Economia

FERROVIA

Disputa de gigantes trava pacto pela reativação da Malha Oeste

A indefinição sobre o comando de trecho dificulta a relicitação da linha férrea em Mato Grosso do Sul

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A reativação da ferrovia Malha Oeste, fundamental para o desenvolvimento logístico de Mato Grosso do Sul, enfrenta um impasse: três grandes empresas disputam o controle de um mesmo trecho.

Conforme apurou o Correio do Estado, a indefinição sobre a gestão do ramal entre Três Lagoas e Aparecida do Taboado é o último entrave para que o projeto avance.

Os grupos envolvidos na disputa, segundo a apuração da reportagem, são as gigantes do setor de celulose Eldorado Brasil e Suzano, além da concessionária Rumo Logística.

Apesar de já existirem três projetos distintos, todos licenciados e prontos para serem executados, a falta de consenso sobre quem assumirá o controle do trecho impede o andamento da obra.

Na prática, trata-se de um problema positivo: há alternativas viáveis, contudo, ao fim, apenas uma solução será implementada para a retomada da ferrovia.

Em entrevista ao Correio do Estado, o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PSDB), afirmou que a administração estadual conseguiu com a Controladoria-Geral da União (CGU) a decisão de que poderá haver uma repactuação nesse trecho específico da Malha Oeste, entre Campo Grande e Três Lagoas.

“A partir de agora, os investimentos devem ser efetivados. Todo trecho que é da concessionária Rumo está tendo esse novo prazo repactuado, e eles vão poder fazer o investimento conforme está definido na proposta, que inicialmente compreende o trecho de Ribas do Rio Pardo até Três Lagoas”, detalhou Riedel.

O chefe do Executivo estadual ainda ressaltou que, além do ramal da própria concessionária da malha, outros duas rotas estão em questão.

“Temos o novo trecho, de Três Lagoas a Aparecida do Taboado, e também a linha curta [shortline] da Fábrica da Arauco até a Malha Norte, em Inocência. Temos então esses três trechos operados de forma distinta. Um pela Arauco, outro por um ente privado interessado e outro – de Ribas a Três Lagoas – pela Rumo. Esses três trechos já estão licenciados e aptos a investimentos”, ponderou.

HUB

Como antecipado pelo Correio do Estado na semana passada, a recuperação da Malha Oeste tem o potencial para reposicionar Campo Grande como um dos principais hubs logísticos do Brasil.

O projeto, que prevê a rebitolagem de trechos estratégicos da ferrovia e aportes privados, pode revolucionar o escoamento de produtos agrícolas, minerais e industriais, aumentando a competitividade de Mato Grosso do Sul no mercado nacional e internacional.

Além do agronegócio, a modernização da ferrovia beneficiará o transporte de eucalipto, minérios e combustíveis, como o etanol.

O secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jaime Verruck, destacou que a renovação da linha férrea permitirá a distribuição mais eficiente de mercadorias oriundas da Bolívia.

“O grande trunfo estratégico é que Campo Grande se tornará um hub de distribuição. Os produtos que chegam da Bolívia, que poderiam vir em bitola estreita, poderiam fazer a distribuição. Teríamos também uma grande saída de etanol para São Paulo. Acho que esse é um outro ponto extremamente importante ”, pontuou o titular da Pasta ao Correio do Estado.

Após anos de indefinição em função da devolução da concessão pela Rumo e dos estudos para uma nova licitação, o governo federal, em conjunto com o Ministério dos Transportes e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), optou por renegociar o contrato com a empresa.

“Essa proposta de repactuação [do contrato] seria fazer a rebitolagem de Campo Grande até Três Lagoas, desativar [o ramal] de Três Lagoas até Mairinque [SP] e, a partir de Três Lagoas, subir com essa ferrovia até o município de Aparecida do Taboado, mantendo a bitola estreita de Campo Grande até Corumbá. Então, esse seria o desenho atual da questão ferroviária. A gente tem insistido, mas praticamente ficou paralisada essa proposta ao longo de 2024”, disse Verruck.

GRUPOS

Com a revitalização da Malha Oeste, grandes empresas do setor de celulose poderão se conectar à linha férrea, reduzindo o tempo e os custos no transporte da produção até o Porto de Santos, onde elas tem terminais próprios.

A Eldorado Brasil, por exemplo, já obteve licenciamento para construir uma ferrovia de 97 km ligando sua fábrica a Aparecida do Taboado, facilitando o transporte direto da celulose até o Porto de Santos. Por sua vez, a Suzano também solicitou autorização para conectar sua unidade em Três Lagoas ao mesmo destino.

Com a revitalização, empresas como a Suzano, a Bracell e a Eldorado poderão escoar sua produção de forma mais eficiente.

“Hoje, a Suzano retira toda a celulose de caminhão até Água Clara para só então embarcar no trem. Se tivéssemos a revitalização da ferrovia, poderíamos carregar diretamente na fábrica, reduzindo custos e aumentando a competitividade”, esclareceu o secretário.

Ainda no ramo da celulose, conforme adiantou o Correio do Estado no mês passado, a Arauco pretende construir uma ferrovia de 47 km ligando o projeto Sucuriú, em Inocência, à Malha Oeste.

O processo de autorização está em andamento na ANTT e já foi encaminhado ao Ministério da Infraestrutura e à Secretaria Nacional de Portos.

A expectativa é de que a resolução autorizando a obra seja publicada até o fim de março. A empresa já indicou a intenção de iniciar a construção em setembro deste ano.

“Dentro desse cronograma, a Arauco tem uma sinalização de iniciar essa obra em setembro. Então, nós teríamos aí a primeira autorização da ferrovia shortline, uma ferrovia ligando a indústria até a Malha Norte, para futuramente fazer todas as operações de exportação de celulose da Arauco”, afirmou Verruck.

O investimento na unidade da Arauco é de US$ 4,6 bilhões, reforçando a relevância do projeto para a economia estadual.

REPACTUAÇÃO

Como antecipado pelo Correio do Estado em 31 de outubro de 2024, o Ministério dos Transportes trabalha para acelerar a renovação da concessão da ferrovia entre os estados de Mato Grosso do Sul e de São Paulo, propondo um novo contrato de 30 anos.

A negociação em curso prevê a devolução de 650 km do trecho paulista, que poderá ser convertido futuramente para o transporte de passageiros.

Já em MS, a concessionária Rumo Logística teria exclusividade sobre a Malha Oeste 
e investiria na ampliação de 137 km adicionais. O projeto, estimado em R$ 2,7 bilhões, visa integrar o traçado à Malha Paulista.

A maior parte da ferrovia está situada em Mato Grosso do Sul, abrangendo cerca de 800 km entre Corumbá e Três Lagoas, além de um trecho de 355 km entre Campo Grande e Ponta Porã.

Para reduzir custos e evitar um longo processo de relicitação, o governo aposta na prorrogação da concessão por mais três décadas, garantindo a continuidade do transporte ferroviário na região.

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LOTERIA

Resultado da Quina de hoje, concurso 7120, quinta-feira (17/09)

A Quina realiza seis sorteios semanais, de segunda-feira a sábado, sempre às 20h; veja quais os números sorteados no último concurso.

17/09/2026 20h20

Confira o rateio da Quina

Confira o rateio da Quina Foto: Arquivo

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 7120 da Quina na noite desta quinta-feira, 17 de setembro de 2026, a partir das 21h (de Brasília). A extração dos números ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo, com um prêmio estimado em R$ 1 milhão.

Confira o resultado da Quina de hoje!

Os números da Quina 7120 são:

  •   64 - 12 - 40 - 67 - 66

O sorteio da Quina é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: Quina 7121

Como a Quina seis sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre na sexta-feira, 18 de setembro, a partir das 20 horas, pelo concurso 7121. O valor da premiação vai depender se no sorteio atual o prêmio será acumulado ou não.

Para participar dos sorteios da Quina é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 3,00 para um jogo simples, em que o apostador pode escolher 5 dentre as 80 dezenas disponíveis no volante, e fatura prêmio se acertar 2, 3, 4 ou 5 números.

Como apostar na Quina

A Quina tem seis sorteios semanais: de segunda-feira a sábado, às 20h (horário de MS).

O apostador deve marcar de 5 a 15 números dentre os 80 disponíveis no volante e torcer. Caso prefira o sistema pode escolher os números para você através da Surpresinha ou ainda pode concorrer com a mesma aposta por 3, 6, 12, 18 ou 24 concursos consecutivos com a Teimosinha.

Ganham prêmios os acertadores de 11, 12, 13, 14 ou 15 números.

O preço da aposta com 5 números é de R$ 3,00.

É possível marcar mais números. No entanto, quanto mais números marcar, maior o preço da aposta.

Probabilidades

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada.

Para a aposta simples, com apenas cinco dezenas, que custa R$ 2,50, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 24.040.016, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 7.507,50 a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 8.005, ainda segundo a Caixa.

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Agronegócio

Potência do agro, MS não tem cidade no Top 10 da produção agrícola

Apesar de movimentar R$ 47,8 bilhões nas lavouras em 2025, Estado fica fora da lista dos dez municípios com maior valor de produção do País; cidades de MS, porém, aparecem entre líderes nacionais de soja, milho e cana.

17/09/2026 20h19

Colheita de soja em Mato Grosso do Sul; Estado produziu 13,1 milhões de toneladas do grão em 2025 e manteve a quinta posição no ranking nacional.

Colheita de soja em Mato Grosso do Sul; Estado produziu 13,1 milhões de toneladas do grão em 2025 e manteve a quinta posição no ranking nacional. Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado.

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Mato Grosso do Sul carrega o agro como uma das principais forças de sua economia, possui municípios entre os maiores produtores brasileiros de soja, milho e cana-de-açúcar e viu o valor de suas lavouras avançar mais de 30% em apenas um ano. Mesmo assim, nenhuma cidade sul-mato-grossense conseguiu entrar no grupo dos dez municípios com maior valor da produção agrícola do Brasil em 2025.

O contraste aparece nos dados da Pesquisa Agrícola Municipal (PAM) 2025, divulgada nesta quinta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O levantamento acompanha todos os municípios brasileiros e considera informações como área plantada e colhida, quantidade produzida, produtividade e valor da produção das culturas temporárias e permanentes. 

No ranking nacional por valor da produção, Sapezal (MT) assumiu a liderança, com R$ 8,5 bilhões, seguido por São Desidério (BA), com R$ 8,2 bilhões, e Sorriso (MT), com R$ 8,1 bilhões.

Na sequência aparecem Campo Novo do Parecis (MT), com R$ 7,8 bilhões; Formosa do Rio Preto (BA), com R$ 5,8 bilhões; Diamantino (MT), com R$ 5,8 bilhões; Rio Verde (GO), com R$ 5,6 bilhões; Cristalina (GO), com R$ 5,4 bilhões; Nova Mutum (MT), com R$ 5,3 bilhões; e Jataí (GO), que fecha o Top 10 com R$ 4,8 bilhões.

Confira o ranking dos 10 municípios com maior valor da produção agrícola:

  1. Sapezal (MT) - R$ 8,5 bilhões
  2. São Desidério (BA) - R$ 8,2 bilhões
  3. Sorriso (MT) - R$ 8,1 bilhões
  4. Campo Novo do Parecis (MT) - R$ 7,8 bilhões
  5. Formosa do Rio Preto (BA) -  R$ 5,8 bilhões
  6. Diamantino (MT) - R$ 5,8 bilhões
  7. Rio Verde (GO) - R$ 5,6 bilhões
  8. Cristalina (GO) - R$ 5,4 bilhões
  9. Nova Mutum (MT) - R$ 5,3 bilhões
  10. Jataí (GO) - R$ 4,8 bilhões

A concentração fica evidente na distribuição geográfica. Das dez cidades com maior valor da produção agrícola do País, cinco estão em Mato Grosso, três em Goiás e duas na Bahia. Mato Grosso do Sul não possui representante nesse grupo.

Juntos, os dez municípios movimentaram R$ 65,9 bilhões, equivalentes a 7,1% de todo o valor da produção agrícola brasileira em 2025.

MS movimenta R$ 47,8 bilhões

A ausência de municípios sul-mato-grossenses no Top 10 ocorre justamente em um ano de forte recuperação da produção estadual.

O valor das culturas agrícolas produzidas em Mato Grosso do Sul chegou a R$ 47,8 bilhões em 2025, contra R$ 35,7 bilhões no ano anterior.

O crescimento nominal foi de 33,9%, impulsionado pelo aumento de 43,6% na produção de grãos e pela valorização de culturas importantes, como café, milho, algodão, cana-de-açúcar e soja. 

Parte do avanço representa uma recuperação em relação a 2024, quando a estiagem provocada pelas condições climáticas prejudicou principalmente as lavouras de soja e milho.

Segundo o IBGE, a baixa incidência de chuvas atrasou o plantio e atingiu com maior intensidade o milho de segunda safra. 

A área plantada ou destinada à colheita também cresceu. Passou de 7,2 milhões de hectares em 2024 para 7,6 milhões de hectares em 2025, avanço de 5,3%.

Com isso, Mato Grosso do Sul permanece na sexta posição nacional em área plantada, atrás de Estados como Mato Grosso, Paraná e Rio Grande do Sul. 

Onde estão as cidades de MS no ranking

Embora Mato Grosso do Sul não tenha nenhum município entre os dez maiores valores da produção agrícola do Brasil em 2025, cidades do Estado aparecem em posições de destaque quando o levantamento é analisado pelas principais culturas.

Maracaju, município com a maior área plantada de Mato Grosso do Sul em 2025, destinou 650,5 mil hectares às lavouras.

Na soja, produziu 1,2 milhão de toneladas e alcançou a 13ª posição entre os municípios brasileiros. No milho, o desempenho foi ainda maior: com aproximadamente 1,83 milhão de toneladas, ficou na 7ª posição nacional.  

Outros três municípios sul-mato-grossenses também aparecem entre os 25 maiores produtores de milho do País. Sidrolândia ocupa a 16ª posição, com 1,3 milhão de toneladas; Ponta Porã está em 21º, com 1,1 milhão; e Dourados aparece em 24º, também com 1,1 milhão de toneladas.

Considerando a área plantada ou destinada à colheita, as cinco maiores forças do Estado são Maracaju, com 651 mil hectares; Ponta Porã, com 573 mil; Sidrolândia, com 465 mil; Dourados, com 457 mil; e Rio Brilhante, com 351 mil hectares.

Os números mostram que ficar fora do Top 10 nacional em valor da produção agrícola não significa ausência de protagonismo no campo. Mato Grosso do Sul possui municípios entre os maiores produtores brasileiros de algumas das principais commodities do País.

MS é o quinto maior produtor de soja

A soja continua como principal produto das lavouras sul-mato-grossenses. Em 2025, o Estado colheu 13,1 milhões de toneladas, crescimento de 15,9% sobre o ano anterior.

A oleaginosa sozinha movimentou R$ 25,1 bilhões, aumento de 30,7%. Mato Grosso do Sul ficou na quinta posição nacional tanto em quantidade produzida quanto em valor da produção, respondendo por 7,9% da soja colhida e 8% do valor gerado pelo produto no Brasil. 

Maracaju retomou de Ponta Porã a liderança estadual da cultura. Foram 1,2 milhão de toneladas produzidas no município, contra 899 mil toneladas em Ponta Porã e 891 mil toneladas em Sidrolândia.

Entre todos os municípios brasileiros, entretanto, apenas Maracaju aparece entre os 20 maiores produtores de soja, ocupando o 13º lugar. Ponta Porã aparece na 30ª posição. 

Milho bate recorde

O milho apresentou um avanço ainda mais expressivo. Mato Grosso do Sul produziu 13,9 milhões de toneladas em 2025, crescimento de 76,8% em relação ao ano anterior e o maior volume desde o início da série histórica, em 1979.

O desempenho manteve o Estado como o quarto maior produtor de milho do Brasil, atrás apenas de Mato Grosso, Paraná e Goiás. 

É justamente nessa cultura que os municípios sul-mato-grossense conseguem maior presença entre os líderes nacionais. Quatro cidades do Estado aparecem entre as 25 maiores: Maracaju (7º), Sidrolândia (16º), Ponta Porã (21º) e Dourados (24º). 

Cana coloca duas cidades de MS no Top 5

Se Mato Grosso do Sul não aparece no Top 10 geral do valor da produção agrícola, o cenário muda quando o recorte é feito sobre a cana-de-açúcar.

Nova Alvorada do Sul é a segunda maior produtora municipal de cana do Brasil, com 7,7 milhões de toneladas, ficando atrás apenas de Uberaba (MG), que alcançou 9 milhões de toneladas.

Outra cidade sul-mato-grossense aparece no Top 5: Rio Brilhante ocupa a quinta posição nacional, com 6,15 milhões de toneladas. 

No conjunto do Estado, foram produzidas 55,3 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, crescimento de 5,3% em relação a 2024. Mato Grosso do Sul permaneceu como o quarto maior produtor nacional, e o valor da produção estadual da cultura chegou a R$ 8,1 bilhões.

Brasil bate recorde

O resultado de Mato Grosso do Sul ocorre em um ano histórico para a agricultura brasileira. O valor da produção agrícola do País chegou ao recorde de R$ 927 bilhões em 2025, crescimento de 18,4% em relação ao ano anterior.

A safra brasileira de grãos alcançou 345 milhões de toneladas, também recorde, enquanto a área colhida chegou a 101 milhões de hectares.

A soja respondeu sozinha por R$ 315 bilhões, equivalente a 34% de todo o valor da produção agrícola brasileira. O milho movimentou outros R$ 122 bilhões. Juntas, as duas culturas representaram 88,7% do volume de grãos produzido no País.

Mesmo fora do Top 10 municipal em valor da produção, Mato Grosso do Sul encerrou 2025 com expansão das lavouras, recorde no milho e posições de destaque nacional em soja, cana-de-açúcar, algodão e mandioca.

O retrato da PAM mostra, portanto, um Estado com forte peso agrícola, mas cuja produção está distribuída entre diferentes municípios, sem que uma única cidade concentre valor suficiente para alcançar o grupo das dez maiores do Brasil.

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