Economia

Economia

Crescimento médio do PIB de MS puxado pelo Agro supera o da China, afirma economista 

O economista Ricardo Amorim participou do MS Agro na última semana e destacou o crescimento do Estado puxado pelo setor

Continue lendo...

Durante a 16ª edição do MS Agro, evento realizado pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), com apoio do Senar/MS e do Sistema OCB/MS, o economista Ricardo Amorim, eleito pela Revista econômica Forbes como o analista econômico mais influente do Brasil, destacou o crescimento econômico do Estado, sustentado e puxado pelo Agronegócio. 

Segundo ele, Mato Grosso do Sul vive um cenário favorável , assim como o País em geral nos últimos anos, especialmente com o impulsionamento do agro, crescendo “a ritmo que chinês tem inveja”. 

“Mato Grosso do Sul tem sido o estado brasileiro que mais cresce puxado pelo agronegócio. O crescimento médio do [Produto Interno Bruto] PIB de Mato Grosso do Sul nos últimos anos é superior ao crescimento da china porque o que vem sendo gerado pelo agro movimenta toda a economia do estado, e isso por sua vez, faz com que a indústria, o setor de serviços sejam também bem mais fortes do que a gente tá vendo no resto do Brasil”, afirmou.

Como já noticiado pelo Correio do Estado, segundo projeção da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), o PIB do Estado cresceu 4,6% em 2024, chegando na marca de R$ 190 milhões, o terceiro maior entre os estados. Além disso, é esperada uma nova alta de 5,5% para 2025, superando a média nacional. 

Para os economistas, essa transformação é uma combinação de fatores, como ambiente de negócios favoráveis, investimentos estruturais e a diversificação produtiva. 

Essa expansão faz com que grandes empresas enxerguem no Estado oportunidade de instalação, movimentando e atraindo pequenos e médios investimentos, como hotéis, alimentação, logística, para atender às novas demandas, aumentando emprego, renda e, consequentemente, arrecadação. 

Destaques de MS

De acordo com o relatório técnico do Conselho Nacional de Municípios, quatro cidades de Mato Grosso do Sul aparecem na lista dos 20 municípios brasileiros com maior Índice de Desenvolvimento da Agricultura Municipal (Idam) em 2025. 

Maracajú é o que se destaca neste ano, ocupando a 7ª posição, seguido por Sidrolândia, na 8ª colocação. Mais abaixo, aparecem Rio Brilhante (10º) e São Gabriel do Oeste (15º). 

O levantamento Idam 2025 reuniu os 150 municípios brasileiros que apresentaram um desenvolvimento agropecuário considerado “muito alto” no País. O destaque é para a região Centro-Oeste, com 17 dos 20 primeiros colocados no ranking. 

No agregado estadual em Mato Grosso do Sul, no comparativo com o Idam 2024, São Gabriel do Oeste foi o município que apresentou um avanço mais expressivo, subindo 14 posições, de 29º para o 15º. Rio Brilhante também se destacou, saltando do 20º lugar para o 10º lugar. 

Já Maracajú e Sidrolândia, mesmo ocupando as posições mais altas do ranking em comparação aos outros municípios sul-mato-grossenses, tiveram uma pequena variação negativa, caindo da 6ª e 5ª posições de 2024, respectivamente. 

No geral, Mato Grosso do Sul apresentou um Idam médio de 0,7322 em 2025, com um crescimento positivo de 7,1% desde 2016 e uma variação de 0,1% com relação a 2024. 


 

ENERGIA ELÉTRICA

Energisa adia decisão sobre reajuste na conta de luz

Aneel recomendou aumento de 12,61% e análise que seria na terça-feira foi retirada de pauta

03/04/2026 13h30

Energisa aceitou adiar em uma semana a análise do processo que tramita na Aneel

Energisa aceitou adiar em uma semana a análise do processo que tramita na Aneel Foto: Divulgação

Continue Lendo...

Com o intuito de tentar reduzir o impacto do reajuste da energia elétrica que em média deve ser de 12,61%, a Energisa MS aceitou adiar em uma semana a análise do processo que tramita na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A diretoria da autarquia iria analisar em reunião colegiada o aumento tarifário na próxima terça-feira, mas retirou de pauta.

No mês passado, a Aneel solicitou que a Energisa MS se manifestasse sobre esta possibilidade de postergar a decisão, atendendo pedido feito pela  Secretaria Nacional de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia, que comunicou a Aneel que o “Governo Federal encontra-se, neste momento, conduzindo análises e tratativas institucionais voltadas à avaliação de possíveis medidas relacionadas a reajustes tarifários, “destacando que “o objetivo dessas discussões é examinar alternativas que possam mitigar os impactos dos reajustes tarifários para os consumidores, buscando soluções que preservem o equilíbrio regulatório sem impor ônus excessivo à população”.

Com a apresentação desses argumentos pelo ministério, a diretora-relatora do processo de reajuste da Energisa MS na Aneel, Agnes Maria de Aragão da Costa, considera, com base em parecer técnico, que  a “ANEEL não pode promover o diferimento tarifário sem a anuência da concessionária, por configurar alteração unilateral das cláusulas econômicas do contrato de concessão, notadamente aquelas que definem a respectiva equação econômico-financeira”.

Por esse motivo, no dia 24 do mês passado Agnes da Costa encaminhou oficio à Energisa solicitando seu posicionamento sobre o reajuste. No documento afirma que “considerando o pleito do Ministério de Minas e Energia e diante da relevância e sensibilidade do tema, solicito que a EMS (Energisa) se manifeste quanto ao seu interesse e indique a alternativa que entenda mais adequada para o tratamento de sua tarifa no âmbito do presente processo, de modo a subsidiar a deliberação desta Agência, em observância aos limites legais e contratuais aplicáveis.”

Ontem, após a autarquia já ter apresentado estudos com o percentual de reajuste, a Energisa MS apresentou ofício comunicando que aceita o adiamento em uma semana, “com intuito de contribuir com a avaliação de possíveis alternativas destinadas a mitigar os impactos de reajustes tarifários aos clientes”, enfatizando que “concorda com a postergação da homologação do Reajuste Tarifário Anual a ser deliberado no dia 07 de abril de 2026 para o dia 14 de abril de 2026.”

No documento deixa claro que “que o efeito financeiro decorrente da não aplicação das novas tarifas entre o dia 08 de abril de 2026 e a data de publicação da nova Resolução Homologatória, seja compensado e devidamente corrigido no cálculo das tarifas de 2026”.

Com este posicionamento, a diretoria da Aneel retirou ontem o processo do reajuste tarifário da pauta da reunião do dia 7. Agora, o processo deve ser analisado no dia 14 deste mês, com a possibilidade dos índices de reajuste caírem. 

O reajuste médio da tarifa de energia elétrica dos 1,15 milhão de consumidores em 74 municípios sul-mato-grossenses atendidos pela Energisa MS foi definido pela área técnica em 12,61% em média. A Superintendência de Gestão Tarifária e Regulação Econômica (STR) da autarquia apresentou no processo de reajuste percentuais diferentes para as tarifas residências e industriais.  

Os consumidores de baixa tensão deverão pagar 12,49% a mais pela energia consumida, enquanto os de alta tensão devem ter um aumento maior, de 12,88%, segundo  a planilha apresentada  no dia 30 de março, às 17h57min pela STR. Estes percentuais podem sofrer alterações no relatório a ser votado.

Assine o Correio do Estado

CASO VORCARO

Banco de Brasília pede que delações reservem recursos para cobrir prejuízos

BRB pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que seja garantida a reserva de dinheiro para cobrir os prejuízos com fraudes envolvendo as operações realizadas com o Banco Master

03/04/2026 11h35

Banco Master teve sua liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em novembro de 2025

Banco Master teve sua liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em novembro de 2025 Divulgação: MPC-MS

Continue Lendo...

O Banco de Brasília (BRB) informou nesta quinta-feira (2) que pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que seja garantida a reserva de dinheiro para cobrir os prejuízos do banco com as fraudes envolvendo as operações realizadas com o Banco Master.

Em comunicado enviado ao mercado financeiro, o BRB solicitou que os acordos de delação premiada que estão em discussão com a Polícia Federal (PF) a Procuradoria-Geral da República (PGR) levem em conta o ressarcimento das partes lesadas.

“A medida judicial visa, especificamente, à eventual reserva, segregação e vinculação de bens, valores, ativos, créditos e fluxos financeiros que venham a ser identificados, recuperados, bloqueados, repatriados ou ofertados no contexto de investigações em curso, inclusive no âmbito de eventuais acordos de colaboração premiada”, informou o banco.

Até o momento, o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, e o cunhado ele, Fabiano Zettel, negociam acordo de delação premiada. Ambos estão presos.

As fraudes são apuradas pela Operação Compliance Zero, deflagrada para investigar a concessão de créditos falsos pelo Master, incluindo a tentativa de compra da instituição financeira pelo BRB, banco público ligado ao governo do Distrito Federal.

 

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).