Economia

Mudanças

Comércio teme demissões e alta de preços com o fim da escala 6x1

Entidades empresariais de MS afirmam que redução da jornada sem corte salarial elevará custos operacionais, pressionará preços ao consumidor e afetará micro e pequenas empresas

Continue lendo...

A possível aprovação definitiva da proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim gradual da escala 6×1 e a redução da jornada semanal de trabalho de 44 horas para 40 horas sem corte salarial acendeu um forte sinal de alerta no comércio de Mato Grosso do Sul.

Entidades empresariais do setor afirmam que a mudança pode elevar custos, pressionar a inflação, estimular a informalidade e comprometer empregos, sobretudo entre micro e pequenas empresas.

O tema ganhou força após a Câmara dos Deputados aprovar o texto-base da PEC, que agora segue em tramitação no Senado.

No Estado, representantes de varejo, serviços e comércio reagiram de forma praticamente unânime contra a medida, classificando a mudança como precipitada e economicamente arriscada.

Para o presidente eleito da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso do Sul (Fecomércio-MS), Juliano Wertheimer, a redução da jornada representa uma “armadilha” para a economia.

“A redução de jornada de trabalho é uma armadilha para todos nós. As consequências são muito claras: quando houver uma redução da jornada, haverá um aumento no custo da produção de bens e serviços gerados por qualquer empresa no Brasil, desde a pequena até a grande. E o empresário vai repassar esse custo para o preço dos produtos e serviços”, afirmou ao Correio do Estado.

Ainda segundo ele, o primeiro efeito direto será a inflação. “O primeiro impacto negativo será um aumento da inflação, diminuindo o poder de compra das pessoas, que inicialmente pensaram que trabalhariam menos e ganhariam igual”.

Wertheimer avalia ainda que a proposta pode provocar mudanças no perfil das contratações e pressionar pequenas empresas. Para o dirigente, os pequenos negócios terão ainda mais dificuldades para se adaptar às novas exigências trabalhistas. 

“As pequenas empresas terão muito mais dificuldade para se adaptar, sendo empurradas para a informalidade, contratando trabalhadores sem registro para completar os dias de trabalho que os funcionários regulares não vão mais cumprir”, acrescentou.

O presidente eleito da Fecomércio-MS defendeu ainda uma flexibilização das relações trabalhistas e maior liberdade de negociação entre patrões e empregados. Segundo ele, a entidade já atua politicamente em Brasília para tentar influenciar o debate sobre o tema.

“Já pedimos a assinatura de nossos senadores na PEC nº 12 de 2026, que trata do tema e traz uma alternativa viável para resolver a questão da escala 6x1”, afirmou. De acordo com Wertheimer, a senadora Tereza Cristina e o senador Nelsinho Trad assinaram a proposta após solicitação da entidade.

CUSTOS

Em nota oficial, a Fecomércio-MS calcula que os custos empresariais poderão subir entre 6,8% e 10%, porcentual que pode ser ainda maior para empresas de pequeno porte que precisem ampliar o quadro de funcionários.

A Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Mato Grosso do Sul (FCDL-MS) também reagiu de forma crítica à proposta. Para a presidente da entidade, Inês Santiago, o Brasil discute redução de jornada em um momento inadequado para a economia.

“A federação recebe com bastante preocupação essa notícia, conforme já vinha se posicionando nos últimos meses sobre o quanto essa medida é nociva para o setor produtivo”, afirmou.

Segundo ela, mesmo a implementação gradual prevista no texto já deve provocar impactos imediatos nos custos das empresas. “Duas horas de redução na jornada ainda este ano já vai gerar impacto. Isso significa aumento de custo para o setor produtivo, e esse custo inevitavelmente chega ao consumidor”, declarou.

A FCDL-MS também demonstrou preocupação com o avanço da informalidade e da automação. Para a entidade, empresas pressionadas financeiramente tendem a reduzir contratações ou substituir parte da mão de obra por tecnologia.

“Esse não é o momento em que o Brasil precisa reduzir jornada. É o momento em que o País precisa de políticas estruturantes para manter o setor produtivo produzindo dentro do Brasil”, disse Inês.

A Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG) seguiu a mesma linha e defendeu que o debate ocorra de forma mais ampla e técnica. O presidente da entidade, Omar Aukar, afirmou que os primeiros afetados serão os micro e pequenos empresários.

“Em setores como comércio, alimentação, serviços, hotelaria e supermercados, a redução da jornada exigirá ampliação de equipes, reorganização de escalas e aumento expressivo dos custos operacionais”, explicou.

TRANSIÇÃO

Segundo ele, muitos negócios terão dificuldade para manter o funcionamento sem repassar custos ao consumidor ou rever postos de trabalho. “Pequenos negócios possuem capacidade muito menor de absorver mudanças impostas sem uma transição responsável”, afirmou.

A ACICG argumenta ainda que o empregador brasileiro já convive com elevada carga tributária e altos custos trabalhistas. “Não é razoável que toda a conta da transição recaia exclusivamente sobre o setor produtivo, sem medidas compensatórias e sem participação efetiva do Estado nesse processo”, declarou Aukar.

A entidade defende que qualquer mudança estrutural no mercado de trabalho seja conduzida com previsibilidade, segurança jurídica e respeito às diferentes realidades regionais e setoriais.

Enquanto o setor empresarial intensifica a pressão contra a proposta, defensores da PEC argumentam que a medida busca melhorar a qualidade de vida, reduzir o desgaste físico e mental dos trabalhadores e alinhar o Brasil a modelos já adotados em outros países.

O texto aprovado prevê transição gradual da jornada semanal de 44 horas para 40 horas, além da substituição da escala 6×1 por modelos com mais dias de descanso, sem redução salarial. A proposta que foi aprovada na Câmara dos Deputados ainda precisa passar pela tramitação no Senado.

A Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul (Fiems) e a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul) também foram consultadas, mas não se manifestaram. 

Assine o Correio do Estado

LOTERIAS

Resultado da Quina de ontem, concurso 7037, quinta-feira (28/05): veja o rateio

A Quina realiza seis sorteios semanais, de segunda-feira a sábado, sempre às 20h; veja quais os números sorteados

29/05/2026 08h34

Confira o rateio da Quina

Confira o rateio da Quina Foto: Arquivo

Continue Lendo...

A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 7037 da Quina na noite desta quinta-feira, 28 de maio de 2026, a partir das 21h (de Brasília). A extração dos números ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo, com um prêmio estimado em R$ 10 milhões.

Premiação

  • 5 acertos - Não houve ganhadores
  • 4 acertos - 51 apostas ganhadoras, (R$ 9.969,54)
  • 3 acertos - 4.473 apostas ganhadoras, (R$ 108,25)
  • 2 acertos - 110.445 apostas ganhadoras, (R$ 4,38)

Confira o resultado da Quina de ontem!

Os números da Quina 7037 são:

  • 26 - 55 - 42 - 09 - 66

O sorteio da Quina é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido canal oficial da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: Quina 7045

Como a Quina seis sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre na sexta-feira, 29 de maio, a partir das 20 horas, pelo concurso 7045. O valor da premiação está estimado em R$ 12 milhões.

Para participar dos sorteios da Quina é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 3,00 para um jogo simples, em que o apostador pode escolher 5 dentre as 80 dezenas disponíveis no volante, e fatura prêmio se acertar 2, 3, 4 ou 5 números.

Como apostar na Quina

A Quina tem seis sorteios semanais: de segunda-feira a sábado, às 20h (horário de MS).

O apostador deve marcar de 5 a 15 números dentre os 80 disponíveis no volante e torcer. Caso prefira o sistema pode escolher os números para você através da Surpresinha ou ainda pode concorrer com a mesma aposta por 3, 6, 12, 18 ou 24 concursos consecutivos com a Teimosinha.

Ganham prêmios os acertadores de 11, 12, 13, 14 ou 15 números.

O preço da aposta com 5 números é de R$ 3,00.

É possível marcar mais números. No entanto, quanto mais números marcar, maior o preço da aposta.

Probabilidades

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada.

Para a aposta simples, com apenas cinco dezenas, que custa R$ 2,50, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 24.040.016, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 7.507,50 a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 8.005, ainda segundo a Caixa.

LOTERIAS

Resultado da Lotofácil de ontem, concurso 3697, de quinta-feira (28/05): veja o rateio

A Lotofácil é uma das loterias mais populares no Brasil, com sorteios realizados seis vezes por semana, de segunda a sábado; veja números sorteados

29/05/2026 08h31

Confira o rateio da Lotofácil

Confira o rateio da Lotofácil Foto: Reprodução Agência Brasil

Continue Lendo...

A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 3697 da Lotofácil de quinta-feira, 28 de maio de 2026. A extração dos números ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo, com um prêmio estimado em R$ 2 milhões.

Premiação

  • 15 acertos - Não houve acertador
  • 14 acertos - 235 apostas ganhadoras, (R$ 1.430,64)
  • 13 acertos - 9976 apostas ganhadoras, (R$ 35,00)
  • 12 acertos - 117487 apostas ganhadoras, (R$ 14,00)
  • 11 acertos - 563988 apostas ganhadoras, (R$ 7,00)

Confira o resultado da Lotofácil de ontem!

Os números da Lotofácil 3697 são:

  • 05 - 09 - 25 - 24 - 15 - 18 - 19 - 07 - 10 - 21 - 01 - 06 - 17 - 20 - 13 

O sorteio da Lotofácil é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: 3700

O próximo sorteio ocorre na sexta-feira, 29 de maio, a partir das 21 horas, pelo concurso 3700. O valor da premiação está estimado em R$ 5 milhões.

Para participar dos sorteios da Lotofácil é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 3,00 para um jogo simples, em que o apostador pode escolher 15 dente as 25 dezenas disponíveis, e fatura prêmio se acertar 11, 12, 13, 14 ou 15 números.

Como apostar na Lotofácil

Os sorteios da Lotofácil são realizados diariamente, às segundas, terças, quartas, quintas, sextas-feiras e sábados, sempre às 20h (horário de MS).

O apostador marca entre 15 e 20 números, dentre os 25 disponíveis no volante, e fatura prêmio se acertar 11, 12, 13, 14 ou 15 números.

Há a possibilidade de deixar que o sistema escolha os números para você por meio da Surpresinha, ou concorrer com a mesma aposta por 3, 6, 12, 18 ou 24 concursos consecutivos através da Teimosinha.

A aposta mínima, de 15 números, custa R$ 3,00.

Os prêmios prescrevem 90 dias após a data do sorteio. Após esse prazo, os valores são repassados ao Tesouro Nacional para aplicação no FIES - Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior.

É possível marcar mais números. No entanto, quanto mais números marcar, maior o preço da aposta.

Probabilidades

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada.

Para a aposta simples, com 15 dezenas, que custa R$ 3,00, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 3.268.760, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 211, ainda segundo a Caixa.

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).