A alta nos preços dos materiais de construção continua em ritmo acelerado em Mato Grosso do Sul, seguindo uma tendência nacional. Os constantes aumentos de insumos tem atrasado a entrega de novos empreendimentos e reformas.
“Temos vários imóveis prontos para a venda e clientes querendo comprar, mas o setor está com muita dificuldade devido a alta de insumos e atualizações bancárias, os imóveis subiram e os bancos não atualizaram os novos reajustes”, explicou o presidente da Associação dos Construtores de Mato Grosso do Sul (Acomasul), Diego Canzi.
O custo nacional dos insumos da indústria de construção passou de R$ 1.252,10 por metro quadrado para R$ 1.276,40 por metro quadrado. A parcela dos materiais tiveram elevação de 3,39%. Itens essenciais para a construção civil, como o aço, subiram acima dos 50% nos últimos 12 meses.
Além dos preços em alta, a demanda acima do esperado para o período acabou deixando alguns produtos em falta. Tijolos, sacos de cimento e peças de cerâmica estão entre os itens. Diego Canzi pontua que houve desabastecimento e falta de estoque na cadeia da construção, o que dificulta a retomada do setor.
“Produtos, como louça e pisos cerâmicos, que antes as fábricas tinham à pronta-entrega, hoje estão com prazo médio de 90 dias para entrega”, explicou ao Correio do Estado.
No ranking dos problemas listados pelos executivos da construção aparecem na sequência a elevada carga tributária (26,8%), a burocracia excessiva (24,1%) e a fraca demanda interna (23,9%).
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Apesar do aumento nos custos e da falta de insumos, a indústria da construção projeta crescimento para 2021, conforme dados divulgados pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), o PIB do setor em 2021 deve crescer 4%, maior expansão desde os 4,5% registrados em 2013.
“Estamos nos recuperando aos poucos, o aumento expressivo de alguns materiais e a falta de produtos específicos afetaram diretamente o nosso setor, a nossa cadeia produtiva sempre apresentou índice positivos e a tendência é continuar”, afirmou o presidente do Sindicato Intermunicipal da Indústria da Construção (Sinduscon-MS), Amarildo Miranda Melo.
De acordo com dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), a construção civil foi um dos setores que fechou o primeiro mês do ano com saldo positivo na geração de empregos. O setor foi responsável pela geração de 474 vagas formais e 24.167 empregos com carteira assinada.