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AUMENTO

Gasolina sobe e volta ao mesmo patamar de antes da pandemia

Levantamento aponta que o litro do combustível varia entre R$ 4,07 e R$ 4,29 em Campo Grande
10/07/2020 10:00 - Súzan Benites


 

A Petrobras informou às distribuidoras aumento de 5% da gasolina a partir do dia 8 nas suas refinarias. Foi a oitava elevação seguida desde o início de maio, acompanhando a recuperação das cotações internacionais do preço do petróleo após a reabertura da economia em diversos países. O preço médio do combustível em Mato Grosso do Sul voltou a atingir o mesmo patamar de antes da pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Nesta semana, o litro passou de R$ 4,15; a última vez que a gasolina bateu o valor foi em 29 de março, quando o Estado adotou as primeiras medidas de distanciamento social.

Conforme pesquisa da reportagem do Correio do Estado, ontem o litro da gasolina variou entre R$ 4,07 e R$ 4,29 em Campo Grande, média de R$ 4,16. Há pouco mais de um mês, no dia 8 de junho, o litro do combustível variava entre o mínimo de R$ 3,78 e o máximo de R$ 3,99, preço médio de R$ 3,88.  

Levantamento realizado semanalmente pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) apontou que o preço médio do litro da gasolina em Mato Grosso do Sul, entre os dias 28 de junho e 4 de julho, foi de R$ 4,11, variando entre o mínimo de R$ 3,95 e o máximo de R$ 4,60. Conforme os dados da Agência, a última vez em que o preço médio do combustível foi comercializado acima de R$ 4,15 foi na semana entre 29 de março e 4 de abril, quando a média no Estado era de R$ 4,43.  

De acordo com o diretor do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis Automotivos (Sinpetro-MS), Edson Lazarotto, apesar da alta já percebida, muitos postos ainda não repassaram o reajuste das refinarias, o que significa que os preços podem subir ainda mais. “Os preços foram reajustados pela Petrobras nos dias 2 e 8 de julho em torno de 10%, portanto, ainda devem estar chegando às bombas, mas muitos postos ainda não repassaram”, disse Lazarotto.  

Sobre novos aumentos, o diretor do Sinpetro afirmou que não há como estimar: “Não tem como saber, mas, se ocorrer alteração no mercado internacional do petróleo e o dólar subir, com certeza ocorrerá [nova alta]”.  

VENDAS

As medidas de isolamento social foram implantadas em Mato Grosso do Sul nos últimos dias do mês de março. Em Campo Grande, foram fechados comércios, escolas e muitas empresas adotaram teletrabalho. O distanciamento mais rígido foi mantido por cerca de 20 dias. No período, os donos de postos alegaram queda de 70% nas vendas. A grande oferta e a baixa procura impactaram na redução dos preços de combustíveis no período. Com a flexibilização das regras de isolamento e o retorno das atividades econômicas, houve um aumento na demanda, mas, atualmente, os donos apontam que a comercialização continua baixa.  

“As vendas continuam estagnadas porque têm muitas empresas fechadas, com horários reduzidos ou em home office. As vendas continuam em queda, principalmente agora, com toque de recolher às 20h”, contextualizou Lazarotto.

As cotações do diesel não sofrem alterações nas refinarias. O levantamento realizado pela reportagem do Correio do Estado encontrou o litro do diesel S10 a uma média de R$ 3,34, variando de R$ 3,19 a R$ 3,69 em Campo Grande. Já o litro do diesel comum custa em média R$ 3,34, com preço mínimo de R$ 3,15 e máximo de R$ 3,59. O etanol custa entre R$ 2,89 e R$ 3,19, com preço médio de R$ 3,02.

ESTATAL

A política de preços da Petrobras acompanha as cotações internacionais dos combustíveis, considerando ainda a taxa de câmbio, os custos de importação e a margem de lucro. Nos primeiros dias de maio, o litro da gasolina era vendido nas refinarias a R$ 0,91, menor preço praticado pela Petrobras desde 2004.  

Já no dia 27 de maio, o litro passou a ser vendido a R$ 1,32. Após o reajuste desta semana, o litro da gasolina passou a ser comercializado pelas refinarias da estatal, em média, a R$ 1,65. O valor é 60% superior ao vigente antes do início da sequência de aumentos.

 
 

Felpuda


Dia desses, há quem tenha se lembrado de opositor ferrenho – em público –, contra governante da época, mas que não deixava de frequentar a fazenda de “sua vítima” sempre que possível e longe dos olhos populares. Por lá, dizem, riam que só do fictício enfrentamento de ambos, que atraía atenção e votos. E quem se lembrou da antiga história garantiu que hoje ela vem se repetindo, tendo duas figurinhas carimbadas nos papéis principais. Ô louco!