Para Mato Grosso do Sul chegar ao 4.º lugar na geração de emprego formal - segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), as empresas precisaram de um saldo comercial positivo após pandemia, que foi refletido em postos de trabalho.
"Embora a taxa de cambio brasileira nos meses de março, abril e maio, estiveram abaixo da média de R$ 5,00, e sua variação entre janeiro e abril 4% negativos, O saldo comercial em maio de 2022 foi de US$ 4,9 bilhões, ou seja, R$ 24,5 bilhões de reais", explica o economista Fábio Nogueira.
Ele ressalta que a taxa de inflação da produção de bens é, em grande parte, determinada pela taxa de inflação internacional destes bens multiplicada pela variação da taxa de câmbio de cada país
Quanto ao Caged, o economista Márcio Coutinho salienta o aspecto positivo na geração de novos negócios, que indica um aquecimento da economia.
Marcio destaca a comparação dos saldos existentes, entre 2021 e 2022, que indica um crescimento representativo de 52%.
Responsáveis por puxar esse desenvolvimento, os setores de serviços e comércio demonstram um impacto mais rápido, contratando o percentual de 58% do total de contrações, segundo dados atualizados do Cadastro.
"E aí a gente observa também na área de serviço um destaque para ao transporte né? Serviço de transporte principalmente transporte terrestre que teve um volume de contratações eh expressivo", diz Marcio.
Além desse, ele cita o serviço de comunicação, atividades financeiras e de informação, como destaques nas contrações de pessoal.
Em análise regional, Fábio Nogueira comenta que, internamente, Mato Grosso do Sul segue a lógica dos três agentes econômicos: individuos/ Famílias; Empresas e Governo na geração de empregos.
Segundo ele, do lado empresarial, a construção civil foi responsável por aproximadamente 2 mil vagas geradas.
"No geral este setor no estado proporcionou em termos de emprego um aumento relativo de 3,46%; o setor agropecuário em torno de 1,11%; e o de serviços 1,13%", diz.
Fábio ainda frisa que, embora serviços apareça com o menor percentual entre os três, o setor gerou - em números absolutos - um saldo de 6.644 novos empregos.
Pelas famílias, mais emprego significa maior consumo varejista que, no país, indica crescimento em torno de 19,3%.
Já em Mato Grosso do Sul, essa taxa no setor de serviços, chega em quase 40% na Capital, com novos 1.345 postos de emprego.
Enquanto que, pelo lado dos governos (Municipal, Estadual e Federal), segundo o economista, os gastos públicos tem sido mantidos e os impostos reduzidos.
"Além de proporcionar capacitações, também, tem trabalhado fortemente na intermediação do emprego", completa Fábio Nogueira.
Agente intermediador
Em Mato Grosso do Sul, as agências de emprego são responsáveis por levar aquele cidadão desempregado até uma vaga de emprego adequada, como é o caso da Fundação do Trabalho de Mato Grosso do Sul.
Como aponta o diretor-executivo da Funtrab, João Cirilo, Mato Grosso do Sul registrou sua segunda maior marca em maio de 2022 (atrás apenas de fevereiro), por conta justamente de recurso público investido.
"Os diversos investimentos feito pelo Governo do Estado, para melhorar a infraestrutura gera confiança dos empresários para abrir às indústrias e comércio aqui, isso, consequentemente, contribui para o crescimento do emprego formal", comenta ele.
Importante lembrar que este ano ainda não registrou sequer um mês negativo na geração, o que pode aumentar o saldo de empregos frente à 2021, e que, para isso, a Funtrab tem feito sua parte.
"O papel da FUNTRAB é estar sempre atenta às demandas de mão de obra, investir em cursos de qualificação e capacitação profissional, promover parcerias nessas áreas (SEBRAE, FIEMS entre outras entidades, exemplo prático é o Programa da FIEMS - MINHA CHANCE), e facilitar a intermediação entre empregado e empregador, tanto pelo sistema SINE quanto pelo aplicativo MS CONTRATA +", afirma.
Entretanto a remuneração é sempre um assunto importante, pois é o que garante o poder de compra do consumidor e, por dificilmente acompanharem a inflação, tendem a ficar mais apertados com o tempo.
"A Fundação está promovendo estudos sobre a questão de salários, porém como é um assunto que envolve várias particularidades, principalmente sobre as ocupações, esse estudo é demorado e possivelmente será concluído no próximo ano", finaliza o gerente executivo da Funtrab.