Economia

Febralot:

Donos de lotéricas querem impedir licitação

Donos de lotéricas querem impedir licitação

band

18/08/2015 - 07h00
Continue lendo...

Donos de lotéricas devem entrar na Justiça nos próximos dias para tentar impedir a licitação que será feita pela Caixa Econômica Federal, disse nesta segunda-feira (17) o presidente da Federação Brasileira das Empresas Lotéricas (Febralot), Roger Benac. O objetivo da instituição é regularizar a concessão das casas lotéricas, unificando o regime jurídico das unidades que começaram a funcionar antes de 1999 em cumprimento a um acordo feito com o Tribunal de Contas da União. Até aquele ano, a permissão para entrar no ramo era concedida por credenciamento no banco.

O presidente da Febralot destacou que, como a maioria dos contratos só vence em 2018, ao fazer a licitação, a Caixa está “antecipando o vencimento”. Além disso, Benac argumentou que a Lei 12.869, de 2013, garante a renovação da permissão por mais 20 anos. Já a instituição argumenta que esta lei não tem efeito retroativo para incluir as permissões anteriores a 1999.

“As lotéricas que serão substituídas são as que tiveram permissão concedida antes de 1999, período em que a legislação não exigia licitação e a autorização se dava por credenciamento na Caixa”, disse o banco em nota.

Benac lembrou que os donos de lotéricas fizeram investimentos em novas padronizações exigidas pela Caixa, como instalações com blindagem. “São investimentos altos, além de serem lotéricas antigas que já têm know-how [conhecimento do negócio], clientela e ponto”, disse. Ele acrescentou que o investimento mínimo para abrir uma lotérica, atualmente, é R$ 50 mil.

Os donos de lotéricas também reclamam que alguns estabelecimentos foram vendidos para outros empresários recentemente, com o aval da Caixa e, com a licitação, este investimento pode ser perdido.

Por ano, 2 mil lotéricas serão licitadas

Segundo a Caixa, o primeiro lote que o banco pretende licitar será sorteado no próximo dia 20 e engloba 500 casas lotéricas de um total de 6.104 (46% do total). O banco pretende fazer essa regularização até o fim de 2018. Serão licitadas 2 mil lotéricas por ano, divididas em lotes de 500 unidades. Os contratos, que começam a ser assinados em 2016, terão 20 anos de duração e poderão ser prorrogados por igual período.

A Caixa informou que os atuais donos de lotéricas poderão participar do processo, que será realizado por pregão eletrônico. Vencerá quem der o maior lance, que terá valor mínimo estipulado para cada unidade. Além disto, o banco diz que será necessário observar a localização das unidades disponibilizadas em cada edital e a documentação requerida. O vencedor deve assinar o contrato no prazo de 180 dias.

A Caixa informou ainda que todo o processo de substituição será feito sem interromper o atendimento aos clientes.

LOTERIAS

Resultado da Mega-Sena de hoje, concurso 3010, domingo (24/05): veja o rateio

A Mega-Sena realiza três sorteios semanais, terça, quinta e sábado, sempre às 20h; veja quais os números sorteados no último concurso

24/05/2026 13h03

Arquivo

Continue Lendo...

A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 3010 da Mega-Sena na manhã deste domingo, 24 de maio de 2026, a partir das 11h (de Brasília). A extração dos números ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo, com um prêmio estimado em R$ 336 milhões.

Confira os detalhes das apostas ganhadoras:

6 acertos
2 apostas ganhadoras, R$ 168.170.026,83

5 acertos
590 apostas ganhadoras, R$ 13.890,02

4 acertos
37.565 apostas ganhadoras, R$ 311,65

Confira o resultado da Mega-Sena!

Os números da Mega-Sena 3010 são:

  • 35 - 33 - 45 - 30 - 47 - 03 

O sorteio foi transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pôde ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: Mega-Sena 3011

Como a Mega Sena tem três sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre na terça-feira, 26 de maio, a partir das 20 horas, pelo concurso 3011. O valor da premiação vai depender se no sorteio atual o prêmio será acumulado ou não.

Para participar dos sorteios da Mega-Sena é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 6,00 para um jogo simples, em que o apostador pode escolher 6 dentre as 60 dezenas disponíveis, e fatura prêmio se acertar de 4 a 6 números.

Como jogar na Mega-Sena

A Mega-Sena paga milhões para o acertador dos 6 números sorteados. Ainda é possível ganhar prêmios ao acertar 4 ou 5 números dentre os 60 disponíveis no volante de apostas.

Para realizar o sonho de ser milionário, você deve marcar de 6 a 20 números do volante, podendo deixar que o sistema escolha os números para você (Surpresinha) e/ou concorrer com a mesma aposta por 2, 3, 4, 6, 8, 9 e 12 concursos consecutivos (Teimosinha).

Assine o Correio do Estado

ECONOMIA

Bancos começam a escalar consignado privado, mas aguardam ajustes operacionais

Cenário desenha múltiplas oportunidades para instituições financeiras, mas também endurece a competição no setor

24/05/2026 12h44

Itaú segue em destaque, com uma carteira que subiu de cerca de R$ 12 bilhões antes do programa do governo para R$ 19,5 bilhões no primeiro trimestre.

Itaú segue em destaque, com uma carteira que subiu de cerca de R$ 12 bilhões antes do programa do governo para R$ 19,5 bilhões no primeiro trimestre. Reprodução

Continue Lendo...

Maiores bancos brasileiros acirraram a disputa pelo crédito consignado privado no começo do ano, depois de demonstrarem apetite mais comedido nos primeiros meses do programa de Crédito do Trabalhador.

O mercado ainda aguarda a resolução de pendências operacionais no sistema do DataPrev que processa os empréstimos, mas já acelerou a concessão na modalidade, em um esforço para blindar os balanços da pressão de endividamento e inadimplência no País.

Em março, a carteira total do consignado para funcionários do setor privado superou a marca de R$ 100 bilhões, um crescimento de 142% na comparação com igual mês do ano passado, de acordo com dados mais atualizados do Banco Central.

O volume ainda representa pouco mais de 1/4 do saldo de R$ 384 bilhões do consignado para servidores públicos, o que indica maior espaço para expansão à frente - O Brasil tem cerca de três vezes mais trabalhadores CLT que empregados do setor público.

O consignado é visto como um instrumento mais seguro para canalizar crédito pessoal, porque as parcelas são descontadas diretamente na folha de pagamento.

O produto também prevê a possibilidade de uso de parte do saldo do FGTS para amortizar a dívida, em caso de demissão sem justa causa. Os mecanismos reduzem o risco de inadimplência e limitam os juros cobrados nas operações.

"A Selic alta mudou a postura dos bancos, que estão diminuindo a exposição ao crédito pessoal sem garantia, como cartão de crédito, e dando importância para linhas em que o consumidor pode dar um ativo como garantia ou então para o consignado", explica a head de crédito da Integral Group, Maria Estela Ferraz de Campos.

O cenário desenha múltiplas oportunidades para instituições financeiras, mas também endurece a competição no setor.

Entre os grandes bancos, a briga será principalmente pela conquista das empresas com quadro de empregados mais robusto, não necessariamente pela relação direta com o cliente pessoa física, avalia o vice-presidente de Finanças e Controladoria da Caixa Econômica Federal, Marcos Brasiliano Rosa.

"É por isso que estamos observando bancos com uma carteira PJ maior estão alavancando mais o segmento", explicou, em entrevista ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

A Caixa, que participou da elaboração do programa, ainda está nos estágios iniciais de implementação do produto. A carteira do consignado CLT atingiu cerca de R$ 9 bilhões, de acordo com Brasiliano. O número ainda representa uma fração do saldo de R$ 114,2 bilhões do consignado como um todo, mas o maior banco do País planeja escalar a concessão nos próximos meses.

Entre os privados, o Itaú segue em destaque, com uma carteira que subiu de cerca de R$ 12 bilhões antes do programa do governo para R$ 19,5 bilhões no primeiro trimestre.

O banco é líder no segmento, com uma participação de mercado de pouco mais de 20%. "Estamos crescendo com muita qualidade, nos clientes certos, naturalmente com uma visão de rentabilidade adequada", disse o presidente do Itaú, Milton Maluhy Filho, na teleconferência com analistas para discutir os resultados.

No Bradesco, o privado ainda representa 6% do portfólio consignado, mas a proporção vem aumentando gradualmente. O saldo na linha cresceu quase 43% no comparativo anual, para cerca de R$ 6,7 bilhões, que corresponde a uma fatia de 6,6% do mercado geral.

Dataprev

Para continuar acelerando a exposição à modalidade, o setor bancário ainda cobra a evolução do sistema do DataPrev, em especial para garantir a portabilidade entre bancos e a migração automática do contrato quando o trabalhador muda de emprego.

Atualmente, quando há uma troca de empresa, o modelo exige a formalização de um novo contrato. O governo trabalha para automatizar o processo, mas esse é um procedimento complexo, porque envolve ajustes nos sistemas das instituições.

Segundo Brasiliano, da Caixa, as melhorias começaram a ser implementadas em maio e devem estar totalmente operacionais em setembro. "Algumas coisas mais relevantes acontecem agora em maio, podendo já começar a produzir efeitos no mês seguinte", explicou o executivo.

Os bancos privados vinham divergindo dos públicos em relação ao modelo de acesso a garantias vinculadas ao FGTS, ponto central para consolidação do consignado privado. O governo defendia a centralização o mecanismo pela Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) digital, enquanto a indústria bancária queria disponibilizá-lo nos canais próprios.

Para acomodar um meio termo, o ministério do Trabalho deve liberar os bancos a ofertarem as garantias em seus aplicativos, mas em operações sujeitas a uma conjunto de restrições, de acordo com Brasiliano. Se o empréstimo for concedido via CTPS, as condições serão livres.

O Broadcast procurou o a pasta para esclarecer o desenho do processo, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

Taxas 'abusivas'

No mês passado, o governo publicou uma portaria que busca coibir o que as autoridades consideram "taxas abusivas".

A resolução prevê punições para instituições financeiras que cobrem juros que excedem uma taxa de referência calculada pelo Ministério do Trabalho.

Também determina que o custo efetivo total (CET) das operações contratadas por plataformas digitais fica limitado a um ponto porcentual acima da taxa de juros mensal da operação. Em março, o juro médio do consignado CLT estava em 56,8% ao ano, ou cerca de 3,8% ao mês, conforme números do BC.

Para analistas da Fitch, as incertezas regulatórias e operacionais têm implicado em múltiplas dificuldades para escalar o consignado privado, apesar do potencial do produto para o modelo de negócios dos bancos.

"Caso persistam, estes desafios continuarão pressionando os custos dos juros, aumentando o conservadorismo dos originadores e reduzindo a eficiência do mercado", alerta a agência.

 

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).