Economia

PECUÁRIA

Alemanha pode credenciar carne de MS para o mercado europeu

Visita de pesquisadores ao sistema produtivo de Corumbá pode reforçar a credibilidade da pecuária sustentável e ampliar oportunidades comerciais para Mato Grosso do Sul

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A carne produzida no Pantanal pode ganhar na Alemanha um importante passaporte para ampliar sua presença no mercado europeu.

A visita técnica de pesquisadores do Instituto Thünen a propriedades rurais de Corumbá e a Embrapa Pantanal integra um processo de avaliação da produção sustentável brasileira que poderá influenciar políticas e protocolos comerciais adotados pela Alemanha e por outros países da Europa.

Para o setor produtivo, a iniciativa representa a oportunidade de transformar a pecuária pantaneira em uma vitrine internacional para Mato Grosso do Sul.

O Estado está na lista dos cinco com maior rebanho bovino do Brasil e nesse setor, o Pantanal ganha destaque ao abrigar um dos maiores rebanhos por município do País.

É em Corumbá que há a criação de cerca de 1,8 milhão de animais e, em geral, gado direcionado para a cria e vendido para engorda em outras regiões do Estado.

Todo esse potencial econômico está agora mirando a oportunidade de ter um caminho mais consolidado para alcançar o mercado da Alemanha e também abrir espaço para o mercado de outros países europeus.

Esse direcionamento de comércio exterior está em andamento por conta de uma política que a Alemanha está adotando que envolve a visita e escuta de territórios com produção agropecuária, em especial o de proteína animal.

A proposta é entender o equilíbrio entre produção sustentável e qualidade da carne. Durante o mês de junho, o Instituto Thünen visitou o Pantanal para conhecer de perto como ocorre a produção do gado e a sua relação com a conservação do território.

Esse intercâmbio envolveu visita na Embrapa Pantanal e contato direto com produtores rurais pantaneiros por meio do Sindicato Rural de Corumbá.

O instituto alemão, que é equivalente à Embrapa no Brasil em termos de função estratégica e desenvolvimento de protocolos e orientações técnicas para políticas públicas e acordos econômicos, já vem trabalhando com visitas específicas desde a COP30, realizada em 2025.

A equipe de pesquisadores do Thünen desenvolve notas técnicas que ajudam a criar modelos matemáticos e econômicos para ajudar nas tomadas de decisões do mercado alemão, bem como do europeu.

PRODUTORES

Na visita realizada em Corumbá, os pesquisadores tiveram contato com a Embrapa Pantanal e foram a propriedades rurais na Nhecolândia, bem como conversaram com produtores rurais e frigoríficos na região de Corumbá entre os dias 8 e 13 de junho. Quem esteve no País foram Richard Fischer e Caroline Salomão.

Parte dessa agenda foi acompanhada pelo presidente do Sindicato Rural de Corumbá, Stefano Santa Lucci Rettore.

“Recebemos o contato desses pesquisadores da Alemanha e o que buscamos mostrar na prática foi como o trabalho da pecuária no Pantanal de Mato Grosso do Sul acontece. Por isso, decidimos levá-los para conhecer fazendas, entender onde ocorre a criação, onde há a formação de campos, como mantemos a vegetação nativa conservada. Os pantaneiros têm trabalhado há séculos com o respeito à natureza, mas nem sempre ocorre o reconhecimento sobre isso. Quem vem conhecer a realidade, faz visitas às fazendas, entende melhor o que estamos desenvolvendo e isso foi mostrado”, defendeu.

Uma das propriedades visitadas foi a fazenda Novo Horizonte, que fica na região do Porto da Manga, na Nhecolândia. Além da criação de gado, o local organiza alguns dos principais leilões de MS, com movimento comercial que alcança os R$ 10 milhões mensais.

A expectativa de apresentar o equilíbrio entre produção e conservação na produção da proteína animal no Pantanal encontra alinhamento com políticas internacionais como a Sharm el-Sheikh Joint Work on Climate Action on Agriculture and Food Security. Ela prioriza a produção sustentável no mundo.

O Instituto Thünen considera essa proposta de trabalho e realizou análises em políticas de regulação do desmatamento a serem aplicadas no setor do agronegócio, tanto para balizar o direcionamento do comércio exterior na Alemanha, como em países europeus.

“Essas pesquisas puderam mostrar que essa política de regulação gerou impacto positivo em vários sistemas de produção de países não-europeus. Com base nas descobertas dessa pesquisa, os pesquisadores do Thünen estão otimistas com relação à implementação das regras de regulação de não desmatamento”, divulgou o instituto alemão, no ano passado.

Depois desse trabalho macro, os pesquisadores passaram a realizar visitas regionalizadas para entender os sistemas de produção. Antes de virem ao Pantanal, por exemplo, eles também estiveram no Paraguai. A coleta de dados feita em Corumbá deve gerar novos relatórios, com previsão de divulgação em agosto.

“Mostrar que o rebanho pantaneiro é criado respeitando a natureza só comprova que temos uma proteína que leva alimento e ao mesmo tempo gera renda para famílias locais, movimenta a economia do nosso Estado.

Entendemos que temos um espaço para a carne pantaneira nos mercados externos”, analisou Rettore, que vai trazer a discussão sobre essa oportunidade de mercado na Feira Internacional Agropecuária do Pantanal (Feapan), marcada para ocorrer em setembro, em Corumbá.

O instituto, que só deve se manifestar sobre as visitas técnicas após relatórios serem publicados, já divulgou que a partir deste ano defende a implementação de compromisso de não desmatamento por parte de empresas. 

“A partir de 2026, empresas devem assumir o compromisso que seus produtos não estão ligados a desmatamento, seguindo protocolo internacional. Isso significa que a origem e as rotas de soja, carne, óleos, cafés, madeira, por exemplo, devem ser rastreáveis”, informou em seu site.

BALANÇA

Relatório da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul) apontou que nos primeiros cinco meses deste ano, o agronegócio de MS foi responsável por US$ 4,49 bilhões em exportações, o que significa 10,3% a mais que o mesmo período de 2025.

A carne representou 25,3% do total da receita, o que equivale a US$ 1,13 bilhão e uma alta de 37,6% com relação a 2025.

“Nos cinco meses de 2026, o principal destino dos produtos do agronegócio de MS, a China, respondeu por 51,1% do faturamento com as exportações, o equivalente a US$ 2,29 bilhões. Houve avanço de 16% em relação aos US$ 1,98 bilhão comprados nos cinco primeiros meses de 2025.

O Bloco Europeu foi o responsável por 11,4% do faturamento, com o valor de US$ 510,8 milhões. Os Estados Unidos compraram o equivalente a US$ 250,4 milhões do agronegócio sul-mato-grossense e representou 5,6% da receita”, detalhou o boletim Casa Rural.

Outro mercado que ainda mantém negócios com o Estado é do Vietnã. Essa participação é de 2,2% no faturamento total, o que equivale a US$ 98,5 milhões, com avanço de 184,6% em relação ao mesmo período de 2025.

Portaria

Federação diz que novas regras de funcionamento são 'entraves' para comércio de MS

O Governo Federal publicou nova portaria nesta quarta-feira (22) com mudança nas regras de funcionamento dos comércios em todo o País

22/07/2026 16h30

Portaria traz mudanças para funcionamento de mais 15 categorias em feriados

Portaria traz mudanças para funcionamento de mais 15 categorias em feriados FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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A Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Mato Grosso do Sul (FCDL/MS) teceu críticas à Portaria 1.316/2026 do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que muda regras de funcionamento do comércio em feriados em todo o Brasil. 

Para a presidente da FCDL/MS, Inês Santiago, a medida mostra que o governo federal "insiste em aumentar entraves justamente quando o setor produtivo precisa do contrário". 

"O Brasil já vive um momento de economia enfraquecida e em Brasília, ao invés de se discutir pautas que impulsionem o crescimento, vemos o avançar de medidas que aumentam custos e incertezas, como essa regulamentação sobre o trabalho em feriados", afirmou a presidente. 

Para ela,  o Brasil necessita de um ambiente que favoreça os geradores de emprego, mas são criadas cada vez mais burocracias. 

"O país clama por um ambiente que favoreça a geração de empregos formais e o fortalecimento das empresas, e não de mais entraves. Defendemos o diálogo, sim, mas um diálogo que some e não que paralise ainda mais o setor produtivo". 

O que muda

Assinada pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, na última terça-feira (21) e publicada hoje (22), a Portaria reorganiza um ponto da norma anterior e define 15 atividades que passam a ter autorização permanente para funcionar aos feriados, sem precisar de acordo coletivo. 

Na prática, a decisão unilateral do empregador deixa de ser suficiente para autorizar o funcionamento em feriados para as atividades abrangidas pela norma.

As seguintes atividades passam a ter autorização permanente para funcionar em feriados, sem necessidade de convenção coletiva:

  •     Venda de pães e biscoitos;
  •     Farmácias, inclusive de manipulação;
  •     Comércio de flores e coroas;
  •     Barbearias e salões de beleza;
  •     Postos de combustíveis;
  •     Comércio varejista de gás liquefeito de petróleo (GLP);
  •     Locação de bicicletas e equipamentos similares;
  •     Hotéis, restaurantes, bares e estabelecimentos similares;
  •     Casas de diversão e estabelecimentos esportivos com cobrança de ingresso;
  •     Feiras livres;
  •     Porteiros e cabineiros de edifícios residenciais;
  •     Agências de turismo, locadoras de veículos e embarcações;
  •     Comércio em feiras e exposições;
  •     Lavanderias, inclusive hospitalares;
  •     Serviços funerários.

As grandes atividades do varejo, como lojas de vestuário, calçados, móveis, eletrodomésticos, papelarias, supermercados e shoppings ficaram de fora da lista. Assim, essas atividades continuam dependendo de negociação com o sindicato de cada categoria para abrir em feriado. 

O funcionamento do comércio aos domingos já está garantido pela Lei nº 10.101/2000. 

Histórico

A regulamentação é resultado das negociações iniciadas em 2023, após a publicação da Portaria nº 3.665, que voltou a exigir convenção coletiva para o trabalho em feriados no comércio e substituiu a regra editada em 2021, que autorizava de forma permanente o funcionamento de diversos setores sem necessidade de negociação.

A nova portaria também determina que futuras inclusões ou exclusões de atividades com autorização permanente para funcionamento em feriados deverão ser analisadas por uma comissão tripartite, formada por representantes do governo, dos trabalhadores e dos empregadores.

 

*com informações Agência Brasil

LOTERIAS

Resultado da Dia de Sorte de ontem, concurso 1251, terça-feira (21/07): veja o rateio

A Dia de Sorte realiza três sorteios semanais, às terças, quintas e sábados, sempre às 21h; veja quais os números sorteados no último concurso.

22/07/2026 08h25

Confira o rateio da Dia de Sorte

Confira o rateio da Dia de Sorte Foto: Divulgação

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 1251 da Dia de Sorte na noite desta terça-feira, 21 de julho de 2026, a partir das 21h (de Brasília). A extração dos números ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo, com um prêmio estimado em R$ 3 milhões.

Premiação

  • 7 acertos - 5 apostas ganhadoras (R$ 722.782,48)
  • 6 acertos - 96 apostas ganhadoras (R$ 1.701,19)
  • 5 acertos - 2.917 apostas ganhadoras (R$ 25,00)
  • 4 acertos - 32.862 apostas ganhadoras (R$ 5,00)

Mês da Sorte

  • Julho - 122.118 apostas ganhadoras (R$ 2,50)

Confira o resultado da Dia de Sorte de ontem!

Os números da Dia de Sorte 1251 são:

  • 04 - 01 - 25 - 12 - 19 - 09 - 06 
  • Mês da sorte: 07 - Julho

O sorteio da Dia de Sorte é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: 1252

Como a Dia de Sorte tem seis sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre na quarta-feira, 22 de julho, a partir das 20 horas, pelo concurso 1252. O valor da premiação está estimado em R$ 100 mil.

Para participar dos sorteios da Dia de Sorte é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 3,00 para um jogo simples, em que o apostador pode escolher 7 dente as 31 dezenas disponíveis, e fatura prêmio se acertar 4, 5, 6 e 7 números.

Como apostar na Dia de Sorte

Os sorteios da Dia de Sorte são realizados às terças, quintas e sábados, sempre às 19h (horário de MS).

O apostador marca entre 7 e 15 números, dentre os 31 disponíveis no volante, e fatura prêmio se acertar 4, 5, 6 e 7 números.

Há a possibilidade de deixar que o sistema escolha os números para você por meio da Surpresinha, ou concorrer com a mesma aposta por 3, 6, 9 ou 12 concursos consecutivos através da Teimosinha.

A aposta mínima, de 7 números, custa R$ 3,00.

Os prêmios prescrevem 90 dias após a data do sorteio. Após esse prazo, os valores são repassados ao Tesouro Nacional para aplicação no FIES - Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior.

É possível marcar mais números. No entanto, quanto mais números marcar, maior o preço da aposta.

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