Com um saldo positivo na criação de empregos formais em 2025, com destaque para o setor de comércios e serviços em Mato Grosso do Sul, o Sindicato dos Empregados no Comércio de Campo Grande (SECCG) registrou um otimismo com relação à geração de empregos na Capital.
Grandes movimentos como a Black Friday e as festas de fim de ano resultaram na contratação de pouco mais de mil trabalhadores temporários no comércio de Campo Grande e, segundo o sindicato, a expectativa é que, pelo menos, 50% desse número seja efetivado no setor.
“A economia não está no patamar ideal, mas é inegável que há um aquecimento. Temos percebido isso diretamente nas conversas com empresários e trabalhadores, principalmente pela permanência de muitos temporários nas equipes das lojas”, afirmou o presidente do SECCG, Carlos Santos.
Dados divulgados nesta quinta-feira (29) pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostraram que, em Mato Grosso do Sul, foram criadas 3.258 vagas de trabalho no setor de comércio. Apenas em Campo Grande, foram 1.007 vagas.
Na capital, a geração de empregos foi puxada pelo setor de serviços, seguido pelo comércio e construção.
Comércio
Já a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrou um crescimento nas vendas do varejo ampliado ao longo do segundo semestre de 2025.
No mês de novembro, por exemplo, o comércio varejista ampliado de Mato Grosso do Sul registrou uma alta de 7,7% em relação ao mês anterior, de outubro. Essa foi a 2ª maior alta registrada no período entre os estados brasileiros, ficando atrás somente de Rondônia (7,7%).
Já na variação anual, os dados mostram que o Estado teve uma alta de 3,3%, em comparação a novembro de 2024. No varejo ampliado, a variação anual foi de 6,8%, colocando Mato Grosso do Sul no topo do ranking juntamente de Rondônia (9,2%), Amapá (6,8%) e Goiás (6,7%).
O Sindicato destaca que um fator que deve contribuir para um ambiente favorável no setor em 2026 é a expectativa de expansão econômica por se tratar de um ano eleitoral, período marcado por maior circulação de recursos, investimentos públicos e incremento na atividade econômica local.
“Estamos diariamente visitando empresas, dialogando com trabalhadores e observando na prática o comportamento do mercado. O que vemos é um número significativo de contratações temporárias sendo transformadas em empregos efetivos”, explicou Carlos.
Para ele, a tendência é de um crescimento ao longo do ano, com uma expectativa de que 2026 seja economicamente melhor que o ano anterior, “com reflexos diretos na renda das famílias e na valorização do trabalhador do comércio”, acompanhados de melhores salários e condições sempre favoráveis de trabalho.

