Na região onde fica o estado de Sergipe viveu no século 16 um cacique chamado Serigy, que liderou o povo guarani na luta contra os portugueses.
A Associação dos Criadores de Ovinos de Sergipe resolveu homenagear o cacique Serigy dando seu nome a um programa de melhoramento da carne.
O estado possui um rebanho de 120 mil cordeiros e tudo o que é abatido é consumido no estado. “Infelizmente não conseguimos produzir para atender a demanda, que é maior que a oferta”, diz Luís Carlos Costa, criador.
De olho nesse mercado, a Associação de Criadores desenvolveu em parceria com 12 produtores do estado, o projeto Cordeiro Serigy, que tem o objetivo de montar uma cadeira produtiva e padronizar a qualidade da carne.
A associação quer aumentar a produção em 70% e tem como principal estratégia o aperfeiçoamento genético dos animais. Cerca de três mil matrizes das raças santa inês, dorper, white dorper e poll dorset participam do projeto.
O criador Luís Carlos, que participa do programa, investiu R$ 1,5 milhão em técnicas de reprodução, como a fertilização in vitro, inseminação artificial e transferência de embriões. Para acelerar a produção ele fez parceira com outros criadores. Há cada reprodutor que fornece, o criador recebe em troca 300 quilos de carne. O pagamento pode ser feito em até dois anos.
Com apenas sete meses de projeto, os primeiros resultados demonstram uma precocidade no ganho de peso dos animais. O tempo normal para o abate de cordeiros é de um ano. Com o programa, os animais de Sergipe estão prontos aos quatro meses.


