Apesar de campanhas em todo o País incentivarem a população a reduzir a utilização de automóveis, com o objetivo de diminuir a poluição, trazendo como alternativa o uso do transporte coletivo, o contexto econômico da opção não tem tornado a troca atrativa em Campo Grande. É que a tarifa de ônibus da Capital é uma das mais altas do Brasil e, a partir de 1º de março, vai ficar mais salgada para o usuário, fazendo com que, em muitos casos, valha mais à pena andar de moto ou carro.
O pedreiro Waldir Alves Trindade é um dos que vão ficar em desvantagem. Para fazer os 12 quilômetros diários entre seu emprego e domicílio (ida e volta), vai gastar em um ano R$ 1.567 – quase 12% mais que alguém que tem um carro popular (R$ 1,4 mil) e, 150,7% mais que um motociclista com mesmo percurso, que gastará cerca de R$ 625.
“Para quem ganha salário mínimo, como eu, vai fazer diferença no final do mês”, afirma. “Não há justificativa para termos uma das maiores tarifas do País, a cidade é pequena se comparada à grandes Capitais, as linhas fazem trajetos curtos e os ônibus não têm conforto que justifique o preço”, completa.

