Segunda edição do Mapa do Emprego de Mato Grosso do Sul, divulgado ontem pelo Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento Fecomércio (IPF-MS), aponta que a crise econômica freou o ritmo de contratação das micro e pequenas empresas de Mato Grosso do Sul em 2015. Responsáveis pela geração de 45% dos empregos formais no Estado no levantamento anterior, dividindo o mesmo porcentual de criação de vagas com as grandes empresas, os micro e pequenos negócios na geração de empregos tiveram a participação reduzida de 45% para 44%, enquanto a das grandes avançou de 45% para 49%. Dentre as médias empresas, o índice também encolheu, de 10% para 7%. “Essa inversão é um reflexo da retração econômica. A crise mudou o perfil do empregador em Mato Grosso do Sul como um todo”, avalia o consultor da Fecomércio, Leandro Lins.
De acordo com o Mapa do Emprego, a economia sul-mato-grossense registrou 645.620 empregos formais em 2015. A maioria dos empregos (58%) é ocupada por trabalhadores do sexo masculino, a idade média dos empregados é de 37 anos, 42% têm o ensino médio completo (apenas 18% apresentam ensino superior completo) e o tempo médio de permanência no emprego é de 54 meses, frente aos 47 meses da pesquisa anterior, situação que também pode estar relacionada à incerteza com a economia, destaca a economista do IPF-MS, Daniela Teixeira Dias. “O trabalhador é um empregado, mas também é um consumidor e tende a ser mais cauteloso no seu comportamento de uma forma geral”, comentou.
(*) A reportagem, de Daniella Arruda, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.

