Economia

LEVANTAMENTO

Custo de vida em MS é 5% menor que a média nacional, aponta Serasa

Pesquisa mostra que o Estado tem gasto mensal de R$ 3.330, com supermercado, moradia e contas recorrentes

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Levantamento inédito da Serasa, em parceria com a Opinion Box, revela que o custo médio de vida em Mato Grosso do Sul é 5% inferior à média nacional. O Estado ocupa a 14ª posição no ranking nacional de custo de vida, com despesa média mensal estimada em R$ 3.330. O valor reflete os gastos dos moradores com despesas essenciais e consumo cotidiano.

De acordo com a pesquisa Custo de Vida no Brasil, o custo médio mensal do brasileiro chega a R$ 3.520, considerando despesas com moradia, contas recorrentes, supermercado, transporte, saúde, educação, lazer, alimentação, compras em geral, além de serviços e cuidados pessoais.

Com o avanço contínuo das despesas fixas – como supermercado, moradia e outros compromissos do dia a dia – o custo de vida segue pressionando o orçamento das famílias, exigindo maior controle e planejamento financeiro.

Mesmo nesse cenário, apenas 19% dos entrevistados afirmam considerar fácil gerenciar pagamentos e despesas cotidianas.

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Ao analisar a composição do orçamento mensal, três categorias concentram a maior parte do peso do custo de vida: compras de supermercado, contas recorrentes e moradia. Juntas, essas despesas respondem por 57% dos gastos dos brasileiros. Além de prioritárias, também são apontadas como as mais difíceis de manter em dia.

“Quando as despesas essenciais ocupam uma fatia tão grande do orçamento, sobra menos espaço para ajustes e imprevistos. Isso torna o planejamento financeiro ainda mais necessário, já que essas contas não podem ser adiadas e gastos emergenciais podem levar ao endividamento”, afirma Marcus Luz, especialista da Serasa em educação financeira.

Nas compras de supermercado, o gasto médio mensal nacional é de R$ 930, com o maior valor registrado no Sul (R$ 1.110) e o menor no Nordeste (R$ 780).

Já nas contas recorrentes, que incluem despesas como água, energia elétrica, internet e serviços de streaming, a média mensal brasileira é de R$ 520, chegando a R$ 590 no Centro-Oeste e recuando para R$ 420 no Nordeste.

Os gastos com moradia, que englobam aluguel, condomínio ou financiamento imobiliário, também apresentam forte variação regional. O custo médio mensal nacional é de R$ 1.100, com o maior valor observado no Sul (R$ 1.310) e o menor no Nordeste (R$ 800), o que reforça o peso dessa despesa em regiões com imóveis mais valorizados.

Em Mato Grosso do Sul, o custo médio mensal destinado às compras de supermercado e às contas fixas (recorrentes) supera a média nacional.

O sul-mato-grossense desembolsa, em média, R$ 970 por mês no supermercado e R$ 610 mensais em contas. Em contrapartida, os gastos com moradia no Estado ficam abaixo da média nacional, com valor médio mensal de R$ 900.

“As variações regionais mostram que o custo de vida está diretamente ligado ao contexto econômico local. Em regiões onde os preços são mais elevados, as despesas essenciais passam a consumir uma parcela ainda maior da renda disponível”, explica Luz.

TRANSPORTE

Nos gastos com transporte e mobilidade, o brasileiro desembolsa, em média, R$ 350 por mês. O valor chega a R$ 410 no Sul e recua para R$ 270 no Nordeste. Já as despesas com saúde e atividade física apresentam média nacional de R$ 540, com as regiões Sul e Sudeste concentrando os maiores gastos.

Em MS, os gastos com transporte e mobilidade alcançam valor médio mensal de R$ 360, o que posiciona o Estado na 7ª colocação do ranking nacional nessa categoria.

Em sentido oposto, os sul-mato-grossenses apresentam baixo desembolso com saúde e atividade física, com média mensal de R$ 280, colocando o Estado na última posição do ranking nesse quesito da pesquisa.

No lazer, o gasto médio mensal nacional é de R$ 340, com o Sul registrando o maior valor (R$ 400) e o Nordeste o menor (R$ 270). Em educação, a média brasileira chega a R$ 620 por mês, com destaque para o Sudeste (R$ 730) e o Sul (R$ 700), enquanto o Norte apresenta gasto médio de R$ 420.

Em compras em geral, que incluem despesas com calçados, cosméticos e produtos para pet, a média mensal brasileira é de R$ 390, com variações mais moderadas entre as regiões. Ainda assim, o Norte aparece acima da média nacional, com gasto mensal de R$ 430.

Mato Grosso do Sul também figura acima da média nacional no item lazer. No Estado, o desembolso médio mensal nessa categoria é de R$ 340. Em contrapartida, as despesas com compras em geral não aparecem como prioridade para os consumidores sul-mato-grossenses, já que o valor médio mensal é de R$ 380.

“O detalhamento das despesas mostra que o impacto do custo de vida varia de forma significativa entre as regiões do País. As diferenças refletem fatores como preços locais, estrutura de serviços, hábitos de consumo e características econômicas regionais”, comenta o especialista.

Mesmo diante do peso do custo de vida, a mudança de cidade ainda não é vista como uma alternativa para a maioria dos brasileiros. Apenas 1 em cada 10 entrevistados considera se mudar este ano com o objetivo de reduzir despesas.

“Os dados reforçam que o principal desafio está mais relacionado à reorganização do orçamento do que à mobilidade geográfica. A média de gastos dos brasileiros ainda é maior que o salário mínimo projetado e isso mostra o quanto é preciso se planejar financeiramente, anotar os gastos e cuidar do orçamento para que seja possível fechar as contas sem cair em dívidas”, finaliza Luz.

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ENERGIA ELÉTRICA

Energisa adia decisão sobre reajuste na conta de luz

Aneel recomendou aumento de 12,61% e análise que seria na terça-feira foi retirada de pauta

03/04/2026 13h30

Energisa aceitou adiar em uma semana a análise do processo que tramita na Aneel

Energisa aceitou adiar em uma semana a análise do processo que tramita na Aneel Foto: Divulgação

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Com o intuito de tentar reduzir o impacto do reajuste da energia elétrica que em média deve ser de 12,61%, a Energisa MS aceitou adiar em uma semana a análise do processo que tramita na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A diretoria da autarquia iria analisar em reunião colegiada o aumento tarifário na próxima terça-feira, mas retirou de pauta.

No mês passado, a Aneel solicitou que a Energisa MS se manifestasse sobre esta possibilidade de postergar a decisão, atendendo pedido feito pela  Secretaria Nacional de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia, que comunicou a Aneel que o “Governo Federal encontra-se, neste momento, conduzindo análises e tratativas institucionais voltadas à avaliação de possíveis medidas relacionadas a reajustes tarifários, “destacando que “o objetivo dessas discussões é examinar alternativas que possam mitigar os impactos dos reajustes tarifários para os consumidores, buscando soluções que preservem o equilíbrio regulatório sem impor ônus excessivo à população”.

Com a apresentação desses argumentos pelo ministério, a diretora-relatora do processo de reajuste da Energisa MS na Aneel, Agnes Maria de Aragão da Costa, considera, com base em parecer técnico, que  a “ANEEL não pode promover o diferimento tarifário sem a anuência da concessionária, por configurar alteração unilateral das cláusulas econômicas do contrato de concessão, notadamente aquelas que definem a respectiva equação econômico-financeira”.

Por esse motivo, no dia 24 do mês passado Agnes da Costa encaminhou oficio à Energisa solicitando seu posicionamento sobre o reajuste. No documento afirma que “considerando o pleito do Ministério de Minas e Energia e diante da relevância e sensibilidade do tema, solicito que a EMS (Energisa) se manifeste quanto ao seu interesse e indique a alternativa que entenda mais adequada para o tratamento de sua tarifa no âmbito do presente processo, de modo a subsidiar a deliberação desta Agência, em observância aos limites legais e contratuais aplicáveis.”

Ontem, após a autarquia já ter apresentado estudos com o percentual de reajuste, a Energisa MS apresentou ofício comunicando que aceita o adiamento em uma semana, “com intuito de contribuir com a avaliação de possíveis alternativas destinadas a mitigar os impactos de reajustes tarifários aos clientes”, enfatizando que “concorda com a postergação da homologação do Reajuste Tarifário Anual a ser deliberado no dia 07 de abril de 2026 para o dia 14 de abril de 2026.”

No documento deixa claro que “que o efeito financeiro decorrente da não aplicação das novas tarifas entre o dia 08 de abril de 2026 e a data de publicação da nova Resolução Homologatória, seja compensado e devidamente corrigido no cálculo das tarifas de 2026”.

Com este posicionamento, a diretoria da Aneel retirou ontem o processo do reajuste tarifário da pauta da reunião do dia 7. Agora, o processo deve ser analisado no dia 14 deste mês, com a possibilidade dos índices de reajuste caírem. 

O reajuste médio da tarifa de energia elétrica dos 1,15 milhão de consumidores em 74 municípios sul-mato-grossenses atendidos pela Energisa MS foi definido pela área técnica em 12,61% em média. A Superintendência de Gestão Tarifária e Regulação Econômica (STR) da autarquia apresentou no processo de reajuste percentuais diferentes para as tarifas residências e industriais.  

Os consumidores de baixa tensão deverão pagar 12,49% a mais pela energia consumida, enquanto os de alta tensão devem ter um aumento maior, de 12,88%, segundo  a planilha apresentada  no dia 30 de março, às 17h57min pela STR. Estes percentuais podem sofrer alterações no relatório a ser votado.

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CASO VORCARO

Banco de Brasília pede que delações reservem recursos para cobrir prejuízos

BRB pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que seja garantida a reserva de dinheiro para cobrir os prejuízos com fraudes envolvendo as operações realizadas com o Banco Master

03/04/2026 11h35

Banco Master teve sua liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em novembro de 2025

Banco Master teve sua liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em novembro de 2025 Divulgação: MPC-MS

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O Banco de Brasília (BRB) informou nesta quinta-feira (2) que pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que seja garantida a reserva de dinheiro para cobrir os prejuízos do banco com as fraudes envolvendo as operações realizadas com o Banco Master.

Em comunicado enviado ao mercado financeiro, o BRB solicitou que os acordos de delação premiada que estão em discussão com a Polícia Federal (PF) a Procuradoria-Geral da República (PGR) levem em conta o ressarcimento das partes lesadas.

“A medida judicial visa, especificamente, à eventual reserva, segregação e vinculação de bens, valores, ativos, créditos e fluxos financeiros que venham a ser identificados, recuperados, bloqueados, repatriados ou ofertados no contexto de investigações em curso, inclusive no âmbito de eventuais acordos de colaboração premiada”, informou o banco.

Até o momento, o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, e o cunhado ele, Fabiano Zettel, negociam acordo de delação premiada. Ambos estão presos.

As fraudes são apuradas pela Operação Compliance Zero, deflagrada para investigar a concessão de créditos falsos pelo Master, incluindo a tentativa de compra da instituição financeira pelo BRB, banco público ligado ao governo do Distrito Federal.

 

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