Economia

DÍVIDAS

Estado estima recuperar R$ 265 milhões com o Refis

Arrecadação acumulada entre dezembro do ano passado e junho deste ano chega a R$ 225 milhões

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O programa de recuperação de créditos fiscais, conhecido como Refis, do governo do Estado já negociou R$ 225 milhões em dívidas com o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). 

A edição teve início em dezembro de 2019, quando o Fisco estadual abriu uma chance extra para os contribuintes endividados renegociarem débitos com descontos.  

De acordo com a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), até o fim de junho foram negociados R$ 225 milhões, sendo R$ 150 milhões renegociados com a Sefaz e outros R$ 75 milhões pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE). “Com a prorrogação, estima-se um recebimento em torno de R$ 40 milhões”, informou a Secretaria através de nota.

O prazo para empresários aderirem ao programa foi prorrogado pela segunda vez e a nova data vigente vai até 30 de setembro. 

Com emendas, a lei foi aprovada pela Assembleia Legislativa e sancionada pelo governador, Reinaldo Azambuja, em função da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

A prorrogação vale para créditos do ICMS, para contribuição do Fundo de Desenvolvimento do Sistema Rodoviário do Estado de Mato Grosso do Sul (Fundersul) e para obrigações acessórias. 

A primeira lei do Refis definia que a adesão poderia ser feita até 16 de março, prazo que foi estendido para 15 de junho e agora para 30 de setembro.

Pode aderir o contribuinte que tiver débito igual ou superior a R$ 1 milhão, que poderá ser parcelado em até 90 vezes, com 80% de desconto das multas e 60% de desconto dos juros de mora. 

Também houve alteração no prazo de parcelamento para quem já aderiu anteriormente, mas que está com dificuldades para pagar. Esse reparcelamento tem efeito retroativo a 20 de março.

DÉBITOS

O coordenador de Recuperação de Ativos da Superintendência de Administração e Tributos (CRAS/SAT), Nelson Teruya, disse que o estoque de dívidas negociadas dessa edição do Refis é de seis meses de novos débitos. Podem participar contribuintes que tenham fatos geradores até 31 de dezembro de 2018, ou seja, débitos referentes a 2019 não entram no Refis.

“No último programa podiam ser renegociadas dívidas até 30 de junho de 2018. Nesse, entram dívidas até 30 de dezembro de 2018. 

Com autorização do Confaz, nossa intenção com esse novo programa é a de auxiliar aquele empresário que sempre esteve em dia com o Fisco, mas que por uma eventualidade não conseguiu efetuar o pagamento de tributos”, explicou Teruya.

O secretário Estadual de Fazenda, Felipe Mattos, ressaltou que estar em dia com o Fisco permite que, além de regularização tributária, esses contribuintes participem de licitações e processos de compra do governo e que tenham certidão negativa em relação aos débitos devidos ao Estado.

DÍVIDA ATIVA

Conforme apurado pelo Correio do Estado, a dívida ativa do ICMS atualmente é de cerca de R$ 14 bilhões, e a intenção da gestão estadual é amortizar o montante e aumentar a arrecadação. 

As condições para negociar dívidas com o Fisco estadual começou a valer no dia 18 de dezembro. 

Os descontos podem chegar a 95% e valem para débitos gerados até 31 de dezembro de 2018 inscritos na dívida ativa ou não.

Do montante recuperado pelo ente federado, 25% será repartido com os municípios, obedecendo ao critério do Índice de Participação dos Municípios (IPM). 

A última edição do programa de recuperação de crédito estadual, encerrada em março de 2019, arrecadou cerca de R$ 100 milhões.

CONDIÇÕES DE PAGAMENTO

Os débitos podem ser pagos à vista, em parcela única, com redução de 95% das multas punitivas ou moratórias e de 80% dos juros de mora correspondentes.

Outra opção é o parcelamento, de duas até 60 parcelas, com redução de 80% das multas punitivas ou moratórias e de 60% dos juros de mora correspondentes – desde que a parcela tenha o valor mínimo de 10 Unidades Fiscais Estaduais de Referência de Mato Grosso do Sul (Uferms) e não seja inferior a 5% do crédito tributário.

Os interessados em renegociar os débitos com o Fisco estadual devem procurar a Agência Fazendária (Agenfa) mais próxima ou acessar o site da Sefaz

Já os contribuintes com débitos inscritos em dívida ativa, ou seja, que já foram ajuizados, deverão dirigir-se à PGE.

IMAPCTO

Alta da arroba chega ao consumidor e carne bovina sobe 11% neste ano

Cotação do boi gordo acumula valorização de 12,1% em 12 meses, impulsionada pela menor oferta de animais para abate e pelo aquecimento das exportações; alguns cortes registram reajustes acima de 14% no período

06/08/2026 07h45

Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A valorização da arroba do boi gordo voltou a pressionar o preço da carne bovina e já pesa no bolso dos consumidores de Mato Grosso do Sul.

Este ano, a principal referência do mercado pecuário acumulou alta de 8,9%, enquanto cortes tradicionais registraram aumentos de até 11,7%, conforme o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

O movimento é atribuído à menor oferta de animais para abate, ao fortalecimento das exportações brasileiras e ao próprio funcionamento da cadeia de comercialização da carne.

Em um ano, o boi gordo acumulou alta de 12,1%, enquanto cortes tradicionais registraram aumentos de até 14,05%. Levantamento da Granos Corretora aponta que a arroba do boi gordo passou de R$ 296,71, em 4 de agosto de 2025, para R$ 332,68 após um ano.

Em relação ao início deste ano, quando a cotação era de R$ 305,35, a valorização chega a 8,9%.

Embora o aumento da arroba não seja repassado automaticamente ao consumidor, ela representa o principal custo da matéria-prima para a indústria frigorífica. À medida que frigoríficos renovam estoques e negociam com distribuidores e redes varejistas, o reajuste acaba chegando às gôndolas.

Os números do IPCA confirmam esse movimento. No acumulado deste ano, o grupo carnes registra inflação de 7,61%. Entre os principais cortes, a ponta de peito lidera os aumentos, com alta de 11,73%, seguida pela paleta (10,13%), costela (8,78%), coxão mole (7,46%) e contrafilé (6,03%).

Em 12 meses, a alta é ainda mais expressiva. O contrafilé acumula reajuste de 14,05%, a ponta de peito de 12,86%, a paleta de 12,44%, o coxão mole de 11,28%, a costela de 6,68% e o conjunto das carnes registra inflação de 8,71%.

VALORIZAÇÃO

Conforme o boletim técnico da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Sistema Famasul), a valorização da arroba é atribuída à combinação entre oferta mais restrita de animais e demanda aquecida.

O relatório aponta que a arroba do boi gordo alcançou R$ 330,67 em julho, acumulando valorização de 8,3% na comparação anual.

Segundo a análise, “a demanda em boas condições contribui para a manutenção dos preços” e “o bom desempenho das exportações segue atuando como fator de sustentação para o mercado”, absorvendo parte da oferta disponível no mercado interno. 

A menor disponibilidade de animais terminados tem favorecido a recuperação dos preços pagos ao produtor.

“No ano de 2026 a oferta de animais está menor e garante condições para a boa precificação da arroba”, afirma o boletim, que destaca ainda o crescimento dos embarques de carne bovina em relação ao ano passado.

Mesmo com aumento pontual do número de animais enviados ao abate em junho, o acumulado do primeiro semestre ainda mostra retração.

Dados da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) apontam que Mato Grosso do Sul abateu 2,08 milhões de bovinos entre janeiro e junho, redução de 1,6% em comparação com o mesmo período de 2025.

As exportações também seguem fortalecendo o mercado. No primeiro semestre deste ano, MS exportou US$ 1,42 bilhão em carnes, crescimento de 40% em relação ao mesmo período do ano passado.

O produto respondeu por 25,1% de toda a receita das exportações do agronegócio estadual, consolidando-se como a segunda principal pauta do setor.

OFERTA INTERNA

Para o mestre em Economia Eugênio Pavão, o avanço dos preços está diretamente ligado ao perfil exportador de Mato Grosso do Sul. Segundo ele, a carne bovina é uma das principais fontes de geração de divisas para o Estado e o aumento das vendas externas reduz a disponibilidade do produto no mercado interno.

“A carne é uma das principais fontes de recursos do exterior para Mato Grosso do Sul. Mesmo diante das restrições impostas por alguns mercados, como as cotas da China, e por estar entre os produtos isentos da taxação americana, o setor continua fortemente voltado às exportações”, afirma.

Na avaliação dele, quanto maior a quantidade destinada ao mercado internacional, menor tende a ser a oferta para o consumidor brasileiro. “A oferta internacional representa uma redução da oferta interna e isso acaba contribuindo para o aumento dos preços no varejo”.

Pavão ainda explica que o aumento da arroba não chega imediatamente ao consumidor porque a carne percorre uma longa cadeia até as prateleiras.

“O produtor rural vende para os frigoríficos. Depois, a carne segue para grandes distribuidores e, somente então, chega aos supermercados, açougues e restaurantes. Em cada etapa existem custos, margens e negociações que influenciam a formação do preço final. Neste momento, a formação dos preços é determinada pelas condições de mercado. A concorrência, os estoques de carne congelada e outros fatores financeiros acabam influenciando diretamente os reajustes”.

QUEDA LENTA

Os cortes de carne bovina ficaram até 14% mais caros em um ano - Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

O economista destaca que uma característica clássica da economia ajuda a explicar a percepção do consumidor de que a carne aumenta rapidamente, mas demora a ficar mais barata. “Os preços sobem de elevador, mas descem de escada”, resume.

Segundo Pavão, quando há aumento dos custos da produção ou da matéria-prima, o repasse costuma ser praticamente imediato. Já quando esses custos diminuem, a redução ocorre de maneira gradual ao longo da cadeia produtiva.

“Essa é uma característica do próprio mecanismo de formação de preços. O mercado reage rapidamente aos estímulos de alta, enquanto as reduções costumam ser absorvidas de forma mais lenta”, finaliza.

A perspectiva do setor é que os preços permaneçam sustentados nos próximos meses, especialmente se a oferta de animais continuar limitada e o ritmo das exportações permanecer elevado.

Embora oscilações sejam naturais ao longo do segundo semestre, analistas avaliam que dificilmente haverá uma redução expressiva no preço da carne no curto prazo, já que a cadeia ainda convive com custos elevados e demanda consistente.

LOTERIAS

Resultado da Dia de Sorte de hoje, concurso 1264, quarta-feira (05/08)

A Dia de Sorte realiza três sorteios semanais, às terças, quintas e sábados, sempre às 21h; veja quais os números sorteados no último concurso.

05/08/2026 20h28

Confira o resultado do Dia de Sorte

Confira o resultado do Dia de Sorte divulgação

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 1264 da Dia de Sorte na noite desta quarta-feira, 5 de agosto de 2026, a partir das 21h (de Brasília). A extração dos números ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo, com um prêmio estimado em R$ 300 mil.

Confira o resultado da Dia de Sorte de hoje!

Os números da Dia de Sorte 1264 são:

  • 20 - 16 - 07 - 22 - 04 - 19 - 14 
  • Mês da sorte: 06 - Junho

O sorteio da Dia de Sorte é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: 1265

Como a Dia de Sorte tem seis sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre na quinta-feira, 6 de agosto, a partir das 20 horas, pelo concurso 1265. O valor da premiação vai depender se no sorteio atual o prêmio será acumulado ou não.

Para participar dos sorteios da Dia de Sorte é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 3,00 para um jogo simples, em que o apostador pode escolher 7 dente as 31 dezenas disponíveis, e fatura prêmio se acertar 4, 5, 6 e 7 números.

Como apostar na Dia de Sorte

Os sorteios da Dia de Sorte são realizados às terças, quintas e sábados, sempre às 19h (horário de MS).

O apostador marca entre 7 e 15 números, dentre os 31 disponíveis no volante, e fatura prêmio se acertar 4, 5, 6 e 7 números.

Há a possibilidade de deixar que o sistema escolha os números para você por meio da Surpresinha, ou concorrer com a mesma aposta por 3, 6, 9 ou 12 concursos consecutivos através da Teimosinha.

A aposta mínima, de 7 números, custa R$ 3,00.

Os prêmios prescrevem 90 dias após a data do sorteio. Após esse prazo, os valores são repassados ao Tesouro Nacional para aplicação no FIES - Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior.

É possível marcar mais números. No entanto, quanto mais números marcar, maior o preço da aposta.

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