, rotina profissional e objetivos de longo prazo para que a escolha seja segura e coerente com os sonhos de cada um”, revela Leonardo.

Sobre a escolha: 

Segundo o especialista, o bacharelado proporciona uma formação mais ampla, voltada para o mercado de trabalho e para múltiplas áreas de atuação, incluindo empresas, consultorias, indústria e pesquisa.

Os cursos desta categoria têm foco na teoria e prática da profissão escolhida, como Direito, Fisioterapia, Administração e Marketing. Uma das vantagens para quem opta por este tipo de graduação é ter mais vagas para atuação no setor público e privado, proporcionando mais empregabilidade no ambiente corporativo.

Já a duração dos cursos, que costumar ser de quatro anos, pode ser um ponto negativo para quem busca uma especialização mais curta. Outra desvantagem que pode ser destacada é a exigência de estudos complementares, como estágios obrigatórios e cursos extras.

A licenciatura:

A licenciatura tem como objetivo aprender para ensinar seu ofício em sala de aula, com disciplinas pedagógicas e estágio supervisionado que fortalecem a prática docente. Os cursos para esta modalidade variam entre Matemática, Física, Educação Física e Ciências Biológicas, por exemplo.

Para estudantes que querem se especializar em alguma área para ministrar aulas, como Psicologia e Pedagogia, é recomendado concluir pós-graduação ou mestrado após a conclusão da licenciatura.

No mercado de trabalho, quem opta por licenciatura encontra alta demanda em diversas redes de ensino, especialmente em STEM, que são carreiras em Física, Química, Tecnologia, Engenharia e Ciência.

Porém, uma das desvantagens deste tipo de formação é a limitação de atuação, que é destinada para a educação. Além disso, a competitividade de salários pode ser um ponto a ser analisado neste tipo de carreira.

“É necessário apoiar os jovens e adultos na construção de carreiras sólidas e alinhadas às novas demandas do mundo do trabalho. Quando o aluno compreende o que cada opção oferece, ele ganha autonomia para construir a própria trajetória. É essa visão de futuro que queremos estimular. Dessa forma, a Prepara IA conta com um portfólio robusto de cursos com metodologia de inteligência artificial para que o aluno saia de dentro da sala de aula preparado para os desafios do ambiente corporativo”, finaliza.

Cinema Correio B+

Explorando Mel Brooks: A Memória de um Gênio da Comédia

Um documentário sobre humor, amizade, perdas e o peso de sobreviver ao próprio legado

21/02/2026 13h00

Explorando Mel Brooks: A Memória de um Gênio da Comédia

Explorando Mel Brooks: A Memória de um Gênio da Comédia Foto: Divulgação

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O documentário Mel Brooks: The 99 Years Old Man! nasce menos como uma homenagem clássica e mais como um gesto de urgência. Não a urgência do mercado, mas a do tempo. Mel Brooks completa cem anos em 28 de junho de 2026, e sua trajetória atravessa praticamente toda a história do entretenimento moderno.

Do rádio à televisão, do cinema de estúdio à Broadway, da sátira política ao besteirol absoluto, Brooks não apenas acompanhou transformações culturais profundas como ajudou a provocá-las.

A decisão de registrar essa memória em vida parte de Judd Apatow, um dos nomes centrais da comédia norte-americana contemporânea. Apatow não se aproxima de Brooks como um biógrafo distante nem como um crítico do presente julgando o passado.

Ele se coloca como fã. Seu cinema e sua televisão foram moldados por uma ideia de liberdade criativa que Brooks ajudou a instaurar: a de que o humor pode ser grosseiro, político, autorreferente e profundamente humano ao mesmo tempo.

Mel Brooks costuma ser definido como o inventor do besteirol, mas essa etiqueta nunca deu conta de sua complexidade. Seu humor nasce do vaudeville, do humor judaico, da paródia consciente de gêneros clássicos e da sátira como ferramenta de enfrentamento.

Quando Brooks desmonta o faroeste, o terror ou o musical, ele não está apenas rindo do cinema, mas expondo as estruturas de poder, moral e exclusão que esses gêneros carregam. O riso, para ele, sempre foi uma forma de sobrevivência.

A série se divide em três episódios que não seguem uma cronologia rígida, mas um percurso emocional. O primeiro revisita sua formação, a experiência como soldado na Segunda Guerra Mundial e a entrada no humor televisivo.

O segundo mergulha no auge criativo, quando Brooks redefine a paródia no cinema e se consolida como uma figura incontornável de Hollywood. O terceiro é o mais delicado e, talvez, o mais poderoso. Ele fala de envelhecer, de perder amigos, de vaidade, arrependimentos e da estranheza de se tornar um monumento ainda em vida.

A recepção crítica foi majoritariamente entusiasmada justamente por essa recusa em suavizar o passado. O documentário não tenta “atualizar” Mel Brooks nem pedir desculpas por ele. Há piadas que não entram. Há contextos explicados. Mas nunca existe a sensação de censura retrospectiva.

Explorando Mel Brooks: A Memória de um Gênio da ComédiaExplorando Mel Brooks: A Memória de um Gênio da Comédia - Divulgação

O próprio Brooks comenta, com lucidez e ironia, o que hoje não faria mais e aquilo que jamais abriria mão. O filme confia na inteligência do espectador para lidar com o desconforto.

Um dos núcleos emocionais mais fortes da série está na relação entre Brooks e Carl Reiner. Os dois foram melhores amigos, parceiros criativos e quase uma entidade única por décadas.

A presença de Rob Reiner, filho de Carl, adiciona uma camada inesperada de emoção. Seus depoimentos foram exibidos poucas semanas após o assassinato de seu filho, uma dor que não é verbalizada diretamente, mas atravessa cada gesto, cada silêncio.

A decisão de Apatow de não editar essas falas para “contextualizar” o luto é essencial. Qualquer tentativa de ajuste quebraria a integridade do registro. O que se vê é um documentário que aceita a dor como parte da vida, sem moldura explicativa.

Isso dialoga profundamente com a própria condição de Mel Brooks, um homem que sobreviveu à maioria de seus contemporâneos e precisa conviver com essa solidão tardia.

Outro aspecto raro é a franqueza com que Brooks fala de sua vida pessoal. Ele se reconhece como um pai ausente, absorvido pelo trabalho e pelo ego criativo. Fala de seu casamento com Anne Bancroft com uma mistura de devoção e insegurança.

Ele a amava intensamente, mas admite o ciúme do talento e do reconhecimento dela. Essa honestidade desmonta a imagem do gênio confortável e revela um homem cheio de contradições, afetos desorganizados e vaidades nunca completamente resolvidas.

Mesmo com piadas datadas e referências que hoje soam politicamente incorretas, o documentário se impõe como um registro essencial. Não porque tenta absolver Mel Brooks, mas porque entende sua importância estrutural. Ele não apenas fez rir. Ele ensinou que o riso pode ser uma forma de enfrentamento do trauma, da opressão e do absurdo do poder.

No fim, Mel Brooks: The 99 Years Old Man! não é apenas o retrato de um comediante lendário, mas de um homem que se recusa a agir de acordo com a sua idade. Não por negação do tempo, mas por fidelidade a si mesmo. Rir, para Mel Brooks, nunca foi um gesto juvenil. Sempre foi um gesto de sobrevivência.

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