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Impasse entre trabalhadores e comerciantes pode causar prejuízo no comércio da Capital

Sem diálogo, o comércio de Campo Grande não pode abrir nas noites de dezembro

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A falta de acordo entre empresários e trabalhadores sobre a remuneração aos domingos, pode deixar o comércio de Campo Grande de portas fechadas nas noites festivas de Natal e Ano Novo. Em uma reunião que aconteceu na tarde de ontem (06), acabou sem acordo e criou um clima ruim entre representantes e sindicatos trabalhistas. 

De acordo com o presidente da Câmara Dirigentes e Lojistas (CDL), Adelaido Villa, simplificou que o prejuízo econômico com o comércio de portas fechadas nas noites em que ocorrerá atrações festivas de Natal na região central de Campo Grande será de proporções catastróficas na ecônomia da cidade

"Estamos muito preocupados com essa falta de diálogo entre os sindicatos dos trabalhadores e dos comerciantes. O que adianta a gente pensar em crescer e eles resolvem entrar em conflito por algo em que ambos serão os maiores prejudicados. Espero que se resolvam, até porque o comércio fechado no final do ano será um prejuízo gigantesco para a economia de uma capital como é Campo Grande", detalhou.  

O diálogo entre o Sindicato dos Empregados no Comércio (SECCG) e o Sindicato do Comércio Varejista se emperrou nas questões trabalhistas aos domingos. Enquanto o SECCG pede 4,1% de renumeração salarial e receber aos domingos, no outro lado o Sindicato dos Varejistas não aceitaram e foram irredutíveis. A reunião acabou gerando um impasse e criando um clima ruim entre representantes.   

"Sobre a questão salarial, penso que é possível entrar em diálogo e ambos se ajustarem no meio termo. O que está emperrando mesmo é sobre trabalhar aos domingos. O sindicato dos trabalhadores não quer abrir mão disso e procura os seus direitos, mas do outro lado, os sindicato dos empresários estão irredutíveis porque eles precisam abrir nos finais de semana. Estamos dialogando com todos os representantes e estamos na torcida que ambos os lados consigam se resolver", explicou o presidente da CDL, Adelaido Villa 


Sindicato dos trabalhadores vê trabalho escravo 

Em busca de seus direitos, o presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio (SECCG), Carlos Santos, relatou que a reunião terminou sem diálogo e que os trabalhadores estão abertos para negociar com os empresários.

"O trabalhador tem suas contas para pagar. Colocamos na mesa uma proposta salarial de 4,1% e recebe aos domingos. Sim, os trabalhadores não recebem aos domingos, eles ganham somente uma folga. Os empresários não aceitaram. Sai de lá vendo que o trabalhador está sendo escravizado. Não queremos isso", afirmou.  

A reportagem tentou contato com o presidente da Fecomércio, Edson Araújo, que participou da reunião, para entender o impasse, e se abrirá mais reuniões para definir a situação. Os contatos não foram atendidos e o canal segue em aberto.  


E se não houver acordo? O que diz a lei? 

Conforme informações da Fecomércio, existe uma lei municipal que permite ao comércio abrir até às 22h. Já aos domingos e feriados, a lei da liberdade para que as lojas abrem em Campo Grande.  

Ainda de acordo com a lei, não há nenhuma definição sobre os dias de semana em horários especiais de funcionamento no período de final de ano. 

 

Compras de fim de ano devem movimentar R$ 1 bilhão na economia de MS

 

O período de fim de ano deve movimentar R$ 1 bilhão na economia de Mato Grosso do Sul, entre gastos com presentes e comemorações, segundo aponta pesquisa do Instituto de Pesquisa da Fecomércio MS (IPF-MS) e Sebrae MS, divulgada nesta segunda-feira (27).

O montante é 17,44% maior do que o injetado na economia no mesmo período do ano passado.

"É a primeira vez que a movimentação do fim de ano ultrapassa os milhões e vai para a casa do bilhão", disse a economista do IPF-MS, Regiane Dedé de Oliveira.

“A maior parte da movimentação, R$ 410,07 milhões, será com as comemorações de Ano Novo, seguidas dos presentes de Natal, que correspondem a R$ 355,71 milhões e as comemorações de Natal, R$ 239,32 milhões”, explica a economista.

Contanto presentes e comemorações, o Natal deve movimentar R$ 595,02 milhões, com gasto médio de R$ 628,05 por pessoa.

Dos consumidores, 71,83% informaram que irão presentear no Natal, com valor médio de R$ 333,36. Os filhos, netos, enteados e afilhados são os preferidos para serem presenteados, seguido de pais, avós e tios.

Quanto aos presentes, as roupas lideram as escolhas (53%), seguidas de calçados (43%) e brinquedos (34%).

Sobre o local de compra, lojas físicas são preferência de 88% dos consumidores, que informaram que pretendem pagar à vista, mas esperam descontos.

O analista-técnico do Sebrae/MS, Paulo Maciel, afirma que, com as pessoas optando por lojas físicas, é importante que os comerciantes garantam a qualidade do atendimento.

Ele ressalta que é importante ao empresário se antecipar na contratação, para oferecer o treinamento aos colaboradores.

“Trabalhe a decoração com itens relacionados ao Natal, estímulos visuais bem trabalhados chamam atenção do cliente e ajuda na conquista daquele que ainda está indeciso”, acrescenta Paulo.

Além dos presentes, 54,67% dos sul-mato-grossenses devem comemorar o Natal, sendo que a maioria (59,5%) afirmam que a comemoração será íntima, com a tradicional ceia em casa ou na casa de familiares e amigos.

Neste ano, o gasto médio com as comemorações de ano novo deve ser de R$ 311,68 por pessoa.

Além da comemoração em família, que, assim como o Natal, é opção da maioria, as celebrações de réveillon também incluem viagens, comemorações em igrejas, em praças e espaços públicos e espaços de festa.

"Esse ano as pessoas preferem comemorar o ano novo mais do que o natal, mas as duas datas irão movimentar a questão das comemorações, que envolve um monte de setores da economia", disse. 

*Colaborou Glaucea Vaccari

 

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pesquisa

MS tem 4,3 milhões de hectares de área degradada, a 3ª maior do País

Embrapa indica que o Estado tem grande concentração de pastagens deterioradas que podem ser aproveitadas

20/02/2024 08h30

Foto: Gerson Oliveira

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Estudo elaborado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) indica que Mato Grosso do Sul tem a terceira maior área de pastagem degradada apta para conversão agrícola do País. No total, são 4,34 milhões de hectares que apresentam potencial para serem convertidos em áreas agrícolas.

Segundo a pesquisa, as regiões com níveis de degradação intermediário e severo podem ainda receber o cultivo de culturas, e a maior parte delas está localizada no Cerrado. A concentração das áreas facilita o planejamento de recursos públicos e privados para promover a recuperação das terras, afirma a Embrapa.

Ainda de acordo com a Embrapa, a conversão do quantitativo poderia aumentar em 35% a área total plantada com grãos no País em relação à safra 2022/2023.

A estatal cruzou inúmeras bases de dados públicas e privadas nacionais e refinou as informações agronômicas e ambientais para identificar as áreas com maior potencial de conversão.

Mato Grosso lidera, com 5,12 milhões de hectares que podem ser recuperados, seguido de Goiás, com 4,68 milhões de hectares, e Mato Grosso do Sul, com 4,34 milhões de hectares com potencial de serem convertidos. 

Dados do quinto boletim de safras da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontam que, para a safra 2023/2024, Mato Grosso do Sul terá uma área cultivada de 6,41 milhões de hectares.

Caso fossem adicionados os 4,34 milhões de hectares com potencial de conversão agrícola, o Estado teria uma ampliação de 67,69% na área cultivada.

Em simpósio sobre sistemas de produção realizado no ano passado, o pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste Fernando Mendes Lamas disse que muitas áreas de pastagens degradadas, com solos arenosos, estão sendo ocupadas por lavouras. 

“O desafio é encontrar alternativas para que a atividade agropecuária continue sendo sustentável”, pontuou.

Conforme publicado pelo Correio do Estado, na edição de 25 de setembro de 2023, Mato Grosso do Sul já tem atuado na conversão de áreas. A área de cultivo de soja aumentou em 100% no período de 10 anos.

Dados do Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio (Siga MS) apontam que, na safra 2013/2014, foram 2,1 milhões de hectares dedicados ao cultivo da oleaginosa. A estimativa para o ciclo 2023/2024 sugere 4,2 milhões de hectares.

No mesmo período, houve uma redução na produção de bovinos, apesar de não ter dados oficiais da quantidade de hectares que eram dedicados para pastagens e que foram transformados em lavouras, o número de animais produzidos no Estado ajuda a mostrar que realmente houve uma troca.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que, no período de 10 anos, houve redução de 12,41% no rebanho bovino. Em 2012, MS tinha 21,49 milhões de cabeças, em 2022, o número de animais passou a ser 18,43 milhões.

O titular da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, explica que o aumento da área plantada se deu com a recuperação de pastagens degradadas.

“Expandimos a produção do grão para áreas que eram até então ocupadas pela pecuária e que tinham algum grau de degradação. Isso mostra que a política agrícola do Estado tem atingido resultados adequados”.

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PESQUISA

A pesquisa da Embrapa levou em conta não só as imagens de satélite para localizar as propriedades com terras em degradação, mas estudos sobre os perfis de solo, a topografia, o clima e até a disponibilidade de infraestrutura instalada nas proximidades, como armazéns e rodovias.

Segundo a instituição, cerca de 11 milhões de hectares de pastagens com degradação severa estão em áreas com potencial agrícola bom ou muito bom, enquanto 18 milhões de hectares com nível de degradação intermediário estão em áreas com potencial agrícola bom ou muito bom.

Em sua análise, a estatal ainda excluiu 447 milhões de hectares de áreas de comunidades tradicionais, assentamentos rurais, unidades de conservação, áreas públicas não designadas e áreas militares, que representam cerca de 52%do território nacional. Também não considerou áreas prioritárias para conservação da biodiversidade.

Ao todo, o Brasil tem 177 milhões de hectares de pastagens, dos quais 109,7 milhões apresentam limitação de moderada a severa. 

PROGRAMA

Na mesma vertente, o governo federal lançou, em dezembro de 2023, o Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas em Sistemas de Produção Agropecuários e Florestais Sustentáveis (PNCPD) e criou seu comitê gestor interministerial, por meio do Decreto nº 11.815.

A pretensão do governo é a recuperação e conversão de até 40 milhões de hectares de pastagens de baixa produtividade em áreas agricultáveis em 10 anos, podendo dobrar a área de produção de alimentos no Brasil sem desmatamento, evitando a expansão sobre áreas de vegetação nativa.

Para o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, além de ser uma prática sustentável, a adoção dessas medidas garante a segurança alimentar e reduz o impacto das mudanças climáticas.

“Com foco na produção com rastreabilidade e sustentabilidade, a proposta visa a intensificação da produção de alimentos sem avançar no desmatamento sobre as áreas já preservadas e com práticas que levem a não emissão de carbono”, destacou.

produção

Chuva alcança quase todo o Estado e produtor rural agradece

Em meio ao plantio do milho e colheita da soja, chuva ocorre na hora certa

19/02/2024 11h05

Marcelo Victor

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No sábado (17) e domingo (18), quase todos os municípios de Mato Grosso do Sul foram contemplados com chuvas significativas. Em meio ao plantio do milho e colheita da soja, produtores rurais agradecem. 

Conforme os dados do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de MS (Cemtec), o Pantanal foi uma das áreas em que mais houve chuva, bem como em cidades que vivem da soja. 

O local que registrou o maior volume de chuva no período de 72h foi Rio Verde de Mato Grosso, com 110,6 mm. 

Em sequência, as maiores chuvas ocorreram em Nhumirim (107,6 mm); Cassilândia (97,2 mm); Ponta Porã (92,8 mm); Maracaju (82,6 mm); Coxim (79,6 mm); Miranda (77,2 mm). Veja o balanço completo: 

Produção rural  

Os números mostram que cidades que concentram grande volume de produção de soja foram beneficiadas com a chuva, entre elas, Maracaju, Ponta Porã, Sidrolândia, Dourados, São Gabriel do Oeste, entre outras. 

O Boletim Casa Rural mais recente, da Aprosoja, mostra que, até 9 de fevereiro, a evolução da colheita da soja, nas regiões norte, centro e sul do Estado, alcançou 18%.

No momento, a região norte está com a colheita mais avançada, com média de 33,9%, enquanto a região centro está com 18,6% e a região sul com 13,8% de média. 

A área colhida até o momento, conforme estimativa do Projeto SIGA-MS, é de aproximadamente 768 mil hectares.

Aprosoja pontua no Boletim que a área de soja no estado ainda está em constante crescimento, enquanto a média de sacas por hectare está dentro do potencial produtivo das últimas 5 safras do Estado. 

Entre os fatores que influenciam está o volume de chuvas, especialmente no período que se estende do final de janeiro até o final de fevereiro. 

O Boletim mostra que a chuva nesses período é o principal fator determinante da produtividade em todo o Estado.

Os produtores de milho também são beneficiados, embora a estimativa é de que a safra seja 5,82% menor em relação ao ciclo passado (2022/2023), atingindo a área de 2,218 milhões de hectares. 

A expectativa é de produção de 11,485 milhões de toneladas, apontando retração de 14,25% quando comparada ao ciclo anterior. 

Conforme as informações divulgadas, a chuva não é o fator que leva à tal retração, mas outras questões como o atraso na colheita da soja que afetou a janela de semeadura do milho 2ª safra e a ocorrência de eventos climáticos adversos, como estiagem. 

Até 9 de fevereiro, a evolução do plantio do milho, nas regiões norte, centro e sul do Estado, alcançou 17,2%. 

A região norte está com o plantio mais avançado, com média de 42,3%, enquanto a região centro está com 16,7% e a região sul com 13,1% de média. 

A área plantada até o momento, conforme estimativa do Projeto SIGA-MS, é de aproximadamente 381 mil hectares.

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