Economia

Mato Grosso do Sul

BMG acusa Boibras de romper acordo após receber milhões em investimentos

Parceria termina em guerra judicial, com cobranças milionárias e troca de acusações na Justiça de Mato Grosso do Sul

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Uma aliança entre duas empresas firmada em 2023, em São Gabriel do Oeste — uma à beira da falência e outra em ascensão ao seleto grupo das maiores do país — terminou neste mês de abril em um “divórcio litigioso”, com troca de acusações de ambos os lados.

Do lado da Boibras, em recuperação judicial desde a época da parceria, a alegação é de que a outra parte não vem cumprindo o contrato, que previa o abate de 12 mil bovinos por mês. Já a BMG Foods, empresa brasileira ligada ao Frigorífico Concepción, do Paraguai — que herdou ativos do antigo Grupo Torlim, relevante no Brasil nos anos 1990 —, afirma que a Boibras se beneficiou do acordo para evitar a falência, captar investimentos, modernizar a planta (inclusive obtendo habilitação para exportar à China) e, ainda assim, descumprir o contrato, além de permitir o aumento de ações trabalhistas.

O rompimento entre dois atores relevantes da cadeia de proteína animal envolve um acerto de contas complexo. A Boibras sustenta que, desde o início deste ano, a BMG deixou de cumprir a meta de abate mensal e afirma que, após compensação de débitos entre as partes, teria a receber R$ 4,3 milhões.

Já o grupo de capital brasiguaio BMG Foods — que no ano passado era o terceiro maior abatedor de bovinos do Brasil, atrás de JBS e Minerva — aponta uma suposta “traição” contratual.

Segundo a empresa, após investir mais de R$ 10 milhões na modernização da planta e contribuir para sua habilitação junto ao mercado chinês — principal destino das exportações brasileiras —, a Boibras passou a dificultar o cumprimento do contrato, priorizando o abate de animais próprios.

Além disso, a BMG afirma que a Boibras deve R$ 40,9 milhões pela rescisão unilateral do contrato. Desse total, R$ 28,1 milhões correspondem a obras, insumos, despesas operacionais, processos trabalhistas e prejuízos com abates fora do acordo, enquanto R$ 12,7 milhões se referem à multa contratual.

A suspeita da BMG é de que a Boibras esteja buscando uma parceria mais vantajosa após ter conseguido tornar sua planta industrial mais atratativa e competitiva, por causa dos aportes realizados pelo grupo estrangeiro.

Decisão

No dia 8 de abril, a juíza Samantha Ferreira Barione, da 2ª Vara de São Gabriel do Oeste, atendeu a pedido da Boibras e suspendeu os efeitos do contrato de parceria entre as empresas.

A magistrada também autorizou a liberação da planta para operações de terceiros, encerrando a exclusividade até então existente com a BMG, e determinou a citação da empresa no processo.

Contra-ataque

Na disputa judicial entre BMG Foods Importação e Exportação Ltda. e Boibras Indústria e Comércio de Carnes e Subprodutos Ltda., a defesa da BMG sustenta que a responsabilidade pela rescisão é da própria Boibras.

Segundo a contestação, a Boibras enfrentava grave crise financeira e só manteve suas atividades graças ao contrato. A BMG afirma ter adiantado R$ 3 milhões e investido mais de R$ 15 milhões na planta frigorífica, além de viabilizar sua habilitação para exportação à China. Com isso, a empresa teria elevado significativamente seu valor de mercado, mas passou a descumprir o acordo ao priorizar o abate próprio.

A Boibras pediu a magistrada que ela decrete segredo de Justiça no processo. Segundo seu advogado, Lucas Mochi, a empresa "vem sendo alvo de diversas notícias pejorativas e especulativas na imprensa". 

No dia 9 de março, o Correio do Estado publicou reportagem baseada na queixa de credores da Boibras, que reclamam de calote do frigorífico no cumprimento do plano de recuperação judicial apresentado aos credores. 

O maior dos inadimplementos verificados à época foi uma dívida de R$ 941 mil, montate do qual R$ 444 mil foram acolhidos de forma incontroversa, do produtor rural Elo Ramiro Loeff.

Lucro fácil?

A BMG alega que a Boibras realizou 11.345 abates fora do contrato, obtendo lucro com exportações sem arcar integralmente com os custos operacionais, que permaneceriam sob responsabilidade da parceira. Para a defesa, a prática rompeu o equilíbrio econômico do contrato e violou o princípio da boa-fé, além de contrariar o artigo 478 do Código Civil.

A empresa também aponta que mais de 150 ações trabalhistas foram ajuizadas contra ambas, em decorrência de supostas irregularidades atribuídas à Boibras, o que justificaria a rescisão por justa causa.

No campo financeiro, a BMG contesta a cobrança apresentada pela Boibras e afirma não haver saldo a pagar. Pelo contrário, sustenta um crédito de R$ 28,1 milhões, além da aplicação de multa contratual de R$ 12,7 milhões, totalizando R$ 40,9 milhões.

Nos pedidos finais, a empresa requer a extinção da ação movida pela Boibras por falta de interesse processual, argumentando que a própria autora já havia comunicado o fim da parceria. Também solicita a improcedência dos pedidos iniciais e a condenação da Boibras ao pagamento dos valores apontados, com correção monetária e juros.

A defesa conclui que a rescisão ocorreu por culpa exclusiva da Boibras, que teria buscado lucro indevido a partir dos investimentos realizados pela BMG.

A parceria

Em maio de 2025, o Correio do Estado mostrou que a parceria entre BMG Foods e Boibras era determinante para a tentativa de recuperação do frigorífico de São Gabriel do Oeste, então à beira da falência. O acordo garantia fluxo operacional e investimentos em um momento crítico para a empresa sul-mato-grossense.

Mesmo com o suporte, o processo de recuperação judicial da Boibras segue em andamento e cercado de questionamentos. Credores relatam dificuldades no cumprimento do plano, com queixas de atrasos e inadimplência, o que mantém o ambiente de desconfiança sobre a real capacidade de reestruturação da empresa.

O cenário ganha contornos ainda mais complexos diante da estrutura compartilhada entre as companhias. BMG e Boibras operam, na prática, no mesmo endereço, utilizando a mesma planta frigorífica às margens da BR-163, o que reforça o grau de interdependência que marcou a relação entre os grupos.
 

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Levantamento

24º Arraial de Santo Antônio movimentou mais de R$ 1,1 milhão na economia da Capital

Segundo pesquisa da Prefeitura Municipal, pelo menos 15 mil pessoas passaram pelo evento

19/06/2026 15h36

Segundo levantamento da prefeitura, mais de 15 mil passaram pelo evento

Segundo levantamento da prefeitura, mais de 15 mil passaram pelo evento Divulgação Prefeitura de Campo Grande

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Uma pesquisa realizada pelo Observatório de Turismo de Campo Grande mostrou que pelo menos 15 mil pessoas passaram pela 24ª edição do Arraial de Santo Antônio na Capital, tradicional festa junina. 

A celebração, que aconteceu dos dias 11 a 14 de junho apontou que os gastos do público com alimentação no evento superou os R$ 1,16 milhões durante os quatro dias. 

Segundo as estimativas, o gasto médio por participante foi de R$ 77,40 no consumo com alimentação. De acordo com os gráficos, 34,98% dos participantes gastaram de R$ 50 a R$ 99 por dia, 16,43% estimaram os gastos diários de R$ 100 a R$ 149 e 6,34% gastaram acima de R$ 200. 

A pesquisa também mostrou que o principal perfil da festa foram jovens de 18 a 25 anos, correspondendo a 45% dos entrevistados, seguidos pelos de 26 a 35 anos (21%) e público majoritariamente feminino (58,45%). 

Embora os turistas tenham correspondido a apenas 3% do público, os dados revelaram um aumento na permanência dos visitantes na cidade. 

Segundo a pesquisa, turistas de nove cidades brasileiras passaram por Campo Grande: Aquidauana, Barra Velha (SC), Glória de Dourados, Maracaju, Miranda, Natal (RN), Presidente Prudente (SP), Sidrolândia e Três Lagoas. 

Entre os visitantes, 36,36% permaneceram em Campo Grande por cinco dias ou mais. Esse índice representa um avanço em relação aos levantamentos anteriores, que registravam média de três dias de estadia na Capital. 

"O crescimento demonstra maior capacidade de retenção de visitantes e reflete o fortalecimento da oferta de atrativos, eventos e experiências turísticas na Capital, ampliando o potencial de geração de renda para diversos segmentos da cadeia produtiva do turismo", afirmou a prefeitura em nota. 

Além disso, também foi observado forte engajamento do público na festa, com 43,6% presentes em todos os dias da festa. 

Para o secretário municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Ecoômico, Turístico e Sustentável, Ademar Júnior, os dados são relevantes para um planejamento certeiro e gestão local. 

“A produção de dados confiáveis é fundamental para a construção de políticas públicas mais eficientes, capazes de promover o desenvolvimento turístico sustentável, fortalecer a economia local e ampliar a competitividade de Campo Grande como destino turístico. Ao transformar informações em conhecimento, o Observatório de Turismo contribui diretamente para o planejamento de ações, investimentos e estratégias que impulsionam o setor, consolidando uma gestão baseada em evidências e resultados”, disse. 

24ª edição

O 24º Arraial de Santo Antônio contou com a participação de artistas nacionais e regionais. Além disso, foram 18 barracas comandadas por instituições filantrópicas, comercializando comidas típicas e tradicionais das festas juninas.

Na quinta-feira (11), quem subiu ao palco foi a dupla Munhoz e Mariano. Na sexta (12), subiram ao palco Zé Barba e a dupla Alex e Yvan. No sábado (13), o Arraial teve transmissão do jogo do Brasil em uma estrutura preparada para a torcida da Seleção. Já no domingo (14), a programação contou com procissão, missa e a noite terminou com show de Alex e Yvan. 

LOTERIAS

Resultado da Dia de Sorte de ontem, concurso 1227, quinta-feira (18/06): veja o rateio

A Dia de Sorte realiza três sorteios semanais, às terças, quintas e sábados, sempre às 21h; veja quais os números sorteados no último concurso

19/06/2026 08h32

Confira o rateio da Dia de Sorte

Confira o rateio da Dia de Sorte Foto: Divulgação

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 1227 da Dia de Sorte na noite desta quinta-feira, 18 de junho de 2026, a partir das 21h (de Brasília). A extração dos números ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo, com um prêmio estimado em R$ 1 milhão.

Premiação

  • 7 acertos - Não houve ganhadores
  • 6 acertos - 49 apostas ganhadoras, (R$ 2.518,05)
  • 5 acertos - 1.829 apostas ganhadoras, (R$ 25,00)
  • 4 acertos - 22.220 apostas ganhadoras, (R$ 5,00)

Mês da Sorte

  • Maio - 65.516 apostas ganhadoras, (R$ 2,50)

Confira o resultado da Dia de Sorte de ontem!

Os números da Dia de Sorte 1227 são:

  •  28 - 10 - 09 - 22 - 31 - 21 - 03 
  • Mês da sorte: 05 - Maio

O sorteio da Dia de Sorte é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: 1228

Como a Dia de Sorte tem três sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre no sábado, 20 de junho, a partir das 21 horas, pelo concurso 1228. O valor da premiação está estimado em R$ 1,3 milhão.

Para participar dos sorteios da Dia de Sorte é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 3,00 para um jogo simples, em que o apostador pode escolher 7 dente as 31 dezenas disponíveis, e fatura prêmio se acertar 4, 5, 6 e 7 números.

Como apostar na Dia de Sorte

Os sorteios da Dia de Sorte são realizados às terças, quintas e sábados, sempre às 20h (horário de MS).

O apostador marca entre 7 e 15 números, dentre os 31 disponíveis no volante, e fatura prêmio se acertar 4, 5, 6 e 7 números.

Há a possibilidade de deixar que o sistema escolha os números para você por meio da Surpresinha, ou concorrer com a mesma aposta por 3, 6, 9 ou 12 concursos consecutivos através da Teimosinha.

A aposta mínima, de 7 números, custa R$ 3,00.

Os prêmios prescrevem 90 dias após a data do sorteio. Após esse prazo, os valores são repassados ao Tesouro Nacional para aplicação no FIES - Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior.

É possível marcar mais números. No entanto, quanto mais números marcar, maior o preço da aposta.

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