Economia

IMPOSTOS

A novela da reforma tributária e seu novo capítulo

Correio do Estado preparou resumo sobre o tema, incluindo projeto da CBS.

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A novela da reforma tributária ganhou mais um capítulo com o projeto da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) elaborado pelo Governo Federal, entregue ao Congresso Nacional no dia 21. O desafio agora será concatenar tudo o que tem sido debatido sobre o tema para que se chegue a uma solução comum.

O Correio do Estado preparou um resumo detalhado sobre o tema com todas as nuances que entraram em cena até agora.

PRIMEIRO ATO: QUEM COMEÇA?

Inicialmente o Ministério da Economia previa encaminhar uma medida própria para análise dos parlamentares. A ideia era mudar a forma como impostos são cobrados no país já em 2019. Seria a primeira de quatro fases da reforma. 

Contudo, Paulo Guedes desistiu de dar o primeiro passo depois que duas Propostas de Emenda à Constituição (PECs) que versavam sobre o tema começaram a tramitar em paralelo, uma na Câmara dos Deputados e outra no Senado.

A intenção do Executivo era envolver a base nos debates para promover as medidas que julgava necessárias.

TEM QUE HAVER CONSENSO

Na proposta que partiu do Senado, nove tributos seriam transformados em apenas dois: um imposto sobre bens e serviços (IBS), de competência estadual, e um imposto seletivo, em que o governo federal poderia fazer a tributação diferenciada de produtos como bebidas alcoólicas. Seriam extintos IPI, IOF, PIS, Pasep, Cofins, salário-educação e Cide-combustíveis, ICMS e municipal e ISS.

Já na ideia que surgiu entre os deputados federais, somente IPI, PIS, Cofins federais, ICMS e ISS seriam unificados. Esse Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) seria dividido entre os estados e municípios. Também há um dispositivo que prevê devolução de parte do imposto aos contribuintes mais pobres, conforme anunciou a Gazeta.

O Imposto de Renda não foi contemplado em nenhuma das medidas. Para organizar a situação, uma comissão mista foi montada para unificar as ideias e fazer com que uma só matéria tramitasse.

EM CENA

Guedes deu sinais de que pretendia recuar durante  uma transmissão ao vivo da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib). Na ocasião, ele afirmou que tinha proposta de reforma tributária pronta, que dependeria acordo político.

A confirmação veio na segunda, com a entrega do texto da CBS aos presidentes da Câmara dos Deputados e Senado Federal. 

CAPÍTULO PRIMEIRO

O Governo Federal dividiu a reforma em quatro partes. A CBS é apenas a primeira delas. Conforme o texto, a alíquota da Contribuição será 12%. Bancos, planos de saúde e seguradoras pagarão menos: 5,8%. Manter os porcentuais depende agora dos congressistas.

Plataformas que sirvam como intermediários em vendas negociadas entre pessoas físicas terão que pagar o imposto sempre quando o fornecedor não emitir nota fiscal para os clientes. 

Os produtos da cesta básica continuaram isentos. A medida foi moeda de troca pelo fim do PIS-COFINS.

VEM POR AÍ NO MESMO CANAL

Como dito anteriormente, a CBS é apenas a primeira temporada da reforma. Especula-se que a segunda trate sobre o Imposto de Renda. As outras devem abordar a entrada de um imposto sobre transações digitais (que muitos estão chamando de nova CPMF) e alterações no Imposto de Produtos Industrializados (IPI).

Pelo que se observou no texto de Guedes, o Executivo deve deixar que os parlamentares cuidem dos tributos estaduais.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), disse no começo do mês que a intenção dele é votar a parcela parlamentar da reforma em agosto. 

Reação

Reeleição de Lula derruba ativos brasileiros no exterior e sinaliza volatilidade

A Petrobras recuava 16% e o MercadoLibre, que é Argentino mas tem a maior operação no Brasil, caía 7%

26/10/2026 07h33

A reação reflete a frustração do mercado com um resultado considerado menos

A reação reflete a frustração do mercado com um resultado considerado menos "amigável" aos investidores

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Ativos brasileiros tombaram nos mercados futuros na madrugada desta segunda-feira, 26, após o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), conquistar a reeleição.

O choque foi sentido primeiro fora do Brasil: o contrato futuro mais próximo do real na Bolsa de Chicago recuava perto de 10% contra o dólar, enquanto instrumentos que acompanham ações brasileiras no Japão e em outros países da Ásia caíam até 14%.

Nos Estados Unidos, o iShares MSCI Brazil ETF (EWZ) chegou a cair perto de 20% na abertura em negociações na Robinhood, segundo a Investors.com. A Petrobras recuava 16% e o MercadoLibre, que é Argentino mas tem a maior operação no Brasil, caía 7%.

A reação reflete a frustração do mercado com um resultado considerado menos "amigável" aos investidores. A vitória de Flávio Bolsonaro (PL) era vista como o cenário mais pró-mercado, por promessas de consolidação fiscal, privatizações e reformas pró-negócios, além da expectativa de maior alinhamento com os Estados Unidos, segundo análise da Janus Henderson Investors divulgada no início do mês.

Analistas do Goldman Sachs observaram que as ações brasileiras dispararam depois do primeiro turno, no dia 4, quando Flávio abriu vantagem, mas depois devolveram parte dos ganhos com o acirramento da disputa. O EWZ subiu 12,5% no dia 5, e ações de companhias brasileiras deram saltos de até 39%.

Para o Goldman Sachs, após o "solavanco" esperado nos preços nesta segunda-feira, o rumo dos ativos brasileiros deve depender de declarações e decisões iniciais de Lula. Um ponto-chave será a formação do ministério, especialmente da equipe econômica.

O Goldman Sachs avalia que grandes reformas estruturais parecem improváveis em um quarto mandato de Lula, com tendência a medidas mais modestas para conter os gastos primários e com o aumento de uma carga tributária já elevada.

No mercado cambial, o movimento tende a ser intenso desde a abertura. Sean Callow, analista sênior de FX da ITC, afirmou que o dólar pode abrir com um salto de 5% frente ao real, semelhante ao tombo de 5% observado após o primeiro turno.

No mercado de juros, a expectativa é de volatilidade. Andrea Kiguel, chefe de Estratégia de Juros para as Américas do Barclays, disse esperar movimentos "desordenados", com venda forte nos títulos de curto prazo.

Jason Keene, estrategista de Crédito Soberano Emergente do Barclays, afirmou que o crédito soberano também deve abrir diferenciais mais altos, possivelmente em pelo menos 30 pontos-base, levando o spread de títulos de 10 anos do Brasil acima de 200 pontos-base e implicando queda de preço de ao menos dois pontos. Fonte: Dow Jones Newswires

Loterias

Resultado da + Milionária de hoje, concurso 401, sábado (24/10)

A + Milionária tem dois sorteios semanais, às quartas e sábados, sempre às 20h; veja quais os números sorteados no último concurso

24/10/2026 21h00

Confira o resultado da +Milionária

Confira o resultado da +Milionária Foto: Divulgação

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 401 da + Milionária na noite deste sábado, 24 de outubro de 2026, a partir das 21h (de Brasília). A extração dos números ocorre no Espaço da Sorte, em São Paulo, com um prêmio estimado em R$108 milhões

Confira o resultado da + Milionária de hoje!

Os números da + Milionária 401 são:

  • 44 - 14 - 26 - 20 - 30 - 12 
  • Trevos sorteados: 4 - 1

O sorteio da + Milionária é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal ofical da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: + Milionária 402

Como a + Milionária tem dois sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre na quarta-feira, 28 de outubro, a partir das 20 horas, pelo concurso 402. O valor da premiação vai depender se no sorteio atual o prêmio será acumulado ou não.

Para participar dos sorteios da + Milionária é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 6,00 para um jogo simples, em que o apostador pode escolher de 6 a 12 números dentre as 50 dezenas disponíveis, e fatura prêmio se acertar de 4 a 6 números.

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