Economia

SUSTENTABILIDADE

Governo do Estado vai economizar R$ 1,1 bilhão com o consumo de energia solar

Por ano, a economia será de R$ 4,3 milhões e, por isso, o governo "cruza os dedos" para que dê tudo certo no leilão marcado para o fim de setembro, na B3

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O Governo do Estado “cruza os dedos” para que tudo dê certo no leilão que vai definir qual a empresa vencedora na Parceria Público-Privada (PPP) que vai bronzear a máquina energética do Estado com energia solar.

Marcado para o dia 29 de setembro, na Brasil, Bolsa e Balcão (B3) - a popular Bolsa de Valores - , o leilão deve entrar para a história de Mato Grosso do Sul, de maneira oficial, por colocar o Estado na vanguarda do consumo da energia limpa, ambientalmente correta.

Hoje, por exemplo, o Estado gasta – por mês – R$ 1, 9 milhão com o pagamento das contas de energia de sua estrutura nos 79 municípios. 

Com a energia solar, o valor da contraprestação será de – no máximo – R$ 1.119.850,98 (um milhão, centro e dezenove mil, oitocentos e cinquenta reais e noventa e oito centavos) 

Como a previsão pela troca da energia elétrica via hidrelétrica por solar vai render uma economia estimada em 20% por mês, isso significa que – em valores atuais – o Estado economizaria cerca de R$ 365 mil por mês, o que, por ano, traria um alívio de R$ 4,3 milhões aos cofres públicos.

De acordo com o Escritório de Parcerias Estratégicas (EPE) de Mato Grosso do Sul, o contrato da empresa vencedora para fornecer a energia solar para a máquina estatal terá duração de 23 anos, o mesmo que 276 meses. 

Sem juros e correções monetárias, a economia que Mato Grosso do Sul fará será de mais de R$ 1,1 bilhão de reais, ou seja, precisamente de 1.192.320.000 um bilhão, cento e noventa e dois milhões e trezentos e vinte mil reais. 

Além disso, a empresa vencedora vai desembolsar R$ 80,3 milhões para investir nos painéis fotovoltaicos, agregados e afins para a geração de energia limpa. 

Sanesul vai economizar R$ 622 milhões em 18 anos

A Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul (Sanesul), que tem suas contas independentes do governo do Estado, terá um contrato com um prazo um pouco menor: 18 anos.

Toda a estrutura da Sanesul tem um consumo médio de energia de R$ 1,2 milhão por mês. Por ano, são gastos R$ 14,4 milhões com o pagamento das contas. 

Com a previsão de economia de 20% a partir do uso da energia solar, por ano a Sanesul terá R$ 2,88 milhões a mais em caixa. 

Em um período de 18 anos, a economia – em valores nominais, ou seja, sem juros, inflação e correções monetárias – será de R$ 622 milhões. 

Quem vencer o leilão na B3 no dia 29 de setembro, terá que investir R$ 44,4 milhões para montar a geração de energia solar para a Sanesul. 

A contraprestação da empresa será de R$ 700 mil por mês.

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EMPREGO

Com setor de serviços em alta, MS soma mais de 14 mil vagas criadas em 2026

No balanço geral, foram registradas 119.537 admissões e 105.507 desligamentos até março deste ano

04/05/2026 11h15

Nos últimos 12 meses, Mato Grosso do Sul acumula saldo de 20.565 empregos formais

Nos últimos 12 meses, Mato Grosso do Sul acumula saldo de 20.565 empregos formais Foto: Álvaro Rezende/ Governo do Estado

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Mato Grosso do Sul registrou saldo positivo de 3.554 novos empregos com carteira assinada em março de 2026, resultado de 40.698 admissões e 37.144 desligamentos, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego e compilados pela Assessoria Especial de Economia e Estatística da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação).

Em 2026, o Estado soma 14.030 vagas formais criadas, com 119.537 admissões e 105.507 desligamentos. No comparativo com março de 2025, o desempenho do mercado de trabalho sul-mato-grossense teve crescimento de 8,41% nas contratações e de 172,55% no saldo de empregos.

Em relação a fevereiro deste ano, houve aumento de 1,56% nas contratações, enquanto os desligamentos cresceram 9,52%, impactando a variação mensal do saldo.

Artur Falcette, titular da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), avalia que o resultado reforça a trajetória de crescimento sustentado da economia sul-mato-grossense.

“Os números mostram a consistência do ambiente econômico de Mato Grosso do Sul, com geração de empregos distribuída entre setores estratégicos como serviços, indústria e construção. Esse desempenho é resultado de uma política de desenvolvimento que combina atração de investimentos, fortalecimento das cadeias produtivas e qualificação da mão de obra, garantindo oportunidades e renda para a população”, destacou.

A taxa de rotatividade ficou em 32,98% em março. Considerando os últimos 12 meses, de abril de 2025 a março de 2026, Mato Grosso do Sul acumula saldo de 20.565 empregos formais, com 422.425 admissões e 401.860 desligamentos, o que representa crescimento de 3,01%.

Setores

O setor de serviços liderou a geração de empregos no mês, com saldo de 1.680 vagas, o equivalente a 47,27% do total. O ramo da indústria geral ocupa a segunda colocação, com 1.208 postos (33,99%), e a construção, com 886 vagas (24,93%).

Na área do comércio, também houve resultado positivo, com 227 vagas ocupadas. Já a agropecuária registrou retração no período, com saldo negativo de 447 vagas.

Confira os municípios que mais criaram novos postos de trabalho:

  1. Campo Grande - 1.428
  2. Inocência - 899
  3. Três Lagoas - 324
  4. Corumbá - 271
  5. Chapadão do Sul - 180

Também tiveram desempenho positivo Paraíso das Águas (124), Fátima do Sul (111), Dourados (104) e Itaquiraí (92). Por outro lado, Paranaíba (-181), Aral Moreira (-142) e Laguna Carapã (-141) registraram os maiores saldos negativos no mês.

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Balanço

BNDES aprovou R$ 5,7 bilhões para o agro de MS em 3 anos

Crédito aprovado cresceu 37% desde 2023; Mato Grosso do Sul amplia o acesso a financiamento e reforça ciclo de expansão do agronegócio

04/05/2026 08h00

Extraído da Internet/ Agência Brasil

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O agronegócio de Mato Grosso do Sul tem ampliado o acesso a crédito e fortalecido sua capacidade de investimento nos últimos anos.

Dados enviados ao Correio do Estado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) mostram que, desde janeiro de 2023, foram aprovados R$ 5,07 bilhões para o setor agropecuário no Estado, volume 37% superior ao registrado entre 2019 e 2022, quando os financiamentos somaram R$ 3,7 bilhões.

O avanço reforça o protagonismo do campo sul-mato-grossense na economia regional e ocorre em um momento de expansão da produção e das exportações, com destaque para cadeias como soja, milho, celulose e proteína animal.

Na prática, o aumento do crédito indica maior capacidade de investimento por parte de produtores e empresas, sobretudo em tecnologia, mecanização e ampliação da produção.

Os recursos aprovados pelo banco incluem operações no âmbito dos Programas Agropecuários do Governo Federal (PAGF), crédito rural e financiamentos para projetos estruturantes, como aquisição de máquinas e equipamentos, além de serviços tecnológicos voltados ao ganho de produtividade.

O desempenho de Mato Grosso do Sul acompanha o movimento nacional de expansão do crédito ao agronegócio. Em todo o País, o BNDES aprovou R$ 160,8 bilhões para o setor desde 2023, montante 65,3% superior ao liberado entre 2019 e 2022, que somou R$ 97,3 bilhões. Os recursos alcançaram 93% dos municípios brasileiros, ampliando a capilaridade do financiamento.

Parte relevante desses investimentos tem sido direcionada à agroindústria. Do total nacional, R$ 19 bilhões foram destinados ao aumento da capacidade produtiva, incluindo projetos de armazenagem, centros de pesquisa e expansão da produção de biocombustíveis – segmento que ganha força também em Mato Grosso do Sul, especialmente com o avanço das usinas de etanol de milho.

Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o aumento do volume de crédito está alinhado à estratégia de fortalecimento do setor agropecuário no País.

“Por orientação do presidente Lula, o BNDES tem sido um dos principais parceiros do setor agropecuário brasileiro. Ampliamos o volume de recursos para esse setor em todas as áreas. Um dos destaques é a produção de biocombustíveis. Foram aprovados R$ 13,5 bilhões para 48 projetos de etanol, valor 217% superior ao que foi aprovado entre 2019 e 2022”, afirmou.

OPERAÇÕES

O banco também registrou crescimento expressivo no número de operações realizadas por meio de instituições financeiras parceiras, o que facilita o acesso ao crédito por produtores de diferentes portes.

De acordo com o superintendente da área de Operações e Canais Digitais do BNDES, Marcelo Porteiro, somente no último ano foram mais de 200 mil operações no setor agropecuário.

“Num setor tão importante para a economia brasileira como o agropecuário, o BNDES se faz presente apoiando especialmente o investimento. Então, no ano passado, foram mais de R$ 50 bilhões investidos no setor, mais de 200 mil operações realizadas por meio de uma extensa rede de parceiros”, destacou.

Os números foram divulgados durante a Agrishow, maior feira de tecnologia agrícola da América Latina, realizada em Ribeirão Preto (SP), que reúne produtores, fabricantes de máquinas e instituições financeiras. O evento funciona como vitrine para novas tecnologias e reforça a importância do crédito como motor de modernização do campo.

Em Mato Grosso do Sul, o aumento de 37% nas aprovações de crédito ocorre em um cenário de consolidação do agronegócio como principal vetor econômico.

O setor responde por parcela significativa do Produto Interno Bruto (PIB) estadual e tem sido decisivo para a geração de empregos, renda e saldo positivo na balança comercial.

Especialistas apontam que o acesso a financiamento é determinante para sustentar o ritmo de crescimento, especialmente diante da elevação dos custos de produção e da necessidade de adoção de tecnologias mais eficientes.

Investimentos em armazenagem, por exemplo, ajudam a reduzir perdas e melhorar a logística, enquanto a mecanização contribui para ganhos de produtividade.

Outro fator relevante é o avanço dos biocombustíveis no Estado, impulsionado pela produção de etanol de milho, que tem atraído investimentos e ampliado a diversificação da matriz produtiva.

Nesse contexto, o crédito do BNDES tende a desempenhar papel estratégico na viabilização de novos projetos industriais.

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