Economia

CRIANÇAS

Plano de previdência: É preciso aproveitar o fator tempo

Plano de previdência: É preciso aproveitar o fator tempo

Redação

09/10/2010 - 00h05
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Muitas famílias começam a se preocupar desde cedo com o futuro financeiro das crianças. Tanto é assim que planos de previdência voltados para esse público começam a ganhar cada vez mais espaço.

Pesquisa feita pela Brasilprev mostra que a base de clientes de planos júnior da empresa, voltados para pessoas de 0 a 21 anos de idade, cresceu 10% em apenas um ano. “Tal comportamento mostra que os responsáveis financeiros sabem que a previdência privada é um investimento de longo prazo”, afirmou o gerente de Clientes e Mercado da Brasilprev, Sandro Bonfim.

O valor médio das contribuições dos planos também cresceu e passou de R$ 93, em 2009, para R$ 100 neste ano. A pesquisa ainda mostra que os planos são contratados, em 89% dos casos, pelos pais dos beneficiados, seguidos pelos avós, com 7%. O levantamento indica que a idade média dos beneficiados foi reduzida. No período de 2008 para 2010, a idade média das crianças beneficiadas pelos planos caiu de 12 para 10 anos.

A família utiliza o fator tempo para garantir, essencialmente, a educação dos beneficiados, apontou outra pesquisa feita há dois anos pela Brasilprev.

Pensando no futuro
Para o especialista em educação financeira, Álvaro Modernell, o espaço dos planos de previdência para crianças ainda é muito tímido, uma vez que os brasileiros ainda são pouco adeptos à educação financeira. Contudo, ele acredita que esse tipo de plano é uma forma de desenvolver na criança atitudes que a tornarão um adulto consciente e responsável com o próprio dinheiro.

“Investir em um plano de previdência para as crianças é muito positivo, porque a família utiliza o fator tempo a seu favor”, afirma o especialista. “Via de regra, o tempo compensa todo o aspecto negativo de um investimento”.

Para Modernell, quanto mais cedo a família se preocupar com essa questão, melhor. “Quanto maior o tempo de investimento, menor a incidência de tributos e maior o rendimento”, explica.

E nada de esconder o plano da criança. Muitos pais costumam comunicar sobre a existência desse investimento quando os filhos já estão crescidos. Modernell aconselha adotar postura contrária. “Falar sobre essas questões desde cedo ajuda a criança desenvolver o interesse por elas. E isso só contribui para que elas se tornem adultos conscientes”, explica.

Quanto custa
Na Brasilprev, é possível adquirir um plano de previdência Júnior VGBL por R$ 25. "E o cliente ainda pode optar por alocar a totalidade ou parte dos recursos nos fundos Ciclo de Vida, que acompanham as fases da vida do cliente ajustando automaticamente sua composição entre fundos de renda fixa e variável ao longo do tempo e, assim, maximizando os retornos", explica Bonfim.

No plano de previdência do Santander/Real, o Prev Educar, o cliente aplica mensalmente um valor mínimo de R$ 70. Ao final do investimento, ele pode escolher entre retirar a quantia toda de uma vez ou receber uma renda fixa todo o mês. "Desenvolvemos o Prev Educar como uma opção rentável para quem deseja adquirir o hábito de poupar e investir na formação profissional de seus filhos", explicou o diretor executivo de Previdência, Seguros e Capitalização do Santander, Gilberto Abreu.

Planos para crianças
De acordo com os últimos dados da Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida), a arrecadação da previdência privada aberta atingiu R$ 3,9 bilhões - um crescimento de 27,33%, na comparação com julho. No resultado acumulado, de janeiro a agosto, os planos individuais obtiveram o melhor desempenho com arrecadação de R$ 22,7 bilhões, um crescimento de 22,79%. Somente os planos para menores arrecadaram R$ 897,9 milhões neste ano, conforme os dados.

A Brasilprev ficou em segundo lugar no ranking de arrecadação, que cresceu entre julho e agosto 22,19%. O Bradesco Vida e Previdência ficou em primeiro lugar. Seus planos de previdência arrecadaram 33,69% a mais em agosto. O Itaú Vida e Previdência registrou crescimento de 16,72% e ficou na terceira colocação. Já o Santander Seguros registrou aumento de 11,29% e a Caixa Vida e Previdência ficou em 6,66%, ficando em quarto e quinta colocações.
 

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