Economia

INDÚSTRIA DE SUÍNOS

Aurora terá de pagar R$ 258 mil por obra de R$ 70 milhões em MS

Aurora Alimentos irá expandir planta industrial do frigorífico no Estado, terá de pagar contrapartida ambiental. Termo de compromisso foi oficializado pelo Imasul.

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A Aurora Alimentos terá de destinar R$ 258;3 mil em compensação ambiental relacionada a uma das etapas do projeto de ampliação do frigorífico de suínos de São Gabriel do Oeste, no norte de Mato Grosso do Sul. O empreendimento considerado nesse processo ambiental possui valor de referência de quase R$ 70 milhões.

O Termo de Compromisso de Compensação Ambiental nº 048/2026 foi firmado entre a Cooperativa Central Aurora Alimentos e o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul). O extrato foi publicado no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (23).

De acordo com o documento, a medida decorre das atividades de abate de suínos acima de 500 cabeças por dia e de graxaria e/ou aproveitamento de subprodutos de origem animal, esta última em área útil superior a mil metros quadrados e de até 10 mil metros quadrados.

O termo está relacionado ao processo de Licença de Instalação LI - Ampliação nº 405/2025 e foi fundamentado em Estudo Ambiental Preliminar (EAP).

Para calcular a compensação ambiental, o Imasul considerou R$ 69,9 milhões como valor de referência do empreendimento dentro desse processo de licenciamento.

Sobre esse montante foi aplicado um grau de impacto ambiental de 0,369%, índice definido a partir da avaliação dos impactos associados à atividade. Com esse cálculo, a obrigação de compensação ambiental da Aurora ficou estabelecida em R$ 258.2.

Os quase R$ 70 milhões, portanto, não correspondem necessariamente ao investimento total realizado pela cooperativa na expansão da unidade. O valor é aquele considerado especificamente no processo ambiental publicado pelo Imasul.

Ampliação recebeu R$ 350 milhões

A expansão do frigorífico faz parte de um projeto maior da Aurora Coop em São Gabriel do Oeste. Conforme informações divulgadas pela própria cooperativa à época da ampliação, foram investidos R$ 350 milhões em máquinas e equipamentos, construção civil e instalações industriais.

Com as intervenções, a capacidade de abate foi elevada em aproximadamente 60%, passando de 3,2 mil para 5 mil suínos por dia.

O projeto também foi anunciado com previsão de 950 novos empregos diretos. O aumento da produção foi planejado principalmente para ampliar a oferta de produtos processados ao mercado interno, incluindo cozidos, defumados, produtos frescais, presuntos e hambúrgueres.

A unidade também possui habilitação para exportação de cortes e miúdos suínos a diferentes mercados internacionais.

Com o aumento da capacidade industrial, a expectativa divulgada pela Aurora era de acréscimo de R$ 733 milhões na receita operacional bruta da unidade, levando o faturamento anual para aproximadamente R$ 2,3 bilhões. A projeção representava crescimento de 45%.

Segundo as informações divulgadas pela cooperativa, a expansão também deveria acrescentar mais de R$ 237 milhões ao movimento econômico regional.

Para sustentar a elevação da capacidade de abate, a Aurora informou que os animais seriam fornecidos por produtores rurais cooperados do sistema Suicooper III.

Cooperativas filiadas com atuação na região também fizeram investimentos em fábricas de ração, granjas de engorda e terminação e unidades produtoras de leitões.

Compensação ambiental

A obrigação publicada nesta quarta-feira decorre do processo de licenciamento ambiental da expansão. Conforme o extrato do Imasul, o termo foi firmado com base na legislação estadual que disciplina a compensação ambiental.

O documento estabelece como meta a gestão ambiental. A compensação de R$ 258 mil equivale a aproximadamente 4,7 mil Uferms.

A Uferms (Unidade Fiscal Estadual de Referência de Mato Grosso do Sul) é um índice usado pelo Estado como referência para calcular e atualizar valores de tributos, taxas, multas e outras obrigações previstas na legislação.

Como o valor da unidade é atualizado periodicamente, o documento adotou como referência a Uferms de julho de 2026, fixada em R$ 55,47. Considerando aproximadamente 4,7 mil unidades, o valor da compensação ambiental chega a cerca de R$ 258 mil.

A publicação não detalha quais ações receberão esses recursos nem especifica as intervenções ambientais que deverão ser realizadas.Outro processo chega a R$ 203 milhões

Além do termo de R$ 258,3 mil, o mesmo Diário Oficial traz outro cmpromisso de compensação ambiental da Aurora em São Gabriel do Oeste.

Nesse caso, o Termo nº 047/2026 está associado a outro processo de ampliação da atividade de abate de suínos, referente à Licença de Instalção n° 865/2022. O valor de referência informado pelo Imasul é significativamente maior: R$ 203 milhões.

Para esse empreendimento, o grau de impacto foi calculado em 0,286%, o que resultou em uma compensação ambiental de cerca de R$ 581 mil. O termo também estabelece a gestão ambiental como meta e tem validade de dois anos.

Os dois termos publicados pelo Imasul fazem parte de processos de licenciamento diferentes. Os valores de R$ 203 milhões e R$ 70 milhões são referências usadas nesses procedimentos ambientais e não representam, necessariamente, novos investimentos além dos R$ 350 milhões anunciados pela Aurora para a expansão da unidade.

agricultura

El Niño pode contribuir para derrubar produções no sul de Mato Grosso do Sul

Por causa do período de maior impacto do fenômeno, que vai de setembro a dezembro, o maior risco é para lavouras de soja e algodão

12/10/2026 08h48

Por conta do período de maior impacto do fenômeno, que começou no fim de setembro e prossegue pelos próximos três meses, o maior risco é para lavouras de soja e algodão

Por conta do período de maior impacto do fenômeno, que começou no fim de setembro e prossegue pelos próximos três meses, o maior risco é para lavouras de soja e algodão FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) está com um acompanhamento técnico para tentar identificar possíveis impactos do El Niño nos setores do agronegócio e a análise elaborada pela Embrapa apontou que as regiões do Estado mais sensíveis para ter danos negativos estão na parte sul, principalmente no recorte que observa as produções que são feitas em Maracaju e Aral Moreira. Por conta do período de maior impacto do fenômeno, que começou no fim de setembro e prossegue pelos próximos três meses, o maior risco é para lavouras de soja e algodão.

Com dados anteriores aos efeitos que vem alterando a intensidade e condições da chuva no Estado, algo que passou a ser sentido diretamente com o início da primavera, o boletim Casa Rural da Agricultura deste mês, elaborado pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), já identificou perdas.

A análise divulgou que a safra da soja 2026/2027 tem projeção de produção de 15,3 milhões de toneladas, com produtividade média de 52,4 sacas por hectare. Nesses termos, já foi identificada uma redução de 13,2% em relação ao ciclo anterior. 

A redução da safra não é acompanhada na mesma proporção que a área de lavoura. A área destinada ao cultivo de soja é estimada em 4,87 milhões de hectares, um aumento de 5,5% com relação à safra passada.
Os estudos do Mapa consideraram analisar recorte do Centro-Oeste, colocando lupa em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. 

“O atraso do início da estação chuvosa poderá inviabilizar a semeadura na época mais adequada, impactando a produtividade física e a qualidade do produto. Isto é válido para a região sul de Mato Grosso do Sul e Sul de Mato Grosso. No Sul de Mato Grosso do Sul, especialmente para Maracaju e Aral Moreira, poderá haver dificuldades no processo de colheita e apodrecimento de frutos e perda da qualidade. Para a região nordeste de MS, onde a semeadura deve ser realizada em dezembro, o efeito do atraso do início da estação chuvosa deverá ser menor”, apontou a avaliação, que também sinalizou para os efeitos de altas temperaturas com ondas de calor, que gera impacto no crescimento da lavoura.

Por conta do período de maior impacto do fenômeno, que começou no fim de setembro e prossegue pelos próximos três meses, o maior risco é para lavouras de soja e algodão

PLANTIO

A Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja-MS) divulgou neste começo de outubro que o plantio da cultura alcançou 18% da área que é monitorada. No Sul, o avanço é maior (25,3%) e na região Norte, o plantio representa menos de 0,4% da área. Somente se houver uma regularização de chuvas é que esse cenário vai ser alterado.

“No Centro-Sul, a condição de umidade tem permitido uma evolução mais rápida das operações, enquanto a região Norte ainda depende de uma regularização das chuvas. Para o produtor, o acompanhamento das condições de solo e das previsões climáticas continua sendo fundamental para definir o ritmo das operações e reduzir os riscos durante a implantação da lavoura”, explicou o analista técnico da Aprosoja-MS, Lucas Santana.

De acordo com a associação, já houve identificação de excesso de precipitação de curto período nessa etapa de semeadura. Quando há essa situação, um efeito sentido é o selamento superficial do solo que causa prejuízo para a emergência das plântulas.

ALGODÃO

A Associação Sul-mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampasul) tem acompanhado o cenário dos efeitos do El Niño desde o período do inverno. 

“A gente já tem sentido algumas diferenças climáticas já no decorrer deste ano. O inverno, por exemplo, foi mais chuvoso”, comentou o diretor executivo da entidade, Adão Hoffmann.

Para a safra 2026/2027 do algodão, o plantio está previsto para começar em dezembro e o que os produtores estão atentos é para a ocorrência ou não de um veranico em novembro, etapa pré-plantio, e o corte de chuvas prematuro a partir de março de 2027, quando poderia ocorrer um maior impacto na lavoura. 

“Caso isso ocorra, o final do ciclo do algodão pode ser impactado. Mas ainda é precoce e são todas projeções. Não temos como ainda falar em possíveis danos. Contudo, o produtor vem tomando os devidos cuidados para correr menos risco”, completou o representante da Ampasul.

O estudo alertou que pecuaristas devem ter atenção com relação ao uso do solo por conta de excesso de chuvas em áreas do Pantanal e região central. Além disso, territórios com drenagem natural devem ser priorizados na conservação para garantir o escoamento da chuva.

“Em períodos de excesso de chuva, restringir o pastejo e o trânsito de máquinas em solos saturados. Também devem ser protegidas áreas de drenagem natural, nascentes, margens de cursos d’água e locais suscetíveis à erosão, observando-se a legislação ambiental aplicável”, contextualizou o estudo.

Como orientação, a Embrapa apontou que pecuaristas devem manter registros de chuva, produção de forragem, lotação, consumo de suplemento, peso e condição corporal para subsidiar decisões e considerar revisões do planejamento. 

MILHO

O atual período está sendo de colheita do milho na segunda safra 2025/2026, com alcance de 99,96% da área plantada. Esses dados são do Projeto Siga-MS até o dia 2 deste mês. Nesse contexto, a estimativa de produtividade passou de 122,79 sacas por hectare (aumento de 13,3% com relação ao ciclo anterior), com produção em 16,253 milhões de toneladas, o que equivale a 16,7% de crescimento na comparação com a safra 2024/2025.

“Na maior parte do Estado, a operação está encerrada. Restam apenas áreas pontuais nas regiões Sul-Fronteira e Sudoeste, que ainda seguem em processo de colheita”, informou a Aprosoja-MS.

Nas projeções para a safra 2026/2027, a Famasul avalia que pode ocorrer uma redução de 13,2% na produção em razão de diferentes fatores ambientais e também com relação ao ciclo.

 

Premiação

Aposta de Campo Grande acerta a quina da Mega-Sena e fatura R$ 26 mil

Aposta ganhadora foi realizada na Lotérica Santa Fé, na Avenida Mato Grosso. 

11/10/2026 16h45

Lotérica Santa Fé, localizada na Avenida Mato Grosso

Lotérica Santa Fé, localizada na Avenida Mato Grosso Foto: Google Street View

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Uma aposta de Campo Grande acertou a quina da Mega-Sena e faturou R$26.095,23, sorteio do concurso 3069 realizado na manhã deste domingo, 11 de outubro de 2026. A extração ocorreu às 11h (de Brasília), no Espaço da Sorte, em São Paulo. Os números sorteados foram: 05 - 19 - 22 - 44 - 47 - 57. 

A aposta ganhadora foi realizada na Lotérica Santa Fé, na Avenida Mato Grosso. 

Premiação

  • 6 acertos - Não houve ganhadores; 
  • 5 acertos - 150 apostas ganhadoras, (R$ 26.095,23);
  • 4 acertos - 9.096 apostas ganhadoras, (R$ 709,33).

Confira o resultado da Mega-Sena de ontem!

Os números da Mega-Sena 3069 são:

  • 05 - 19 - 22 - 44 - 47 - 57

O sorteio foi transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pôde ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: Mega-Sena 3070

Como a Mega Sena tem três sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre na terça-feira, 13 de outubro, a partir das 20 horas, pelo concurso 3070. O valor da premiação está estimado em R$ 150 milhões.

Para participar dos sorteios da Mega-Sena é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 6,00 para um jogo simples, em que o apostador pode escolher 6 dentre as 60 dezenas disponíveis, e fatura prêmio se acertar de 4 a 6 números.

Como jogar na Mega-Sena

A Mega-Sena paga milhões para o acertador dos 6 números sorteados. Ainda é possível ganhar prêmios ao acertar 4 ou 5 números dentre os 60 disponíveis no volante de apostas.

Para realizar o sonho de ser milionário, você deve marcar de 6 a 20 números do volante, podendo deixar que o sistema escolha os números para você (Surpresinha) e/ou concorrer com a mesma aposta por 2, 3, 4, 6, 8, 9 e 12 concursos consecutivos (Teimosinha).

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