“Era uma média de 20 veículos por dia. Agora, lavo três, quatro”, comparou Valdir Garcia, dono de um lava a jato no Indubrasil, o maior polo empresarial de Campo Grande. A retração do negócio é um dos termômetros da desaceleração do ritmo da produção das empresas locais – a maior parte dos clientes de Garcia é formada por funcionários dos estabelecimentos do polo. Com o desaquecimento da economia, as empresas precisaram cortar parte de seu quadro de funcionários e, em alguns casos, até mesmo fechar as portas.
De acordo com a Prefeitura de Campo Grande, no Polo Oeste ou Indubrasil, há 123 empresas. A administração municipal não informou quantas estão desativadas. No entanto, levantamento feito pelo Correio do Estado verificou que há oito empresas fechadas – a maioria já está inativa há alguns anos, mas ao menos duas teriam encerrado ou suspendido as atividades nos últimos meses.
Entre as empresas que não fecharam as portas, há as que reduziram o número de empregados. É o caso, por exemplo, da Minasul (produz reservatório metálico), que contabiliza queda de 40% nas vendas, segundo estimou um dos sócios da empresa Maciel da Silva Moraes. “Na linha de produção, tínhamos seis funcionários. Agora, temos quatro”, afirmou. Ele acrescentou que as encomendas têm se restringido às “situações emergenciais”. “Só quando é urgência mesmo. Quando, por exemplo, o gado está passando sede e o produtor precisa fazer confinamento de água”, afirma.
*A reportagem, de Osvaldo Júnior, está na edição de hoje do Jornal Correio do Estado.