Influenciado pela queda das ações de Petrobras e bancos, o principal índice da Bolsa brasileira fechou esta segunda-feira (28) em leve queda, com dados positivos vindos da China sendo ofuscados pelo fraco desempenho do setor imobiliário dos Estados Unidos.
O Ibovespa caiu 0,22%, para 57.695 pontos. O giro financeiro foi de R$ 4,9 bilhões, abaixo da média diária para o mês, de R$ 5,536 bilhões.
As ações preferenciais (sem direito a voto) da Vale subiram 1,42% (a R$ 29,36 cada). Os papéis das siderúrgicas também subiram. Todos refletiram a divulgação de dados na China que mostraram o fortalecimento do lucro das companhias no principal parceiro comercial do Brasil. A China é o maior destino das exportações da Vale, por exemplo.
Na cena interna, porém, o mercado voltou a reduzir, pela nona semana consecutiva, a projeção de crescimento da economia brasileira, mostrou a pesquisa Focus do Banco Central.
A mediana das estimativas para a expansão do PIB (Produto Interno Bruto) ficou em 0,90%, contra 0,97% na semana anterior.
"Os bancos e a Petrobras influenciaram negativamente o Ibovespa hoje. Não há notícias que justifiquem esse movimento, que, ao meu ver, reflete um ajuste natural do mercado, é questão técnica", diz Raphael Figueredo, analista da Clear Corretora.
As ações preferenciais da Petrobras perderam 1,66% (a R$ 20,15 cada). No setor financeiro, o Itaú cedeu 0,67%, o Banco do Brasil caiu 0,61% e o papel preferencial do Bradesco teve desvalorização de 1,02%.
"A tendência de curto prazo para o Ibovespa continua positiva. O índice, no entanto, vai ser influenciado pela reunião do Fomc [comitê de política monetária do banco central dos Estados Unidos], na quarta, e pelos dados oficiais do mercado de trabalho americano, na sexta", completa Figueredo, que vê chance de o Ibovespa chegar aos 63.000 pontos.