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CONTAS MUNICIPAIS

Refis e auxílio federal salvam ano tributário da prefeitura de Campo Grande

Apesar de balanço anual ainda não estar fechado, Secretário faz última prestação de contas do mandato na Câmara Municipal
28/09/2020 12:17 - Rodrigo Almeida


A iniciativa de cortar 100% de juros e correção monetária dos tributos municipais e o auxílio federal em forma de remessas emergenciais para as prefeituras garantiram boa saúde financeira para a Prefeitura de Campo Grande.

Essa foi conclusão do responsável pela Secretaria de Finanças, Pedro Pedrossian Neto, em audiência pública de prestação de contas na Câmara Municipal de Campo Grande na manhã desta segunda-feira (28).

Arrecadação aumentou 10% em comparação com 2019. O balanço apresentado na sessão mostrou 1,357 bilhão de reais de maio a agosto de 2020 frente a uma arrecadação de 1,234 bilhão de reais nos mesmo período do último ano. 

De acordo com os dados, tributos como o Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU), Imposto sobre a transmissão de bens imóveis (ITBI) e o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) municipal, tiveram alta em comparação com o mesmo quadrimestre de 2019 de 8,41%, 0,97% e 4,86%, respectivamente.

Sobre o mercado imobiliário, o secretário afirmou que com a queda da taxa de juros a patamares históricos, 2% atualmente, a condição de rentista não é mais tão vantajosa e o capital antes imobilizado agora está aquecendo o setor imobiliário. Ele revelou que só em agosto o aumento foi de 30%.

Outra fonte de receita que segurou as contas municipais foram os repasses federais. De acordo com Pedrossian Neto, a linha contábil intitulada “demais transferências da União” que em 2019 correspondeu a 1,7 milhão de reais em repasses, chegou à marca de 173 milhões em 2020.

O aumento de 6,400% foi impulsionado pela pandemia do novo coronavírus com repasses emergenciais que serão cortados para o próximo mês. “Os repasses salvaram o ano de 2020, eles permitiram que chegássemos vivos até aqui”, revela o economista.

A dívida corrente cresceu na gestão Marcos Trad (PSD). Em 2017 era de R$ 430 milhões e hoje está em R$674 milhões. “Isso só possível porque a Receita também cresceu no período. Então, estamos em um patamar administrável”.