Minério de ferro, soja, petróleo, açúcar, milho e carne bovina estão em alta no mercado internacional, a alta demanda por esses produtos favorece a economia de Mato Grosso do Sul, aponta o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), Jaime Verruck.
“As commodities estão com preços elevados há dois anos e isso tem sido um grande condutor do desenvolvimento do Estado, estamos sendo beneficiados pelo preço do minério, soja,milho e das carnes bovinas”, destacou ao Correio do Estado.
As commodities movimentam o comércio e o mercado financeiro em países agrícolas e minerais. Nas últimas semanas, o Brasil tem se beneficiado com a disparada e registrado queda do dólar, alta na bolsa e superávits recordes na balança comercial.
O conceito de commodity, tem a raiz common (comum em português), ou seja, que designa produtos com características semelhantes em qualquer lugar do planeta. Com a evolução do comércio internacional e do mercado financeiro, a definição ganhou sentidos adicionais.
Além de padrões mundiais similares, as commodities precisam ter produção em larga escala, capacidade de estocagem, baixa industrialização e alto nível de comercialização.
As commodities respondem por mais de 60% de tudo o que é vendido pelo país lá fora, a aposta é que a recuperação da pandemia aumentará a demanda por petróleo e gás natural, metais, grãos e produtos como açúcar e café.
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Entre, altas e baixas, o mercado de commodities de todas as naturezas registra um dos melhores momentos dos últimos anos e as alterações já promovem uma alta acumulada de 21% somente neste ano.
Com a valorização do dólar frente ao real, a balança comercial tende a apresentar um saldo recorde e o superávit do setor de matérias-primas acaba influenciando na forte entrada do dólar no Estado, o que segundo Verruck, gera a lei da oferta e demanda.
“Outro ponto importante é que o dólar tem apresentado estabilidade, porém esse dólar elevado também é extremamente positivo para o Estado, isso tem fortalecido a economia de Mato Grosso do Sul”, ressaltou.
O titular da Semagro destaca que a alta das commodities tem favorecido também o crescimento tanto das importações, quanto do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado.
Mato Grosso do Sul deve ter crescimento do PIB de 28,1% e ser uma das regiões que ajudarão na retomada da economia brasileira até 2022.
Em um ano, a saca de 60 kg do milho registra valorização de 132,10%. O preço médio de maio de 2021 chegou a R$ 92,26 ante o valor médio de R$ 39,75 no mesmo período de 2020.
Mato Grosso do Sul é o quinto estado que mais exporta carne bovina, com 212 mil toneladas enviadas ao mercado externo em 2020. Tais exportações renderam ao Estado U$S 783 milhões de dólares em faturamento no ano passado.
Verruck explica que nos últimos anos o Estado diversificou a matriz econômica, saindo do binômio boi e soja e incorporando novos setores e indústrias, que contribuem para agregar valor à matéria prima local.
“As commodities estão com preços elevados há dois anos e isso tem sido um grande condutor do desenvolvimento do Estado, estamos sendo beneficiados pelo preço do minério, soja,milho e das carnes bovinas”, destacou ao Correio do Estado.
As commodities movimentam o comércio e o mercado financeiro em países agrícolas e minerais. Nas últimas semanas, o Brasil tem se beneficiado com a disparada e registrado queda do dólar, alta na bolsa e superávits recordes na balança comercial.
O conceito de commodity, tem a raiz common (comum em português), ou seja, que designa produtos com características semelhantes em qualquer lugar do planeta. Com a evolução do comércio internacional e do mercado financeiro, a definição ganhou sentidos adicionais.