Economia

Projeto de Lei

Governo de MS quer fechar o cerco contra sonegadores de ICMS

O Estado já identificou 20 devedores contumazes suspeitos de fraudar o Fisco

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O governo de Mato Grosso do Sul quer fechar o cerco a sonegadores e fraudadores do Fisco neste ano. Em dezembro de 2024, o chefe do Executivo sul-mato-grossense, Eduardo Riedel, enviou à Assembleia Legislativa de MS um projeto de lei que define, identifica e pune os devedores contumazes do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

No Estado, o governo já identificou pelo menos 20 grandes devedores contumazes que sonegaram ao menos R$ 20 milhões em ICMS.

O valor, no entanto, pode ser muito maior, uma vez que R$ 1 milhão é o valor mínimo apurado da dívida de ICMS para que um contribuinte seja enquadrado como devedor contumaz.

Mas o que é, de fato, um devedor contumaz? Conforme não apenas a legislação proposta por Riedel, mas também a de vários outros estados brasileiros em que já está vigente, trata-se de um devedor que deixa de pagar os tributos devidos de forma consciente e reiterada, conseguindo, assim, uma vantagem competitiva em relação aos demais concorrentes de seu ramo de atividades.

Normalmente, o devedor contumaz declara regularmente suas operações de venda e seus débitos tributários, porém, de forma intencional, não recolhe seus tributos. 

Tal prática, segundo juristas, também gera concorrência desleal, pois o devedor contumaz usa a sonegação como vantagem competitiva.

Para piorar a situação para o Fisco, o devedor contumaz – ao declarar e lançar suas operações, mas não pagar o imposto – interrompe a cadeia de substituição tributária, gerando prejuízo tanto para o consumidor, que paga o imposto, quanto para o Fisco, que deixa de receber o valor devido.

“Esse instrumento legal, cuja forma é a mesma utilizada pela União e por vários estados da Federação, além de proteger o erário, por meio das medidas fiscais que poderão ser aplicadas ao devedor contumaz, evita que ele – uma vez adotadas essas medidas – continue, por meio de sonegação ou inadimplência deliberada, praticando concorrência desleal com os contribuintes que cumprem suas obrigações tributárias”, afirmou um representante do governo.

QUEM É O DEVEDOR?

No Estado, devedor contumaz é todo aquele que deixa de recolher por seis meses (consecutivos ou não), dentro de um período de 12 meses, débitos de ICMS de valores superiores a 20 mil Unidades Fiscais de Mato Grosso do Sul (Uferms).

Atualmente, o piso para enquadrar um inadimplente com essas características como devedor contumaz é de R$ 1,028 milhão.

Por se tratar de dívidas recentemente lançadas e de práticas de sonegação visando concorrência desleal, o devedor contumaz, de forma nenhuma, se enquadra na dívida ativa (dívida que o governo cobra judicialmente). Isso, claro, não impede que no futuro sua dívida seja lançada na dívida ativa.

A lei tipifica o devedor contumaz e estabelece penas justamente para agir de forma preventiva.

As penas podem incluir representação fiscal para fins penais por crime contra a ordem tributária, proposição de ação cautelar fiscal contra o devedor e outras medidas que podem pesar na estratégia de sonegação do devedor contumaz, como a exclusão da função de responsável pela substituição tributária em relação à operação subsequente àquela em que ele constar como remetente.

O governo ainda pode impedir entradas e saídas de mercadorias dos devedores contumazes, suspender o diferimento de lançamento em operações interestaduais de ICMS e suspender o credenciamento em regimes tributários especiais.

A Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) informou ao Correio do Estado que ainda não estudou completamente o impacto positivo na arrecadação que pode ser gerado pelo cerco aos sonegadores de impostos enquadrados como devedores contumazes.

O projeto de lei, já enviado à Assembleia Legislativa no fim do ano passado, deve ser apreciado pelos deputados estaduais na volta do recesso parlamentar, no dia 3 de fevereiro.

COMBUSTÍVEIS

O Correio do Estado apurou que essa prática tem aumentado em mais de um setor da economia, mas que tem se tornado frequente no segmento dos combustíveis, em que a atuação do devedor contumaz tem dado algumas vantagens competitivas a donos de postos e distribuidoras.

O setor de revenda e distribuição de combustíveis está entre os líderes de inadimplência e sonegação no Brasil. Conforme a Petrobras, a maior produtora de combustíveis derivados de petróleo do País, 
a parcela equivalente aos tributos nos combustíveis nacionais equivale a 33,5% da composição do preço (veja a ilustração ao lado).

As duas maiores devedoras do Fisco federal em Mato Grosso do Sul são justamente distribuidoras de combustível. O governo do Estado, porém, não dispõe de uma plataforma de dados com os devedores de impostos.

A maior devedora de impostos ao Fisco nacional em MS é uma empresa que tem todas as raízes no estado do Paraná, mas que em meados da década passada transferiu sua matriz para Iguatemi, na região do Cone Sul, distante 360 km de Campo Grande: a Vetor Comércio de Combustíveis Ltda., empresa que deve nada menos que R$ 1,62 bilhão em tributos ao Fisco, conforme levantamento feito pelo Correio do Estado.

A segunda maior pessoa jurídica formuladora de combustíveis devedora de impostos federais em Mato Grosso do Sul ficou famosa em setembro de 2024, após ter sido alvo de operação liderada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo.

Trata-se da Copape Produtos de Petroleo Ltda., empresa que deve nada menos que R$ 476,9 milhões ao Fisco nacional e que está sediada em um edifício na Rua da Paz, em frente ao Fórum Heitor Medeiros, em Campo Grande.

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LOTERIA

Resultado da Mega-Sena de hoje, concurso 2986, quinta-feira (19/03)

A Mega-Sena realiza três sorteios semanais, terça, quinta e sábado, sempre às 20h; veja quais os números sorteados no último concurso

19/03/2026 20h00

Confira resultado do concurso da Mega Sena

Confira resultado do concurso da Mega Sena Foto: Reprodução

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 2986 da Mega-Sena na noite desta quinta-feira, 19 de março de 2026, a partir das 21h (de Brasília). A extração dos números ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo, com um prêmio estimado em R$ 3,5 milhões.

Confira o resultado da Mega-Sena de hoje!

Os números da Mega-Sena 2986 são:

  • 41 - 05 - 13 - 01 - 53 - 26

O sorteio foi transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pôde ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: Mega-Sena 2987

Como a Mega Sena tem três sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre no sábado, 21 de março, a partir das 20 horas, pelo concurso 2987. O valor da premiação vai depender se no sorteio atual o prêmio será acumulado ou não.

Para participar dos sorteios da Mega-Sena é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 6,00 para um jogo simples, em que o apostador pode escolher 6 dentre as 60 dezenas disponíveis, e fatura prêmio se acertar de 4 a 6 números.

Como jogar na Mega-Sena

A Mega-Sena paga milhões para o acertador dos 6 números sorteados. Ainda é possível ganhar prêmios ao acertar 4 ou 5 números dentre os 60 disponíveis no volante de apostas.

Para realizar o sonho de ser milionário, você deve marcar de 6 a 20 números do volante, podendo deixar que o sistema escolha os números para você (Surpresinha) e/ou concorrer com a mesma aposta por 2, 3, 4, 6, 8, 9 e 12 concursos consecutivos (Teimosinha).

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proposta da união

Riedel diz que zerar ICMS do diesel pode gerar "problema muito sério" para o Estado

Governador destacou que ainda não há um posicionamento do governo estadual por ainda precisar entender a proposta da União

19/03/2026 18h30

Riedel não descarta aceitar proposta para isentar ICMS do diesel, mas diz que é necessário entender a medida

Riedel não descarta aceitar proposta para isentar ICMS do diesel, mas diz que é necessário entender a medida Foto: Marcelo Victor / Correio do Estado

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O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP) afirmou que a proposta do governo federal de que estados e o Distrito Federal zerem temporariamente o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a importação de diesel, para conter a alta dos preços dos combustíveis, pode gerar um impacto "muito sério" para Mato Grosso do Sul e demais estados.

"Num primeiro momento, todos os secretários são contra, pelo impacto que isso gera no fluxo de caixa dos estados, de uma hora para outra. Com toda a programação que se tem para a saúde, para a educação, você simplesmente tirar isso, você vai ter um problema muito sério nos estados", disse Riedel.

No entanto, o governador ressaltou que a União se comprometeu a compensar 50% da perda de arrecadação e que os chefes dos Executivos estaduais ainda irão discutir essa questão na próxima semana.

"Acho que alguma coisa deve ser feita, mas nós temos que entender qual é essa proposta, porque eles ainda não têm pronta e eles levarão na semana que vem essa proposta", disse.

"Eu acho que está num momento de discussão, de negociação. Infelizmente a gente está atravessando uma guerra que teve como impacto esse movimento, e não é só isso, em toda a cadeia de suprimento acaba forçando um processo inflacionário e que nós temos que avaliar", acrescentou Riedel.

O governador ressaltou que antes de se bater o martelo sobre a proposta, é necessário fazer a avaliação dos impactos e das consequências nas políticas públicas e que isso está sendo feito entre os estados e o governo federal.

Por fim, ele disse que ainda não há um posicionamento do governo de MS quanto a isenção, por ser necessário entender, entre outros pontos, qual  mecanismo e por quanto tempo a União irá ressarcir o recurso.

A decisão final depende dos governadores e deve ser discutida até o próximo dia 27, quando o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) realiza reunião presencial em São Paulo.

Isenção do ICMS

A proposta para que os estados zerem o ICMS sobre a importação do diesel foi apresentada pelo secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, durante reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), nessa quarta-feira (18).

Órgão que reúne os secretários estaduais de Fazenda, o Confaz teve um encontro virtual para discutir medidas para conter a alta do diesel após o início da guerra no Oriente Médio.

Segundo a equipe econômica, a zeragem do imposto pode gerar renúncia de cerca de R$ 3 bilhões por mês para os estados. Desse total, R$ 1,5 bilhão seria coberto pelo governo federal.

A proposta prevê que a medida tenha caráter temporário, com validade até 31 de maio. O impacto total pode chegar a R$ 6 bilhões no período, sendo metade arcada pela União.

A iniciativa ocorre em meio à disparada dos preços do petróleo no mercado internacional, impulsionada pela guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. O aumento tem pressionado os custos do diesel no Brasil, que depende de importações para cerca de 30% do consumo.

O governo federal afirmou que não pretende impor a medida.

“A nossa orientação é fazer isso, caso os estados concordem, porque isso é muito importante para garantir o abastecimento, para discutir essa oferta forte e firme de diesel no País”, declarou o secretário-executivo da Fazenda.

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