O Governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, se reuniu na manhã de hoje (6), com o representantes do setor agropecuário e também com o Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, em busca de auxílio para minimizar perdas na agricultura e buscar apoio ao setor que vive uma crise por conta da quebra na produção e estiagem.
Durante o encontro estiveram presentes o secretário-executivo de Desenvolvimento Econômico e Sustentável da Semadesc, Rogério Beretta, o presidente da Famasul, Marcelo Bertoni, o presidente da Aprosoja MS, Jorge Michelc, e o presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Soja, André Dobashi, onde relataram as dificuldades do setor agropecuário que vem passando por problemas na colheita devido ao impactos do clima.
Ao ministro do Mapa, o governador Eduardo Riedel relatou que em Mato Grosso do Sul cerca de 4,2 milhões de hectares de soja foram colhidas, o que gera a estimativa de produção de 54 sacas por hectare.
No entanto, com a alta nos custos de produção e a estiagem, muitos agricultores estão colhendo menos que o previsto. Isso tem provocado grandes perdas na receita dos produtores e endividamento do setor.
O cenário levou o Governo do Estado juntamente com as entidades produtivas a solicitar apoio urgente do Governo federal.
Após entender o ambiente, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, sinalizou aos representantes que a União deve anunciar medidas de apoio financeiro ao setor rural nos próximos dias.
"Queremos viabilizar um apoio ao produtor rural nesse momento difícil, e o ministro Fávaro nos passou em primeira mão agora todas as ações que estão sendo feitas pelos setores produtivos, pelos governos, pelo Ministério da Agricultura para encontrar estratégias e alternativas. Duas grandes soluções estão na mesa. Não são definitivas, mas ajudam o produtor nesse momento", destacou o governador.
Mapa prepara medidas de auxílio aos produtores rurais.
Sabendo das dificuldades em que o setor agropecuário enfrenta, o Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) prepara medidas que incluem a prorrogação de parcelas de investimentos com vencimento em 2024 e a disponibilização de linha de capital de giro em dólar via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) com carência de dois anos e prazo de três anos para pagamento.
Equipes da economia têm tentado destrinchar as parcelas de investimentos contratadas com recursos equalizados que vencem no segundo semestre deste ano.
Este valor atualmente é de R$28,1 bilhões, montante total que estaria passível de prorrogação.
O secretário-executivo da Semadesc, Rogério Beretta, avaliou as medidas como positivas.
"É uma forma de minimizar as perdas que os produtores já estão vivendo com a safra de soja, que está perto dos 60% concluída no Estado", pontuou lembrando que a estimativa é que sejam colhidas 12,5 milhões de toneladas de soja neste ano, abaixo dos 15 milhões de toneladas do ano passado.

