Economia

prêmio milionário

Bolão na Mega da Virada: vale a pena entrar ou é melhor jogar sozinho?

Premio está previsto em R$ 850 milhões, o maior da história da Mega-Sena; Veja qual a melhor forma para tentar a sorte e ganhar a "bolada"

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A Mega da Virada tem prêmio estimado em R$ 850 milhões para 2025, o maior valor da história da loteria, superando em mais de R$ 200 milhões o prêmio pago no ano passado, que foi de mais de R$ 635 milhões. As apostas para o concurso especial já estão abertas e entre as alternativas mais populares quando o valor do prêmio é alto estão os bolões, que permitem ao apostador participar de várias combinações com um custo menor. Mas afinal, compensa mais jogar em bolão ou fazer uma aposta sozinho?

As apostas podem ser feitas até o dia 31 de dezembro e o prêmio pode chegar até a R$ 1 bilhão, dependendo do volume de arrecadação.

O prêmio milionário atrai apostadores, que contam com a sorte para mudar de vida. Na poupança, modalidade de investimento mais conservadora e popular do País, o prêmio renderia R$ 5,7 milhões mensais ao sortudo.

Assim como nos demais concursos especiais das Loterias Caixa, o prêmio principal da Mega da Virada não acumula. Se não houver ganhadores na primeira faixa de seis números, o prêmio será dividido entre os acertadores da 2ª faixa de 5 números e assim por diante, conforme as regras da modalidade.

Para tentar garantir a "bolada", é muito comum a realização dos famosos bolões e também as apostas únicas.

Por que os bolões atraem tanta gente na Mega da Virada?

A principal vantagem do bolão é o aumento das chances de ganhar. Isto porque o bolão permite incluir mais dezenas ou realizar diversos jogos diferentes, ampliando a cobertura de combinações possíveis.

Além disso, o valor acaba sendo mais em conta, já que ao fazer jogos sozinhos, o preço da aposta aumenta consideravelmente a cada dezena a mais incluída.  Por exemplo, uma aposta simples, de seis dezenas, custa R$ 6. Caso o apostador faça um jogo de sete dezenas, o valor sobe para R$ 42. Caso queira apostar 10 dezenas, o preço é de R$ 1.260,00.   

No caso dos bolões, cada cota custa a partir de R$ 7,00, em um jogo com seis números. Aumentando para sete dezenas, o valor da cota sobe para R$ 8.

É possível fazer um bolão com no mínimo 2 e no máximo 100 cotas. Você pode realizar até 10 apostas por bolão, todas com a mesma quantidade de números.

Assim, como é caro fazer muitos jogos sozinho, dividir o custo com outras pessoas vira um caminho mais acessível.

Vantagens de jogar no bolão

  • Custo menor e mais chances

Bolões organizados por lotéricas ou sites autorizados costumam incluir várias dezenas de jogos em uma única cota. Sozinho, o apostador gastaria muito mais para fazer o mesmo volume.

  • Possibilidade de combinações mais fortes

Ao dividir o valor, o grupo pode apostar com 7, 8 ou até 10 números, aumentando as probabilidades.

  • Segurança nas lotéricas

Nos bolões oficiais, cada participante recebe um comprovante individual emitido pelo sistema da Caixa, garantindo o direito à parte do prêmio.

  • Ideal para concursos especiais

Na Mega da Virada, que não acumula, qualquer aumento de chance pode significar uma fatia de um prêmio gigantesco.

Desvantagens

  • Divisão do prêmio

Se o bolão ganhar, o valor será repartido entre todas as cotas. Em grupos muito grandes, a fatia pode ficar bem menor que o imaginado. Um bolão com 40 pessoas, por exemplo, no valor estimado para 2025, transforma a fortuna de R$ 850 milhões em um valor de R$ 21,2 milhões para cada.

  • Risco em bolões informais

Grupos feitos entre amigos, conhecidos ou via redes sociais exigem confiança. Sem comprovante individual, o participante fica vulnerável a golpes, extravios ou conflitos posteriores.

  • Menos controle sobre a estratégia

Quem participa de um bolão não decide os números, e alguns grupos usam combinações consideradas pouco eficientes, como sequências ou datas comemorativas.

  • A ilusão da garantia

Por ter mais números, as chances são aumentadas, mas nenhum bolão garante vitória, pois continua sendo um jogo de probabilidade extremamente baixa.

Qual jogo compensa mais: em bolão ou sozinho?

Considerando que a loteria é um jogo de probabilidades e que exige sorte, a resposta mais equilibrada é que o jogo em bolão compensa mais, pois aumenta as chances, mas desde que seja bem organizado e não tenha muitos participantes.

Embora o valor individual do prêmio diminua, o custo-benefício costuma ser mais favorável do que jogar isoladamente.

Para analistas de risco, o bolão vale ainda mais a pena quando o grupo é composto por entre 10 e 20 pessoas e com comprovantes individuais, para que cada apostador possa ir buscar o seu próprio prêmio, caso seja o ganhador.

Costuma ser comum e também é uma boa estratégia jogar em bolão e fazer um jogo sozinho, pois há a oportunidade de escolher as dezenas que deseja e, neste caso, a pessoa pode optar por escolher padrões, como números da sorte, números mais sorteados, aniversários especiais, escolhas da inteligência artificial, entre outros.

Agronegócio

Falta de armazenagem faz com que MS deixe de arrecadar R$ 6,1 bilhões em grãos

Mais de 12 milhões de toneladas de soja e milho da safra 24/25 não tinham onde ser armazenadas no Estado

22/02/2026 13h35

Safra do milho perdida deixou de arrecadar R$ 1,7 bilhão

Safra do milho perdida deixou de arrecadar R$ 1,7 bilhão FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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A falta de local para armazenar a produção de grãos em Mato Grosso do Sul fez com que mais de R$ 6,1 bilhões deixassem de ser arrecadados na safra 2024/2025. Esse valor corresponde ao quantitativo que deixou de ser capturado pelos produtores devido à limitação estrutural dos silos no Estado. 

Da quantia total, R$ 4,7 bilhões representam a soja e R$ 1,4 bilhão, o milho, evidenciando uma sensibilidade maior da oleaginosa às condições do mercado e à insuficiência da capacidade de estocagem. 

Os dados são de um estudo desenvolvido pela Aprosoja/MS, desenvolvido para analisar o impacto na comercialização dos grãos causado pela falta de armazenagem adequada especialmente no período da colheita. 

Na safra analisada, a produção estimada de soja e milho foi de 24,26 milhões de toneladas. Enquanto isso, a capacidade de estocagem é de 16,39 milhões de toneladas.

De acordo com o parâmetro técnico recomendado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, a capacidade de armazenagem deve equivaler a 120% da produção anual.

Assim, Mato Grosso do Sul apresenta um déficit de 12,72 milhões de toneladas, o mesmo que 43,7% da capacidade necessária para atender adequadamente à demanda das safras. 

Entre os municípios, Maracaju foi o que mais sofreu custo de oportunidade, deixando de arrecadar R$ 708,5 milhões. O município, maior produtor de grãos do Estado, corresponde, sozinho, a mais de 11% do “prejuízo”.

Em seguida, Ponta Porã, com R$ 457,9 milhões; Sidrolândia, com 401,2 milhões; Dourados, com R$ 318,6 milhões; e São Gabriel do Oeste, com R$ 265,7 milhões “perdidos”. 

Ao todo, esses municípios somam mais de R$ 2,15 bilhões em perdas por falta de armazenagem. 

“A comercialização forçada no período de colheita reduz o preço médio recebido pelo produtor e compromete o fluxo de caixa da atividade. Sem a possibilidade de escolher o momento mais adequado para vender sua produção, o produtor perde flexibilidade para escalonar as vendas, negociar melhores preços e projetar receitas ao longo do ciclo produtivo, o que fragiliza o planejamento financeiro. Por isso, a armazenagem deve ser encarada como um instrumento de gestão econômica, essencial para a sustentabilidade e a competitividade das propriedades”, afirmou o presidente da Aprosoja/MS, Jorge Michelc. 

Maior produção, menor armazenamento

Nos últimos cinco anos, a produção média de soja e milho em Mato Grosso do Sul ultrapassou 22 milhões de toneladas, deixando um déficit de armazenagem no Estado superior a 11 milhões de toneladas. 

Segundo a Aprosoja/MS, a capacidade de armazenamento no Estado é de 16,4 milhões de toneladas, enquanto a necessidade estadual chega a 27,5 milhões de toneladas. Essa diferença de 67,8% obriga muitos produtores a venderem suas safras logo após a colheita, impedindo de esperar por preços melhores do mercado.

Assim, o ritmo da capacidade de armazenamento dos grãos não acompanha o crescimento da produção agrícola. 

Entre 2014 e 2025, a capacidade de armazenagem saltou de 9,01 milhões para 16,39 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 82%. No mesmo período, a produção cresceu 69%, saindo de 17,23 milhões para 29,11 milhões de toneladas. 

A consequência disso foi o aumento do déficit de armazenagem de 8,25 milhões para 12,72 milhões de toneladas, um crescimento de 54%. Em 2023, foi registrado o déficit recorde da série, de 21,23 toneladas, após uma safra excepcional. 

Expansão

Para o economista da Aprosoja/MS, Mateus Fernandes, a expansão da armazenagem vem ocorrendo de forma reativa. 

“Historicamente, o déficit estrutural vem acontecendo em resposta ao crescimento da produção, o que limita a capacidade momentânea, aumenta a demanda por transporte no pico da colheita, pressiona negativamente a cotação dos fretes e reduz o efeito multiplicador da atividade agrícola sobre a economia local, afetando comércio, serviços e arrecadação municipal”, avaliou.

Segundo o estudo, o valor perdido na safra 24/25 equivale a cerca de 10% do valor bruto da produção de soja e milho no Estado, quantia que poderia financiar investimentos em novas estruturas de armazenamento. 

Como já noticiado pelo Correio do Estado, em julho do ano passado, o governo do Estado anunciou apoio aos investimentos de R$500 milhões da empresa Coamo para ampliar a indústria e construir novos armazéns. 

Conforme a gestão estadual, a empresa pretende expandir sua unidade de processamento de soja em Dourados e construir mais três armazéns nas cidades de Sidrolândia, Amambai e Dourados. 

Jaime Verruck, secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), detalhou que a ampliação da fábrica da Coamo localizada em Dourados terá um investimento de R$200 milhões. 

Atualmente, a planta que tem capacidade de processamento de 3 mil toneladas de soja por dia, e após ampliação, vai passar para 4 mil toneladas/dia. Já os novos armazéns serão construídos nos demais municípios, com previsão de investimento de R$80 milhões em cada um.

Empregos

Indústria, construção e comércio cortam 34 mil vagas com ensino superior em 2025, mostra FGV

O número de empregados com carteira assinada em 2025 foi menor que nos anos anteriores

22/02/2026 13h00

Construção civil puxou a geração de vagas de trabalho em Mato Grosso do Sul

Construção civil puxou a geração de vagas de trabalho em Mato Grosso do Sul Paulo Ribas

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O mercado de trabalho no País mantém-se robusto e resiliente, com abertura líquida de vagas com carteira assinada em 2025, mas em menor quantidade do que nos anos anteriores. Num cenário em que a população ocupada segue renovando recordes, a formalização deveria ter espaço para avançar e melhorar a qualidade do conjunto de empregos existentes.

Porém, em meio aos juros elevados, as atividades de indústria, construção e comércio já cortam postos de trabalho mais qualificados, com demissões de funcionários que completaram o ensino superior. Considerando todas as dispensas e admissões, os três setores juntos eliminaram 34.297 empregos formais com ensino superior completo em 2025.

Os dados são de um estudo das pesquisadoras Janaína Feijó e Helena Zahar, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), obtido com exclusividade pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. O levantamento tem como base os microdados do Novo Caged, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho.

Em 2025, o mercado formal criou 1.279.448 vagas, 398 mil postos a menos do que em 2024, uma queda de 23,7%. Apenas 1,9% desses novos postos de trabalho foram vagas com ensino superior completo: 24.513. Entretanto, houve demissão líquida entre esses funcionários com maior nível de instrução na indústria, 13.686 vagas a menos em relação a 2024; na construção, 8.179 postos a menos; e no comércio, 12.432 a menos. O resultado geral só não foi negativo porque o setor de serviços absorveu mais 58.300 trabalhadores com ensino superior, e a agricultura, mais 509.

"A gente sabia que a manutenção de uma taxa de juros elevada por muito tempo teria rebatimento no mercado de trabalho, mesmo que fosse de forma tardia. Então, a partir de junho esse impacto esperado no mercado de trabalho se consolidou, foi gerando saldos negativos. Desde agosto a geração de empregos vinha caindo na margem, e quando chegou o último trimestre, ela se consolidou de fato", relatou Feijó.

Em dezembro, o mercado formal registrou o pior saldo para o mês da série histórica do Novo Caged, com perda de 618.164 vagas líquidas, desempenho 11,3% inferior ao de dezembro de 2024. Com exceção da agropecuária, todos os demais setores econômicos apresentaram retração ante dezembro do ano anterior.

"A taxa de juros é um dos principais fatores que afetam a geração de postos formais. A gente já tem outros problemas estruturais também. No Brasil há dificuldade de contratar CLT porque os encargos trabalhistas ainda permanecem muito elevados. (...) Tem outros elementos adjacentes que influenciam, como as expectativas dos empresários. Se eles percebem que o ambiente econômico está muito desfavorável, eles tendem a postergar essa decisão de contratar especialistas no negócio e a não contratar novas pessoas", frisou Feijó. "Mas a gente sabe que para o País crescer, a gente tem que focar na geração de postos formais."

Quanto a 2026, a desaceleração da atividade econômica e a manutenção de juros em patamares elevados geram expectativas de um desempenho ainda mais modesto na geração de empregos com carteira assinada, diz o estudo. Feijó acrescenta que o cenário será de mais incerteza, por conta das eleições no segundo semestre, embora seja esperado algum efeito de retenção de mão-de-obra em setores específicos por conta de pacotes de estímulo do governo e da realização da Copa do Mundo de Futebol

"O nível de incerteza tende a aumentar, e as pessoas tendem a esperar até o final do ano para ver como é que vai se consolidar a questão eleitoral, quem vai ganhar, para poder decidir o que vai fazer (sobre investimentos em contratações)", estimou a pesquisadora do Ibre/FGV.

O resgate do fôlego no emprego com carteira depende, em primeiro lugar, de uma redução na taxa básica de juros, mas também da melhora no ambiente de negócios, defendeu.

"A gente tem conseguido aumentar a população ocupada, mas a qualidade ainda deixa a desejar. Uma sociedade que tem mais de 38% de trabalhadores na informalidade, isso é muito prejudicial, por conta da evasão fiscal. Do ponto de vista do trabalhador também é ruim, porque ele não tem garantia", justificou Feijó.

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