Economia

pesquisa mensal de comércio

Comércio de MS fecha o ano em queda mas se mantém acima da média nacional

Em comparação ao mês de dezembro de 2024, o setor registrou alta de 5,2%

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O comércio de Mato Grosso do Sul fechou o ano de 2025 em queda. De acordo com a Pesquisa Mensal do Comércio divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (13), o volume de vendas do comércio varejista do Estado no mês de dezembro registrou queda de 0,2% na comparação com o mês de novembro (2,6%). 

Em comparação ao mesmo mês do ano de 2024, o comércio registrou alta de 5,2%. A variação acumulada anual ficou em 0,8% e o acumulado do ano, ou seja, de janeiro a dezembro de 2025, o aumento registrado também foi de 0,8%. 

No comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças, material de construção e atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo, o volume de vendas registrou queda de 3,6% na série com ajuste sazonal.

 Na série sem ajuste sazonal, o varejo ampliado registrou alta de 8,0%. No acumulado no ano ficou em 2,0% e em 12 meses, o mesmo valor.

Comércio de MS registra queda no fechamento de 2025Comércio de MS registra queda no fechamento de 2025 / Reprodução IBGE

Nacional

A nível nacional, as vendas no comércio varejista fecharam 2025 com alta de 1,6%. Frente ao mês de novembro, as vendas no comércio no país variaram negativamente 0,4%. Já a média trimestral mostrou uma variação positiva de 0,3%. 

“O comércio varejista fecha 2025 com crescimento em relação a 2024, mas com uma amplitude menor. No ano passado, o acumulado de ganhos chegou a 4,1%, um crescimento bem forte. Já 2025 fecha com 1,6%, mais ou menos no mesmo nível de crescimento registrado nos anos anteriores. Em 2023 havia sido 1,7%, 2022 1,0% e 2021 1,4%. O crescimento de 2025 foi razoavelmente distribuído, puxado pela farmacêutica, por móveis e eletrodomésticos e equipamentos para escritório, informática e comunicação, essa última fortemente influenciada pela forte desvalorização do dólar frente ao real, que ajudou nas vendas de produtos eletrônicos importados, como celulares e laptops”, avalia o gerente da pesquisa, Cristiano Santos.

Em comparação a novembro, apenas dois dos oito grupamentos pesquisados não registraram taxa negativa: equipamento e material para escritório, informática e comunicação (6,0%) e Combustíveis e lubrificantes (0,3%). 

Os outros seis setores apresentaram resultados negativos: 

  • Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (-5,1%);
  • Livros, jornais, revistas e papelaria (-2,0%);
  • Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-1,8%);
  • Móveis e eletrodomésticos (-0,7%);
  • Tecidos, vestuário e calçados (-0,4%); e 
  • Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,3%).

Na passagem de novembro para dezembro, as vendas do comércio varejista mostraram um recuo em 22 das 27 unidades da federação, com destaque para Rondônia (-10,2%), Roraima (-6,4%) e Espírito Santo (-5,9%). 

Do lado contrário, se destacaram o Rio de Janeiro (1,9%), Bahia (1,8%) e o Distrito Federal (1,6%). 

Comércio otimista

A leve redução no comércio varejista no Estado acontece frente a um cenário otimista para o setor. 

Grandes movimentos como a Black Friday e as festas de fim de ano resultaram na contratação de pouco mais de mil trabalhadores temporários no comércio de Campo Grande e, segundo o sindicato, a expectativa é que, pelo menos, 50% desse número seja efetivado no setor. 

“A economia não está no patamar ideal, mas é inegável que há um aquecimento. Temos percebido isso diretamente nas conversas com empresários e trabalhadores, principalmente pela permanência de muitos temporários nas equipes das lojas”, afirmou o presidente do SECCG, Carlos Santos. 

Dados divulgados nesta quinta-feira (29) pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostraram que, em Mato Grosso do Sul, foram criadas 3.258 vagas de trabalho no setor de comércio. Apenas em Campo Grande, foram 1.007 vagas. 

Na capital, a geração de empregos foi puxada pelo setor de serviços, seguido pelo comércio e construção. 


 

ENERGIA ELÉTRICA

Energisa adia decisão sobre reajuste na conta de luz

Aneel recomendou aumento de 12,61% e análise que seria na terça-feira foi retirada de pauta

03/04/2026 13h30

Energisa aceitou adiar em uma semana a análise do processo que tramita na Aneel

Energisa aceitou adiar em uma semana a análise do processo que tramita na Aneel Foto: Divulgação

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Com o intuito de tentar reduzir o impacto do reajuste da energia elétrica que em média deve ser de 12,61%, a Energisa MS aceitou adiar em uma semana a análise do processo que tramita na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A diretoria da autarquia iria analisar em reunião colegiada o aumento tarifário na próxima terça-feira, mas retirou de pauta.

No mês passado, a Aneel solicitou que a Energisa MS se manifestasse sobre esta possibilidade de postergar a decisão, atendendo pedido feito pela  Secretaria Nacional de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia, que comunicou a Aneel que o “Governo Federal encontra-se, neste momento, conduzindo análises e tratativas institucionais voltadas à avaliação de possíveis medidas relacionadas a reajustes tarifários, “destacando que “o objetivo dessas discussões é examinar alternativas que possam mitigar os impactos dos reajustes tarifários para os consumidores, buscando soluções que preservem o equilíbrio regulatório sem impor ônus excessivo à população”.

Com a apresentação desses argumentos pelo ministério, a diretora-relatora do processo de reajuste da Energisa MS na Aneel, Agnes Maria de Aragão da Costa, considera, com base em parecer técnico, que  a “ANEEL não pode promover o diferimento tarifário sem a anuência da concessionária, por configurar alteração unilateral das cláusulas econômicas do contrato de concessão, notadamente aquelas que definem a respectiva equação econômico-financeira”.

Por esse motivo, no dia 24 do mês passado Agnes da Costa encaminhou oficio à Energisa solicitando seu posicionamento sobre o reajuste. No documento afirma que “considerando o pleito do Ministério de Minas e Energia e diante da relevância e sensibilidade do tema, solicito que a EMS (Energisa) se manifeste quanto ao seu interesse e indique a alternativa que entenda mais adequada para o tratamento de sua tarifa no âmbito do presente processo, de modo a subsidiar a deliberação desta Agência, em observância aos limites legais e contratuais aplicáveis.”

Ontem, após a autarquia já ter apresentado estudos com o percentual de reajuste, a Energisa MS apresentou ofício comunicando que aceita o adiamento em uma semana, “com intuito de contribuir com a avaliação de possíveis alternativas destinadas a mitigar os impactos de reajustes tarifários aos clientes”, enfatizando que “concorda com a postergação da homologação do Reajuste Tarifário Anual a ser deliberado no dia 07 de abril de 2026 para o dia 14 de abril de 2026.”

No documento deixa claro que “que o efeito financeiro decorrente da não aplicação das novas tarifas entre o dia 08 de abril de 2026 e a data de publicação da nova Resolução Homologatória, seja compensado e devidamente corrigido no cálculo das tarifas de 2026”.

Com este posicionamento, a diretoria da Aneel retirou ontem o processo do reajuste tarifário da pauta da reunião do dia 7. Agora, o processo deve ser analisado no dia 14 deste mês, com a possibilidade dos índices de reajuste caírem. 

O reajuste médio da tarifa de energia elétrica dos 1,15 milhão de consumidores em 74 municípios sul-mato-grossenses atendidos pela Energisa MS foi definido pela área técnica em 12,61% em média. A Superintendência de Gestão Tarifária e Regulação Econômica (STR) da autarquia apresentou no processo de reajuste percentuais diferentes para as tarifas residências e industriais.  

Os consumidores de baixa tensão deverão pagar 12,49% a mais pela energia consumida, enquanto os de alta tensão devem ter um aumento maior, de 12,88%, segundo  a planilha apresentada  no dia 30 de março, às 17h57min pela STR. Estes percentuais podem sofrer alterações no relatório a ser votado.

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CASO VORCARO

Banco de Brasília pede que delações reservem recursos para cobrir prejuízos

BRB pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que seja garantida a reserva de dinheiro para cobrir os prejuízos com fraudes envolvendo as operações realizadas com o Banco Master

03/04/2026 11h35

Banco Master teve sua liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em novembro de 2025

Banco Master teve sua liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em novembro de 2025 Divulgação: MPC-MS

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O Banco de Brasília (BRB) informou nesta quinta-feira (2) que pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que seja garantida a reserva de dinheiro para cobrir os prejuízos do banco com as fraudes envolvendo as operações realizadas com o Banco Master.

Em comunicado enviado ao mercado financeiro, o BRB solicitou que os acordos de delação premiada que estão em discussão com a Polícia Federal (PF) a Procuradoria-Geral da República (PGR) levem em conta o ressarcimento das partes lesadas.

“A medida judicial visa, especificamente, à eventual reserva, segregação e vinculação de bens, valores, ativos, créditos e fluxos financeiros que venham a ser identificados, recuperados, bloqueados, repatriados ou ofertados no contexto de investigações em curso, inclusive no âmbito de eventuais acordos de colaboração premiada”, informou o banco.

Até o momento, o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, e o cunhado ele, Fabiano Zettel, negociam acordo de delação premiada. Ambos estão presos.

As fraudes são apuradas pela Operação Compliance Zero, deflagrada para investigar a concessão de créditos falsos pelo Master, incluindo a tentativa de compra da instituição financeira pelo BRB, banco público ligado ao governo do Distrito Federal.

 

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