A Prefeitura de Campo Grande está finalizando pacote de austeridades para reduzir o deficit mensal do município, que fechou março em R$ 34 milhões.
As medidas, que envolvem corte severo na folha de pagamento, incluindo demissão de comissionados, e custeio da máquina, porém, seriam desnecessárias caso o índice de inadimplência de impostos não fosse tão expressivo na Capital.
A afirmação é do secretário municipal de Finanças e Planejamento, Pedro Pedrossian Neto, que participou, na tarde de ontem, de audiência pública para discutir a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o exercício de 2018.
O secretário citou, como exemplo, a dívida estimada em R$ 170 milhões somente de Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) de instituições bancárias.
“Não vou detalhar nomes por questão de sigilo fiscal. Mas, são meia dúzia de grandes bancos, públicos e privados, que devem. Se nós tivéssemos R$ 170 milhões em ISSQN dentro dos cofres do município não tinha nem conversa de ajuste fiscal. Nem conversa. Era reajuste acima da inflação para servidores, era obras, era investimentos na saúde e na educação."
*Leia reportagem, de Renata Prandini, na edição de hoje do jornal Correio do Estado.