O valor da produção florestal total, que inclui extrativismo e silvicultura, atingiu em 2025 um novo recorde em Mato Grosso do Sul, com o valor de R$ 5,65 bilhões, alta de 62,8% e produção em 70 municípios do Estado.
Dados são da pesquisa Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS) 2025, divulgada nesta quinta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Conforme o IBGE, o valor da produção da silvicultura continua superando o da extração vegetal, o que ocorre desde o ano 1998. A silvicultura manteve a trajetória de crescimento dos últimos anos e, em 2025, foi verificado um aumento considerável, de 65,3% em relação ao ano anterior, com valor da produção de R$ 5,62 bilhões.
Entre as unidades da federação, Mato Grosso do Sul tem o 5º maior valor da produção do País.
Dentre os municípios, MS tem sete entre os 20 maiores produtores da silvicultura no Brasil, com Três Lagoas liderando o ranking nacional, seguido por Ribas do Rio Pardo (2º), Brasilândia (4º), Água Clara (8º) Inocência (10º), Santa Rita do Pardo (19º) e Bataguassu (20º)). Todos esses municípios fazem parte do chamado Vale da Celulose.
A participação dos produtos madeireiros, lenha e madeira em tora, em 2025 seguiu sendo preponderante no setor, representando 90,1% do valor de produção florestal em Mato Grosso do Sul. O incremento na produção desse grupo foi de 73,8% em comparação ao resultado registrado no ano anterior.
O setor da madeira em tora para papel e celulose permanece com tendência de alta no Estado, atingindo o valor de R$ 5,2 bilhões, crescimento de 92,6% no valor da produção.
Houve redução na quantidade produzida de lenha (52,8%) e aumento na produção de madeira em tora (17,6%), com 1,7 milhão de m3 e 30,6 milhões de m3 respectivamente.
Com este resultado, Mato Grosso do Sul permanece no 9º lugar no ranking nacional na produção de lenha e sobe duas posições no ranking na produção de madeira em tora, ficando em 2º lugar.
Área plantada
A área plantada de silvicultura no Estado cresceu de 30,34% de 2024 para 2025, passando de 1.459.944 hectares para 1.902.957 ha, atingindo um novo recorde de área plantada.
Em comparação com 2013, quando o estado possuía 662.238 hectares plantados, a área atual representa um
crescimento de aproximadamente 187,4%.
Com esse desempenho, Mato Grosso do Sul consolidou-se como o 2º estado com maior área plantada de
silvicultura no Brasil, ficando atrás apenas de Minas Gerais, que registrou 2.215.714 hectares em 2025.
Conforme o IBGE, o crescimento demonstra um desenvolvimento muito superior quando comparado a outros estados grandes produtores, como São Paulo, onde houve queda de 0,7%, Minas Gerais, com alta de 3,6% e o Paraná, com alta de 1,6%.
Mato Grosso do Sul responde por 18,33% da área destinada à produção no País.
A maioria das florestas em Mato Grosso do Sul é composta por plantações de eucalipto, que contam
como 99,70% da área total, com 1.897.264 ha cultivados.
Já o Pinus representa os outros 0,30% da área plantada de silvicultura no estado, com 5.693 ha em 2025
Vale da Celulose
A Lei nº 6.404, de maio de 2025, instituiu oficialmente o Vale da Celulose como denominação do conjunto de municípios impulsionados pela cadeia produtiva da celulose em Mato Grosso do Sul. A lei reconhece a importância estratégica da atividade florestal para o desenvolvimento econômico, social e logístico do Estado.
Pela lei, o Vale da Celulose abrange os municípios de:
- Água Clara,
- Aparecida do Taboado,
- Bataguassu,
- Brasilândia,
- Cassilândia,
- Inocência,
- Nova Alvorada do Sul,
- Paranaíba,
- Ribas do Rio Pardo,
- Santa Rita do Pardo,
- Selvíria.
- Três Lagoas.
Estas localidades que se destacam pela presença de grandes empreendimentos industriais, investimentos em infraestrutura e geração de empregos ligados ao setor florestal e à produção de celulose.



