Economia

Fonte renovável

Geração de energia solar cresce 57% no ano e MS já é o 8º maior do País

Potência instalada no Estado chegou a 777,2 MW em maio, ante 495 MW registrados em dezembro

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Mato Grosso do Sul registrou um aumento de 57% na potência instalada de energia solar nos cinco primeiros meses de 2023. Dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), compilados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), apontam que, em maio, o Estado atingiu 777,2 megawatts (MW) de geração distribuída, ante 495 MW registrados em dezembro de 2022. 

No ranking nacional, de acordo com a Absolar, MS está em 8º lugar na capacidade de geração de energia limpa. Para nível de comparação, a potência é equivalente a quatro usinas termelétricas William Arjona. A usina térmica tem capacidade para produzir 190 MW utilizando óleo diesel (poluente) ou gás natural.

Em um comparativo anual, tendo como parâmetro o mês de maio dos últimos cinco anos (de 2019 a 2023), a diferença se acentua. Em maio de 2019, Mato Grosso do Sul ocupava o 12º lugar entre as unidades federativas, com 15,9 MW, representando, na época, 2,3% da geração nacional. 

No mesmo mês de 2020, o Estado ocupava o 10º lugar no ranking nacional da Absolar, aumentando a capacidade para 87,8 MW (3,3% da matriz nacional). Em 2021, a produção solar subiu para 166,8 MW (3% da geração total do Brasil).

Já no ano passado, o Estado saltou para 354,9 MW. No comparativo interanual, entre 2022 e 2023, o crescimento foi de 118,9%, ou seja, mais que dobrou, atingindo 777,2 MW neste ano.

Para o presidente do Conselho de Administração da Absolar, Ronaldo Koloszuk, o crescimento da energia solar, tanto das grandes usinas quanto dos sistemas distribuídos em telhados e pequenos terrenos, fortalece a sustentabilidade, alivia o orçamento das famílias e amplia a competitividade dos setores produtivos.

“Finalmente, o Brasil acordou para a energia solar e seus benefícios. Aproveitar uma fonte de energia limpa e barata ajuda no processo de reindustrialização do País, além de estimular a diversificação do suprimento de eletricidade, reduzindo a pressão sobre os recursos hídricos e o risco de ainda mais aumentos na conta de luz da população”, diz Koloszuk.

De acordo com a entidade, o Brasil acaba de ultrapassar a marca de 30 gigawatts (GW) de potência instalada da fonte solar fotovoltaica, somando as usinas de grande porte e os sistemas de geração própria de energia em telhados, fachadas e pequenos terrenos, o equivalente a 13,7 % da matriz elétrica do País.  

Segundo Rodrigo Sauaia, CEO da Absolar, a fonte solar é uma alavanca para o desenvolvimento social, econômico e ambiental do País. “O crescimento da fonte solar pode acelerar ainda mais a atração de investimentos, a geração de empregos e renda e a liderança internacional do Brasil na transição energética”, comenta.

EXPANSÃO

Ampliando a diversificação de matrizes energéticas de fontes sustentáveis, Mato Grosso do Sul vive pleno desenvolvimento no setor. Roberto Hashioka, fundador da Nextron, companhia de energia sustentável aponta que o ramo para o segmento é vasto em MS, contendo enorme potencial, tanto para clientes como para investidores. 

“O Centro-Oeste é uma região muito relevante para o mercado, por conta da incidência solar e do forte desempenho no agronegócio. Uma vez que a proposta é trazer sustentabilidade para essa atividade de grande importância”, destaca.

A companhia chegou a Campo Grande com o modelo de aluguel, sem a necessidade da instalação de placas no imóvel, fazendo o uso de tecnologia para conectar o usuário de forma remota a uma usina na região. Dessa forma, a adesão ao método se torna mais simples e acessível para ambos os lados da cadeia, explica o diretor da empresa.

Também no ramo de distribuição de energia limpa na Capital, mas no modelo mais difundido, onde há necessidade de criação de projeto e instalação de placa solar no imóvel, Fábio Oliveira, supervisor técnico da Blue Energy – Energia solar, no mercado desde 2019, relata que o segmento é promissor em MS, mesmo com as alterações normativas para o uso.

“O segmento de energia solar tem ainda muito a crescer, apesar das mudanças impostas pela Lei 14.300. A cobrança que foi proposta não está acumulativa com a taxa mínima, ou seja, quem já fez o projeto após a mudança da lei está pagando um valor bem acessível. No momento, paga-se apenas o mínimo, pois não houve mudança de custo mínimo mensal”, ressaltou.

Para os que querem investir, o representante da Blue Energy pontua que o método convencional ainda é rentável, uma vez que os equipamentos estão atrativos. “É um mercado sazonal, e neste momento, como o valor dos equipamentos sofreu queda, ficou muito atraente a adesão à geração distribuída de energia solar”.

TAXAÇÃO

No dia 7 de janeiro deste ano, passou a vigorar a Lei nº 14.300/2022, o Marco Legal da Microgeração e Minigeração Distribuída, conhecida como taxação da energia solar. O texto determinou a cobrança de taxa na distribuição da energia produzida a partir de painéis solares que estejam conectados à rede. Vale destacar que todos os sistemas protocolados até o dia 6 de janeiro garantiram isenção até 2045.

Conforme já noticiado pelo Correio do Estado, em 4 de janeiro deste ano, as novas regras incidem sobre a geração de energia solar fotovoltaica, eólica, de centrais hidrelétricas e de biomassa. Situação que não ocorria para os micro e minigeradores até 6 de janeiro, período em que não era necessário o pagamento pela energia que é gerada a mais e inserida na rede distribuidora.

O pagamento escalonado começou em 15%, a partir deste ano; vai a 30% a partir de 2024; para 45% a partir de 2025; a partir de 2026, 60%; a 75% a partir de 2027; para 90% a partir de 2028; e a partir de 2029 as tarifas serão estabelecidas pela Aneel.

Mercado

Guerra eleva preço dos fertilizantes e pressiona o agro

Preço da ureia quase dobrou neste ano; custo dos fertilizantes na relação de troca com soja e milho disparou

26/03/2026 08h35

Fertilizantes como ureia teve um aumente de 50% nos últimos 30 dias

Fertilizantes como ureia teve um aumente de 50% nos últimos 30 dias Gerson Oliveira

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Desde o início da guerra entre Estados Unidos e Israel, de um lado, e Irã, do outro, o preço dos principais fertilizantes utilizados pelo agro brasileiro disparou. No caso da ureia, o preço do insumo aumentou 50% nos últimos 30 dias, informa relatório da consultoria Itaú BBA.

A relação de troca entre os produtos agrícolas piorou, o que indica que o custo de produção está aumentando conforme a guerra no Oriente Médio se prolonga.

O preço da tonelada da ureia atingiu US$ 710. “O mercado de fertilizantes voltou a operar sob forte tensão, elevando os preços internacionais, com repasses quase imediatos ao mercado brasileiro”, informa o relatório da consultoria.

Outro fertilizante que teve alta significativa é o fosfato monoamônico (MAP), insumo que fornece principalmente fósforo e uma quantidade menor de nitrogênio às plantas.

O preço desse fertilizante, explica o relatório do Itaú BBA, subiu 17% nos últimos 30 dias, indo a US$ 850 por tonelada.

O único dos fertilizantes que tem impacto significativo para o plantio das principais culturas do agronegócio brasileiro é o cloreto de potássio (KCl), cujo preço tem permanecido estável.

Exemplos

Um dos exemplos práticos de como os conflitos no Oriente Médio têm afetado o mercado de fertilizantes é que a relação de troca de MAP por soja está disparando.

No início deste ano, cada tonelada do fertilizante equivalia a 27 sacas de soja. Agora, cada tonelada custa pelo menos 35 sacas de soja.

No caso do milho, também há aumento. No início deste ano, cada tonelada do fertilizante fosfatado custava em torno de 50 sacas de milho, agora, está em torno de 62 sacas.

A piora mais significativa é na troca de milho por ureia. Em janeiro, eram necessárias 30 sacas de milho para cada tonelada de ureia, hoje, 1 tonelada de ureia custa pelo menos 55 sacas de milho na relação de troca.

Vale lembrar que a saca de milho (R$ 58) ainda teve leve alta, ao contrário da soja, cujo preço (R$ 113) teve leve queda em meio à desvalorização do dólar.

“A relação de troca piorou para quase todas as culturas, visto que a alta das commodities não acompanhou a valorização dos fertilizantes”, analisa o Itaú BBA.

Colheita avança

De acordo com dados do Siga MS, executado pela Aprosoja-MS, que realiza o acompanhamento da safra em todo o Estado, a colheita da soja se aproxima da reta final, com cerca de 82% das áreas já colhidas.

Em relação às condições das lavouras, nas regiões norte e nordeste do Estado, 69% das áreas estão em boas condições. Já nas regiões oeste, sudoeste, sul-fronteira e centro, houve maior variação nas condições, com presença mais significativa de áreas em situação regular e ruim, em razão da falta de chuvas no fim do ciclo da soja.

O plantio do milho também avança, com maior ritmo na região sul de MS, seguida pelas regiões centro e norte. Até o momento, cerca de 1,8 milhão de hectares foram plantados.

A previsão do tempo indica a ocorrência de chuvas significativas nas próximas semanas, especialmente nas regiões sul, centro-norte e sudoeste.

Esse cenário reforça a importância do monitoramento contínuo das condições climáticas, permitindo que o manejo seja ajustado de acordo com as particularidades de cada região.

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LOTERIAS

Resultado da Quina de ontem, concurso 6985, quarta-feira (25/03): veja o rateio

A Quina realiza seis sorteios semanais, de segunda-feira a sábado, sempre às 20h; veja quais os números sorteados no último concurso

26/03/2026 08h28

Confira o rateio da Quina

Confira o rateio da Quina Foto: Arquivo

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 6985 da Quina na noite desta quarta-feira, 25 de março de 2025, a partir das 21h (de Brasília). A extração dos números ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo, com um prêmio estimado em R$ 6,5 milhões.

Premiação

  • 5 acertos - Não houve ganhadores
  • 4 acertos - 36 apostas ganhadoras, (R$ 10.271,78)
  • 3 acertos - 3.098 apostas ganhadoras, (R$ 113,67)
  • 2 acertos - 80.705 apostas ganhadoras, (R$ 4,36)

Confira o resultado da Quina de ontem!

Os números da Quina 6985 são:

  • 43 - 73 - 39 - 04 - 09

O sorteio da Quina é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: Quina 6995

Como a Quina seis sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre na quinta-feira, 26 de março, a partir das 20 horas, pelo concurso 6995. O valor da premiação está estimado em R$ 7,3 milhões.

Para participar dos sorteios da Quina é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 3,00 para um jogo simples, em que o apostador pode escolher 5 dentre as 80 dezenas disponíveis no volante, e fatura prêmio se acertar 2, 3, 4 ou 5 números.

Como apostar na Quina

A Quina tem seis sorteios semanais: de segunda-feira a sábado, às 20h (horário de MS).

O apostador deve marcar de 5 a 15 números dentre os 80 disponíveis no volante e torcer. Caso prefira o sistema pode escolher os números para você através da Surpresinha ou ainda pode concorrer com a mesma aposta por 3, 6, 12, 18 ou 24 concursos consecutivos com a Teimosinha.

Ganham prêmios os acertadores de 11, 12, 13, 14 ou 15 números.

O preço da aposta com 5 números é de R$ 3,00.

É possível marcar mais números. No entanto, quanto mais números marcar, maior o preço da aposta.

Probabilidades

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada.

Para a aposta simples, com apenas cinco dezenas, que custa R$ 2,50, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 24.040.016, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 7.507,50 a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 8.005, ainda segundo a Caixa.

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