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Brasil lança plano para dobrar exportação de leite em 3 anos

Brasil lança plano para dobrar exportação de leite em 3 anos

portal brasil

30/09/2015 - 06h45
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O Ministério da Agricultura lançou, nesta terça-feira (29), o Programa Leite Saudável, com o objetivo de beneficiar até 80 mil produtores. A proposta é auxiliar na ampliação da quantidade e da qualidade do leite produzido. O objetivo é atingir o mesmo volume diário por animal obtido em países líderes mundiais como Argentina (16 litros por vaca) e Nova Zelândia (11 litros).

Para isso, serão investidos R$ 387 milhões em 466 cidades de Goiás, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, responsáveis por 72,6% de todo o leite nacional. Espera-se que o programa impulsione as exportações dos derivados como leite em pó, manteiga e queijo de US$ 345 milhões, em 2014, para US$ 825 milhões, em 2018.

“A gente precisa parar de pensar que só pode exportar um, dois ou três produtos (soja, carne e milho). Nós temos condições de exportar muito mais”, considerou a ministra da Agricultura, Kátia Abreu. “Nossa angústia é melhorar performance (da produção), melhorar a qualidade para abrir mercado e exportar”, disse.

Segundo ela, 800 mil produtores vendem leite, sendo que cerca de 80% produzem até 50 litros por dia. A meta é elevar a produção desses agricultores de pequeno porte para uma média diária de 200 litros. A ministra ressaltou que a maior parte desses produtores pertence às classes D e E. “Nós já identificamos que o produtor com menos de 50 litros está fadado a ficar fora do mercado”, disse.


A intenção do governo é coloca-los na “classe média do campo”. Para isso, será criada uma rede técnica de assistência em parceria com o Sebrae e o Senar, responsáveis por 60% do total de investimentos previstos. Cada produtor irá receber 200 horas de assistência, e a demanda de formação dos técnicos será atendida pelo Pronatec.

A assistência vai passar também por uma maior seleção de raças mais produtivas por meio de inseminação artificial. Nos casos de Goiás e Minas Gerais, onde a inseminação corresponde de 8% a 15% das gestações do gado leiteiro, a meta é elevar para 70% do rebanho. Nos demais estados, a projeção é de 80%. O objetivo final é aumentar o nível do melhoramento de raça bovina para pelo menos 3% do rebanho nacional.

O programa prevê também a redução de doenças como a tuberculose, com vacinação de até 80% de todo o rebanho nos cinco estados. Os governos estaduais, contudo, deverão mudar a legislação local para indenizar, em até 75% do valor dos animais, os produtores que tiverem de abater animais doentes. “Essas são doenças que interferem na saúde pública, e nosso desafio é executar ações coordenadas em todos os segmentos”, disse o secretário de Defesa Agropecuária, Décio Coutinho.

Agroindústria

Os pequenos produtores também terão uma regulamentação própria para formalizar seu negócio, após mudanças no Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (Riispoa). Com isso, serão definidos padrões de procedimentos, instalações e equipamentos exigidos para as pequenas agroindústrias. Esses estabelecimentos poderão produzir derivados de leite, como queijos artesanais, manteiga e iogurte. 

Os produtores de leite podem, ainda, acessar recursos do Plano Agrícola e Pecuário 2015/16. Entre eles, R$ 5,29 bilhões para o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), R$ 1,4 bilhão para o Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária (Inovagro) e R$ 28,9 bilhões para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

O diretor-executivo da Associação Brasileira de Lácteos (Viva Lácteos), Marcelo Martins, que representa as principais empresas do setor, avaliou como “factível” o programa da Agricultura. “É um anseio muito grande a execução desse programa, porque ele trata da assistência técnica, do marco regulatório e de algo que é muito importante para nós, que é o acesso a mercados. Temos uma expectativa muito grande na execução do programa”, afirmou.

Disparidade

Mulheres recebem 26% a menos que homens em MS, aponta MTE

Diferença salarial no Estado supera média nacional e se mantém mesmo com avanço da participação feminina no mercado

29/04/2026 15h00

Mulheres ainda recebem menos que homens, aponta pesquisa

Mulheres ainda recebem menos que homens, aponta pesquisa FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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A remuneração média das mulheres em Mato Grosso do Sul segue significativamente inferior à dos homens, mesmo diante do aumento da presença feminina no mercado de trabalho. Dados do 5º Relatório de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios, divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), mostram que as trabalhadoras sul-mato-grossenses recebem, em média, R$ 3.065,70, enquanto os homens ganham R$ 4.151,02, diferença de 26%.

O levantamento considera estabelecimentos com 100 ou mais empregados e tem como base informações da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS). No recorte nacional, a desigualdade é menor, mulheres recebem, em média, 21,3% a menos que os homens.

Em Mato Grosso do Sul, a disparidade se repete em praticamente todos os recortes analisados, inclusive quando se considera raça. Entre trabalhadores não negros, os homens têm remuneração média de R$ 5.067,47, contra R$ 3.706,03 das mulheres. Já entre negros, os homens recebem R$ 3.701,36, enquanto as mulheres ganham R$ 2.658,43, evidenciando um duplo recorte de desigualdade (de gênero e racial).

Além da remuneração média, o salário contratual mediano também revela diferença. Enquanto os homens têm mediana de R$ 2.496,51, as mulheres recebem R$ 1.967,35 no Estado.

Mato Grosso do Sul contava, em dezembro de 2025, com 652 estabelecimentos com 100 ou mais empregados, responsáveis por 226,1 mil vínculos empregatícios. Desses, 83 mil eram ocupados por mulheres, sendo 50 mil por mulheres negras (60,2%) e 32,9 mil por mulheres não negras (39,6%). Os homens empregados nessas empresas somavam 143,1 mil, dos quais 95,1 mil eram negros (66,4%) e 48 mil não negros (33,5%).

OCUPAÇÕES

A diferença salarial também aparece quando analisados os grandes grupos ocupacionais. Entre dirigentes e gerentes, por exemplo, as mulheres recebem cerca de 62,1% da remuneração média dos homens. Em cargos de nível superior, esse percentual sobe para 75,7%, mas ainda distante da igualdade.

Nos cargos técnicos de nível médio, a proporção cai para 60,3%, enquanto nas atividades operacionais, onde está a maior parte dos vínculos empregatícios, as mulheres recebem 64,2% da remuneração masculina.
Já nos serviços administrativos, a diferença é menor, mulheres ganham, em média, 78,7% do rendimento dos homens.

Apesar da persistência da desigualdade salarial, o relatório do MTE aponta avanços na participação feminina no mercado de trabalho. Entre 2023 e 2025, o número de mulheres empregadas no país cresceu 11%, passando de 7,2 milhões para 8 milhões, um acréscimo de 800 mil trabalhadoras.

O crescimento foi ainda mais expressivo entre mulheres negras, com aumento de 29%, o que representa mais 1 milhão de novas ocupações.

Mesmo com essa expansão, a massa de rendimentos das mulheres subiu de 33,7% para 35,2%, ainda distante da participação feminina no emprego, que é de 41,4%. Segundo o MTE, para alcançar esse equilíbrio, seria necessário um acréscimo de R$ 95,5 bilhões nos rendimentos das trabalhadoras.

Os dados nacionais indicam que, apesar da expansão das oportunidades, ainda é necessário avançar na equiparação salarial e em outros aspectos.

“Quando nós defendemos a igualdade salarial, não estamos defendendo puramente aquele número nominal de valor do salário das mulheres e homens numa empresa. Nós estamos falando da função que essa mulher está, das condições de trabalho em que ela se encontra, dos direitos que ela já tem garantidos e que muitas vezes não são cumpridos”, afirmou a ministra das Mulheres, Márcia Lopes.

“As mulheres ainda se ressentem muito de todos esses processos que as discriminam, que as inferiorizam, que as subalterniza por vários interesses e, principalmente, pela cultura ainda misógina, machista. A gente tem que trabalhar muito mais, tem que dialogar muito mais, tem que se juntar a todas as confederações, as entidades, as instâncias federativas”, completou a ministra das Mulheres.

ESTABILIDADE

O relatório indica que a desigualdade salarial não apresentou melhora significativa desde a implementação da Lei nº 14.611/2023, que trata da igualdade salarial entre homens e mulheres. No salário mediano, a diferença passou de 13,7% para 14,3%. Já na remuneração média, subiu de 20,7% para 21,3% no País.

Por outro lado, aumentou o número de empresas com menor desigualdade. Estabelecimentos com até 5% de diferença no salário mediano cresceram 3,8%, chegando a cerca de 30 mil. No rendimento médio, esse grupo avançou 4,3%.

Também houve avanço em políticas internas, como oferta de jornada flexível (de 40,6% para 53,9%), auxílio-creche (de 22,9% para 38,4%) e ampliação de licenças parentais.

O Ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, reforçou as palavras de Márcia Lopes e disse que a luta por igualdade das mulheres vai além da questão salarial. Para ele, é preciso estar atento à promoção das carreiras.

 “Não é somente a igualdade de salário na mesma função. Nós estamos falando da necessidade da promoção de valorização das mulheres na ascensão nas carreiras. Nós queremos estabelecer passo a passo, degrau por degrau, na construção da igualdade salarial, mas ela é um pedacinho do todo que nós desejamos quando se debate o direito das mulheres”.

Saiba

A Lei nº 14.611, sancionada em 2023, determina que empresas com 100 ou mais empregados adotem medidas para garantir igualdade salarial, como transparência remuneratória, fiscalização contra discriminação e programas de diversidade.

LOTERIAS

Resultado da Dia de Sorte de ontem, concurso 1206, terça-feira (28/04): veja o rateio

A Dia de Sorte realiza três sorteios semanais, às terças, quintas e sábados, sempre às 21h; veja quais os números sorteados no último concurso

29/04/2026 08h17

Confira o rateio da Dia de Sorte

Confira o rateio da Dia de Sorte Foto: Divulgação

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 1206 da Dia de Sorte na noite desta terça-feira, 28 de abril de 2026, a partir das 21h (de Brasília). A extração dos números ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo, com um prêmio estimado em R$ 200 mil.

Premiação

  • 7 acertos - Não houve ganhadores
  • 6 acertos - 28 apostas ganhadoras, (R$ 2.829,51)
  • 5 acertos - 1.111 apostas ganhadoras, (R$ 25,00)
  • 4 acertos - 13.681 apostas ganhadoras, (R$ 5,00)

Mês da Sorte

  • Dezembro - 37.030 apostas ganhadoras, (R$ 2,50)

Confira o resultado da Dia de Sorte de ontem!

Os números da Dia de Sorte 1206 são:

  • 11 - 18 - 10 - 27 - 02 - 29 - 08
  • Mês da sorte: 12 - dezembro

O sorteio da Dia de Sorte é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: 1207

Como a Dia de Sorte tem três sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre na quinta-feira, 30 de abril, a partir das 20 horas, pelo concurso 1207. O valor da premiação está estimado em R$ 400 mil.

Para participar dos sorteios da Dia de Sorte é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 3,00 para um jogo simples, em que o apostador pode escolher 7 dente as 31 dezenas disponíveis, e fatura prêmio se acertar 4, 5, 6 e 7 números.

Como apostar na Dia de Sorte

Os sorteios da Dia de Sorte são realizados às terças, quintas e sábados, sempre às 19h (horário de MS).

O apostador marca entre 7 e 15 números, dentre os 31 disponíveis no volante, e fatura prêmio se acertar 4, 5, 6 e 7 números.

Há a possibilidade de deixar que o sistema escolha os números para você por meio da Surpresinha, ou concorrer com a mesma aposta por 3, 6, 9 ou 12 concursos consecutivos através da Teimosinha.

A aposta mínima, de 7 números, custa R$ 3,00.

Os prêmios prescrevem 90 dias após a data do sorteio. Após esse prazo, os valores são repassados ao Tesouro Nacional para aplicação no FIES - Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior.

É possível marcar mais números. No entanto, quanto mais números marcar, maior o preço da aposta.

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