Economia

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Alckmin: houve percalço no acordo Mercosul-UE, mas governo brasileiro vai acelerar sua parte

Na semana passada, o Parlamento Europeu solicitou ao Tribunal de Justiça da União Europeia um parecer jurídico sobre a conformidade do acordo Mercosul-UE com os tratados do bloco, paralisando a implementação do pacto

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O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, afirmou nesta terça-feira, 27, que houve um "percalço" na tramitação do acordo entre Mercosul e a União Europeia, mas que o governo brasileiro vai "acelerar" para superar a sua parte das barreiras que impedem que o tratado entre em vigor.

Na semana passada, o Parlamento Europeu solicitou ao Tribunal de Justiça da União Europeia um parecer jurídico sobre a conformidade do acordo Mercosul-UE com os tratados do bloco, paralisando a implementação do pacto.

"Tivemos um percalço, que é questão jurídica, mas o Brasil vai acelerar a sua parte. O presidente Lula encaminhará ao Congresso Nacional o pedido para a internalização do acordo no nosso País", disse Alckmin.

O presidente em exercício disse ainda que o acordo de adequação de dados pessoais entre o Brasil e a União Europeia deve elevar o comércio digital entre o País e o bloco europeu em quase dois dígitos. Alckmin apontou ainda que o acordo entre Mercosul e a UE abre inúmeras oportunidades de negócios bilaterais, como terras raras e minerais estratégicos.

"Somos vocacionados a trabalhar juntos: Brasil, Mercosul e União Europeia. Este acordo que hoje celebramos vem ao encontro desse acordo histórico que é o do Mercosul e a União Europeia. Fortalece, agiliza e complementa. As oportunidades são inúmeras: terras raras, minerais estratégicos Nós temos inúmeras oportunidades de termos investimentos, complementaridade econômica e integração produtiva", disse o presidente em exercício.

Nesta terça, Alckmin fez o reconhecimento da reciprocidade entre Brasil e União Europeia da equivalência dos padrões elevados de dados de sistemas de proteção de dados pessoais e da privacidade

De acordo com a Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), a decisão funciona como um marco jurídico de confiança para a garantia da transferência internacional de dados pessoais entre o Brasil e a UE.

 

Alta Generalizada

Preço dos combustíveis subiu ainda mais durante o fim de semana na Capital

Até mesmos combustíveis que não são derivados do petróleo, como etanol, tiveram aumento significativo em Campo Grande

23/03/2026 08h20

Preço dos combustíveis aumentou neste fim de semana

Preço dos combustíveis aumentou neste fim de semana Reprodução

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Os preços dos combustíveis não param de subir nos postos de Campo Grande. Até mesmo a pesquisa da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgada no sábado já ficou defasada no dia da divulgação.

Os combustíveis que não subiram nas refinarias, como a gasolina comum e a aditivada, além do etanol (álcool) – que é produzido em larga escala dentro de Mato Grosso do Sul e não depende do petróleo –, também estão mais caros.

Além disso, o óleo diesel, que há 10 dias subiu R$ 0,38 nas refinarias da Petrobras, mas que teve uma compensação no preço de atacado com a zeragem dos tributos PIS e Cofins (R$ 0,32), continua subindo.

Na tarde de domingo, o Correio do Estado encontrou postos de combustíveis vendendo o litro da gasolina comum a  R$ 6,49. Na sexta-feira, esses dois postos, que estão entre os que vendem com menor valor, comercializavam o litro do combustível a R$ 6,29.

O diesel S-10, que até sexta-feira custava R$ 6,49 em média por litro, já está sendo vendido nos postos “mais econômicos” a R$ 6,99 no pagamento à vista.

Chama a atenção o preço do etanol, biocombustível produzido em larga escala em Mato Grosso do Sul. O combustível é encontrado, nos postos conhecidos por vender mais barato, a R$ 4,39 o litro. O valor é muito superior ao encontrado na pesquisa da ANP, cujo preço médio foi de R$ 4,29.

Pesquisa

Falando em ANP, a pesquisa publicada no sábado já mostra valores bem superiores aos da semana anterior, os primeiros a detectarem altas nos preços.

O preço médio do etanol foi de R$ 4,21 para R$ 4,28 (1,7%) em apenas uma semana em Campo Grande. Mesmo não sendo um derivado de petróleo, o preço do combustível historicamente acompanha as variações do preço da gasolina, mesmo ele integrando 30% da gasolina vendida no Brasil e, em tese, amortecendo o impacto das variações no mercado de petróleo sobre o produto das refinarias.

O preço da gasolina comum disparou: foi de R$ 6,05 para R$ 6,19 em Campo Grande (2,31%). O valor não leva em consideração os novos aumentos do fim de semana, como retratado no início da reportagem.

A gasolina aditivada viu o preço médio saltar de R$ 6,24 o litro para R$ 6,40 (2,56%). Já o preço médio do óleo diesel pulou de R$ 6,49 para R$ 6,90 (alta de 6,3%).

Procon monitora

Em meio às disparadas dos valores, a Secretaria-Executiva de Orientação e Defesa do Consumidor (Procon-MS) diz que apenas monitora os movimentos. Na sexta-feira, os Procons estadual e municipal estiveram reunidos com donos de postos e distribuidoras.

“A gente quer compreender melhor se eles estão fazendo sobrepreço no processo de distribuição”, disse o secretário-executivo do Procon-MS, Antônio José Ângelo Motti.

Após a reunião, realizada na tarde de quinta-feira no Procon-MS, Motti disse que o objetivo era “entender” o processo de formação do preço do combustível e se havia outras variáveis nele.

Segundo o secretário-executivo, os representantes das distribuidoras e de postos informaram que outros custos, que vão além de impostos e do valor pago pelo combustível nas refinarias e de importadores, também são levados em consideração.

“São outros valores que não são apenas do processo contábil. Existe um custo econômico trazido pelas distribuidoras para nós, que a gente quer compreender melhor até para avaliar se eles estão fazendo sobrepreço no processo de distribuição ou não. Havendo, e eles não tendo como comprovar isso, logicamente que isso será medido pelos órgãos de controle do direito do consumidor”, relatou.

ICMS

Também na quinta-feira, o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), disse que a proposta do governo federal para que estados e o Distrito Federal zerem temporariamente o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a importação de diesel, para conter a alta dos preços dos combustíveis, pode gerar um impacto “muito sério” para as unidades da Federação.

“Num primeiro momento, todos os secretários são contra, pelo impacto que isso gera no fluxo de caixa dos estados de uma hora para outra. Com toda a programação que se tem para a Saúde, para a Educação, você simplesmente tirar isso vai ter um problema muito sério nos estados”, disse Riedel.

No entanto, o governador ressaltou que a União se comprometeu a compensar 50% da perda de arrecadação e que os chefes do Executivo dos estados ainda vão discutir essa questão nesta semana.

“Acho que alguma coisa deve ser feita, mas nós temos que entender qual é essa proposta, porque eles ainda não a têm pronta e a levarão na semana que vem”, declarou.

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Agronegócio

MS tem cinco cidades entre as maiores produtoras de soja do Brasil

O Estado responde, hoje, por 7,2% de participação da produção do grão no cenário nacional

22/03/2026 11h00

Projeção para próxima safra é de crescimento de 14% em MS

Projeção para próxima safra é de crescimento de 14% em MS FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Mato Grosso do Sul tem cinco cidades entre as 50 maiores produtoras de soja do Brasil. Os dados são da Pesquisa Agrícola Municipal (PAM), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Segundo o levantamento, os municípios destaques do Estado na produção do grão são Ponta Porã, Maracaju, Sidrolândia, Dourados e São Gabriel do Oeste, colocando Mato Grosso do Sul entre os destaques no mapa da produção agrícola brasileira, especialmente no cultivo da soja, principal cultura do País. 

As cidades presentes no ranking estão localizadas em regiões estratégicas para o agronegócio sul-mato-grossense. Ponta Porã, que produziu 869 mil toneladas em 2024, e Maracaju, com 844 mil toneladas, se destacam historicamente como polos de produção. 

Já Sidrolândia (729 mil toneladas) e Dourados (621 mil toneladas) reforçam o papel da região centro-sul como motor agrícola. São Gabriel do Oeste (482 mil toneladas) consolida a expansão da soja em novas áreas produtivas. 

“Não é apenas a cidade que pavimenta ruas, mas a que abre caminhos para o futuro, atrai investimentos, qualifica pessoas e faz a economia girar. Ponta Porã já é um território de força econômica, referência no comércio e nos serviços, com uma base sólida no agronegócio, onde nossa liderança é absoluta”, afirmou o prefeito de Ponta Porã, Eduardo Campos. 

No entanto, a produção de Mato Grosso do Sul ainda pode ser maior que a contabilizada pelo IBGE. Dados do projeto SIGA-MS, executado pela Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja/MS) contabilizaram uma produção de soja de 1,52 milhões de toneladas em Maracaju e de 1,03 milhão em Ponta Porã. 

Para o coordenador técnico da Aprosoja/MS, Gabriel Balta, o projeto utiliza imagens de satélite, sensoriamento remoto e validação em campo, garantindo maior acurácia na identificação das áreas cultivadas e na estimativa da produtividade. 

“O SIGA-MS é único no país. Ele combina monitoramento por satélite com a validação em campo, oferecendo dados que refletem de forma muito próxima a realidade da produção. Isso traz segurança tanto para produtores quanto para o mercado”, explicou. 

Carro-chefe

A soja segue como líder em produção do agro brasileiro e de Mato Grosso do Sul. Estimativas do IBGE apontam que a produção nacional da oleaginosa deve atingir 173,3 milhões de toneladas em 2025, um crescimento de 4,3% em relação ao ano anterior, consolidando um novo recorde histórico. 

Mato Grosso do Sul também avança. A estimativa é de cerca de 15 milhões de toneladas produzidas nesta safra, um crescimento de aproximadamente 14%, impulsionado tanto pelo aumento da área plantada quanto pela melhora da produtividade. 

Na distribuição da produção pelas unidades da Federação, Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 30,2% na safra nacional. Em seguida, aparecem o Paraná, com 13,9%, Rio Grande do Sul, com 11,7%, Goiás, 10,7%, Mato Grosso do Sul, 7,6% e Minas Gerais, com 5,5% de participação. Juntos, estes estados  representaram 79,6% na estimativa da produção brasileira para 2026. 

Expansão

Essa expansão da soja impacta diretamente a economia sul-mato-grossense, principalmente nas regiões agrícolas do interior, onde a cultura domina grande parte das áreas de plantio. 

O aumento da produção também impulsiona outras cadeias do agronegócio como o transporte, armazenagem e exportação. 

Além disso, a soja costuma determinar o ritmo da segunda safra do milho, já que a colheita da soja libera as áreas agrícolas para o plantio do cereal. 

A colheita da safra 2025/2026 já está em andamento em Mato Grosso do Sul. Segundo levantamento da Aprosoja/MS, até fevereiro, cerca de 27,7% da área cultivada já havia sido colhida, o que corresponde a, aproximadamente, 1,3 milhão de hectares. 

A expectativa é que o avanço da colheita e as condições climáticas ao longo do ano confirmem as projeções de crescimento da produção. 


 

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